Inácio Ferreira

Diálogo entre Dr. Inácio Ferreira e Dr. Odilon Fernandes

Encontrei, em um site espírita que leio sempre, um trecho do livro “Na próxima dimensão”, de Carlos A. Baccelli, ditado pelo espírito de Inácio Fereira, médico que, encarnado, cuidava de um sanatório em Uberaba e era ferrenho defensor da doutrina espírita. Ao desencarnar, continuou cuidando de um sanatório (do lado de lá). Ainda não li o livro, mas quero muito faze-lo.

É parte de um diálogo entre o Dr. Inácio e Dr. Odilon Fernandes (fundador da nossa querida Casa do Cinza):

– Mas – redargüiu o valoroso companheiro -, os espíritas haverão de se decepcionar; eu não sei a causa de, ao nos tornarmos espíritas, passarmos a achar que somos privilegiados… A Doutrina nos torna conscientes de nossas enfermidades, porém a tarefa da cura nos pertence, pois a simples condição de adepto do Espiritismo não isenta ninguém de suas provas…
– É, principalmente, do esforço de renovação… O espírita sincero é aquele que não recua diante das lutas que trava para ser melhor. Deus não cultiva preferências… As orações dos fiéis de todas as crenças têm para Ele o mesmo valor; às vezes, quem ora aos pés de um santo de barro ora com maior fervor do que aquele que já libertou a fé de tantas formalidades…
– Como você mudou, Inácio! – brincou Odilon comigo. – Eu diria tratar-se de um espírito… Se eu não fizer esta ressalva, os nossos irmãos do mundo não acreditarão que eu esteja conversando com você, o ferrenho adversário da Igreja Católica…
– Ora, não exagere! Você sabe que eu apenas me defendia, ou melhor, procurava defender a Doutrina… Agora, no entanto, estou aqui, às voltas com a própria realidade…
– E com muito trabalho neste hospital, não é?
– Neste hospital onde, por incrível que pareça, a maioria dos pacientes é espírita… Eu preferiria lidar com um louco espírito do que com um espírita louco… Como somos, Odilon, vaidosos do nosso pequeno saber!
– Muitos médiuns internados aqui?
– O problema maior não são os médiuns que, na maioria das vezes, faliram por falta de discernimento; o problema maior são os dirigentes espíritas, aqueles que quiseram ter as rédeas do Movimento nas mãos e impunham os seus pontos de vista. Já os médiuns se assemelham aos pecadores do Evangelho, mas os dirigentes são os doutores da lei…
– Algum católico ou evangélico por aqui?
– Poucos. E são os que me dão menos trabalho… Conforme lhe disse, os espíritas é que estão mal arrumados: conversam comigo de igual para igual e, não raro, acabam invertendo de papel comigo, ou seja: tratam-me como se o doente fosse eu… Citam trechos de “O Livro dos Espíritos”, referem-se ao Espiritismo científico, fazem questão de demonstrar conhecimentos, no entanto já pude fazer entre eles curiosa constatação: quase todos foram espíritas teóricos; nunca arregaçaram as mangas numa atividade assistencial que, ao contrário, criticavam veladamente…
Conheci alguns deles, quando ainda no mundo – aparteou o devotado amigo. – Um aos quais eu me refiro chegou a combater com veemência o nosso trabalho de Sopa Fraterna na “Casa do Cinza”, em Uberaba; disse-me que o Espiritismo tinha que parar com aquilo, que nós estávamos desvirtuando tudo – o povo precisava de luz, não de pão…
– Por acaso – indaguei -, teria sido o R.?
– Ele mesmo, Inácio – respondeu. Sempre que me via no Mercado Municipal pedindo verduras e legumes para a nossa Sopa, eu tinha que ouvir um sermão… Coitado!… Nem sei se já desencarnou.
– Ele é um dos meus pacientes aqui, Odilon, e, por sinal, é um dos que mais reivindicam…
– O R., internado neste hospital?…
– E deveria dar graças a Deus, pois, a rigor, o seu lugar seria mais embaixo… Não sei como foi que conseguiu chegar até aqui.
Ele cuidava da mãe, que morava sozinha, e não deixava que nada lhe faltasse…
De fato, eu não sei o que seria dos filhos, se não fossem as mães – comentei, emocionado. – Não fosse por elas, as regiões trevosas estariam regurgitando…
– Mas, Odilon – falei, com a intenção de mudar de assunto. E o seu trabalho com os médiuns junto à Crosta, como é que tem se desenrolado?
– Estamos indo, Inácio. Como você não desconhece, os progressos são lentos – tão lentos, que, por vezes, nos parecem inexistentes, mas vamos caminhando. A turma não quer estudar e assumir a tarefa com disciplina. Muitos começam e quase todos desistem…
– Querem colher antes de semear, não é?
– E semear antes de preparar o terreno…
– Não é mesmo fácil perseverar, ainda mais no mundo de hoje, que mete medo em qualquer candidato à reencarnação…
– Porém não existe alternativa; se você deseja escalar a montanha, não adianta ficar rodeando-a, concorda?…
E nem esperar, indefinidamente, melhor tempo para fazê-lo… Creio, Odilon, que talvez este tenha sido o nosso mérito, se é que algum mérito tivemos: embora conscientes de nossas imperfeições e mazelas, ousávamos fazer o que era preciso.
– Os médiuns, Inácio, acham que mediunidade corre por conta dos espíritos; quase nenhum quer ser parceiro ou sócio e entrar com a parte que lhe compete… Fazem uma série de alegações, quase todas sofismas, para justificar a sua falta de empenho e melhor adequação da instrumentalidade.
– O velho “fantasma” da dúvida…
– Dúvida que, conforme sabemos, persistirá em cada um, até que seja definitivamente afastada pela sua lucidez espiritual; é a dúvida que desafia o homem a caminhar… A certeza é o ponto final de jornada empreendida.
– Se o Espiritismo pudesse contar com médiuns mais conscientes… – lamentei.
– Seria uma maravilha, mas estamos confiantes para o futuro… Tudo está certo. Será, por outro lado, que se tivéssemos sobre a Terra um número maior de medianeiros convictos e responsáveis, o excesso de luz, ao invés de lhes facilitar a visão da Verdade, não induziria os homens à cegueira? Sempre me intrigou o fato de Jesus ensinar por parábolas; por que o Mestre não falava claramente?… Creio que não era por falta de capacidade pedagógica ou por pobreza de vocabulário… Ele tencionava nos induzir à procura, exercitando a nossa capacidade interpretativa. A Humanidade não se redimirá coletivamente; a porta é estreita exatamente para conceder passagem a um de cada vez…
– Você, como sempre, tem razão, Odilon – concordei com a linha de raciocínio do companheiro. – É possível que Moisés, se tornasse a viver hoje sobre a Terra, viesse a reeditar a sua proibição dos homens se contactarem com os mortos; queremos mais, no entanto não estamos tão preparados assim…

“Se você quer ser bem sucedido, precisa ter dedicação total, buscar seu último limite e dar o melhor de si mesmo.” (Ayrton Senna)

Mensagem enviada por Ricardo Borges.

3 comentários em “Diálogo entre Dr. Inácio Ferreira e Dr. Odilon Fernandes”

  1. Aquisição da Consciência:

    -Administre os próprios conflitos
    -Evite eleger homens como nossos modelos
    -Confie nos próprios valores
    -Não se evada dos problemas
    -Reaja à depressão
    -Pense que os seus não são os piores problemas
    -Liberte-se das queixas
    -Não tenha horas vazias
    -Realize bem as tarefas que lhe são confiadas
    -Lembre que o progresso é lento

    Joanna de Ângelis

    Livro: Francisco O Sol de Assis
    Autor: Divaldo Franco / Cesar Braga Said

    Bom quis escrever esses ensinamentos de Joanna de Ângelis para pegar uma carona na ultimá frase. Assim como no dialogo dos nossos doutores Odilon e Inácio “O processo é lento”.

    Por quase vinte anos foi usuário de droga mais especificamente “maconha”, também tive problemas com a bebida e o sexo promíscuo, depois de uma internação em minha terra natal São Bernardo do Campo (SP) no hospital Bezerra de Menezes comecei a acreditar no espiritismo.

    Mesmo curado da internação com 19 anos de idade, voltei a usar “maconha”. Nessa época estudava agronomia em Ilha Solteira (SP) um ano depois transferi meu curso para Uberaba (MG) terra de onde são meus avós e pais.

    Aqui em Uberaba mais perto da família e da propriedade rural que temos, achava que ia me afastar do vício. Estando em ambiente familiar e tendo onde trabalha justo no que havia sonhado a minha infância inteira, pois na cidade grande não me encontrava.

    Com 25 anos me formei engenheiro agrônomo, profissão que sou apaixinado. Por motivos próprios fui para o mercado de trabalho morei em Silvânia (GO), Nova Ponte (MG), Unaí também em minas, tive algumas passagens pelos estados do Paraná e Rondônia.

    E o vício lá junto comigo e as vezes uns goles de cerveja aqui ali. Aos 35 anos estava bem sucedido, casado e uma vida confortável. Até que um dia em uma viagem a trabalho tive que dormir em um hotel, abri o frigobar peguei uma água e vi umas latas de cerveja. Era de tarde umas três horas e só iria viajar no dia seguinte, pois estava em Rondônia e voltaria para Uberaba no primeiro avião no dia seguinte.

    Bom depois do copo de água, bebi todas latas de cerveja que tinha no frigobar do quarto do hotel, não satisfeito fui a uma loja de conveniência de posto de gasolina e lá comprei mais, jantei em um restaurante bebendo e antes de retornar ao hotel ainda comprei mais algumas latinhas.

    Retornei a Uberaba sem grandes problemas, junto a minha esposa dois dias depois comecei a ter um principio de surto psicótico, como já era diagnosticado como bi-polar procurei ajuda. Fui a um psicologo e com o apoio de minha família, minha esposa e um amigo fomos buscar ajuda com uma renomada médica da USP de Ribeirão Preto (SP).

    Ela nos indicou a internação, mas como não podia ser compulsória disse “não”, pois ela havia dito que seriam só três dias. E eu falei que três dias em um manicômio, viram três semana, três meses… Continuei meu tratamento sem internação com 36 anos completos mesmo mais uma vez bem, digamos “curado”, fumei a droga.

    Sabia que tudo iria voltar se não procura-se ajudar, mas dessa vez não fui a um médico encarnado e sim a um livro que na época que fiz faculdade e frequentava a Casa do Cinza ouvi alguém falou PARA VENCER AS DROGAS do espirito de Dr. Odilon Fernandes psicografado por Carlos A. Baccelli.

    E fui em busca do livro e como todos que tem vergonha de seus vícios, não quis pedir emprestado. Então fui em quase todos os lugares que se vende livros espiritas na cidade de Uberaba até encontrar. Foi de muita valia, pois hoje sim posso dizer que estou curado mesmo com algumas ceguelas que vou levar com meu perispírito para o além.

    A porta realmente é muito estreita e o progresso é lento. Mas com Deus e Jesus Cristo no coração e com humildade e simplicidade vamos cumprir nossa jornada aqui nesse plano, cada qual com a sua. Antes de encerrar recomendo outro livro da nossa irmã Maria Rodrigues Salvador nossa querida Domingas cujo titulo O DESPERTAR DE UM ALCOÓLATRA do espirito de se marido Abel Salvador.

    Abraço a todo os irmão da Casa do Cinza.

    Eduardo Resende Rossi

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  2. Procurem a frase q N lembro se foi dita por inacio ou odilon fernandes, a frase “as passagens biblicas tem respostas para todas as crenças e ideias, n servem mais como argumento.” E me respondam… Grato. N lembro se está “na proxima dimensao” ou “espíritos elementais”.

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