Casa do Cinza

"O amor não cogita de recompensa. É um sentimento que se basta." Dr. Odilon Fernandes


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PRECE ARABE

Minha Prece aos irmãos de Gaza.

PRECE ARABE
Deus, não consintas que eu seja
o carrasco que sangra as ovelhas,
nem uma ovelha nas mãos dos algozes.

Ajuda-me a dizer sempre a verdade na presença dos fortes,
e jamais dizer mentiras pra ganhar os aplausos dos fracos.

Meu Deus!
Se me deres a fortuna,
não me tires a felicidade;
se me deres a força, não me tires a sensatez;
se me for dado prosperar,
não permita que eu perca a modéstia,
conservando apenas o orgulho da dignidade.

Ajuda-me a apreciar o outro lado das coisas,
para não enxergar a traição dos adversários,
nem acusá-los com maior severidade do que a mim mesmo.

Não me deixes ser atingido pela ilusão da glória, quando bem sucedido,
e nem desesperado quando sentir insucesso.

Lembra-me que a experiência de um fracasso
poderá proporcionar um progresso maior.

Ó Deus!
Fazei-me sentir que o perdão é maior índice da força,
e que a vingança é prova de fraqueza.

Se me tirares a fortuna,
deixe-me a esperança.
Se me faltar a beleza da saúde,
conforta-me com a graça da fé.

E quando me ferir a ingratidão e a
incompreensão dos meus semelhantes,
cria em minha alma a força da desculpa e do perdão.

E finalmente Senhor,
se eu Te esquecer,
te rogo mesmo assim,
nunca Te esqueças de mim !

(Texto traduzido do árabe por Seme Draibe)

por Neif Chala


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A filhinha excepcional

 

A filhinha excepcional
Reproduzimos aqui o artigo intitulado A filhinha excepcional, publicado na coluna dominical “Chico Xavier pede licença” do jornal Diário de S. Paulo, na década de 1970.
Ele apresenta o soneto Vinculação redentora, ditado a Chico Xavier pelo espírito Silva Ramos, que Herculano Pires (com o pseudônimo Irmão Saulo) comenta por meio do seu texto A solução do enigma.
Aproveite e veja também as outras colunas que já estão no ar.

A FILHINHA EXCEPCIONAL
Francisco Cândido Xavier
Há algum tempo, numa de nossas reuniões, apareceu um amigo trazendo nos braços a filhinha excepcional. Declarou estar a caminho de São Paulo para tentar-lhe o tratamento.
Veio com ela à nossa instituição a fim de orar, em nossa companhia, solicitando para a pequenina o auxílio dos benfeitores espirituais.
Comoveu-nos a todos o carinho e o cuidado do genitor com a filhinha que lhe choramingava nos braços, agitada e inconsciente. Esse amigo informou proceder de uma cidade pernambucana e guardar a esperança de alcançar melhoras para a filha, junto de médicos amigos da capital bandeirante.
Diante do quadro enternecedor, penso que todo o pessoal refletia sobre os princípios da reencarnação, sem comentários. Iniciadas as tarefas da noite, O livro dos espíritos nos ofereceu para estudo a questão 371.
Depois das explanações de nossos amigos presentes, a respeito, o nosso caro Emmanuel escreveu alguns comentários sobre a reencarnação. Depois dele veio até nós o poeta Silva Ramos, que escreveu por nosso intermédio o soneto Vinculação redentora.
Nota – O autor espiritual é o poeta José Júlio da Silva Ramos, que foi professor do Colégio Pedro II no Rio e um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras. Filólogo e formado em direito pela Universidade de Coimbra, pernambucano, sua mãe era portuguesa e ele foi educado em Portugal. Sua temática foi toda de origem peninsular. Morreu no Rio em 1930.
VINCULAÇÃO REDENTORA
Silva Ramos
O fidalgo, ao partir, diz à jovem senhora:
“Eu sou teu, tu és minha!… Espera-me, querida!…”
Longe, ergue outro lar… Vence, altera-se, olvida…
Ela afoga em suicídio a mágoa que a devora.
Falece o castelão… Vê a noiva esquecida…
Desencarnada e aflita, é uma sombra que chora…
Ele pede outro berço e quer trazê-la agora
Em braços paternais ao campo de outra vida!…
O século avançou… Ei-los de novo em cena…
Ele o progenitor; ela, a filha pequena
A crescer retardada, abatida, insegura…
Hoje, ele, em tudo, é sempre o doce pajem dela,
E a noiva de outro tempo é a filha triste e bela
Agarrando-se ao pai nos traumas da loucura.
A SOLUÇÃO DO ENIGMA
Irmão Saulo
O estilo e o tema identificam o autor espiritual. Alcântara Machado notou: “a ausência quase completa em sua obra de paisagem e do homem brasileiro”. O seu arraigado lusitanismo transparece em outros poemas transmitidos pela psicografia de Chico Xavier, como se pode ver em Antologia dos imortais.*
Não foi por acaso que Silva Ramos escreveu esse alexandrino através da mediunidade, nem por simples inspiração provocada pelo caso relatado pelo médium. É evidente a intenção de explicar o episódio atual recorrendo às causas remotas que ficaram no além-mar.
Quantos fidalgos europeus, e particularmente portugueses, estão hoje encarnados no Brasil em situação difícil, procurando reparar os abusos e as irresponsabilidades em que incorreram no passado! A figura desse pai pernambucano (da mesma terra do poeta) carregando nos braços a filhinha excepcional e desvelando-se por ela, adquire mais denso colorido emocional ante a revelação do passado. A vida nos revela o seu mistério nessas ligações profundas que os espíritos desvendaram de maneira discreta e emotiva.
O soneto, por sua estrutura silogística, é a forma poética mais apropriada a nos revelar uma história como essa que passa de um século a outro. Note-se ainda a flexibilidade da síntese poética que permite ao autor exprimir em apenas um verso, como num corte cinematográfico, a transição temporal do caso e a metamorfose dos personagens: “O século avançou… Ei-los de novo em cena”.
A emoção poética se acelera nos dois tercetos finais do alexandrino perfeito de Silva Ramos, dando-nos em breves instantes a visão total da lógica e da mecânica da reencarnação. O compromisso rompido levou a antiga dama à loucura do suicídio, mas agora o responsável de ontem a carrega nos braços, pagando-lhe a dívida de amor e ternura e procurando restabelecer-lhe o equilíbrio perdido. A justiça e a misericórdia de Deus ressaltam dessa situação em que algoz e vítima se reencontram para a mútua redenção.
A opacidade do mundo e a frustração da vida, que justificam o ceticismo existencial deste século, carregado de angústia e desespero, resolvem-se em transparência lógica e renovação da fé. O interexistencialismo espírita soluciona em dois tercetos a amarga equação do existencialismo ateu.
* 73ª obra psicografada por Francisco Cândido Xavier.

por Balbino Amaral


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O TRABALHO ESPIRITUAL NO DESENCARNE

O TRABALHO ESPIRITUAL NO DESENCARNE
Publicado em 15 de junho de 2014 por Sérgio Cherci Júnior
Assim como reencarnar se tem auxilio de equipes espirituais destinadas a trabalhar neste processo, o desencarne também é auxiliado por equipes espirituais para ajudar nesta travessia do mundo físico para o mundo espiritual. Em ambos os casos tais auxílios é quando se tem merecimento para recebê-los.
O processo de desligamento do cordão fluídico é muito difícil para os que estão ligados a vibração do planeta; embora poucos espíritos encarnados podem realizar o auto-desligamento do cordão fluídico.
AS EQUIPES DE DESLIGAMENTO
As equipes especialistas para este processo de desligamento realizam o rompimento do cordão fluídico de acordo com o merecimento dos espíritos que está desencarnando. A quantidade de integrantes das equipes varia de acordo com o tipo de desencarne que vai auxiliar, e de acordo com o merecimento do desencarnante.
O TRABALHO DE DESLIGAMENTO
Quando o espírito está desencarnando, e é merecedor do auxilio que as equipes de desligamento fornece, é ajudado da seguinte forma, em caso de morte natural, que é a cessação das forças vitais por velhice ou doenças:
Preparação:
Visitas diárias são realizadas dando auxílio magnético e preparando os familiares, e o espírito desencarnante. Muitas vezes, ou na maioria das vezes os familiares e os amigos criam uma aura que fica impedindo e criando dificuldade para o desligamento do cordão fluídico, que são os choros, chamados pelo desencarnante, angustias, gritos, medo, egoísmo… isto deixa mais complicado o trabalho da equipe espiritual; para criarem barreiras de proteção contra tais vibrações dos familiares, a equipe espiritual cria uma melhora fictícia para neutralizar estas vibrações que prendem o espírito desencarnante no corpo; esta melhora também serve para concluir suas ultimas tarefas e para a despedida com seus entes queridos.
Desligamento:
Muitos motivos deixa o espírito desencarnante ligado a matéria, como o amor aos entes queridos, ou aos bens que possuía, ou preocupações, ou problemas… por estes motivos o processo de desligamento do cordão fluídico, é a ultima parte do processo de desencarne, é na maioria dos casos realizado depois de algum tempo da morte do corpo físico dado pela ciência.
Até o rompimento do cordão o espírito fica vulnerável à influência do ambiente em que está, ficando menos consciente e fraco; depois do desligamento, o aumento do grau de consciência e de fortalecimento vai crescendo gradualmente. Para os espíritos mais evoluídos o desligamento é quase imediato. Dependendo do grau de desprendimento e de evolução, os espíritos se mantém parcialmente conscientes do que acontece, sendo o caso de espíritos de nível médio.
Por isso é comum entes queridos já desencarnados está presente neste momento de grande transição, para tranquilizar, dar esperança, e segurança ao espírito que está desencarnando.
Antes do desligamento: os laços que prendem o espírito ao corpo material, vai se desligando aos poucos durante as doenças prolongadas que antecipam o fim do corpo material, por isso os doentes tem mais facilidade para se preparar para o desligamento.
As sensações durante o desligamento: estão relacionadas ao padrão espiritual e ao apego a matéria. Alguns desencarnam com facilidade; inúmeros dormem longos sonos, outros nada percebem. Os que estão despertos são colocados para dormir, assim o impacto das energias negativas não são sentidos. Outros fazem o exame imparcial de todos os acontecimentos de sua vida. Mas deixando claro que, cada caso é um caso, e o merecimento e o desprendimento são levados em consideração.
Encaminhamento:
Quando o desligamento está concluído, o espírito é levado para o local onde será amparado, podendo ser um posto de socorro, ou um hospital de acolhimento dos desencarnados em uma Colônia Espiritual, que corresponde a área geográfica que morava na Terra.
Se um espírito não for merecedor de tal auxilio, quando desencarna não pode ir para os planos astrais que falamos acima como um espírito merecedor, pois não está preparado; fica livre pelo mundo, ou vai para o umbral, que é um local infeliz que os que desencarnam com o padrão vibracional baixo acabam sendo atraídos para tal lugar, sendo um local de sofrimento.
Isto volta ao mesmo ensinamentos que, tudo está nas nossas mãos, o passado e o futuro, o como vai ser o nascimento e o desencarne, isto é o livre arbítrio, sendo tudo produto das nossas escolhas e atitudes. Quanto mais se conhece a Doutrina Espírita mais o temor da morte se desfaz, novos horizontes são vistos e conhecidos, tomando conhecimento que não existe nenhum tipo de fronteiras e nenhum mistério para a nova vida, tendo a certeza da existência de vida depois da vida.
Morrer não dói, morrer não é nada, apenas uma grande transição para a vida verdadeira, o que fica é a saudade, mas acima de tudo a verdade que o reencontro vai acontecer novamente, pois Deus permite.
“Devemos aceitar a chegada da chamada morte, assim como o dia aceita a chegada da noite – tendo confiança que, em breve, de novo há de raiar o sol…”
(Chico Xavier)
-fonte: blog/ Jardim Espírita-

Reencarnaçãi