Casa do Cinza

"O amor não cogita de recompensa. É um sentimento que se basta." Dr. Odilon Fernandes


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Grandes cientistas e o Espiritismo (Parte 2)

Grandes cientistas e o Espiritismo (Parte 2)

A. Heinrich Braune – Químico alemão, pesquisador.
o Wilhelm Edward Weber, nascido em 1804, professor de Física, fundou com seu irmão a doutrina da Vibração das Forças. Publicou um volumoso tratado sobre a Medição eletrodinâmica (em quatro volumes, 1845/1854). Não há reputação científica mais elevada na Alemanha do que a de Weber.[112_-_página 14]. Pesquisador psíquico, participou de muitas pesquisas junto com Zöllner. Em uma homenagem Weber, Foi dado o Nome deweber (Wb) à Unidade de Medida do Fluxo magnético (SI)http://pt.wikipedia.org/wiki/Wilhelm_Eduard_Weber. Foram inúmeros e valiosos os seus trabalhos de investigação sobre acústica, elasticidade dos corpos e indução electromagnética. Em 1833, construiu os primeiros telégrafos eléctricos utilizados na ligação entre o Observatório Astronómico e o Laboratório de Física. Foi considerado o precursor da teoria electrónica ao afirmar, em 1871, que a corrente eléctrica pode ser devida ao transporte de pequenas partículas eléctricas. Em sua homenagem, a unidade SI de fluxo magnético tem o seu nome – weber (Wb) – http://www.infopedia.pt/$wilhelm-weber.
o Professor Scheibner, da Universidade de Leipzig, matemático de renome e distintíssimo. [112 – página 14] – Zöllner (1834 – 1882)
o Gustav Friedrich Fechner, nascido em 1801, é filósofo eminente, professor de Física na Universidade de Leipzig. Entre os seus trabalhos figuram: A Alma das Plantas, Zen-Avesta, Coisas do Futuro, Elementos de Psicofísica, O Problema da Alma e A Vida Futura. [112 – página 14]. Pesquisador psíquico, participou de muitas pesquisas junto com Zöllner.
Eminente físico e filósofo alemão, que, como publicou a N. Y. Nation, escandalizou a sociedade alemã com a sua entrada para as fileiras do Espiritismoem 1877, ensina que …
cada diamante, cristal, planta ou estrela tem sua alma individual, além do homem e do animal;
que há uma hierarquia de almas, desde as mais baixas formas da matéria até do mundo_espiritual;
que os Espíritos dos que partiram mantêm comunicação psíquica com as almas que estão ainda ligadas ao corpo humano. (Ver: Comunicação após a morte)
é o Espírito quem dá o modelo ou a forma das coisas que existem, seja o grão de areia, seja o ser vivo. Como toda a existência é uma expressão da divina vontade, assim, cada existência individual, que tem uma parte maior da divina expressão dentro de si, reparte a sua abundância com aqueles que têm menos. (Ver: Teoria das cordas)
[97 – página 267]
• d) Itália
o Cesare_Lombroso – Criminologista, professor de Medicina de Turim, eminente pesquisador psíquico, dirigiu diversos grupos de pesquisa formados por eminentes sábios da época. Escreveu “Hipnotismo e Mediunidade”. Após atacar a veracidade das manifestações, encontrou-se com sua mãe, em espírito, numa reunião de materialização com a médium Eusápia Palladino.
o Dr. Eurico Morselli – Especialista em enfermidades nervosas e mentais, professor da Universidade de Gênova. Publicou 3 livros.
o Dr. Giovanni Schiapparelli – Diretor do Observatório Astronômico de Milão, sábio conhecido, fez parte da comissão que estudou Eusápia Palladino.
o Dr. Francesco Porro – Professor da Universidade de Gênova e diretor do Observatório de Buenos Aires, pesquisador.
o Pierre Curie – Descobridor do elemento químico rádio, pesquisador.
o Dr. Giuseppe Laponi – Médico, professor de Antropologia, médico dos papas Leão XIII e Pio X. Escreveu “Hipnotismo e Espiritismo”.
o Dr. Ernesto_Bozzano – Professor da Universidade de Turim. Tornou-se, sem dúvida, um cientista do espírito de alta nomeada e polemista sério tendo refutado obra de René Sudré. Um dos mais sérios divulgadores das ideias espíritas em sua essência. Possui obras de importante teor doutrinário e científico.
o Gino Trespioli – Advogado e professor da Universidade de Milão, escreveu diversas obras no campo espiritual ou profissional. Ditou obra mediúnica em 1946.
o Dr. Rocco Santoliquido – Professor universitário, diretor geral da Saúde Pública de Itália, Conselheiro de Estado, Presidente do Instituto Metapsíquico, pesquisador e escritor.
o Dr. Innocencio Calderone – Fundador da revista “Filosofia della Scienza”, publicou o resultado de pesquisa mundial que fez sobre a reencarnação.
o Ernesto Volpi – Diretor de “Vessilo Spiritista”.
o Leo Talamonti – Jornalista, especialista em divulgação científica. Publicou o livro “Universo Proibido”.
• e) Outros Países
o Alexandre_Aksakof – Da Academia de Leipizig, Conselheiro de Estado da Rússia. Autor de diversas pesquisas e livros sobre alguns dos mais conhecidos sensitivos. Autor de “Um Caso de Desmaterialização” e “Animismo e Espiritismo” (refutação à obra de Hartman).
o Haraldur Nielson – Reverendo, professor de Teologia em Reykjavik e coadjutor da catedral da mesma cidade (Suécia). Escreveu o livro “O Espiritismo e a Igreja”.
o Nils O.Jacobson – Psiquiatra sueco, escreveu uma das mais sérias obras sobre parapsicologia dos tempos modernos (1971): “Vida sem Morte?”.
o Friedrich Jüergenson – Pintor sueco, tem desenvolvido pesquisa na área de gravação de vozes em gravadores. Escreveu “Telefone Para o Além”.
o Konstantin Raudive – Pesquisador de vozes e das suas gravações, é psicólogo.
o Roberto Volterri – Especialista em eletrônica e autor do livro “Psicotrônica”.
o Casal Kirlian – Responsáveis pelo desenvolvimento das fotografias Kirlian.
o Hamedras Nat Banerje – Professor Universitário de Jaipur, índia, pesquisador da reencarnação.
o Leonid Vassiliev – Professor da Universidade de Leningrado (URSS), pesquisador.
(Fonte: Livro “Conversando Sobre a Morte; ou Epistemologia da Morte”, álvaro Chrispino, Rio de Janeiro, Edições CELD, 1994, 1ª edição).
http://www.comunidade-espiritual.com/profile.php?sub_section=view_blog&id=2640&sub_id=5794
Álvaro Chrispino
http://www.espirito.org.br/portal/artigos/diversos/ciencia/pesquisas-cientificas.htm
Federação Espírita do Rio Grande do Norte – FERN
http://www.fern.org.br/historicoesp_ossabios.htm

Opiniões de cientistas e escritores europeus e americanos
Capítulo 2
• 1 – GABRIEL DELANNE
o Nasceu no dia 23 de março de 1857, exatamente no ano em que Kardec publicava a 1.ª edição de “O Livro dos Espíritos”.
Seu pai, Alexandre Delanne, era espírita e amicíssimo de Kardec, motivo porque foi ele grandemente influenciado pela ideia. Sua mãe trabalhou como médium, cooperando com o mestre de Lyon na Codificação.
Delanne foi um dos maiores propagadores da sobrevivência e comunicabilidade dos Espíritos.
Afirma ele:
“A inteligência que se manifesta não emana dos operadores; ela declara ser aquele cujo nome declina. Não vemos porque se obstinaria em negar sua existência. Vamos, agora, acumular as provas da existência dos Espíritos, e elas irão se revestindo de um caráter cada vez mais forte, por forma que nenhuma denegação será capaz de combater a evidência da intervenção dos Espíritos nessas novas manifestações.”
Publicou “O Espiritismo Perante a Ciência”, “O Fenômeno Espírita”, “A Evolução Anímica”, “Pesquisas sobre a Mediunidade”, “As Aparições Materializadas de Vivos e Mortos”, além de outras obras de cunho científico
• 2 – CAMILLE FLAMMARION
o Astrônomo francês, nasceu a 21 de fevereiro de 1842, em Montigny, França, e desencarnou em 1925, com a idade de 83 anos.
Quando tinha apenas vinte anos de idade, publicou a obra intitulada “Pluralidade dos Mundos Habitados”, que teve grande repercussão no mundo científico.
Flammarion foi um dos pioneiros do Espiritismo na Europa. Prestou grande concurso ao mestre Kardec, através de sua faculdade mediúnica, recebendo inúmeras comunicações do iluminado Espírito de Galileu, que se acham inseridas no livro “A Gênese”.
Quando o insigne mestre baixava à sepultura, coube a Flammarion fazer o discurso de despedida. Entre outras coisas, disse: “Ele, porém, era o que eu denominarei simplesmente o bom senso encarnado”.
Publicou, também, “Deus na Natureza”, “A Morte e seus Mistérios”, “O Fim do Mundo”, “Urânia”, “Sonhos Estelares”, “O Desconhecido e os Fenômenos Psíquicos” e muitas outras obras importantes.
• 3 – LéON DENIS
o O grande continuador da obra de Kardec nasceu no dia 1.º de janeiro de 1846, em Nancy, França, e desencarnou no dia 12 de abril de 1927.
Léon Denis produziu mais no setor filosófico. Publicou diversas obras como “Depois da Morte”, “O Porquê da Vida”, “O Problema do Ser, do Destino e da Dor”, que foram traduzidas em várias línguas. Além destes, muitos outros trabalhos foram escritos por esse genial baluarte do Espiritismo, que é uma das colunas mestras da cultura espírita no mundo.
Disse ele: “Consagrei a presente existência ao serviço de uma grande causa, o Espiritismo ou Espiritualismo moderno, que certamente será a crença universal e a religião do futuro”.
• 4 – WILLIAM CROOKES
o Nasceu em Londres no dia 17 de junho de 1832 e desencarnou em 4 de abril de 1919.
O trabalho realizado por Crookes, em benefício da ciência, é enorme. Enriqueceu-a com a descoberta do quarto estado da matéria, ou seja, o estado radiante. Sua obra, no campo da Física e da Química, é tão grande que projetou seu nome em todo o mundo.
No setor das pesquisas dos fenômenos mediúnicos, Crookes realizou importante trabalho de laboratório, pois durante três anos, isto é, de 1870 a 1873, com a médium Florence Cook, de apenas quinze anos de idade, obteve a materialização de um Espírito, que dava o nome de Katie King. A materialização desse Espírito, graças à extraordinária faculdade de Miss Florence Cook, era completa, facultando, assim, investigação profunda, por parte de Mr. Crookes, que afirmou e deu testemunho dos fatos por ele verificados.
Na sua obra “Fatos Espíritas”, faz completo relato de todas as experiências realizadas com o Espírito materializado de Katie King, que não deixa dúvida quanto ao poder extraordinário que possui o Espírito de dar a forma desejada, utilizando a matéria física.
• 5 – GUSTAVO GELEY
o Cientista e profundo psiquista, nasceu a 14 de julho de 1924 e faleceu em virtude de um desastre de avião, quando viajava de Varsóvia a Paris. Era médico em Nancy, tendo abandonado a carreira para dedicar-se ao estudo dos fenômenos metapsíquicos. Fundou o Instituto Metapsíquico Internacional de Paris, do qual foi diretor. Fez inúmeras experiências sobre materializações, notadamente na obtenção de moldagens em gesso de mãos ectoplásmaticas.
Na sua obra “Do Inconsciente ao Consciente”, diz ele: “Para o homem suficientemente evoluído, a morte faz romper o círculo restrito no qual a vida material tinha encerrado uma consciência que transbordava – círculo da profissão, círculo da família, círculo da Pátria. O ser se encontra transportado além das lembranças habituais, dos amores e dos ódios, das paixões e de hábitos… Na cadeia das existências uma vida terrena não tem mais importância relativa que um dia no curso dessa existência.”
• 6 – CHARLES RICHET
o Nasceu em Paris em 1850; aos 37 anos de idade foi nomeado lente catedrático de Filosofia da Faculdade de Medicina de Paris.
Richet, no campo científico, foi um verdadeiro gênio: além de fisiologista de renome internacional, foi o descobridor da soroterapia.
Depois de se ocupar com os fenômenos chamados supra-normais, porém deixando de lado a parte doutrinária oriunda destes, criou a Metapsíquica, que definiu como sendo uma “ciência que tem por objeto fenômenos mecânicos ou psicológicos, devido a forças que parecem inteligentes, ou a poderes desconhecidos, latentes na inteligência humana”.
Suas principais obras são: “Tratado de Metapsíquica”, “A Grande Esperança”, “O Sexto Sentido”, “A Porta do Mistério”, “O Homem e a Inteligência”, além de outras de caráter científico.
• 7 – EUGêNE OSTY
o Foi médico neurologista de fama internacional. Exerceu, por muito tempo, a diretoria do Instituto Metapsíquico da França.
Além de notável médico, realizou importantes trabalhos de pesquisas no campo experimental da fenomenologia espírita, tendo declarado, em sua obra “La Connaissance Supranormale”, o seguinte:
“Impõe-se a evidência de que estamos diante de um foco dínamo-psíquico, donde emanam manifestações de ilimitado poder. Além do consciente, encontra-se a propriedade de transformar a matéria viva, de torná-la amorfa, de exteriorizá-la e de fazer dela novas formas vivas. Além do consciente, encontra-se a propriedade de perceber o imperceptível, de conhecer o ignorado.
Desconhecem-se, ainda, limitadamente, no fundo do ser humano, os atributos de que os filósofos ornaram o conceito divino – potência criadora, fora do tempo e do espaço. E ninguém está autorizado a presumir o que a investigação precisa, metódica, progressiva, poderá ainda descobrir.”
Como se vê, o Dr. Osty foi um dos que mais se preocuparam com a pesquisa dos fenômenos espíritas abordando-os sob o aspecto puramente científico
• 8 – PAUL GIBIER
o Discípulo de Pasteur, foi naturalista do Museu de História Natural da França.
Sobre os fenômenos espíritas, por ele observados, diz em sua obra “Análise das Coisas” que: “podemos ter provas materiais da existência da alma. Este fato não deixa dúvida alguma no meu Espírito: a ciência poderá estudar d’ora em diante, quando quiser, o terceiro elemento constitutivo do Macrocosmo, como estuda outros dois elementos, que ela compreende então muito melhor, isto é, a matéria e a energia”.
Publicou ainda: “Anais das Ciências Psíquicas”, “O Espiritismo, Faquirismo Ocidental” e “Psicologia Experimental”.
• 9 – EUGÈNE AUGUSTE ALBERT DE ROCHAS
o Nasceu em 30 de maio de 1837 e desencarnou em 2 de setembro de 1914. Foi engenheiro, coronel do Exército e Administrador da Escola Politécnica de Paris.
Por meio de passes longitudinais, aplicados em alguns sensitivos, De Rochas conseguia provocar, nesses pacientes, a regressão da memória, fazendo com que eles se lembrassem, com toda precisão, de fatos ocorridos em várias encarnações passadas.
Essas experiências são bastante conhecidas. O autor assistiu a um trabalho de hipnose, no qual o operador, através de passes, provocou a regressão da memória de um sensitivo até os primeiros meses de sua existência, progredindo, depois. Quando na idade de dez ou doze anos, aproximadamente, apresentava todas as características próprias dessa idade.
De Rochas publicou várias obras, dentre elas “As Vidas Sucessivas”, através da qual expõe esses fatos pormemorizados.
• 10 – BARãO DE GOLDENSTUBBé
o Dedicou-se mais às experiências da escrita direta, na França. Escreveu o livro intitulado “La Réalité des Spirites et de leurs Manifestations”(A Realidade dos Espíritos e de suas Manifestações).
Em poucos anos de trabalhos experimentais, o Barão obteve um número considerável de escrita direta, algumas obtidas sem o auxílio de lápis, papel ou ardósia. Os próprios espíritos comunicantes transportavam o material necessário para a obtenção das mensagens.
• 11 – BARãO CARL DU PREL
o Foi um dos grandes pensadores do século passado, tendo participado, em companhia dos professores Lombroso, Ermácora, Richet, Aksakof, Schiaparelli, Chiaia e outros, das experiências realizadas em Milão, em 1892.
No prefácio do seu livro “O Outro Lado da Vida”, diz ele: “Enquanto o homem permanecer na dúvida se é uma criatura física eimortal ou um ser metafísico imortal, não terá o direito de gabar-se da sua consciência pessoal, nem de limitar-se a ter a morte como um salto nas trevas. Isso não convém, sobretudo, a um filósofo, cujo primeiro dever, segundo Sócrates, é o de conhecer-se a si mesmo.”
Como escritor eminente publicou “A Doutrina Monística da Alma”, “A Psicologia Mágica”, “O Espiritismo”, “Lucidez e Ação à Distância”,”A Descoberta da Alma”, “História da Evolução do Universo”, e outras.
• 12 – FREDERICO ZÖLLNER
o Astrônomo famoso e professor da Universidade de Leipzig, goza de grande reputação nos meios científicos.
Após inúmeras experiências realizadas no campo da fenomenologia espírita, publicou os resultados dessas investigações no livro intitulado”Física Transcendental”.
“Adquiri a prova da existência de um mundo invisível que pode entrar em relação com a humanidade.”
• 13 – DR. OCHOROWICZ
o Exerceu a cátedra na Universidade de Lemberg.
Na Itália, teve oportunidade de constatar os extraordinários fenômenos produzidos por Eusápia Paladino.
Declarou na “Gazeta Semanal Ilustrada”, o seguinte: “Quando me recordo de que, numa certa época, eu me admirava da coragem de William Crookes em sustentar a realidade dos fenômenos espíritas; quando reflito, sobretudo, que li as suas obras com o sorriso estúpido que iluminava a fisionomia dos seus colegas, ao simples enunciado destas coisas, eu coro de vergonha por mim próprio e pelos outros.”
• 14 – LUIZ JACOLLIOT
o Em suas obras, este grande escritor orientalista já demonstrava a existência dos fenômenos espíritas.
Quando tomou conhecimento das experiências de Crookes, declarou:”Qual não foi o meu espanto ao ver o ilustre químico inglês, depois de experiências quase semelhantes às que presenciei na índia, concluir, finalmente, pela existência dessa força nova do organismo, que eu antevira, timidamente, muitos anos antes.”
Publicou ele “Le Spiritisme dans le Monde”, “As Ações dos Defuntos”, “O Espiritismo na índia” e outras obras históricas.
• 15 – ALEXANDRE AKSAKOF
o Este gigante da literatura espírita nasceu em Ripievka, Rússia, no dia 27 de maio de 1832, e desencarnou em 4 de janeiro de 1903. Foi diplomata e conselheiro privado do Imperador Alexandre III, Czar da Rússia.
Começou a estudar os fenômenos espíritas em 1855, quando se encontrava na Alemanha, em missão diplomática.
Foi colaborador de William Crookes nas experiências de materializações do Espírito de Katie King; fez parte da Comissão de Milão para investigação dos fenômenos produzidos por Eusápia Paladino.
Escreveu o livro “Animismo e Espiritismo”, que foi publicado em 1890 e traduzido para várias línguas, inclusive para o português.
Homem de ciência e de uma convicção inabalável, jamais temeu a crítica. Dizia ele: “Não tenho outra coisa a fazer senão afirmar publicamente o que tenho visto, entendido e ouvido.”
• 16 – ERNESTO BOZZANO
o Nasceu em 1862, em Gênova, Itália. Professor da Universidade de Turim, foi, antes de se converter ao Espiritismo, materialista, cético, positivista.
Mais tarde, dedicou-se aos estudos espíritas orientado por guia espiritual essencialmente científico, o que fez com que Bozzano formasse sua base no terreno puramente empírico.
Na sua obra “Fenômeno de Bilocação”, afirma ele: “Os fundamentos do saber humano passarão da concepção materialista do Universo à concepção espiritualista do ser, com as conseqüências filosóficas, sociais, morais e religiosas, que dela decorrem…”
Escreveu mais de trinta e cinco obras, todas de caráter científico. Dentre elas citamos “A Crise da Morte”, “A Hipótese Espírita e as Teorias Científicas”, “Animismo ou Espiritismo”, “Comunicações Mediúnicas Entre Vivos”, “Pensamento e Vontade”, “Fenômeno de Transfiguração”, “Metapsíquica Humana”, “Os Enigmas da Psicometria”, “Fenômenos de Telestesia”, etc.
• 17 – ALFRED RUSSEL WALLACE
o Nasceu em 1823 e desencarnou em 1903.
Foi um dos maiores cientistas que investigaram a sobrevivência e a comunicabilidade dos Espíritos; daí porque Wallace jamais deve ser esquecido.
Em 1865, investigou os fenômenos das mesas girantes ainda tão em voga na Europa; a mediunidade de Mr. Marshall, de Mr. Cuppy e outras, estabelecendo, mais tarde, que os fenômenos espíritas “são inteiramente comprovados tão bem como quaisquer fatos que são provados em outras ciências”.
• 18 – SIR OLIVER LODGE
o Nasceu a 12 de junho de 1851, em Penkhull, Inglaterra. Educado no Grammar School de Newport e no University College de Londres, foi um dos mais reputados físicos da época.
Fez importantes investigações sobre a sede da força eletro-motiva na célula voltaica, sobre as ondas eletromagnéticas e a telegrafia sem fio. Ganhou fama mundial como inventor, tendo contribuído grandemente para o desenvolvimento da eletricidade.
Somente após os cinqüenta anos de idade, é que Lodge voltou sua atenção para as manifestações psíquicas, tendo dado inestimável testemunho da sobrevivência e da comunicação dos Espíritos.
Em sua obra “Porque eu Creio na Imortalidade Pessoal”, declara ele: A prova da identidade pessoal está, assim, grandemente estabelecida, de maneira séria e sistemática, pelo exame crítico dos investigadores e, sobretudo, pelos esforços especiais e inteligentes dos comunicantes do além.

Para mim, a evidência é virtualmente completa, e não tenho nenhuma dúvida da existência e da sobrevivência da personalidade, como não a teria sobre a dedução de qualquer experiência ordinária e normal.”
Deixou escritas inúmeras obras, dentre as quais destacamos as seguintes: “Formatura do Homem”, “Raimundo” e “Porque eu Creio naImortalidade pessoal”.
• 19 – CéSAR LOMBROSO
o Nasceu em 6 novembro de 1835 e desencarnou em 18 de novembro de 1909.
Cientista universalmente conhecido pelos importantes trabalhos realizados no campo jurídico, desde muito cedo dedicou-se às letras.
Aos doze anos de idade, escreveu a obra intitulada “Grandeza e Decadência de Roma”, que teve grande repercussão nos meios intelectuais de então.
Sobre a obra de Mazolo, grande psicólogo italiano, escreveu um artigo, que foi publicado num dos jornais italianos. Mazolo leu esse artigo e convidou Lombroso para ir à sua casa, pois desejava conhecer o novo escritor. Diante do menino, que contava apenas quatorze anos, ficou surpreendido, dada a sua inteligência precoce.
Lombroso converteu-se ao Espiritismo depois de haver realizado experiências sobre a mediunidade de Eusápia Paladino, que lhe fora apresentada pelo professor Chiaia, de Nápoles.
Em uma das sessões com esta médium, assistiu à materialização do Espírito de sua própria mãe.
Daí por diante, Lombroso não teve dúvidas quanto à sobrevivência e a comunicabilidade dos Espíritos.
Escreveu várias obras, tanto no campo da Medicina, quanto no da Filosofia.
Dentre elas, destacam-se a notável monografia “Antropologia Criminal”, “L’Uomo di Gênio”, “L’Uomo Delinqüente”, além de outras sobre psicologia e psiquiatria.
Sobre o Espiritismo, não podemos deixar de citar a “Pesquisa Sobre os Fenômenos Hipnóticos e Espíritas”, através da qual relata todas as experiências realizadas, não só com Eusápia Paladino, como também com outros médiuns de efeitos físicos, como Elizabeth D’Esperance e Politi.
• 20 – CROMWELL FLEETWOOD VARLEY
o Eminente físico, descobridor do condensador elétrico, estabeleceu, por meio do cabo submarino, as comunicações entre a Inglaterra e os Estados Unidos.
Quando caía em transe mediúnico, tinha visões. Produzia, também, curas; tratou de sua própria esposa de enfermidade refratária à terapêutica usual.
Foi Varley quem idealizou e preparou os aparelhos elétricos que serviram para as experiências de Crookes com a médium Florence Cook e Daniel D. Home.
• 21 – WILLIAM FLETCHER BARRET
o Professor de Física do “Royal College of Science for Dublin” e fundador da “Society for Psychical Researches”, de Londres.
No seu livro “Nos Umbrais do Invisível” declarou: “Estou absolutamente convencido de que a ciência psíquica provou experimentalmente a existência de uma entidade transcendental e imaterial do homem: a alma.”
Sir William Barret estudou os fenômenos espíritas por longos anos, afirmando que as conclusões a que chegou não foram frutos de um exame rápido e superficial e sim de um estudo realizado durante quarenta anos
• 22 – THOMAZ EDISON
o Eletricista americano, realizou vários inventos, inclusive o fonógrafo.
Por ocasião do Congresso de Investigações Psíquicas, celebrado em Chicago, disse: “O Congresso será, sem dúvida, proveitoso para o interesse do Espiritismo, porque dele resultará a distinção entre o falso e o verdadeiro, contribuindo por igual a fazer luz no assunto. Será salutar para os espíritas, porque sua insuperável filosofia tornar-se-á patente.”
o 23 – BENJAMIN FRANKLIN
Célebre estadista americano, colaborou nos trabalhos de elaboração da Constituição dos Estados Unidos. Foi o inventor do pára-raios.
Sobre o Espiritismo, declarou: “O homem só nasce completamente depois que morre. Por que então atormentarmo-nos por ter uma criança nascida entre os mortais? Nós somos estúpidos.

A cedência de corpos por empréstimo, enquanto eles nos podem proporcionar alegria, ajuda-nos a adquirir conhecimentos ou contribuir para fazer o bem aos nossos semelhantes, é um ato bondoso e benevolente de Deus”…

Ver: Reencarnação através dos tempos e Caso de materialização de Estela Livermore

o 24 – ENRICO MORSELLI
Especialista em doenças nervosas e mentais, professor da Universidade de Gênova, escreveu a obra intitulada “Psicologia e Espiritismo”, na qual relata os fatos por ele observados com a notável médium Eusápia Paladino.

Antes de se converter ao Espiritismo, Enrico Morselli fora cético e materialista obstinado. Publicou, ainda, “Hipótese Espírita e Teoria Científica”.
o 25 – ROBERT DALE OWEN
Estadista americano e membro da Convenção Constitucional Indiana.

Dedicou-se ao estudo do Espiritismo visando provar a seu pai o grave erro em que ele incorria ao se interessar pelos fenômenos supranormais. E o resultado de suas investigações foi render-se à evidência dos fatos por ele verificados.

Publicou várias obras nas quais declara sua convicção na sobrevivência do Espírito.
o 26 – JAMES HERVEY HYSLOP
Professor da Universidade de Columbia, New York, e autor de várias obras, dentre as quais citamos “A Ciência Psíquica e a Ressurreição” e “A Ciência e a Vida Futura”.
Disse ele: “Foi meu pai, foram meus tios e meus irmãos falecidos, com os quais me entretive em profundo contato, que me provaram que a morte não existe e que a alma é imortal”…
o 27 – FREDERIC MYERS
Professor da Universidade de Cambridge, publicou “A Personalidade Humana”, “Modern Spiritualism” além de uma série de estudos narrando fatos que se verificaram durante suas pesquisas no campo da fenomenologia espírita.
o 28 – ROBERT HARE
Químico internacionalmente conhecido e professor da universidade de Pensilvânia. Publicou uma obra de grande repercussão, sob o título”Experimental Investigations of the Spiritual Manifestations”, obra esta de cunho puramente científico.

Em 1853, Robert Hare iniciou os estudos do Espiritismo, visando combatê-lo; entretanto, três anos mais tarde, demonstrava, através da obra citada, a existência e a comunicação dos Espíritos.
o 29 – PROF. MAPES
Professor de Química da Academia Nacional dos Estados Unidos.

Como Robert Hare, a princípio, combateu o Espiritismo.

“Quando vi – disse ele – que alguns amigos meus estavam entregues à magia moderna, resolvi investigar o que de real poderia haver nisso, para salvar homens respeitáveis e ilustres que estavam a caminho da imbecilidade.”

E o resultado foi que ele também se tornou adepto da Doutrina Espírita.
o 30 – P. BARKAS
Professor de Geologia em New Castle, estudou os fenômenos espíritas, realizando inúmeras experiências que se acham relatadas na sua obra”Outlines of investigations in to Modern Spiritualism”.

O prof. Barkas, que foi colaborador da “Spiritual Magazine”, declarou que suas convicções estavam bem amadurecidas e que os fatos espiritas não explicados pela Física nem pela Fisiologia, são devidos a agentes invisíveis e inteligentes.
o 31 – GEORGES SEXTON
Fez campanha contra os fenômenos espíritas. Após quinze anos de investigação criteriosa, reconheceu que as comunicações recebidas eram realmente de amigos e parentes seus, já falecidos.

Publicou dois importantes trabalhos “Scientific Materialism Calmly Considered” e “A Reply to Professor Tyndall’s”.
o 32 – WILLIAM JAMES
Reitor da Universidade de Havard e filósofo mundialmente conhecido, publicou a obra “Etudes et Reflexions d’un Psychiste”, na qual afirma que, na Inglaterra, cerca de um adulto sobre dez vê fantasmas.
Nessa mesma obra, diz ele: “Quando uma teoria vem, sem cessar, à discussão, todas as vezes que a crítica ortodoxa a enterra, ela reaparece cada vez mais sólida e mais dura de acutilar, e podereis estar certo de que nela há uma parte de verdade…”
“Muitas vezes a ciência matou os Espíritos, como uma das muitas superstições populares e, entretanto, nunca nos falaram deles com tanta abundância nem com tão grande aparência de autenticidade.”
o 33 – AUGUSTO DE MORGAN
Foi secretário da Real Sociedade de Londres e presidente da Sociedade de Matemática.
Em uma de suas obras declarou: “Estou absolutamente convencido de que tenho visto e ouvido, em condições que tornam a incredulidade impossível, fenômenos chamados espíritas, que nenhum ser racional poderá explicar pela impostura, coincidência ou erro”.
Publicou: “From Matter to Spirit”.
http://www.espirito.org.br/portal/publicacoes/abc/

• As investigações de Sir William Crookes
o Crookes iniciou estudando os fenômenos espíritas produzidos por D. D. Home[140], que já havia sido estudado por Lord Adare[139]. Dentre outros fenômenos, Crookes (um famoso químico e físico in-glês) estudou em laboratório, a partir de 1870, através da mediunidade de Florence Cook, a materializa-ção de espíritos. Crookes publicou os resultados de suas pesquisas (inclusive várias fotografias das mate-rializações[64]) em 1874, enfrentando grandes perseguições por causa de sua conclusão favorável à ori-gem espírita dos fenômenos[141,142].
• As investigações do Dr. Alfred Russel Wallace
o O famoso naturalista Dr. Alfred Russel Wallace também fez investigações sobre os fenômenos es-píritas[143], e igualmente concluiu pela origem espírita dos mesmos, padecendo também perseguições por isso.
• As investigações do Prof. William Barrett
o William Barrett apresentou estudo dos fenômenos espíritas à Associação Britânica para o Progres-so da Ciência em 1876[356] e declarou publicamente seu apoio à hipótese espírita.
• As investigações de Lord Rayleigh e do Prof. De Morgan
o Famosos matemáticos ingleses Lord Rayleigh[146] e Prof. De Morgan[136], igualmente investiga-ram os fenômenos espíritas e declararam publicamente suas conclusões favoráveis à hipótese espírita.
Bibliografia de Pesquisas Científicas de Fenômenos Espíritas
Luiz Otávio Saraiva Ferreira Campinas – SP – Brasil Junho de 1995.
http://charlesfleury.files.wordpress.com/2012/10/pesquisascientificas.pdf
_______________________________
64 – Stevenson, I., Twenty Cases Suggestive of Reincarnation, (2a. ed. revisada e ampliada), University Press of Virgi-nia, Charlottesville, Virginia, USA, 1975.
136 – de Morgan, Mrs., From Matter to Spirit, London, UK, 1863.
139 – Adare, Experiences in Spiritualism with D. D. Home, edição particular do autor, Londres, GB, 1869.
140 – Crookes, William, “Notes on seances with D. D. Home,” Proceed. S. P. R., (GB), vol. 6, part. 16, 1889.
141 – Crookes, William, Experimental Investigations n Psychic Force, Grillman, Londres, GB, 1871.
142 – Crookes, William, Researchs in the Phenomena of Spiritualism, Burns, London, UK, 1874.
143 – Wallace, Alfred Russel, On Miracles and Modern Spiritualism, Burns, London, UK, 1875.
146 – Rayleigh, The Spiritualist, (UK), vol. IX, p. 87, 1876.
356 – Barrett, W. F., Death-Bed Visions, Methuen, London, UK, 1926.

LINKs:
http://www.espirito.com.br/portal/artigos/diversos/ciencia/pesquisas-cientificas.html
http://www.espirito.org.br/portal/publicacoes/abc/cap13.html
• Sergio Mauricio:http://livrepensarespirita.googlepages.com/SergioMaurcio-FRONTEIRASDACINCIA.pdf

Ernesto Bozzano
Camille Flammarion
Thomas Alva Edison


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OS BLOQUEIOS NA MANIFESTAÇÃO DO ESPÍRITO

OS BLOQUEIOS NA MANIFESTAÇÃO DO ESPÍRITO

“O Espírito progride através de uma insensível caminhada ascendente, mas o progresso não se realiza, simultaneamente em todos os sentidos; em uma etapa ele pode avançar em ciência, em outra em moralidade.”(O Livro dos Espíritos pga. 365)
Pode ocorrer que um Espírito que avançou muito na inteligência, não desenvolveu da mesma forma as faculdades morais. Poderá, pois, necessitar de bloqueios das manifestações intelectuais em determinada existência física.
Os Espíritos nos instruem que as faculdades são do Espírito e que não são os órgãos que dão as faculdades, mas as faculdades que conduzem ao desenvolvimento dos órgãos. Todavia o corpo físico pode enfraquecer ou mesmo ser um obstáculo à livre manifestação das faculdades do Espírito.
Em O Livro dos Espíritos, pga. 368, temos:
“O Espírito exerce, com toda liberdade, suas faculdades depois da sua união com o corpo?
– O exercício das faculdades depende dos órgãos que lhes servem de instrumento; elas são enfraquecidas pela grosseria da matéria.
– Segundo isso, o envoltório material seria um obstáculo à livre manifestação das faculdades do Espírito, como um vidro opaco se opõe à livre emissão da luz?
– Sim, e muito opaco.
“(…) existem casos em que a matéria oferece uma resistência tal que as manifestações são obstadas ou desnaturadas, como na idiotia e na loucura.” (comentário da pga. 372)
Pga. 373 (2.parte) – Um corpo de idiota pode, assim, abrigar um Espírito que animou um homem de gênio na existência precedente?
– Sim, o gênio, às vezes, torna-se um flagelo quando dele se abusa.”
Assim, uma criança que renasce com graves bloqueios na inteligência pode ser um Espírito que possui poderosas estruturas mentais, ou seja, grande inteligência, mas que teve a necessidade de desenvolver o seu aspecto moral, bloqueando, assim, suas estruturas mentais que não lhe permitirão novas incursões no campo da inteligência que, sem o desenvolvimento da moral, lhe fariam novamente utilizar mal essa inteligência.
Ao lado dos bloqueios mais sérios, como a criança excepcional, o Espírito poderá solicitar os mais variados tipos de bloqueios, conforme suas necessidades evolutivas.
Assim, no meio mais humilde, exercendo profissões simples, poderemos nos deparar com grandes inteligências. Artistas do passado renascem com determinados bloqueios, por exemplo, na voz, impedindo-lhes de se expressar naquela área, conduzindo-os ao desenvolvimento de outros aspectos de que tenha maior necessidade.
Todo Espírito, contudo, renasce para evoluir e a tarefa do educador será sempre auxiliar a sua evolução, buscando os canais superiores de manifestação, disponíveis para o desenvolvimento, estimulando-os e incentivando seu progresso no bem. O que não canta, pinta, o que não pinta, modela, escreve, desenha, trabalha enfim em alguma área em que demonstra certa aptidão e que deverá ser aproveitada pelo educador, para o desenvolvimento de outras áreas correlatas.

(Fonte: Educação do Espírito – Introdução à Pedagogia Espírita – Walter Oliveira Alves, Araras, SP)

OS BLOQUEIOS NA MANIFESTAÇÃO DO ESPÍRITO

"O Espírito progride através de uma insensível caminhada ascendente, mas o progresso não se realiza, simultaneamente em todos os sentidos; em uma etapa ele pode avançar em ciência, em outra em moralidade."(O Livro dos Espíritos pga. 365)
Pode ocorrer que um Espírito que avançou muito na inteligência, não desenvolveu da mesma forma as faculdades morais. Poderá, pois, necessitar de bloqueios das manifestações intelectuais em determinada existência física.
Os Espíritos nos instruem que as faculdades são do Espírito e que não são os órgãos que dão as faculdades, mas as faculdades que conduzem ao desenvolvimento dos órgãos. Todavia o corpo físico pode enfraquecer ou mesmo ser um obstáculo à livre manifestação das faculdades do Espírito.
Em O Livro dos Espíritos, pga. 368, temos:
"O Espírito exerce, com toda liberdade, suas faculdades depois da sua união com o corpo?
- O exercício das faculdades depende dos órgãos que lhes servem de instrumento; elas são enfraquecidas pela grosseria da matéria.
- Segundo isso, o envoltório material seria um obstáculo à livre manifestação das faculdades do Espírito, como um vidro opaco se opõe à livre emissão da luz?
- Sim, e muito opaco.
"(...) existem casos em que a matéria oferece uma resistência tal que as manifestações são obstadas ou desnaturadas, como na idiotia e na loucura." (comentário da pga. 372)
Pga. 373 (2.parte) - Um corpo de idiota pode, assim, abrigar um Espírito que animou um homem de gênio na existência precedente?
- Sim, o gênio, às vezes, torna-se um flagelo quando dele se abusa."
Assim, uma criança que renasce com graves bloqueios na inteligência pode ser um Espírito que possui poderosas estruturas mentais, ou seja, grande inteligência, mas que teve a necessidade de desenvolver o seu aspecto moral, bloqueando, assim, suas estruturas mentais que não lhe permitirão novas incursões no campo da inteligência que, sem o desenvolvimento da moral, lhe fariam novamente utilizar mal essa inteligência.
Ao lado dos bloqueios mais sérios, como a criança excepcional, o Espírito poderá solicitar os mais variados tipos de bloqueios, conforme suas necessidades evolutivas.
Assim, no meio mais humilde, exercendo profissões simples, poderemos nos deparar com grandes inteligências. Artistas do passado renascem com determinados bloqueios, por exemplo, na voz, impedindo-lhes de se expressar naquela área, conduzindo-os ao desenvolvimento de outros aspectos de que tenha maior necessidade.
Todo Espírito, contudo, renasce para evoluir e a tarefa do educador será sempre auxiliar a sua evolução, buscando os canais superiores de manifestação, disponíveis para o desenvolvimento, estimulando-os e incentivando seu progresso no bem. O que não canta, pinta, o que não pinta, modela, escreve, desenha, trabalha enfim em alguma área em que demonstra certa aptidão e que deverá ser aproveitada pelo educador, para o desenvolvimento de outras áreas correlatas.

(Fonte: Educação do Espírito – Introdução à Pedagogia Espírita – Walter Oliveira Alves, Araras, SP)


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Psicometria

Psicometria
Segundo a definição do Assistente Áulus, a palavra “psicometria” designa a faculdade que têm algumas pessoas de lerem “impressões e recordações ao contato de objetos comuns”. Psicometria é, também, faculdade mediúnica. Faculdade pela qual o sensitivo, tocando em determinados objetos, entra em relação com pessoas e fatos aos mesmos ligados. Essa percepção se verifica em vista de tais objetos se acharem impregnados da influência pessoal do seu possuidor.

Toda pessoa, ao penetrar num recinto, deixa aí um pouco de si mesma, da sua personalidade, dos seus sentimentos, das suas virtudes, dos seus defeitos. A psicometria não é, entretanto, faculdade comum em nossos círculos de atividade, uma vez que só a possuem pessoas dotadas de “aguçada sensibilidade psíquica”. E a nossa atual condição espiritual, ainda deficitária, não permite esses admiráveis recursos perceptivos.

Quando tocamos num objeto, imantamo-lo com o fluido que nos é peculiar. E se, além do simples toque ou uso, convertermos inadvertidamente esse objeto, seja um livro, uma caneta, uma joia ou, em ponto maior, uma casa ou um automóvel em motivo de obsessiva adoração, ampliando, excessivamente, as noções de posse ou propriedade, o volume de energias fluídicas que sobre o mesmo projetamos é de tal maneira acentuado que a nossa própria mente ali ficará impressa. Em qualquer tempo e lugar, a nossa vida, com méritos e deméritos, desfilará em todas as suas minúcias ante o “radar” do psicômetra.

Há um belo estudo de Ernesto Bozzano intitulado “Enigmas da Psicometria”, através de cuja leitura nos defrontamos com impressionantes narrativas, algumas delas abrangendo fases remotas da organização planetária terrestre. O processo pelo qual é possível, ao psicômetra, entrar em relação com os fatos remotos ou próximos, pode ser explicado de duas maneiras principais, a saber: A parte dos fatos e impressões é retirada da própria aura do objeto; e outra parte é recolhida da subconsciência do seu possuidor mediante relação telepática que o objeto psicometrado estabelece com o médium.

Não tem importância que o possuidor esteja encarnado ou desencarnado. O psicômetra recolherá do seu subconsciente, esteja ele onde estiver, as impressões e sentimentos com que gravou, no objeto, a própria vida. Bozzano demonstra que não são, apenas, as pessoas os únicos seres psicometráveis. Além do elemento humano, temos: Os animais, Os vegetais, Objetos inanimados, metais, etc.

O filósofo italiano menciona, na obra citada, extraordinários fenômenos de psicometria por meio do contato com a pena de um pombo, o galho de uma árvore, um pedaço de carvão ou de barro. Poder-se-á indagar: E se o objeto psicometrado teve, no curso dos anos, diversos possuidores? Com a vida de qual deles o médium entrará em relação? Explica Bozzano, com irresistível lógica, que o médium entrará em relação com os fatos ligados àquele (possuidor) cujo fluido se evidenciar mais ativo em relação com o sensitivo. A esse aspecto do fenômeno psicométrico, Bozzano denominou de “afinidade eletiva”.

Pela psicometria o médium revela o passado, conhece o presente, desvenda o futuro. No tocante à relação com o passado e o presente, qualquer explicação é desnecessária, uma vez que a alínea (“a”) nos dá satisfatória resposta: o objeto, móvel ou imóvel, impregnado da influência pessoal do seu dono, conserva-a durante longo tempo e possibilita o recolhimento das impressões.

E quanto ao futuro? Devemos esperar essa pergunta. Aos que a formularem, recomendamos a leitura da alínea (“b”). Outra parte é recolhida da subconsciência do seu possuidor, mediante a relação telepática que o objeto psicometrado estabelece com o médium. Essa resposta pede, todavia, um complemento explicativo.

Ei-lo: Toda criatura humana tem o seu Carma, palavra com que designamos a “lei de Causa e Efeito”, em face do qual, ao reingressarmos “nas correntes da vida física”, para novas experiências, trazemos impresso no perispírito (“molde do corpo somático”) um quadro de inelutáveis provações. A nossa mente espiritual conhece tais provações e permite que o psicômetra estabeleça relação com essas vicissitudes, prevê-las, anunciá-las e, inclusive, fixar a época em que se verificarão.

Como vemos, não há nisso nenhum mistério. É como se o sensitivo lesse, na mente do possuidor do objeto, o que lá já está escrito com vistas ao futuro. Tudo muito simples, claro e lógico. Nenhum atentado ao bom-senso. Apesar de os diversos temas mediúnicos nos terem levado, algumas vezes, a certas explicações de natureza por assim dizer “técnica”, elucidativas do mecanismo dos fenômenos, não é este, todavia, o objeto fundamental do livro que procuramos escrever, mais com o coração do que com o cérebro.

Desejamos dar aos assuntos mediúnicos feição e finalidade evangélicas. A nossa intenção é de que este trabalho chegue aos núcleos assistenciais do Espiritismo Cristão por mensagem de cooperação fraterna, de bom ânimo para os desiludidos, de esperança para os que sofrem, de reabilitação para os que rangem os dentes “nas trevas exteriores”. Assim sendo, compete-nos extrair, das considerações expedidas em torno de tão belo quão admirável tema “Psicometria”, conclusões de ordem moral que fortaleçam o nosso coração para as decisivas e sublimes realizações na direção do Mais Alto.

O conhecimento da psicometria faz-nos pensar, nos seguintes imperativos: Não nos apegarmos, em demasia, aos bens materiais; Combatermos o egoísmo que assinala a nossa vida,com a consequente diminuição das exigências impostas a familiares, amigos e conhecidos. Em capítulo precedente tivemos ensejo de relacionar o fato daquela senhora que, desencarnada havia muito, “não tinha força” para afastar-se do próprio domicílio, ao qual se sentia presa pelas recordações dos familiares e dos objetos caseiros.

Em “Nos Domínios da Mediunidade”, no estudo da psicometria, temos o episódio de uma jovem que, há cerca de 300 anos, acompanha um espelho a ela ofertado por um rapaz em 1700.Vamos trazer para as nossas páginas parte do relato de André Luiz, a fim de colocarmos o leitor em relação com a ocorrência.

A narrativa é de André Luiz, quando em visita a um museu. “Avançamos mais além. Ao lado de extensa galeria, dois cavalheiros e três damas admiravam singular espelho, junto do qual se mantinha uma jovem desencarnada com expressão de grande tristeza. Uma das senhoras teve palavras elogiosas para a beleza da moldura, e a moça, na feição de sentinela irritada, aproximou-se tateando-lhe os ombros”. Acrescenta André Luiz que, à medida que os visitantes encarnados se retiravam para outra dependência do museu, a moça, que não percebia a presença dos três desencarnados, mostrou-se contente com a solidão e passou a contemplar o espelho, sob estranha fascinação.

Com a mente cristalizada naquele objeto, nele polarizou todos os seus sonhos de moça, esperando, tristemente, que da França regressasse o jovem que se foi. Gravou no espelho a própria vida. E enquanto pensar no espelho, como síntese de suas esperanças, junto a ele permanecerá. Exemplo típico de fixação mental. Relativamente a pessoas, o fenômeno é o mesmo.

Apegando-nos, egoística e desvairadamente, aos que nos são caros ao coração, corremos o risco de a eles nos imantarmos e sobre eles exercermos cruel escravização, consoante vimos no capitulo “Estranha obsessão”. Enquanto os nossos sentimentos afetivos não assinalarem o altruísmo, a elevação, a pureza e o espírito de renúncia peculiares ao discípulo sincero do Evangelho, o nosso caminho será pontilhado das mais desagradáveis surpresas, estejamos na libré da carne ou no Mundo dos Espíritos.

Amar sem ideia de recompensa; ajudar sem esperar retribuição; pensar nos próprios deveres com esquecimento de pretensos direitos; servir e passar “eis o elevado programa” que, realizado na medida das possibilidades de cada um, constituirá penhor de alegria e paz, felicidade e progresso, neste e no plano espiritual.

Reconhecendo, com toda a sinceridade, a nossa incapacidade de, por agora, executar tal programa, forte demais para a nossa fraqueza, podemos, contudo, esforçar-nos no sentido do gradativo afeiçoamento a ele, considerando a oportuna advertência de Emmanuel: “Se o clarim cristão já te alcançou os ouvidos, aceita-lhe as claridades sem vacilar”. Ainda Emmanuel recorda que as afeições familiares, os laços consanguíneos e as simpatias naturais podem ser manifestações muito santas da alma, quando a criatura se eleva no altar do sentimento superior; contudo, é razoável que o Espírito não venha a cair sob o peso das inclinações próprias.

O equilíbrio é a posição ideal. A fraternidade pura é o mais sublime dos sistemas de relações entre as almas. Colocando Jesus Cristo no vértice das nossas aspirações, aprenderemos, com o Bem-aventurado Aflito da Crucificação, a amar sem exigências, a servir com alegria, a conservar a liberdade da nossa mente e a paz do nosso coração.

Aceitando-o, efetivamente, como Sol Espiritual que aquece, com o seu Amor, desde o Princípio, a Terra inteira, a ninguém escravizaremos. E a única escravização a que nos submeteremos será à do dever bem cumprido!

Compilado por Harmonia Espiritual
Estudando a Mediunidade – Martins Peralva


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A PROTEÇÃO


A PROTEÇÃO

 

Tempos atrás, tive oportunidade de ouvir curioso diálogo travado entre um amigo que, abraçando a tarefa mediúnica, estava prestes a reencarnar, e o irmão que, da Vida Espiritual, procurava encorajá-lo na decisão tomada, assumindo, inclusive, o compromisso de assisti-lo na jornada prestes a ser iniciada.

– Não tenha medo! – dizia o companheiro ao futuro médium. – Sei que a sua luta não será pequena, mas, em qualquer circunstância, servir a Jesus é um privilégio…

– Sei disto – respondia o interlocutor, cabisbaixo. – Todavia, temo fracassar… A verdade é que eu ainda não me sinto a altura de tamanha responsabilidade…

– Neste sentido, quem de nós estará?! – Se formos esperar que estejamos totalmente prontos, quando haveremos de estar?! Porventura, a árvore frondosa e coberta de frutos não começa por uma semente?! Que rio caudaloso terá se formado sem que, em suas origens, não passasse de humilde filete d’água entre as pedras do chão?!…

– Você tem razão, mas…

– De certa maneira, o seu receio de falhar denota amadurecimento interior no campo da prudência, porque você não partirá ignorando as dificuldades que lhe haverão de permear os passos…

– Necessitarei redobrar a vigilância…

– Não se esqueça de que mais vigilância sempre significa mais trabalho… Procure não conceder tempo à ociosidade, através da qual a tentação possa se infiltrar e alcançar os seus escusos objetivos…

– Você promete me proteger?! – perguntou o médium ao espírito que lhe serviria de Guia. – Vou necessitar de sempre recorrer aos seus préstimos pessoais…

– Na medida do possível, estarei, sim, atento… Ambos sabemos que, para realizar algo de positivo, todos nós carecemos do benéfico concurso de alguém… O exercício da mediunidade implica somatório de esforços… Não se preocupe, porque você não estará sozinho…

– Eu sei que, com os seus próprios recursos, não há quem possa lograr êxito espiritual na difícil travessia que a reencarnação representa para os nossos tentames de ordem superior… Ai de mim, se não puder contar com a benignidade de nossos Maiores, e, em particular, com a tutela que estou lhe reivindicando…

Após efetuar ligeira pausa, o candidato às lides da mediunidade na Terra enxugou discretas lágrimas que lhe escorriam dos olhos, e voltou a perguntar:

– Você promete me proteger?! Temo que o esquecimento do passado no qual, dentro em breve, mergulharei, me faça perder o foco que precisarei manter a todo instante… Quanta gente se desviando do caminho reto! Afinal, eu poderei apenas ser mais um…

– Não pense assim… Isto não acontecerá! Confiemos na Providência Divina… Quantos têm se desviado não estavam muito convictos do caminho que eles se dispuseram a trilhar… Depois de constatarem os próprios equívocos nos atalhos que tomaram, haverão de voltar a ele com maior coragem e determinação…

– Mas – insistiu o amigo na obtenção da resposta direta que, de maneira reiterada, desejava ouvir soar nos lábios do companheiro –, você promete me proteger?!…

Sem maiores delongas, o Guia, elucidando o que parecia ser de extrema importância para que o médium se sentisse mais seguro no empreendimento reencarnatório à vista, simplesmente respondeu:

– Sim, eu lhe prometo proteção constante…  Prometo que nunca deixarei você sem problemas!…

 

INÁCIO FERREIRA

 

Uberaba – MG, 22 de setembro de 2014.

 


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PROFECIA QUE CHICO XAVIER PSICOGRAFOU SOBRE O BRASIL!

Esclarecimento necessário para assegurar a seriedade desse blog:
Profecia é um relato, religioso ou não, no qual se afirma prever acontecimentos futuros, muito comum nos textos bíblicos e com grande repercussão de tempos em tempos conforme registro da história. A profecia, sugere mediunidade inspirativa ou ação proveniente de psicografia e psicofonia. A mensagem nesse espaço foi recebida para publicação no item mensagem anonimas e foi publicada por nós para estudo. Em virtude da disputa acirrada e o alerta sugerido por comentários esclarecedores, decidimos retirar a mensagem para não incorrer em ação negativa para o evento, tão importante para o futuro do país. Esclarecemos que a supressão do texto foi definida pela administração do blog, sem que houvesse nenhuma pressão ou solicitação oficial para isso. A fonte dessa mensagem é um blog intitulado A NOVA TEOLOGIA DA LIBERTAÇÃO de autoria de PCCELESTIAL que publica diversos textos espiritualistas em outros blogs de sua autoria como SOCIALISTAS CELESTIAIS e O FOGO DE DEUS. Mesmo não sendo publicação de fonte espírita conhecida optamos por restaurá-lo para estudo. A publicação tem data original de 19/04/2013. Especulações de identificações que sugerem os candidatos atuais, não procedem pois o descrito no final do texto, não se refere a alguém de Minas. Há indícios de que um personagem conhecido do mundo espírita reencarnado (Emmanuel),  que terá destaque na Educação e na Política poderá se tornar um grande líder do futuro. Segundo algumas informações de Divaldo Pereira Franco, ele não será necessariamente espírita e já estaria encarnado no Brasil desde 2000 em uma cidade do interior do estado de São Paulo. Contudo, como dissemos é um texto apócrifo. Obrigado.

Profecia de André Luis sobre a Política do Brasil

No ano de 1952, Chico Xavier psicografou uma mensagem de André Luis, sobre o futuro político próximo do Brasil. E chama à atenção a incrível precisão matemática em que tais predições foram se cumprindo. Era como se Chico Xavier psicografasse um acontecimento na vida política brasileira e ele dissesse: “Me chamou? Eis-me aqui!”

Se cada uma de suas predições teve ao seu tempo o seu cumprimento, não resta menor dúvida que aquela que é o epílogo e encerra com fecho, de ouro, toda a mensagem enviada por “André Luis” também terá o seu. De modo que com certeza iremos presenciar entrando na cena político-espiritual brasileira alguém empunhando a poderosa espada de dois gumes, que é a Palavra de Deus. Sim, alguém tornando crível a mensagem do Evangelho.

Eis a mensagem psicografada por Francisco Cândido Xavier:

“Mensagem de Natal de André Luis, na psicografia de Francisco Cândido Xavier, no Centro Espírita ´Jesus de Nazareno` em Congonhas, Minas Gerais, no dia 23 de dezembro do ano de 1952.

“O mundo caminha para grandes conquistas e também para grandes catástrofes. O engenho de Guerra que assombrou o mundo com a destruição moral e material de Hiroshima e Nagasaki será a causa de desentendimento no mundo inteiro.

“No Brasil, um líder operário terá morte violenta, pois as forças espirituais que vivem no Cosmos pedem ao Supremo Criador justiça por tudo que foi feito de bárbaro em nome do Supremo Criador e da Pátria.

Com o desaparecimento deste, o Brasil vai passar por momentos difíceis. Diversos movimentos armados vão abalar a estrutura nacional. No meio a isto virá um homem da terra do Mártir Tiradentes e, apesar das pressões, muito fará pelo Brasil, inclusive que será o criador de uma cidade Jardim, tal qual o Éden, diferente de todas as cidades.   Mas será substituído por outro que muita confusão irá criar e, na sua saída injustificada, vai deixar a nação abalada; e deste abalo vai começar o período crítico, até que o homem de patriotismo, vindo também da terra de Tiradentes, irá cercar-se de outros e vão derrubar a viga mestra da confusão. E então muita coisa nova vai acontecer.

“Homens, mulheres e crianças vão sofrer consequências justas e injustas, provocadas por erros anteriores. O regime será combatido e até abalado, mas muitas nações passarão a dar crédito e respeito ao Brasil.

“Com a mudança dos homens, muitos dos que foram o esteio da situação serão chamados a prestar contas a Deus. Então o Sol, as enchentes e o frio vão criar fome e desespero, não só no Brasil, mas também no mundo.

“Mas, no fim de tudo, vai aparecer um homem franco, sincero e leal que, montado em seu cavalo branco e com sua poderosa espada, dará uma nova dimensão e personalidade nos destinos do Brasil, corrigindo injustiças e fazendo voltar a confiança e esperança no futuro do Brasil.

“Será combatido e criticado por seu temperamento e atitudes, mas ele contará com a proteção das Forças Supremas que habitam o Cosmos, e o Brasil será verdadeiramente o coração do mundo e, apesar de crises e ameaças, internas e externas, que irão aparecer, ele será sempre o fiel da balança pela sua fé e a esperança no destino do Brasil a ele confiado.”

André Luis.”


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Entrevistando São Francisco de Assis

Entrevistando São Francisco de Assis

O dia fora especialmente abrasador. A Úmbria ardia sob o Sol da primavera que explodia em flores por toda parte. Os imensos campos que se aproximavam dos montes sobranceiros, divididos em variadas plantações, estuavam no variegado tom de verde, confraternizando com as terras arroteadas para novas sementeiras, enquanto o feno em fardos arredondados dava um colorido especial de amarelo-marrom à relva, ora queimada pelo Sol, ora reverdecente, entremeada pelo vermelho rubro das papoulas exuberantes. No alto da cidade, a imponente catedral dedicada ao Santo da pobreza com a sua torre-campanário de elevado porte que, no passado, servia para observar os inimigos que se aproximassem da encantadora Assis, construída em pedras sobre outras pedras que a exaltavam dando-lhe um ar de grandeza, galantaria e de glória. Quando a noite desceu, um pouco tarde, porque a claridade no poente permanecia em colorido deslumbrante, e o zimbório se adornou de estrelas, a movi- mentação prosseguiu em ritmo também febril. Favônios sopravam do vale fértil, refrescando as ruelas e praças iluminadas. Um espetáculo na Praça de S. Francisco atraíra a multidão ávida de ruídos e movimentação, encerrando-se sem grande final e, reduzindo a cidade formosa ao silêncio quebrado apenas pelas onomatopeias da Natureza e um que outro transeunte notívago. Perambulando pelas proximidades da Igreja inferior, em tentativa de recordar aqueles já remotos tempos do século XIII, quando o jovem trovador fora arrebatado por Jesus e saíra a cantar a melodia imortal do Evangelho, vi acercar-se um grupo de Espíritos nobres e, dentre eles, o Pai Francisco. Mantinha as mesmas características com que Giotto o imortalizara nos seus afrescos. De regular estatura, compleição frágil, traços sem grande beleza física, porém portador de difícil abordagem de irradiação psíquica, estava acompanhado por alguns dos seus primeiros irmãos da revolução do amor, da pobreza e da humildade. Não poderia desperdiçar a feliz oportunidade. Porque estivessem conversando discretamente, utilizei-me de um momento que se me fez factível e, aproximando-me, expliquei que eu havia sido na Terra um jornalista brasileiro que, no Além-Túmulo, reencontrara Jesus e O amava com ternura e respeito. Interroguei o benfeitor do irmão lobo, se ele me poderia conceder alguns breves minutos para uma entrevista que encaminharia aos poucos leitores que tomariam conhecimento do nosso encontro. Jovial e algo tímido, o santo anuiu de bom grado. Interroguei-o, sem delongas, bastante emocionado: – Como vê o desfile de multidões chegadas de diferentes partes do mundo, para conhecerem Assis, e visitarem os lugares por onde o Paizinho esteve, especialmente a tumba que lhe guarda os despojos carnais? Expressando no olhar luminoso a grandeza espiritual de que era possuidor, o pobrezinho respondeu: – Esse interesse das criaturas muito me sensibiliza, especialmente porque reconheço a pequenez da atividade por mim desenvolvida na Terra. No entanto, se eu pudesse optar, preferiria que o sentimento de todos fosse o de manter contato com o Espírito do Senhor a Quem procurei seguir nos já longínquos dias da existência física. Em todos os meus passos, a minha pessoa sempre procurou ceder o seu insignificante lugar ao Pastor que nos orienta o caminho e nos guarda a paz. “Quando o anjo da morte se acercou do meu corpo cansado, antes de me retirar destes sítios queridos abençoando-os, senti que viriam muitos homens e mulheres no futuro, e que encontrariam paz, roteiro e reconforto moral, elegendo, após acuradas meditações, o reino de Deus. Ainda mantenho essa esperança, e por isso, periodicamente com os meus irmãos que foram dos mais pobres, procuro auscultar as almas e auxiliá-las no despertamento, ajudando-as conforme as suas necessidades e de acordo com os seus apelos e preces…” – E esse bulício que toma as massas, enquanto o mercado de recordações cresce cada vez mais, alterando o significado das visitações, que lhe parece? – Não me cabe censurar o comportamento dos meus irmãos do agitado mundo atual. A criatura humana deve viver, negociar, trocar objetos e procurar a conquista de lucros. Toda atividade honrosa merece respeito, porque arranca o ser da ociosidade, que é um grande adversário do equilíbrio e da dignidade. Vale porém reconhecer que existem outros recursos que podem ser mobilizados para a permuta de valores, evitando-se a exaltação das crendices e superstições que contribuem para auxiliar na transferência das responsabilidades da transformação interior para o Bem, pela magnetização de objetos e adoração de símbolos… “As pessoas vivem hoje aturdidas pela pressa, pela volúpia da falta de tempo para meditar, para assimilar as bênçãos do Pai Criador. Assis sempre inspirou paz e reflexão. A vida cristã é a antítese do comportamento agitado e angustiado do ser moderno. Compreendo toda essa inquietação e mesmo a falta de silêncio, por momentos sequer, no Templo, quando se poderia pensar no significado daqueles dias que ficaram no passado e sua aplicação na atualidade movimentada.” – O Paizinho acredita que seria possível repetir aquelas vivências nestes tumultuados anos terrestres? – Acredito que sim, porquanto aqueles eram também dias de muito sofri- mento e inquietação, considerando-se a população e as circunstâncias existentes. Havia guerra entre Assis e Perúgia, entre os estados italianos e papais, abuso do poder senhorial e religioso, alucinação e desespero das Cruzadas, miséria das camadas pobres e dos camponeses, indiferença social e perseguições de toda ordem… A mensagem de Jesus não é para um tempo, para uma Nação, nem mesmo é uma proposta figurativa que deve ser interpretada conforme a comodidade dos cristãos. Naquela época também se afirmava que era impossível viver conforme o Evangelho: com despojamento, com humildade, com renúncia, com amor total pelo próximo deserdado… “Mais de uma vez, respondendo a esse argumento egoísta, esclareci que, ou o Evangelho deveria ser seguido conforme fora pregado, e o luxo, a ostentação, o orgulho banidos da Igreja e dos corações, ou se deveria viver conforme as vaidades terrenas, as ambições de classes e de poder, estando a Palavra totalmente erra- da… Na conjuntura, era inevitável que o Evangelho triunfasse, embora nem todos tivessem a coragem de abandonar o século para seguir Jesus. Compreendo a atitude daqueles que prosseguem pensando ser impossível entregar a vida ao Mestre e desfrutar simultaneamente dos prazeres do mundo, embriagando-se de gozo e de perturbações. Entretanto, considero ser irrealizável a paz, enquanto a criatura se mantiver encarcerada na cela dourada dos presídios da posse e das paixões mais degradantes. Quando se rompem os elos dos vícios – e o poder terrestre, o uso indevido do sexo, os interesses servis, as dependências químicas, alcoólicas e outras são vícios que se arrastam através das gerações, fixando-se na história do pensamento humano como necessidades urgentes – uma liberdade diferente toma conta da existência que adquire beleza e tranqüilidade. Não se trata isto de uma utopia, mas de uma realidade. A única posse que liberta é não ter nada além do essencial, que favorece a construção da vida feliz.” – Que pensa a respeito da alteração de objetivos e de comportamentos que a Ordem franciscana vivencia atualmente, em total afronta aos postulados básicos e iniciais que foram traçados pelo Irmão Alegria? Sem demonstrar enfado ou mal-estar ante a interrogação, o Entrevistado respondeu serenamente: – É normal que as idéias puras e dignificantes no seu início deem lugar no futuro a realizações totalmente diversas dos programas elaborados. Com o tempo e a adesão de muitos indivíduos, vão surgindo alterações compatíveis com o nível evolutivo dos mesmos, que procuram adaptar às suas necessidades aquilo que pensam estar esposando com nobreza e mesmo abnegação. Transcorrido um largo período, pouco sobrevive aos ditames das imposições e caprichos impostos pelos séculos inexoráveis… Com a nossa tradição, os primeiros fenômenos surgiram quando ainda me encontrava no corpo, constatando-o dolorosamente ao retornar da Cruzada, em face do largo tempo que permaneci no Oriente visitando as terras onde Jesus vivera… O choque que experimentei foi muito grande, levando-me ao quase recolhimento total na Porciúncula e à necessidade de maior doação, a fim de manter fiéis os demais companheiros que haviam renunciado a tudo: orgulho, cultura vã, discussões teológicas vazias de significado espiritual e ricas de palavras pobres e confusas, de comodidade, até o momento em que a Irmã Morte me arrebatou o Espírito… – Como seria possível viver segundo os rígidos critérios do Evangelho, sem perturbar o progresso tecnológico nem o desenvolvimento da ciência? – A ciência e o progresso tecnológico são inspirações de Nosso Pai, favorecendo o ser humano com recursos que lhe tornam a vida mais feliz e menos peno- sa, diminuindo-lhe a carga bruta dos afazeres, as conjunturas amargas das enfermidades, especialmente as mutiladoras e degenerativas, proporcionando meios hábeis para a fraternidade e o entendimento entre os homens e as Nações. Será isso o que ocorre? O monstro da guerra não continua ceifando vidas e semeando o horror em nome da ordem e da paz? Gerações sucessivas não têm sido vitimadas pelo preconceito de raça, de orgulho, de classe e de religião? “Despojar-se de tudo não é atirar fora as conquistas já realizadas, mas aplicá-las em favor de todos e não apenas de alguns poucos. É o impositivo de repartir o excesso com aqueles que não têm nada ou que padecem carência, respeitar os direitos à vida, preservar a irmã Natureza e todos os seres viventes igualmente filhos de Deus. Quem se despoja fica livre para amar e para servir, bases da vida em toda parte.” Profundamente comovido, interroguei, por fim: – O Paizinho Francisco poderia encerrar esta entrevista enviando, por meu intermédio, uma mensagem aos homens da Terra na atualidade? – A mensagem que me envolve o Espírito e que faz parte de todo o meu pro- cesso de evolução é seguir Jesus e viver os Seus feitos. Mas, se me fosse faculta- do sintetizar tudo quanto eu gostaria de repetir aos meus irmãos terrestres neste momento de glórias e de sofrimentos, de grandezas e de misérias, eu diria: fazer aos outros somente aquilo que deseje que os outros lhe façam, e em qualquer circunstância, amar e amar até sentir as dores que o amor muitas vezes experimenta quando direcionado ao próximo. O Emissário de Jesus sorriu suavemente, envolvendo-me em peregrina luminosidade que me levou às lágrimas. Profundamente tocado pela sua magnanimidade, prossegui o giro por Assis, evocando sua bênção, no fim do mês de setembro de 1226, quando ele pediu para ser transportado para a sua Porciúncula, onde morreria, e vazada nas seguintes palavras: – Abençoada sejas tu por Deus, Cidade Santa, porque por ti muitas almas se salvarão e em ti muitos servos de Deus habitarão e por ti muitos serão eleitos no reino da vida eterna. Paz a ti! Irmão X (Página psicografada pelo médium Divaldo P. Franco, na madrugada de 27 de maio de 2001, em Assis, Itália.)

Entrevistando São Francisco de Assis</p>
<p>dia fora especialmente abrasador. A Úmbria ardia sob o Sol da prima- vera que explodia em flores por toda parte.<br />
Os imensos campos que se aproximavam dos montes sobranceiros, dividi- dos em variadas plantações, estuavam no variegado tom de verde, confraternizan- do com as terras arroteadas para novas sementeiras, enquanto o feno em fardos arredondados dava um colorido especial de amarelo-marrom à relva, ora queimada pelo Sol, ora reverdecente, entremeada pelo vermelho rubro das papoulas exube- rantes.<br />
No alto da cidade, a imponente catedral dedicada ao Santo da pobreza com a sua torre-campanário de elevado porte que, no passado, servia para observar os inimigos que se aproximassem da encantadora Assis, construída em pedras sobre outras pedras que a exaltavam dando-lhe um ar de grandeza, galantaria e de glória.<br />
Quando a noite desceu, um pouco tarde, porque a claridade no poente per- manecia em colorido deslumbrante, e o zimbório se adornou de estrelas, a movi- mentação prosseguiu em ritmo também febril.<br />
Favônios sopravam do vale fértil, refrescando as ruelas e praças iluminadas.<br />
Um espetáculo na Praça de S. Francisco atraíra a multidão ávida de ruídos e movimentação, encerrando-se sem grande finale, reduzindo a cidade formosa ao silêncio quebrado apenas pelas onomatopéias da Natureza e um que outro tran- seunte notívago. Perambulando pelas proximidades da Igreja inferior, em tentativa de recordar aqueles já remotos tempos do século XIII, quando o jovem trovador fora arrebatado por Jesus e saíra a cantar a melodia imortal do Evangelho, vi acercar-se um grupo de Espíritos nobres e, dentre eles, o Pai Francisco.<br />
Mantinha as mesmas características com que Giotto o imortalizara nos seus afrescos. De regular estatura, compleição frágil, traços sem grande beleza física, porém portador de difícil abordagem de irradiação psíquica, estava acompanhado por alguns dos seus primeiros irmãos da revolução do amor, da pobreza e da hu- mildade.<br />
Não poderia desperdiçar a feliz oportunidade. Porque estivessem conver- sando discretamente, utilizei-me de um momento que se me fez factível e, aproxi- mando-me, expliquei que eu havia sido na Terra um jornalista brasileiro que, no Além-Túmulo, reencontrara Jesus e O amava com ternura e respeito.<br />
Interroguei o benfeitor do irmão lobo, se ele me poderia conceder alguns breves minutos para uma entrevista que encaminharia aos poucos leitores que to- mariam conhecimento do nosso encontro.<br />
Jovial e algo tímido, o santo anuiu de bom grado. Interroguei-o, sem delongas, bastante emocionado:<br />
– Como vê o desfile de multidões chegadas de diferentes partes do mundo, para conhecerem Assis, e visitarem os lugares por onde o Paizinho esteve, espe- cialmente a tumba que lhe guarda os despojos carnais?<br />
Expressando no olhar luminoso a grandeza espiritual de que era possuidor, o pobrezinho respondeu:<br />
– Esse interesse das criaturas muito me sensibiliza, especialmente porque reconheço a pequenez da atividade por mim desenvolvida na Terra. No entanto, se eu pudesse optar, preferiria que o sentimento de todos fosse o de manter contato</p>
<p>com o Espírito do Senhor a Quem procurei seguir nos já longínquos dias da existên- cia física. Em todos os meus passos, a minha pessoa sempre procurou ceder o seu insignificante lugar ao Pastor que nos orienta o caminho e nos guarda a paz.<br />
“Quando o anjo da morte se acercou do meu corpo cansado, antes de me retirar destes sítios queridos abençoando-os, senti que viriam muitos homens e mulheres no futuro, e que encontrariam paz, roteiro e reconforto moral, elegendo, após acuradas meditações, o reino de Deus. Ainda mantenho essa esperança, e por isso, periodicamente com os meus irmãos que foram dos mais pobres, procuro auscultar as almas e auxiliá-las no despertamento, ajudando-as conforme as suas necessidades e de acordo com os seus apelos e preces...”<br />
– E esse bulício que toma as massas, enquanto o mercado de recordações cresce cada vez mais, alterando o significado das visitações, que lhe parece?<br />
– Não me cabe censurar o comportamento dos meus irmãos do agitado mundo atual. A criatura humana deve viver, negociar, trocar objetos e procurar a conquista de lucros. Toda atividade honrosa merece respeito, porque arranca o ser da ociosidade, que é um grande adversário do equilíbrio e da dignidade. Vale po- rém reconhecer que existem outros recursos que podem ser mobilizados para a permuta de valores, evitando-se a exaltação das crendices e superstições que con- tribuem para auxiliar na transferência das responsabilidades da transformação inte- rior para o Bem, pela magnetização de objetos e adoração de símbolos...<br />
“As pessoas vivem hoje aturdidas pela pressa, pela volúpia da falta de tempo para meditar, para assimilar as bênçãos do Pai Criador. Assis sempre inspirou paz e reflexão. A vida cristã é a antítese do comportamento agitado e angustiado do ser moderno. Compreendo toda essa inquietação e mesmo a falta de silêncio, por momentos sequer, no Templo, quando se poderia pensar no significado daqueles dias que ficaram no passado e sua aplicação na atualidade movimentada.”<br />
– O Paizinho acredita que seria possível repetir aquelas vivências nestes tu- multuados anos terrestres?<br />
– Acredito que sim, porquanto aqueles eram também dias de muito sofri- mento e inquietação, considerando-se a população e as circunstâncias existentes. Havia guerra entre Assis e Perúgia, entre os estados italianos e papais, abuso do poder senhorial e religioso, alucinação e desespero das Cruzadas, miséria das camadas pobres e dos camponeses, indiferença social e perseguições de toda ordem... A mensagem de Jesus não é para um tempo, para uma Nação, nem mes- mo é uma proposta figurativa que deve ser interpretada conforme a comodidade dos cristãos. Naquela época também se afirmava que era impossível viver confor- me o Evangelho: com despojamento, com humildade, com renúncia, com amor total pelo próximo deserdado...<br />
“Mais de uma vez, respondendo a esse argumento egoísta, esclareci que, ou o Evangelho deveria ser seguido conforme fora pregado, e o luxo, a ostentação, o orgulho banidos da Igreja e dos corações, ou se deveria viver conforme as vaidades terrenas, as ambições de classes e de poder, estando a Palavra totalmente erra- da... Na conjuntura, era inevitável que o Evangelho triunfasse, embora nem todos tivessem a coragem de abandonar o século para seguir Jesus. Compreendo a ati- tude daqueles que prosseguem pensando ser impossível entregar a vida ao Mestre e desfrutar simultaneamente dos prazeres do mundo, embriagando-se de gozo e de perturbações. Entretanto, considero ser irrealizável a paz, enquanto a criatura se mantiver encarcerada na cela dourada dos presídios da posse e das paixões mais degradantes. Quando se rompem os elos dos vícios – e o poder terrestre, o uso indevido do sexo, os interesses servis, as dependências químicas, alcoólicas e ou-</p>
<p>tras são vícios que se arrastam através das gerações, fixando-se na história do pensamento humano como necessidades urgentes – uma liberdade diferente toma conta da existência que adquire beleza e tranqüilidade. Não se trata isto de uma utopia, mas de uma realidade. A única posse que liberta é não ter nada além do essencial, que favorece a construção da vida feliz.”<br />
– Que pensa a respeito da alteração de objetivos e de comportamentos que a Ordem franciscana vivencia atualmente, em total afronta aos postulados básicos e iniciais que foram traçados pelo Irmão Alegria?<br />
Sem demonstrar enfado ou mal-estar ante a interrogação, o Entrevistado respondeu serenamente:<br />
– É normal que as idéias puras e dignificantes no seu início dêem lugar no futuro a realizações totalmente diversas dos programas elaborados. Com o tempo e a adesão de muitos indivíduos, vão surgindo alterações compatíveis com o nível evolutivo dos mesmos, que procuram adaptar às suas necessidades aquilo que pensam estar esposando com nobreza e mesmo abnegação. Transcorrido um largo período, pouco sobrevive aos ditames das imposições e caprichos impostos pelos séculos inexoráveis... Com a nossa tradição, os primeiros fenômenos surgiram quando ainda me encontrava no corpo, constatando-o dolorosamente ao retornar da Cruzada, em face do largo tempo que permaneci no Oriente visitando as terras onde Jesus vivera... O choque que experimentei foi muito grande, levando-me ao quase recolhimento total na Porciúncula e à necessidade de maior doação, a fim de manter fiéis os demais companheiros que haviam renunciado a tudo: orgulho, cultu- ra vã, discussões teológicas vazias de significado espiritual e ricas de palavras po- bres e confusas, de comodidade, até o momento em que a Irmã Morte me arreba- tou o Espírito...<br />
– Como seria possível viver segundo os rígidos critérios do Evangelho, sem perturbar o progresso tecnológico nem o desenvolvimento da ciência?<br />
– A ciência e o progresso tecnológico são inspirações de Nosso Pai, favore- cendo o ser humano com recursos que lhe tornam a vida mais feliz e menos peno- sa, diminuindo-lhe a carga bruta dos afazeres, as conjunturas amargas das enfer- midades, especialmente as mutiladoras e degenerativas, proporcionando meios hábeis para a fraternidade e o entendimento entre os homens e as Nações. Será isso o que ocorre? O monstro da guerra não continua ceifando vidas e semeando o horror em nome da ordem e da paz? Gerações sucessivas não têm sido vitimadas pelo preconceito de raça, de orgulho, de classe e de religião?<br />
“Despojar-se de tudo não é atirar fora as conquistas já realizadas, mas apli- cá-las em favor de todos e não apenas de alguns poucos. É o impositivo de repartir o excesso com aqueles que não têm nada ou que padecem carência, respeitar os direitos à vida, preservar a irmã Natureza e todos os seres viventes igualmente filhos de Deus. Quem se despoja fica livre para amar e para servir, bases da vida em toda parte.”<br />
Profundamente comovido, interroguei, por fim:<br />
– O Paizinho Francisco poderia encerrar esta entrevista enviando, por meu intermédio, uma mensagem aos homens da Terra na atualidade?<br />
– A mensagem que me envolve o Espírito e que faz parte de todo o meu pro- cesso de evolução é seguir Jesus e viver os Seus feitos. Mas, se me fosse faculta- do sintetizar tudo quanto eu gostaria de repetir aos meus irmãos terrestres neste momento de glórias e de sofrimentos, de grandezas e de misérias, eu diria: fazer aos outros somente aquilo que deseje que os outros lhe façam, e em qualquer cir-</p>
<p>cunstância, amar e amar até sentir as dores que o amor muitas vezes experimenta quando direcionado ao próximo.<br />
O Emissário de Jesus sorriu suavemente, envolvendo-me em peregrina lumi- nosidade que me levou às lágrimas.<br />
Profundamente tocado pela sua magnanimidade, prossegui o giro por Assis, evocando sua bênção, no fim do mês de setembro de 1226, quando ele pediu para ser transportado para a sua Porciúncula, onde morreria, e vazada nas seguintes palavras:<br />
– Abençoada sejas tu por Deus, Cidade Santa, porque por ti muitas almas se salvarão e em ti muitos servos de Deus habitarão e por ti muitos serão eleitos no reino da vida eterna. Paz a ti!<br />
Irmão X</p>
<p>(Página psicografada pelo médium Divaldo P. Franco, na madrugada de 27 de maio de 2001, em Assis, Itália.)


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Prece de Cáritas

Deus, nosso Pai, que sois todo Poder e Bondade,

Dai a força àquele que passa pela provação,

Dai a luz àquele que procura a verdade; ponde no coração do homem a compaixão e a caridade! 

Deus,

Dai ao viajor a estrela guia, ao aflito a consolação, ao doente o repouso. 

Pai,

Dai ao culpado o arrependimento, ao espírito a verdade, à criança o guia, e ao órfão o pai!

Senhor, que a Vossa Bondade se estenda sobre tudo o que criastes.

Piedade, Senhor,  para aquele que vos não conhece, esperança para aquele que sofre.

Que a Vossa Bondade permita aos espíritos consoladores derramarem por toda a parte, a paz, a esperança, a fé. Deus! Um raio, uma faísca do Vosso Amor pode abrasar a Terra; deixai-nos beber nas  fontes dessa bondade fecunda e infinita, e todas as lágrimas secarão, todas as dores se acalmarão. 

E um só coração, um só pensamento subirá até Vós, como um grito de reconhecimento e de amor. Como Moisés sobre a montanha, nós Vos esperamos com os braços abertos, oh Poder!, oh Bondade!, oh Beleza!, oh Perfeição!, e queremos de alguma sorte merecer a Vossa Divina Misericórdia.

Deus, dai-nos a força para ajudar o progresso, a fim de subirmos até Vós; dai-nos a caridade pura, dai-nos a fé e a razão; dai-nos a simplicidade que fará de nossas almas o espelho onde se refletirá a Vossa Divina e Santa Imagem. Assim Seja.