Casa do Cinza

"O amor não cogita de recompensa. É um sentimento que se basta." Dr. Odilon Fernandes


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PERIGO!…

PERIGO!…

“O que se verificou foi a hipnose por parte de criaturas desencarnadas que me seguiam e junto das quais não me furto às responsabilidades do meu gesto infeliz. A minha vontade era uma alavanca de Deus em minhas mãos(…). Ideias lamentáveis pareciam maribondos em meu cérebro, sugerindo-me pusesse termo à existência de rapaz errante, em busca de um emprego que não aparecia. Deixei-me invadir por aqueles pensamentos amargos, quando me falaram de almoço. Antes que me retirasse do trabalho, alvejei o meu próprio coração com um tiro certo”.(Wladimir Cezar Ranieri,25) / “…me via insuflada pelas inteligências sombrias…mão pesada que comandava os meus dedos. Sentia-me possuída por uma vontade que não era minha vontade e um constrangimento imbatível para a minha fraqueza com o que me hipnotizava, mostrando-me o pessimismo de quem fracassara por dentro de si mesma”.( Claudia Pinheiro Galasse, 18) / “Seu filho lhe pede perdão pelo que fez, conquanto saiba que agiu sob a pressão de inimigos invisíveis que golpearam a mente…eu fui um simples autômato para aquele ou aqueles que me indicaram o suicídio como sendo o melhor a fazer. Tinha um monte de desculpas dentro de mim”. (Dimas Luiz Zornetta, ) / “Ainda não sei que força me tomou naquela quarta-feira. Tive a ideia de que uma ventania me abraçava e me atirava fora pela janela. Certamente devia mobilizar minha vontade e impedir que o absurdo daquele momento me enlouquecesse. Obedecia maquinalmente àquela voz que me ordenava projetar-me no vácuo. Quis recuar, mudar o sentido da situação, não consegui(…). O que sei é que agi na condição de uma rã que uma serpente atraísse”. (Renata Zaccaro de Queiroz,18). Esses depoimentos fazem parte de algumas das centenas de cartas de jovens, psicografadas pelo médium Chico Xavier, ilustrando grave problema: o suicídio decorrente de influências espirituais. Desemprego, decepções amorosas, cabeça vazia são alguns fatores predisponentes à depressão que, por sua vez, abre espaço para as sugestões mentais de entidades espirituais desequilibradas ou mal intencionadas que arrastam suas vítimas para gestos extremos. O mundo não tomou conhecimento seja pelo preconceito ou intolerância religiosa, mas desde meados do século dezenove uma informação altamente reveladora – entre outras -, encontra-se disponível alertando as criaturas humanas sobre os riscos a que vivem permanentemente expostas. Inclui-se entre mais de 130 perguntas formuladas sobre o tema INFLUÊNCIA OCULTA DOS ESPÍRITOS SOBRE OS NOSSOS PENSAMENTOS E AÇÕES pelo educador francês conhecido como Allan Kardec aos Espíritos que o auxiliaram a compor O LIVRO DOSESPÍRITOS. Numa delas, por sinal, a 459, a resposta é enfática: “-A influência dos Espíritos sobre nossos pensamentos e ações é maior que supondes, porque muito frequentemente são eles que vos conduzem”. Diante disso fica evidenciado que podemos ser induzidos a atitudes e comportamentos diante dos quais até nos surpreendemos. Evidente que não se trata de algo ostensivo, declarado. É sutil, discreta, quase imperceptível, já que se mistura ao fluxo inestancável de nossos pensamentos. Em sua incessante busca por respostas, Kardec reuniria outras descobertas n’ O LIVRO DOS MÉDIUNS, publicado quatro anos depois. Nele escreveu: “-Toda pessoa que sente a influência dos Espíritos, em qualquer grau de intensidade, é médium. Essa faculdade é inerente ao homem. Por isso mesmo não constitui privilégio e são raras as pessoas que não a possuem pelo menos em estado rudimentar”. Aprofundando-se no assunto, reproduziu no item 226 da mesma obra afirmação de Instrutor Espiritual segundo a qual “a faculdade propriamente dita é orgânica”. A fisiologia já sabia desde antes de Galeno sobre a existência da diminuta glândula ‘batizada’ Pineal ou Epífise, incrustrada em nossa região cerebral, desconhecendo, todavia, muito do que a Escola Mecanicista descobriria ao longo do Século Vinte. Varias correntes de estudiosos da Antiguidade – especialmente Orientais – atribuíam, porém, ela o papel de conexão com as dimensões extrafísicas hoje consideradas pela Teoria das Supercordas. René Descartes, o grande matemático e filósofo do século 17, afirmava ser a Pineal, o local de atividade da alma. Para que formemos uma ideia do que se sabe atualmente sobre a Pineal ou Epífise, alinhamos algumas de suas características: 1-Localiza-se no centro do cérebro humano; 2- tamanho: equivale a um grão de arroz ou ervilha; 3- Pesa entre 100/180 miligramas; 4- Surge 30 a 36 dias de gestação a partir de duas pequenas massas de células que se juntam; 5- Comum a todos animais vertebrados; 6- Nos répteis e aves, está próximo à pele, não precisando de interação com o olho; 7- Única parte sólida em todo o cérebro; 8- Glândula magneto-sensível; 9- comanda todas as glândulas endócrinas que controla o sistema humoral; 10- controla todo sistema circadiano, ciclos de sono e vigília, retarda processo de envelhecimento; 11- tem efeito estimulante sobre o sistema endócrino; 12- produz uma “farmacopeia” de químicos, psicoativos, regulando todas as demais glândulas e as operações cerebrais; 13- um deles, a serotonina, que como se sabe, tem grande influência no controle da atividade elétrica do cérebro, sendo que as mulheres tem maiores níveis, tendo sua produção inibida em função da luz, agindo no cérebro como indutora do sono, no coração e sistema circulatório, reduzindo formação de coágulos. Entre 1994/96 ficou demonstrada a presença de cristais de magnetita no cérebro humano, mais precisamente na Epífise e, em 2004 foi comprovado que ondas eletromagnéticas transformam-se em estímulos neuroquímicos. Descobriu-se também que cristais de apatita produzidos por sistemas biológicos vibram conforme ondas eletromagnéticas captadas; que o corpo humano está cheio de materiais magnéticos constituindo-se cada célula e átomo do corpo um pequeno dínamo magnético. Bem, sabemos que pensamento é onda e ondas são fenômenos periódicos que transportam energia, sem haver transporte de matéria. Aprendemos que a mente humana é fonte de um campo – o campo mental e que o corpo humano flutua num mar de variados campos magnéticos – da Terra, Lua, Sol e outras áreas da Galáxia. O médico Nubor Facure explica que “a pineal é sensível às irradiações eletromagnéticas, é um sintonizador dos fenômenos de comunicação mental, numa mesma faixa de vibração”. Assim sendo, ela é uma estrutura cerebral capaz de captar ondas eletromagnéticas do pensamento e decodificá-los para as demais partes do cérebro e, portanto, do organismo. Exames neurológicos (tomo/eletro) durante transe mostram que a atividade na epífise a torna uma espécie de antena que capta estímulos da alma de outras pessoas, vivas ou mortas, como se fosse um olho sensível à energia eletromagnética. O Espírito André Luiz, considera que “o pensamento do espírito, antes de chegar ao cérebro físico do médium, passa pelo cérebro perispirítico, resultando daí a característica do médium, de fazer ou não o que a entidade pretende(…)A epífise capta o campo eletromagnético, impregnado de informações, sendo interpretadas em áreas cerebrais” Prognostica que “é nela, na Epífise, que reside o sentido novo dos homens”… Por tudo isso, fica evidenciado que os depoimentos dos comunicantes com que abrimos esses comentários, fundamentam-se em fatos reais.

 

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O Que Ninguém Imagina

Na extraordinária série de NOTÁVEIS REPORTAGENS COM CHICO XAVIER (ide), realizadas pelo jornalista Clementino de Alencar para o jornal O GLOBO, o Espírito Emmanuel pronunciando-se a respeito da Medicina, a certo ponto de suas considerações, disse: “- É verdade que grande número de moléstias constitui enigmas dolorosos para a ciência dos homens, não obstante o avanço dos compêndios. É que os micróbios patogênicos se associam a elementos sutilíssimos de ordem espiritual”. Naturalmente, desapercebida pelos representantes da Ciência, a informação foi aprofundada a partir de algumas das observações feitas pelo Espírito que conhecemos como André Luiz nos livros que transmitiu para nossa Dimensão pelo médium de Pedro Leopoldo. Uma delas na obra OS MENSAGEIROS (feb,1944), no capítulo quarenta onde descreve a chegada dele e Vicente acompanhando o Instrutor Aniceto à cidade do Rio de Janeiro, praticamente na primeira missão que desempenharia na Crosta depois de integrado aos servidores da Colônia Nosso Lar. Revela que “suas possibilidades visuais cresciam sensivelmente”, “reconhecendo de longe, o peso considerável do ar que se agarrava à superfície, tendo a impressão de que nadavam em alta zona do mar de oxigênio, vendo em baixo, em águas turvas, enorme quantidade de irmãos nossos a se arrastarem pesadamente, metidos em escafandros muito densos, no fundo lodoso do oceano”. Tendo a atenção despertada para certas manchas escuras na via pública, ouviu Aniceto dizer: “- São nuvens de bactérias variadas. Flutuam, quase sempre também em grupos compactos, obedecendo ao princípio das afinidades. Reparem aqueles arabescos de sombra…- indicando-nos certos edifícios e certas regiões da cidade -,…observem os grandes núcleos pardacentos ou completamente obscuros!.. São zonas de matéria mental inferior, matéria que é expelida incessantemente por certa classe de pessoas. Se demorarmos em nossas investigações, veremos igualmente os monstros que se arrastam nos passos das criaturas, atraídos por elas mesmas… Tanto assalta o homem a nuvem de bactérias destruidoras da vida física, quanto as formas caprichosas das sombras que ameaçam o equilíbrio mental”. Impressionado, André Luiz indagou: “- Mas a matéria mental emitida pelo homem inferior tem vida própria como o núcleo de corpúsculos microscópicos de que se originam as enfermidades corporais?, obtendo como resposta: “- Como não? Vocês, presentemente, não desconhecem que o homem terreno vive num aparelho psicofísico. Não podemos considerar somente, no capítulo das moléstias, a situação fisiológica propriamente dita, mas também o quadro psíquico da personalidade encarnada. Ora, se temos a nuvem de bactérias produzidas pelo corpo doente, temos a nuvem de larvas mentais produzidas pela mente enferma, em identidade de circunstâncias. Desse modo, na esfera das criaturas desprevenidas de recursos espirituais, tanto adoecem corpos, como almas. No futuro, por esse mesmo motivo, a medicina da alma absorverá a medicina do corpo”. No ano seguinte, André descreve em MISSIONÁRIOS DA LUZ (feb,1945) as experiências acumuladas ao lado do Instrutor Alexandre no campo da mediunidade e da reencarnação. Já no capítulo 3, conta que, numa reunião mediúnica, posta-se ao lado de um rapaz que esperava de lápis em punho, mergulhado em fundo silêncio. Apoiado pelo vigoroso auxílio magnético do Benfeitor, observa que no médium, os núcleos glandulares emitiam pálidas irradiações, a epífise, principalmente, semelhava-se a reduzida semente algo luminosa. Orientado pelo Instrutor, atem-se ao aparelho genital, comentando: “- Fiquei estupefato. As glândulas geradoras emitiam fraquíssima luminosidade, que parecia abafada por aluviões de corpúsculos negros, a se caracterizarem por espantosa mobilidade. Começavam a movimentação sob a bexiga urinária e vibravam ao longo de todo o cordão espermático, formando colônias compactas, nas vesículas seminais, na próstata, nas massas mucosas uretrais, invadiam os canais seminíferos e lutavam com as células sexuais, aniquilando-as. As mais vigorosas daquelas feras microscópicas situavam-se no epidídimo, onde absorviam, famélicas, os embriões delicados da vida orgânica. Estava assombrado. Que significava aquele acervo de pequeninos seres escuros? Pareciam imantados uns aos outros, na mesma faixa de destruição”. Sem que dirigisse a palavra falada, à simples enunciação íntima da dúvida, Alexandre explicou: “-São bacilos psíquicos da tortura sexual, produzidos pela sede febril de prazeres inferiores. O dicionário médico do mundo não os conhece e, na ausência de terminologia adequada aos seus conhecimentos, chamemos-lhes larvas, simplesmente. Tem sido cultivados por este companheiro, não só pela incontinência no domínio das emoções próprias, através de experiências variadas, senão também pelo contato com entidades grosseiras, que se afinam com as predileções dele, entidades que o visitam com frequência, à maneira de imperceptíveis vampiros. O pobrezinho ainda não pode compreender que o corpo físico é apenas leve sombra do corpo perispiritual, não se capacitou de que a prudência, em matéria de sexo, é equilíbrio da vida e, recebendo as nossas advertências sobre a temperança, acredita ouvir remotas lições de aspecto dogmático, exclusivo, no exame da fé religiosa. A pretexto de aceitar o império da razão pura, na esfera da lógica, admite que o sexo nada tenha a ver com a espiritualidade, como se esta não fosse a existência em si. Esquece-se que tudo é Espírito, manifestação divina e energia eterna. O erro de nosso amigo é o de todos os religiosos que supõem a alma absolutamente separada do corpo físico, quando todas as manifestações psicofísicas se derivam da influenciação espiritual”. Ampliando-lhe mais ainda o entendimento, Alexandre diz que “as doenças psíquicas são muito mais deploráveis. A patogênese da alma está dividida em quadros dolorosos. A cólera, a intemperança, os desvarios do sexo, as viciações de vários matizes, formam criações inferiores que afetam profundamente a vida íntima. Quase sempre o corpo doente assinala a mente enfermiça”. Questionado sobre a possibilidade do contágio, respondeu que “nas moléstias da alma, como nas enfermidades do corpo físico, antes da afecção existe o ambiente. As ações produzem efeitos, os sentimentos geram criações, os pensamentos dão origem às formas e consequências de infinitas expressões(…). Cada viciação particular da personalidade produz as formas sombrias que lhe são consequentes, e estas, como as plantas inferiores que se alastram no solo, por relaxamento do responsável, são extensivas às regiões próximas, onde não prevalece o espírito de vigilância e defesa”. Em outro momento de suas elucidações, acrescenta que a “promiscuidade entre os encarnados indiferentes à Lei Divina e os desencarnados que a ela tem sido indiferentes, é muito grande na crosta da Terra(…). Aos infelizes que caíram em semelhante condição de parasitismo, as larvas que você observou servem de alimento habitual. Semelhantes larvas são portadoras de vigoroso magnetismo animal”. Afinal, como diria a próprio André Luiz no LIBERTAÇÃO(feb), “o pensamento é, sem dúvida, força criadora de nossa própria alma e, por isto mesmo, é a continuação de nós mesmos. Através dele, atuamos no meio em que vivemos e agimos, estabelecendo o padrão de nossa influência, no bem ou no mal”.


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Chico Xavier e as Provas da Identidade dos Espíritos

Chico Xavier e as Provas da Identidade dos Espíritos

“A identidade é muito mais fácil de constatar quando se trata de Espíritos contemporâneos, cujos hábitos e caráter são conhecidos. Porque são precisamente esses hábitos, de que ainda não tiveram tempo de se livrar, que nos permite reconhece-los. E digamos logo que são eles um dos sinais mais certos de identidade”. Esse um dos indicadores fornecidos por Allan Kardec no capítulo 24 d’ O LIVRO DOS MÉDIUNS. Acrescenta mais à frente, que “através da linguagem, pelo emprego de expressões que lhes eram familiares, pela referência a alguns fatos significativos e de particularidades de sua vida, às vezes desconhecidas dos assistentes cuja veracidade se pode verificar”, encontramos outras provas de identidade, incluindo nesse elenco “a semelhança de caligrafia e de assinatura”. “Não existe comunicação má que resista a uma crítica rigorosa”, pondera Kardec. No item 267 do mesmo capítulo, o Espírito São Luiz, lista vinte e seis critérios para se analisar uma mensagem espiritual, precedendo-os da recomendação de se “pesar e analisar, submetendo ao mais rigoroso controle, da razão todas as comunicações”, aduzindo a isto que “não há outro critério para se discernir o valor dos Espíritos senão o bom senso” e que “não devemos julgar os Espíritos pelo aspecto formal e a correção do seu estilo, mas, sondar-lhes o íntimo, analisar suas palavras, pesá-las friamente, maduramente, sem prevenção”. Como há fraudadores dos dois lados da vida, o propósito do médium deve se considerado. A “natureza não dá saltos”, também neste aspecto. Dificilmente, portanto, ocorrem mudanças na personalidade do comunicante que, enquanto encarnado, era o oposto do que mostra na mensagem transmitida. Não se vira“santo” da noite para o dia. Na mesma obra, Kardec apresenta vários exemplos de mensagens apócrifas escritas por farsantes do Plano Espiritual. Naturalmente, exceções podem ocorrer depois que a “ficha” da realidade da sobrevivência “cai” para o que desencarnou. Nada, porém, radical. O incansável pesquisador italiano Ernesto Bozzano, produziu uma obra muito interessante sobre o assunto, intitulada CINCO EXCEPCIONAIS CASOS DE IDENTIFICAÇÃO DE ESPÍRITOS (lachâtre), finalizando-os com o do poeta e dramaturgo irlandês Oscar Wilde, psicografado pela médium inglesa Travers-Smith. Inúmeros detalhes pessoais desconhecidos da sensitiva foram declinados pelo Espírito, para surpresa dos que leram as inúmeras cartas por ele escritas. Um dos casos mais impressionantes pela quantidade e qualidade da produção mediúnica, sobretudo, nas últimas décadas de sua existência, é Chico Xavier. As cartas escritas por seu intermédio em reuniões públicas, apresentavam um repertório incrível de dados relacionados aos seus autores, muitos até desconhecidos pelos próprios familiares, o que, por fim, confirmado, servia de elemento de autenticação quanto à autoria. Várias delas foram decisivas em processos judiciais, inocentando suspeitos de homicídios acidentais. Não bastassem os incríveis detalhes comprobatórios da autenticidade das mensagens, no início dos anos 90, do século passado, outro método científico deu a dezenas de cartas recebidas por Chico a credibilidade no que se refere à sua origem espiritual, confirmando que seus remetentes não haviam morrido, apenas mudado de Dimensão Existencial. Tudo foi descrito no livro A PSICOGRAFIA Á LUZ DA GRAFOSCOPIA (fe), assinado pelo professor Carlos Augusto Perandréa, à época uma dos mais competentes e requisitados especialistas na técnica de exames de autenticidade e verificação de autoria conhecida como Grafoscopia. A metodologia, muito conhecida nos meios forenses e instituições financeiras, focava a partir daí, mensagens psicografadas para saber se assinatura ou a letra do que a escreveu coincidia com o dos que se presumia ter algo escrito por via mediúnica. Nas peças documentais, o resultado foi tão surpreendente que o próprio perito, católico até então, rendeu-se ao conteúdo revelador do Espiritismo. Mas, o que mais importa, é: através de Chico Xavier, mais uma evidência da sobrevivência após a morte do corpo físico juntava-se a outras tantas disponibilizadas pelo canal da mediunidade

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Muitas Moradas

Muitas Moradas

“Na casa de meu Pai há muitas moradas. Se assim não fora, eu vo-lo teria dito.” Jesus (João 14:02)

De acordo com “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, a Terra encontra-se na categoria de Mundo de Expiação e Provas, em transição para Mundo de Regeneração.

Tal processo de transição é relatado pelo Codificador, em “A Gênese”, nos seguintes termos: “Essa fase já se revela por sinais inequívocos, por tentativas de reformas úteis e que começam a encontrar eco. Assim é que vemos fundar-se uma imensidade de instituições protetoras, civilizadoras e emancipadoras, sob o influxo e por iniciativa de homens evidentemente predestinados à obra da regeneração; que as leis penais se vão apresentando dia a dia impregnadas de sentimentos mais humanos. Enfraquecem-se os preconceitos de raça, os povos entram a considerar-se membros de uma grande família; pela uniformidade e facilidade dos meios de realizarem suas transações, eles suprimem as barreiras que os separavam e de todos os pontos do mundo reúnem-se em comícios universais, para as justas pacíficas da inteligência.”

Em uma palestra na cidade de Amparo, interior paulista, em novembro de 2006, Divaldo Pereira Franco*, explanando sobre o tema “crianças índigo”, relatou que milhões de Espíritos provenientes de Alcíone, uma estrela de terceira grandeza, pertencente à constelação das Plêiades, já estão reencarnando na Terra, a qual chega ao momento de proceder sua mudança na escala dos mundos, passando à categoria de Mundo de Regeneração, quando o Sistema Solar, a partir da década 1970/1980 passou a atravessar o grande cinturão de fótons de Alcíone, fato também comprovado pela Ciência. Esses Espíritos têm formado uma nova sociedade, que tem preocupado psicólogos, pedagogos, psiquiatras e sociólogos, caracterizando-se como crianças rebeldes, portadoras de distúrbios de atenção e hiperatividade e que estão chegando à Terra com uma finalidade especial, a de criar outro biótipo humano, desenvolver na área do neocórtex funções de natureza transcendental, porque o ser humano do futuro será portador de seis sentidos, acrescentando a sensação parafísica, preparando a Terra para a Nova Era, conforme Allan Kardec já houvera previsto no livro A Gênese, em seu último capítulo. Em suas palavras: “A partir de 2012, quando a Terra e o Sistema Solar mergulharem totalmente no cinturão de fótons de Alcíone, o mundo receberá a grande legião dos Espíritos formadores da Nova Era, prevista por Kardec, anunciada por João, proposta por Jesus, e constante dos textos antigos da Bíblia.”

Assim, Espíritos adiantados aqui reencarnam, desde a raça adâmica, para auxiliar o progresso da Humanidade, dando cumprimento a uma missão, bem como ao seu próprio adiantamento.

O Sr. Nelson Oliveira e Souza, presidente do Centro Espírita Terezinha de Jesus, em Ramos, Rio de Janeiro, em entrevista concedida ao jornal O Mensageiro**, comentando o tema em apreço, esclarece que: “Cada morada da Casa do Pai apresenta uma faixa espiritual vibratória permissível, acolhendo, isto é, imantando os Espíritos que se identificam dentro de tal faixa vibratória de progresso moral. Quando dizemos que a Terra está a passar da categoria de mundo de provas e expiações para mundo de regeneração, é aquela sua faixa espiritual vibratória permissível que está a se movimentar para frente na escala da evolução. Esta movimentação não é instantânea, mas pelo contrário, vai se operando gradualmente através do tempo, de tal forma que os Espíritos que vão ficando aquém do limite inferior da faixa vibratória permissível, têm que ser retirados para outros mundos, evidentemente, piores do que a Terra. Os Espíritos que na Terra progridem muito, científica e moralmente, ultrapassando o limite superior da faixa espiritual vibratória, já podem ser conduzidos para outras moradas mais evoluídas.”

Traduzindo graficamente as palavras do Sr. Nelson, apresentamos o seguinte esquema:

Em síntese, consideramos que a Terra é um planeta em fase de transição, onde vibrações distintas estão presentes e podemos escolher com mais facilidade de qual lado nos posicionaremos.

Conforme as palavras da mentora Joanna de Ângelis***, no entanto, cabe a nós participarmos ativamente do processo de transformação para o mundo de regeneração, cuidando de nossa reforma íntima. “Reorganiza, desse modo, a paisagem espiritual, sob a ação evangélica, clarificando o báratro íntimo que te atormenta, com a lâmpada do conhecimento espírita. Impostergável dever para a obra regenerativa, que poderá conduzir-te com segurança à rota da harmonia, que deve merecer carinho imediato.

“Se não parece lícito intentar de um para outro momento a tarefa de
transformação interior, não é, igualmente, justificável adiar para depois o que podes produzir de imediato.
“Toda aquisição se converte em patrimônio inalienável, que não convém ser desprezado.

“Jesus, ensinando sabedoria e vivendo-a, conclamou a todos que Lhe recebiam a diretriz de segurança: ‘Vai em paz e não tornes a pecar para que te não aconteça algo pior.’

“Os Seus convites foram sempre incisivos e concisos, refletindo um tempo único para a ação regenerativa: agora!
Hoje, portanto, fulgura tua oportunidade abençoada de regeneração espiritual. Inicia-a e avança na direção do sem fim da perfeição que pretendes atingir, tornando-te ‘imitador de Deus como filho bem-amado’.”

Leia também, neste blog, as postagens “Família Espiritual” e “Espíritos missionários”.

Bons estudos!
Carla e Hendrio

* Divaldo em São Paulo e Minas Gerais. Disponível em: http://www.divaldofranco.com/noticias.php?not=35. Acesso em 05.04.2009.
** Entrevista com o Sr. Nelson Oliveira e Souza. Disponível em: http://www.omensageiro.com.br/entrevistas/entrevista-4.htm. Acesso em: 05.04.2009.
*** FRANCO, Divaldo P. “Convites da Vida”. Pelo Espírito Joanna de Ângelis. 4ª ed. Salvador: BA, Livraria Espírita Alvorada, 1988, cap. 48.

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SE TENS FÉ

Em Doutrina Espírita, fé representa dever de raciocinar com responsabilidade de viver.
Desse modo, não te restrinjas à confiança inerte, porque a existência em toda parte nos honra, a cada um, com a obrigação de servir.
Se tens fé, não permitirás que os eventos humanos te desmantelem a fortaleza do coração.
Transitarás no mundo, sabendo que o Divino Equilíbrio permanece vigilante e, mesmo que os homens transformem o lar terrestre em campo de lodo e sangue, não ignoras que a Infinita Bondade converterá um e outro em solo adubado para que a vida refloresça e prossiga em triunfo.
Se tens fé não registrarás os golpes da incompreensão alheia, porquanto identificarás a ignorância por miséria extrema do espírito e educarás generosamente a boca que injuria e a mão que apedreja.
Ainda que os mais amados te releguem à solidão, avançarás para a frente, entendendo e ajudando, na certeza de que o trabalho te envolverá o sentimento em nova luz de esperança e consolação.
Se tens fé, não te limitarás a dizê-la simplesmente, qual se a oração sem as boas obras te outorgasse direitos e privilégios inadmissíveis na Justiça de Deus, mas, sim, caminharás realizando a vontade do Criador, que é sempre o bem para todas as criaturas.
Se tens fé, sustentarás, sobretudo, o esforço diário do próprio burilamento, através das pequeninas e difíceis vitórias sobre a natureza inferior, como sendo o mais alto serviço que podes prestar aos outros, de vez que, aperfeiçoando a nós mesmos, estaremos habilitando a consciência para refletir, com segurança, o amor e a sabedoria da Lei.

(Livro: O Espírito da Verdade.Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira por Emmanuel)


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HISTÓRICO DO ESPIRITISMO

(O Espiritismo em sua mais simples expressão)

Por volta de 1848, chamou-se a atenção, nos Estados Unidos da América, para diversos fenômenos estranhos que consistiam em ruídos, batidas e movimento de objetos sem causa conhecida. Esses fenômenos aconteciam com frequência, espontaneamente, com uma intensidade e persistência singulares; mas notou-se também que ocorriam particularmente sob a influência de certas pessoas, às quais se deu o nome de médiuns, que podiam de certa forma provocá-los à vontade, o que permitiu repetir as experiências. Para isso, usaram-se sobretudo mesas; não que este objeto seja mais favorável que um outro, mas somente porque ele é móvel é mais cômodo, e porque é mais fácil e natural sentar-se em volta de uma mesa que de qualquer outro móvel. Obteve-se dessa forma a rotação da mesa, depois movimentos em todos os sentidos, saltos, reversões, flutuações, golpes dados com violência, etc. O fenômeno foi designado, a princípio, com o nome de mesas girantes ou dança das mesas.
Até então, o fenômeno podia explicar-se perfeitamente por uma corrente elétrica ou magnética, ou pela ação de um fluído desconhecido, e esta foi aliás a primeira opinião formada. Mas não se demorou a reconhecer, nesses fenômenos, efeitos inteligentes; assim, o movimento obedecia à vontade; a mesa ia para a direita ou para a esquerda, em direção a uma pessoa designada, ficava sobre um ou dois pés sob comando, batia no chão o número de vezes pedido, batia regularmente, etc. Ficou então evidente que a causa não era puramente física e, a partir do axioma: Se todo efeito tem uma causa, todo efeito inteligente deve ter uma causa inteligente, concluiu-se que a causa desse fenômeno devia ser uma inteligência.
Qual era a natureza dessa inteligência? Essa era a questão. A primeira idéia foi que podia ser um reflexo da inteligência do médium ou dos assistentes, mas a experiência demonstrou logo a impossibilidade disso, porque se obtiveram coisas completamente fora do pensamento e dos conhecimentos das pessoas presentes, e até em contradição com suas ideias, vontade e desejo; ela só podia, então, pertencer a um ser invisível. O meio de certificar-se era bem simples: bastava iniciar uma conversa com essa entidade, o que foi feito por meio de um número convencional de batidas significando sim ou não, ou designando as letras do alfabeto; obtiveram-se, dessa forma, respostas para as diversas questões que se lhe dirigiam. O fenômeno foi designado pelo nome de mesas falantes. Todos os seres que se comunicaram dessa forma, interrogados sobre sua natureza, declararam ser Espíritos e pertencer ao mundo invisível. Como se tratava de efeitos produzidos em um grande número de localidades, pela intervenção de pessoas diferentes, e observados por homens muito sérios e esclarecidos, não era possível que fossem joguete de uma ilusão.
Da América, esse fenômeno passou para a França e o resto da Europa onde, durante alguns anos, as mesas girantes e falantes foram a moda e se tornaram o divertimento dos salões; depois, quando as pessoas se cansaram, deixaram-nas de lado para passar a outra distração.
O fenômeno não tardou a se apresentar sob um novo aspecto, que o fez sair do domínio da simples curiosidade. Os limites deste resumo, não nos permitem segui-lo em todas as suas fases; nós passamos, sem transição, ao que ele oferece de mais característico, ao que fixa sobretudo a atenção das pessoas sérias.
Dizemos, inicialmente, que a realidade do fenômeno encontrou numerosos contraditores; uns, sem levar em conta o desinteresse e a honradez dos experimentadores, não viram mais que hábil jogo de escamoteação. Os que não admitem nada fora da matéria, que só acreditam no mundo visível, que acham que tudo morre com o corpo, os materialistas, em uma palavra; os que se qualificam de espíritos fortes, rejeitaram a existência dos Espíritos invisíveis para o campo das fábulas absurdas; tacharam de loucos os que levavam a coisa a sério, e os cumularam de sarcasmos e zombarias. Outros, não podendo negar os fatos, e sob o império de certas ideias, atribuíram esses fenômenos à influência exclusiva do diabo e procuraram, por esse meio, assustar os tímidos. Mas hoje o medo do diabo perdeu singularmente seu prestígio; falaram tanto dele, pintaram-no de tantos modos, que as pessoas se familiarizaram com essa ideia e muitos acharam que era preciso aproveitar a ocasião para ver o que ele é realmente. Resultou que, à parte um pequeno número de mulheres timoratas, o anúncio da chegada do verdadeiro diabo tinha algo de picante para aqueles que só o tinham visto em quadros ou no teatro; ele foi para muita gente um poderoso estimulante, de modo que os que quiseram levantar, por esse meio, uma barreira às novas ideias, agiram contra seu próprio objetivo e tornaram-se, sem o querer, agentes propagadores tanto mais eficazes quanto mais forte gritavam. Os outros críticos não tiveram sucesso maior porque, aos fatos constatados, com raciocínios categóricos, só puderam opor denegações. Lede o que eles publicaram e em toda parte encontrareis prova de ignorância e de falta de observação séria dos fatos, e em nenhuma parte uma demonstração peremptória de sua impossibilidade. Toda a sua argumentação resume-se assim: “Eu não acredito, então não existe; todos os que acreditam são loucos e somente nós temos o privilégio da razão e do bom senso.” O número dos adeptos feitos pela crítica séria ou burlesca é incalculável, porque em todas elas apenas se encontram opiniões pessoais, vazias de provas contrárias. Continuemos nossa exposição.
As comunicações por batidas eram lentas e incompletas; reconheceu-se que adaptando um lápis a um objeto móvel: cesta, prancheta ou um outro, sobre os quais se colocavam os dedos, esse objeto se colocava em movimento e traçava caracteres. Mais tarde reconheceu-se que esses objetos eram tão-somente acessórios que podiam ser dispensados; a experiência demonstrou que o Espírito, que agia sobre um corpo inerte dirigindo-o à vontade, podia agir da mesma forma sobre o braço ou a mão, para conduzir o lápis. Tivemos então médiuns escritores, ou seja, pessoas que escreviam de modo involuntário, sob a impulsão dos Espíritos, dos quais poderiam ser instrumentos e intérpretes. A partir daí, as comunicações não tiveram mais limites, e a troca de pensamentos pode-se fazer com tanta rapidez e desenvolvimento quanto entre os vivos. Era um vasto campo aberto à exploração, a descoberta de um mundo novo: o mundo dos invisíveis, como o microscópio havia feito descobrir o mundo dos infinitamente pequenos.
Que são esses Espíritos? Que papel desempenham no universo? Com que objetivo se comunicam com os mortais? Tais as primeiras questões que se teria a resolver. Soube-se logo, por eles mesmos, que não são seres à parte na criação, mas as próprias almas daqueles que viveram na terra ou em outros mundos; que essas almas, depois de terem despojado de seu envoltório corporal, povoam e percorrem o espaço. Não houve mais possibilidade de dúvidas quando se reconheceram, entre eles, parentes e amigos, com os quais se pôde conversar; quando estes vieram dar prova de sua existência, demonstrar que a morte para eles foi somente a do corpo, que sua alma ou Espírito continua a viver, que estão ali junto de nós, vendo-nos e observando-nos como quando eram vivos, cercando de solicitude aqueles que amaram, e cuja lembrança é para eles uma doce satisfação.

Allan Kardec


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SOMENTE O AMOR

Cada criatura vive no centro das realizações dos seus próprios pensamentos, como a raiz da árvore se mantém sob o tronco e a ramaria que nutriu e desenvolveu.
Todos estamos limitados, por isso, à extensão da onda mental que somos suscetíveis de criar e desenvolver.
Ninguém penetrará o domínio das forças que não compreende.
A percepção instintivas do irracional está longe de entender o palácio de princípios superiores que regem a vida dos homens, tanto quanto os homens se acham distantes do ingresso espiritual no santuário divino das leis que dirigem a vida dos anjos.
Quem se encarcera na escuridão, não segue além das trevas; quem se rende ao mal, com as dívidas do mal se confunde.
É por essa razão que Jesus nos descortinou os horizontes do amor, com as únicas sendas capazes de alargar os limites de nossa comunhão com as fontes mais altas da vida.
Somente quem auxilia sempre adquire o tesouro da simpatia com que pagará, feliz, o tributo da ascensão.
Somente quem perdoa consegue libertar-se para as experiências de ordem superior.
Somente quem exerce o ministério da fraternidade real encontra na Terra o seu próprio lar e na Humanidade a sua própria família.
Somente quem ama quebra os grilhões da sombra.
Ainda que com extrema dificuldade, ambientemos a plantação do amor, no solo de nossas almas.
Só o amor consegue romper as algemas de nossos compromissos com a animalidade e só ele nos fará suficientemente fortes e valorosos, para vencer os percalços e limitações do cubículo da carne, orientando-nos no caminho da sublimação imortal.

(Francisco Cândido Xavier por Emmanuel. In: DE URGÊNCIA)