Casa do Cinza

"O amor não cogita de recompensa. É um sentimento que se basta." Dr. Odilon Fernandes

LINGUAGEM DOS ESPÍRITOS NA PSICOGRAFIA

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LINGUAGEM DOS ESPÍRITOS NA PSICOGRAFIA
Ao contrário dos dias de hoje em que a psicofonia pode ser considerada a modalidade de mediunidade mais exercida nas sociedades espíritas, nos trabalhos da Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas, à época de Kardec, a psicografia era a faculdade mediúnica mais presente.

Desta forma, a construção de arquivos e a análise da mediunidade tornava-se mais fácil, e uma das questões muito tratadas pelo Mestre e seus coetâneos era a questão da identificação dos espíritos.

Lemos em Allan Kardec (A Obsessão, livro publicado pela editora O Clarim, nos capítulos “Processo para afastar maus espíritos”), uma série de cuidados a serem tomados para a análise da linguagem dos espíritos comunicantes que passo a sintetizar:

1. Desconfiar de nomes ridículos, estranhos e de nomes venerados. Os dois primeiros podem ser fruto de espíritos brincalhões e o último dos que desejam induzir a credibilidade.

2. Médiuns honestos podem ser enganados por espíritos mistificadores, da mesma forma que homens de bem podem se deixar levar por estelionatários, ilusionistas e pessoas que acham graça em criar constrangimento em terceiros. Não se deve fazer uma associação imediata entre o caráter do médium e o do espírito.

3. As comunicações grosseiras são mais fáceis de perceber, as mais difíceis são as que aparentam sabedoria e seriedade.

4. Se houver conselhos, analisar com cuidado se não induzem a atitudes ridículas (nos dias de hoje fico pensando em roupas especiais, gestos supersticiosos, uso de ervas e medicamentos de origem e eficácia duvidosa, comportamentos anacrônicos, crenças místicas, entre outros)

5. Ainda sobre os conselhos, espíritos superiores prescrevem o bem, a caridade (o que me faz lembrar de inserções próprias de uma ética da teologia da prosperidade ou do relativismo filosófico, em obras de médiuns que talvez não atinem para suas consequências na sociedade).

6. Bons espíritos não impõem posições, ao contrário de espíritos inferiores, que podem dar ordens e desejam ser obedecidos, são persistentes e tenazes. (Lembrei-me dos “trolls”, nome dado na internet para pessoas que insistem em fazer prevalecer seus pontos de vista. O conselho dos mais experientes costuma ser “não alimente os trolls” ou seja, evite os debates sem fim.)

7. “Bons espíritos não adulam” (embora incentivem) enquanto os maus espíritos podem fazer elogios exagerados como forma de obter a confiança do médium pela vaidade. (Li algures alguns textos de médiuns que se consideram uma espécie de nova geração, melhores e com atuação mais consistente que médiuns como Chico Xavier, que descrevem como “escravo dos espíritos”. Haja presunção.)

Sábios e difíceis conselhos a serem seguidos.

Postado por Jáder Sampaio às 9:24 AM
Marcadores: A Obsessão, Allan Kardec, mediunidade, psicografia

LINGUAGEM DOS ESPÍRITOS NA PSICOGRAFIA 

Ao contrário dos dias de hoje em que a psicofonia pode ser considerada a modalidade de mediunidade mais exercida nas sociedades espíritas, nos trabalhos da Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas, à época de Kardec, a psicografia era a faculdade mediúnica mais presente.

Desta forma, a construção de arquivos e a análise da mediunidade tornava-se mais fácil, e uma das questões muito tratadas pelo Mestre e seus coetâneos era a questão da identificação dos espíritos.

Lemos em Allan Kardec  (A Obsessão, livro publicado pela editora O Clarim, nos capítulos "Processo para afastar maus espíritos"), uma série de cuidados a serem tomados para a análise da linguagem dos espíritos comunicantes que passo a sintetizar:

1.  Desconfiar de nomes ridículos, estranhos e de nomes venerados. Os dois primeiros podem ser fruto de espíritos brincalhões e o último dos que desejam induzir a credibilidade.

2. Médiuns honestos podem ser enganados por espíritos mistificadores, da mesma forma que homens de bem podem se deixar levar por estelionatários, ilusionistas e pessoas que acham graça em criar constrangimento em terceiros. Não se deve fazer uma associação imediata entre o caráter do médium e o do espírito.

3. As comunicações grosseiras são mais fáceis de perceber, as mais difíceis são as que aparentam sabedoria e seriedade. 

4. Se houver conselhos, analisar com cuidado se não induzem a atitudes ridículas (nos dias de hoje fico pensando em roupas especiais, gestos supersticiosos, uso de ervas e medicamentos de origem e eficácia duvidosa, comportamentos anacrônicos, crenças místicas, entre outros)

5. Ainda sobre os conselhos, espíritos superiores prescrevem o bem, a caridade  (o que me faz lembrar de inserções próprias de uma ética da teologia da prosperidade ou do relativismo filosófico, em obras de médiuns que talvez não atinem para suas consequências na sociedade).

6. Bons espíritos não impõem posições, ao contrário de espíritos inferiores, que podem dar ordens e desejam ser obedecidos, são persistentes e tenazes. (Lembrei-me dos "trolls", nome dado na internet para pessoas que insistem em fazer prevalecer seus pontos de vista. O conselho dos mais experientes costuma ser "não alimente os trolls" ou seja, evite os debates sem fim.)

7. "Bons espíritos não adulam" (embora incentivem) enquanto os maus espíritos podem fazer elogios exagerados como forma de obter a confiança do médium pela vaidade. (Li algures alguns textos de médiuns que se consideram uma espécie de nova geração, melhores e com atuação mais consistente que médiuns como Chico Xavier, que descrevem como "escravo dos espíritos". Haja presunção.)

Sábios e difíceis conselhos a serem seguidos.

Postado por Jáder Sampaio às 9:24 AM  
Marcadores: A Obsessão, Allan Kardec, mediunidade, psicografia

Autor: Casa do Cinza - Centro Espírita

Casa do cinza é um centro espírita fundado pelo Dr. Odilon Fernandes em homenagem ao seu pai Ludovice Fernandes (Cinza). Este centro foi o primeiro a acolher Chico Xavier quando de sua chegada a Uberaba.

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