Estudo

Chico Xavier e as Provas da Identidade dos Espíritos

Chico Xavier e as Provas da Identidade dos Espíritos

“A identidade é muito mais fácil de constatar quando se trata de Espíritos contemporâneos, cujos hábitos e caráter são conhecidos. Porque são precisamente esses hábitos, de que ainda não tiveram tempo de se livrar, que nos permite reconhece-los. E digamos logo que são eles um dos sinais mais certos de identidade”. Esse um dos indicadores fornecidos por Allan Kardec no capítulo 24 d’ O LIVRO DOS MÉDIUNS. Acrescenta mais à frente, que “através da linguagem, pelo emprego de expressões que lhes eram familiares, pela referência a alguns fatos significativos e de particularidades de sua vida, às vezes desconhecidas dos assistentes cuja veracidade se pode verificar”, encontramos outras provas de identidade, incluindo nesse elenco “a semelhança de caligrafia e de assinatura”. “Não existe comunicação má que resista a uma crítica rigorosa”, pondera Kardec. No item 267 do mesmo capítulo, o Espírito São Luiz, lista vinte e seis critérios para se analisar uma mensagem espiritual, precedendo-os da recomendação de se “pesar e analisar, submetendo ao mais rigoroso controle, da razão todas as comunicações”, aduzindo a isto que “não há outro critério para se discernir o valor dos Espíritos senão o bom senso” e que “não devemos julgar os Espíritos pelo aspecto formal e a correção do seu estilo, mas, sondar-lhes o íntimo, analisar suas palavras, pesá-las friamente, maduramente, sem prevenção”. Como há fraudadores dos dois lados da vida, o propósito do médium deve se considerado. A “natureza não dá saltos”, também neste aspecto. Dificilmente, portanto, ocorrem mudanças na personalidade do comunicante que, enquanto encarnado, era o oposto do que mostra na mensagem transmitida. Não se vira“santo” da noite para o dia. Na mesma obra, Kardec apresenta vários exemplos de mensagens apócrifas escritas por farsantes do Plano Espiritual. Naturalmente, exceções podem ocorrer depois que a “ficha” da realidade da sobrevivência “cai” para o que desencarnou. Nada, porém, radical. O incansável pesquisador italiano Ernesto Bozzano, produziu uma obra muito interessante sobre o assunto, intitulada CINCO EXCEPCIONAIS CASOS DE IDENTIFICAÇÃO DE ESPÍRITOS (lachâtre), finalizando-os com o do poeta e dramaturgo irlandês Oscar Wilde, psicografado pela médium inglesa Travers-Smith. Inúmeros detalhes pessoais desconhecidos da sensitiva foram declinados pelo Espírito, para surpresa dos que leram as inúmeras cartas por ele escritas. Um dos casos mais impressionantes pela quantidade e qualidade da produção mediúnica, sobretudo, nas últimas décadas de sua existência, é Chico Xavier. As cartas escritas por seu intermédio em reuniões públicas, apresentavam um repertório incrível de dados relacionados aos seus autores, muitos até desconhecidos pelos próprios familiares, o que, por fim, confirmado, servia de elemento de autenticação quanto à autoria. Várias delas foram decisivas em processos judiciais, inocentando suspeitos de homicídios acidentais. Não bastassem os incríveis detalhes comprobatórios da autenticidade das mensagens, no início dos anos 90, do século passado, outro método científico deu a dezenas de cartas recebidas por Chico a credibilidade no que se refere à sua origem espiritual, confirmando que seus remetentes não haviam morrido, apenas mudado de Dimensão Existencial. Tudo foi descrito no livro A PSICOGRAFIA Á LUZ DA GRAFOSCOPIA (fe), assinado pelo professor Carlos Augusto Perandréa, à época uma dos mais competentes e requisitados especialistas na técnica de exames de autenticidade e verificação de autoria conhecida como Grafoscopia. A metodologia, muito conhecida nos meios forenses e instituições financeiras, focava a partir daí, mensagens psicografadas para saber se assinatura ou a letra do que a escreveu coincidia com o dos que se presumia ter algo escrito por via mediúnica. Nas peças documentais, o resultado foi tão surpreendente que o próprio perito, católico até então, rendeu-se ao conteúdo revelador do Espiritismo. Mas, o que mais importa, é: através de Chico Xavier, mais uma evidência da sobrevivência após a morte do corpo físico juntava-se a outras tantas disponibilizadas pelo canal da mediunidade

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