Casa do Cinza

"O amor não cogita de recompensa. É um sentimento que se basta." Dr. Odilon Fernandes


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Me dê a mão, Senhor!

Me dê a mão, Senhor
Sinto pena de mim e preciso de tua ajuda,
Sinto coragem e preciso de tua orientação,
Sinto medo e preciso de tua proteção,
Sinto orgulho e preciso de teu jugo.
Me dê a mão, Senhor
Sinto frio e preciso do teu calor,
Sinto calor e preciso do teu frescor,
Sinto dor e preciso do teu alivio,
Sinto angústia e preciso de tua força.
Me dê a mão, Senhor
Sinto fraqueza e preciso de tua energia,
Sinto necessidades e preciso da tua doação,
Sinto ódio e preciso do teu amor,
Sinto solidão e preciso de tua presença.
Me dê a mão, Senhor
Sinto amor e preciso de teu perdão,
Sinto deficiência e preciso de tua cura,
Sinto a ignorância e preciso da tua educação,
Sinto a intolerância e preciso aprender e ter a tua compreensão.
Preciso de ti Senhor, por isso ainda estou aqui.
Me dê a mão, Senhor
Me dê a mão, Senhor

Oração de um homem comum (Guti)


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Memorial Chico Xavier

27/12/2012 – Prefeito apresenta estágio das obras Memorial Chico Xavier à comunidade espírita

O prefeito Anderson Adauto fez a apresentação da fase final das obras da 1ª etapa do Memorial Chico Xavier à comunidade espírita, nesta quinta-feira (dia 27). Ao final, os participantes percorreram as salas de administração, acervo, área técnica, salão de exposição, banheiros adaptados, depósito e guarita, além do pátio de estacionamento.
Anderson fez questão de destacar a participação de todas os membros do Instituto Chico Xavier, na pessoa do primeiro presidente Aderlon Francisco de Assis Gomes, que encamparam a ideia e foram a luta. Como disse o próprio médium, ressaltou o chefe do Executivo, “o que a gente sonha e quer consegue”.
O prefeito pediu aos vereadores eleitos e reeleitos que estavam presentes que ajudem na manutenção do memorial, que é da cidade e não somente dos espíritas. “Construímos essa casa para que todos tenham conhecimento da obra de Chico Xavier, que adotou Uberaba como sua terra natal, fez muito por sua gente e abraçou a todos que precisavam. É a retribuição que poderíamos dar a sua memória e a difusão de seus ensinamentos”, observou AA.
Em nome do Instituto Chico Xavier, o secretário Dalton César Oliveira ressaltou a ideia visionária, coragem, sabedoria e empenho do prefeito Anderson Adauto que reuniu as lideranças uberabenses para concretizar o sonho de muitos. Em seguida, Aderlon Gomes fez a entrega de uma placa de agradecimento ao Executivo pela construção do memorial.
Em nome dos espíritas, Fábio Antônio fez uma oração de agradecimento ao prefeito pela conquista , em favor da saúde de sua filha recém-nascida Valentina e em favor dos desencarnados Ari Vaz e Kátia que se empenharam por Chico e sua obra.
O presidente da Câmara Municipal, Luiz Humberto Dutra, e o vereador Cleber Cabeludo, morador do Parque das Américas, falaram da importância de Chico Xavier, de sua obra e do trabalho em favor dos mais pobres e necessitados de conforto espiritual. Cleber lembrou que ainda criança participava da sopa e do natal oferecido pelo médium, junto a milhares de pessoas carentes.
A primeira etapa das obras do Memorial Chico Xavier, na Mata do Carrinho, está orçada em R$ 2,2 milhões, sendo 90% oriundos do Ministério do Turismo e 10% da Prefeitura, que também cedeu a área.

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Dr. bezerra

Numa das vezes em que fui a Uberaba, encontrei, muito doente, uma grande amiga, que não via há bom tempo.
Quando pode conversar com o Chico, disse-lhe que se achava condenada. Não queria morrer sem vê-lo e seu marido a trouxe. Não vinha lhe pedir um milagre. Queria apenas que orasse para que ela tivesse serenidade na hora da morte. Os médicos a haviam desenganado.
Lembro-me das palavras que o Chico lhe dirigiu:
-Não tem mais jeito do lado de cá, mas e do lado de lá? Ore e confie. Deus nos ajudará.
O tempo passou.
Certo dia, estava falando numa cidade, quando esta minha amiga entrou um pouco atrasada. Vestida de longo, branco, fez-me pensar de imediato: Meu Deus, fulana desencarnou e eu a estou vendo.
Quando a palestra terminou, ela aproximou-se, estendeu-se a mão. Aturdido e surpreso, perguntei:
– Mas você…que houve?
– Você se lembra daquele dia em Uberaba?
– Como poderia esquecê-lo?
– Então… três dias depois sonhei que o Dr. Bezerra estava no meu quarto e operava-me. Quando acordei, meu travesseiro estava todo manchado de sangue e pus. Desde então, comecei a melhorar e veja como sarei, disse ela com a voz embargada pela emoção.
Também eu não pude dizer nada.Abraçamo-nos emocionados e felizes.

FATO RELATADO POR ADELINO DA SILVEIRA
Livro Chico de Francisco.

Mensagem enviada por Ricardo Borges


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Dor de cabeça

Era uma sexta-feira. Muita gente aglomerava-se em volta de Chico. Zeca Machado tomava providências para o início da reunião. O irmão Barbosa postou-se à cabeceira da mesa, Lico, Dr. Rômulo e outros dirigentes do “Luiz Gonzaga” puseram-se a postos.
Chico, de pé, abraçava um, dirigia a palavra a outro.
Aproximou-se dele uma jovem senhora, reclamando de forte dor de cabeça. Chico a ouviu atentamente e convidou-a a sentar-se na assistência para participar do encontro.
A palestra transcorreu normalmente, com os colaboradores dando sua parcela de cooperação nos comentários.
Depois da meia-noite, finda a reunião, a senhora que reclamara da dor de cabeça achegou-se ao médium, com a fisionomia radiante e feliz. A dor de cabeça cessara nos primeiros minutos das tarefas. Chico sorriu docemente, despedindo-se dela com carinho.
Instantes depois, explicou:
– Emmanuel me disse que aquela senhora teve uma discussão muito forte com o marido, chegando quase a ser agredida fisicamente. O marido desejou dar-lhe uma bofetada e não o fez por recato natural. Contudo, agrediu-a vibracionalmente, provocando uma concentração de fluidos deletérios que lhe invadiram o aparelho auditivo, causando a dor de cabeça. Tão logo começou a reunião, Dr. Bezerra colocou a mão sobre sua cabeça e vi sair de dentro de seu ouvido um cordão fluídico escuro, negro, que produzia a dor. Eu estava psicografando mas, orientado por Emmanuel, pude acompanhar todo o fenômeno.

Extraído do livro: CHICO XAVIER, MANDATO DE AMOR.

Mensagem enviada por Ricardo Borges


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Suicídio? Então leia esse artigo.

Se você está pensando em se suicidar ou tem alguém que você ama que quer se matar, ou apenas conhece alguma pessoa e sabe que ela quer tirar a sua vida, então você precisa ler esse texto. Em geral quem quer fazer isso, pensa estar solucionando problemas, mas não é assim que as coisas são. Há uma grande falta de informação.
Você deve estar procurando saber o que acontece com um suicida logo após a morte, correto?
Ao contrário do que você pensa, seus problemas não serão solucionados e você irá arrumar muitos outros bem maiores.
AS NOTÍCIAS NÃO SÃO BOAS. O suicida é sem dúvida nenhuma o ser que MAIS SOFRE após a morte.

Primeiro você precisa saber que:
1- Nada se perde neste universo.
2- Ao morrer seu corpo volta para a Terra e sua mente, sua consciência, seu EU, que chamamos de espírito não desaparece. Ele continua vivo.
3- O que da vida a seu corpo é justamente a existência de um espírito que anima a matéria.

Então tentar se matar achando que você será apagado do universo, apagado para sempre é uma tolice. O seu corpo realmente vai se decompor a vai desaparecer na Terra, mas você continua existindo.
ATENÇÃO:
A morte não é um processo automático. É necessário um determinado tempo para que o espírito se desconecte do corpo. É necessário tempo para que o espírito deixe de sentir as impressões do corpo. Quando a pessoa esta doente este desligamento é gradual e segue um processo natural. Por isso que dizemos que a melhor forma de morrer é através da velhice quando ocorre o falecimento gradativo dos órgãos e o desligamento gradativo do espírito.

No caso do suicídio não existe um desligamento do espírito do corpo. Se o suicida da um tiro na cabeça ele sente a dor terrível do tiro e continua sentindo a dor e os efeitos do tiro depois de morto. Uma pessoa que pula de um determinado local para se suicidar continua sentindo as dores do corpo quebrado depois do impacto.

Logo depois do ato suicida vem o momento de loucura. O suicida não é uma pessoa emocionalmente e mentalmente equilibrada. Ao perceber que não existe a morte da sua consciência, e que ele continua vivo, pensando, sentindo, enxergando, bate um desespero e a loucura.

Muitos suicidas têm o desprazer de sentir seus corpos decompondo. Apos um longo e sofrido desprendimento da matéria em decomposição, normalmente o suicida é levado para um local referenciado em muitos livros psicografados como “Vale dos Suicidas”.

Do outro lado as pessoas com personalidade parecida se unem em determinados locais. Aqui na Terra também funciona assim. As pessoas de personalidade parecida costumam se reunir. É a ação de uma das eis Universais: O SEMELHANTE ATRAI O SEMELHANTE. Há uma máxima de Jesus que reza: “Diga-me com quem andas que te direi quem és”.
Desta forma os suicidas são atraidos para locais repletos de pessoas que também cometaram suicídio pois ali existe uma compatibilidade de pensamentos e sentimentos.

Não é preciso fazer muita força para imaginar como seria um local com centenas de milhares de suicidas com o coração cheio de remorso, vingança, raiva, medo e dor. Não é um lugar bonito, cheiroso e organizado. É um verdadeiro caos, ou o que podemos imaginar como um verdadeiro inferno.


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A árvore de Natal na casa de Cristo

Havia num porão uma criança, um garotinho de seis anos de idade, ou menos ainda. Esse garotinho despertou certa manhã no porão úmido e frio. Tiritava, envolto nos seus pobres andrajos. Seu hálito formava, ao se exalar, uma espécie de vapor branco, e ele, sentado num canto em cima de um baú, por desfastio, ocupava-se em soprar esse vapor da boca, pelo prazer de vê-lo se esvolar. Mas bem que gostaria de comer alguma coisa. Diversas vezes, durante a manhã, tinha se aproximado do catre, onde num colchão de palha, chato como um pastelão, com um saco sob a cabeça à guisa de almofada, jazia a mãe enferma. Como se encontrava ela nesse lugar? Provavelmente tinha vindo de outra cidade e subitamente caíra doente. A patroa que alugava o porão tinha sido presa na antevéspera pela polícia; os locatários tinham se dispersado para se aproveitarem também da festa, e o único tapeceiro que tinha ficado cozinhava a bebedeira há dois dias: esse nem mesmo tinha esperado pela festa. No outro canto do quarto gemia uma velha octogenária, reumática, que outrora tinha sido babá e que morria agora sozinha, soltando suspiros, queixas e imprecações contra o garoto, de maneira que ele tinha medo de se aproximar da velha. No corredor ele tinha encontrado alguma coisa para beber, mas nem a menor migalha para comer, e mais de dez vezes tinha ido para junto da mãe para despertá-la. Por fim, a obscuridade lhe causou uma espécie de angústia: há muito tempo tinha caído a noite e ninguém acendia o fogo. Tendo apalpado o rosto de sua mãe, admirou-se muito: ela não se mexia mais e estava tão fria como as paredes. “Faz muito frio aqui”, refletia ele, com a mão pousada inconscientemente no ombro da morta; depois, ao cabo de um instante, soprou os dedos para esquentá-los, pegou o seu gorrinho abandonado no leito e, sem fazer ruído, saiu do cômodo, tateando. Por sua vontade, teria saído mais cedo, se não tivesse medo de encontrar, no alto da escada, um canzarrão que latira o dia todo, nas soleiras das casas vizinhas. Mas o cão não se encontrava alí, e o menino já ganhava a rua.

Senhor! que grande cidade! Nunca tinha visto nada parecido, De lá, de onde vinha, era tão negra a noite! Uma única lanterna para iluminar toda a rua. As casinhas de madeira são baixas e fechadas por trás dos postigos; desde o cair da noite, não se encontra mais ninguém fora, toda gente permanece bem enfunada em casa, e só os cães,às centenas e aos milhares,uivam, latem, durante a noite. Mas, em compensação, lá era tão quente; davam-lhe de comer… ao passo que ali… Meu Deus! se ele ao menos tivesse alguma coisa para comer! E que desordem, que grande algazarra ali, que claridade, quanta gente, cavalos, carruagens… e o frio, ah! este frio! O nevoeiro gela em filamentos nas ventas dos cavalos que galopam; através da neve friável o ferro dos cascos tine contra a calçada;toda gente se apressa e se acotovela, e, meu Deus! como gostaria de comer qualquer coisa, e como de repente seus dedinhos lhe doem! Um agente de policia passa ao lado da criança e se volta, para fingir que não vê.

Eis uma rua ainda: como é larga! Esmagá-lo-ão ali, seguramente; como todo mundo grita, vai, vem e corre, e como está claro, como é claro! Que é aquilo ali? Ah! uma grande vidraça, e atrás dessa vidraça um quarto, com uma árvore que sobe até o teto; é um pinheiro, uma árvore de Natal onde há muitas luzes, muitos objetos pequenos, frutas douradas, e em torno bonecas e cavalinhos. No quarto há crianças que correm; estão bem vestidas e muito limpas, riem e brincam, comem e bebem alguma coisa. Eis ali uma menina que se pôs a dançar com um rapazinho. Que bonita menina! Ouve-se música através da vidraça. A criança olha, surpresa; logo sorri, enquanto os dedos dos seus pobres pezinhos doem e os das mãos se tornaram tão roxos, que não podem se dobrar nem mesmo se mover. De repente o menino se lembrou de que seus dedos doem muito; põe-se a chorar, corre para mais longe, e eis que, através de uma vidraça, avista ainda um quarto, e neste outra árvore, mas sobre as mesas há bolos de todas as qualidades, bolos de amêndoa, vermelhos, amarelos, e eis sentadas quatro formosas damas que distribuem bolos a todos os que se apresentem. A cada instante, a porta se abre para um senhor que entra. Na ponta dos pés, o menino se aproximou, abriu a porta e bruscamente entrou. Hu! com que gritos e gestos o repeliram! Uma senhora se aproximou logo, meteu-lhe furtivamente uma moeda na mão, abrindo-lhe ela mesma a porta da rua. Como ele teve medo! Mas a moeda rolou pelos degraus com um tilintar sonoro: ele não tinha podido fechar os dedinhos para segurá-la. O menino apertou o passo para ir mais longe – nem ele mesmo sabe aonde. Tem vontade de chorar; mas dessa vez tem medo e corre. Corre soprando os dedos. Uma angústia o domina, por se sentir tão só e abandonado, quando, de repente: Senhor! Que poderá ser ainda? Uma multidão que se detém, que olha com curiosidade. Em uma janela, através da vidraça, há três grandes bonecos vestidos com roupas vermelhas e verdes e que parecem vivos! Um velho sentado parece tocar violino, dois outros estão em pé junto de e tocam violinos menores, e todos maneiam em cadência as delicadas cabeças, olham uns para os outros, enquanto seus lábios se mexem; falam, devem falar – de verdade – e, se não se ouve nada, é por causa da vidraça. O menino julgou, a princípio, que eram pessoas vivas, e, quando finalmente compreendeu que eram bonecos, pôs-se de súbito a rir. Nunca tinha visto bonecos assim, nem mesmo suspeitava que existissem! Certamente, desejaria chorar, mas era tão cômico, tão engraçado ver esses bonecos! De repente pareceu-lhe que alguém o puxava por trás. Um moleque grande, malvado, que estava ao lado dele, deu-lhe de repente um tapa na cabeça, derrubou o seu gorrinho e passou-lhe uma rasteira. O menino rolou pelo chão, algumas pessoas se puseram a gritar: aterrorizado, ele se levantou para fugir depressa e correu com quantas pernas tinha, sem saber para onde. Atravessou o portão de uma cocheira, penetrou num pátio e sentou-se atrás de um monte de lenha. “Aqui, pelo menos”, refletiu ele, “não me acharão: está muito escuro.”

Sentou-se e encolheu-se, sem poder retomar fôlego, de tanto medo, e bruscamente, pois foi muito rápido, sentiu um grande bem-estar, as mãos e os pés tinham deixado de doer, e sentia calor, muito calor, como ao pé de uma estufa. Subitamente se mexeu: um pouco mais e ia dormir! Como seria bom dormir nesse lugar! “mais um instante e irei ver outra vez os bonecos”, pensou o menino, que sorriu à sua lembrança: “Podia jurar que eram vivos!”… E de repente pareceu-lhe que sua mãe lhe cantava uma canção. “Mamãe, vou dormir; ah! como é bom dormir aqui!”

– Venha comigo, vamos ver a árvore de Natal, meu menino – murmurou repentinamente uma voz cheia de doçura.

Ele ainda pensava que era a mãe, mas não, não era ela. Quem então acabava de chamá-lo? Não vê quem, mas alguém está inclinado sobre ele e o abraça no escuro, estende-lhe os braços e… logo… Que claridade! A maravilhosa árvore de Natal! E agora não é um pinheiro, nunca tinha visto árvores semelhantes! Onde se encontra então nesse momento? Tudo brilha, tudo resplandece, e em torno, por toda parte, bonecos – mas não, são meninos e meninas, só que muito luminosos! Todos o cercam, como nas brincadeiras de roda, abraçam-no em seu vôo, tomam-no, levam-no com eles, e ele mesmo voa e vê: distingue sua mãe e lhe sorrir com ar feliz.

– Mamãe! mamãe! Como é bom aqui, mamãe! – exclama a criança. De novo abraça seus companheiros, e gostaria de lhes contar bem depressa a história dos bonecos da vidraça… – Quem são vocês então, meninos? E vocês, meninas, quem são? – pergunta ele, sorrindo-lhes e mandando-lhes beijos.

– Isto… é a árvore de Natal de Cristo – respondem-lhe. – Todos os anos, neste dia, há, na casa de Cristo, uma árvore de Natal, para os meninos que não tiveram sua árvore na terra…

E soube assim que todos aqueles meninos e meninas tinham sido outrora crianças como ele, mas alguns tinham morrido, gelados nos cestos, onde tinham sido abandonados nos degraus das escadas dos palácios de Petersburgo; outros tinham morrido junto às amas, em algum dispensário finlandês; uns sobre o seio exaurido de suas mães, no tempo em que grassava, cruel, a fome de Samara; outros, ainda, sufocados pelo ar mefítico de um vagão de terceira classe. Mas todos estão ali nesse momento, todos são agora como anjos, todos juntos a Cristo, e Ele, no meio das crianças, estende as mãos para abençoá-las e às pobres mães… E as mães dessas crianças estão ali, todas, num lugar separado, e choram; cada uma reconhece seu filhinho ou filhinha que acorrem voando para elas, abraçam-nas, e com suas mãozinhas enxugam-lhes as lágrimas, recomendando-lhes que não chorem mais, que eles estão muito bem ali…

E nesse lugar, pela manhã, os porteiros descobriram o cadaverzinho de uma criança gelada junto de um monte de lenha. Procurou-se a mãe… Estava morta um pouco adiante; os dois se encontraram no céu, junto ao bom Deus.

(DOSTOIÉVSKI)

Mensagem enviada por Ricardo Borges


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Lições – “Violetas na Janela”

“Devemos compreender sem ilusão o que realmente somos, e não o que pensamos ser, e, com coragem, realizar nossa transformação. Ser agora, no presente. O futuro é uma consequência vivida do presente e não fruto de aspirações de uma mente ociosa, que deixa sempre essa transformação pra depois.É nossa obrigação passar de necessitado a útil.” Mauricio. Pg-140

“…não ser pedinte de graças, não querer que outras pessoas façam o que posso fazer e também aprender a ser útil e a servir.” Patrícia. (Do livro Violetas na Janela) Pg-141