Casa do Cinza

"O amor não cogita de recompensa. É um sentimento que se basta." Dr. Odilon Fernandes


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Poema Divino

 

 Pai nosso, que estás no céu, na terra, no fogo, na água e no ar. Pai nosso, que estás nas flores, no canto dos pássaros, no coração a pulsar; que estás na compaixão, na caridade, na paciência e no gesto de perdão.

Pai nosso, que estás em mim, que estás naquele que eu amo, naquele que me fere, naquele que busca a verdade. Pai nosso, que estás naquele que caminha comigo e naquele que já partiu, deixando-me a alma ferida pela saudade.

Santificado seja o Teu nome por tudo o que é belo, bom, justo e gracioso, por toda a harmonia da Criação. Sejas santificado por minha vida, pelas oportunidades tantas, por aquilo que sou, tenho e sinto e por me conduzir à perfeição.

Venha a nós o Teu reino de paz e justiça, fé e caridade, luz e amor. Reino que sou convocado a construir através da mansidão de espírito, reflexo da grandeza interior.

Seja feita a Tua vontade, ainda que minhas rogativas prezem mais o meu orgulho do que as minhas reais necessidades.

Ainda que muitas vezes eu não compreenda mais do que o silêncio em resposta às minhas preces, não Te ouvindo assim dizer: Filho aguarda, tua é toda a eternidade.

O pão nosso de cada dia me dá hoje e que eu possa dividi-lo com meu irmão. As condições materiais que ora tenho de nada servem se não me lembro de quem vive na aflição.

Pão do corpo, pão da alma, pão que é vida, verdade e luz. Pão que vem trazer alento e alegria: é o Evangelho de Jesus.

Perdoa as minhas ofensas, os meus erros, as minhas faltas. Perdoa quando se torna frio meu coração; quando permito que o mal se exteriorize na forma de agressão.

Que, mais do que falar, eu saiba ouvir. Que, ao invés de julgar, eu busque acolher. Que, não cultivando a violência, eu semeie a paz. Que, dizendo não às exigências em demasia, possa a todos agradecer.

Perdoa-me, assim como eu perdoar àqueles que me ofenderem, mesmo quando meu coração esteja ferido pelas amarguras e dissabores da ingratidão.

Possa eu, Senhor da Vida, lembrar de que nenhuma mágoa é eterna e de que o único caminho que me torna sublime é a humilde estrada da reconciliação.

Não me deixes cair nas tentações dos erros, vícios e egoísmo, que me tornam escravo de minha malevolência.

Antes, que Tua luz esteja sobre mim, iluminando-me, para que eu te encontre dentro de minh’alma, como parte que és de minha essência.

E livra-me de todo o mal, de toda violência, de todo infortúnio, de toda enfermidade. Livra-me de toda dor, de toda mágoa e de toda desilusão.

Mas ainda assim, quando tais dificuldades se fizerem necessárias, que eu tenha força e coragem de dizer: Obrigado, Pai, por mais esta lição!

*  *   *

Tudo o que nos cerca é poesia Divina. Há um traço de Deus em cada ser da Criação.

Busquemos por Ele no desabrochar das flores, no correr das águas, no canto do vento, no cintilar das estrelas.

Mas, acima disso, busquemos por Ele em nosso interior. Basta que, por um instante, fechemos os olhos e O sintamos: lá Ele está, dando rima aos versos de nossas vidas…

 

Redação do Momento Espírita.
Disponível no CD Momento Espírita, v. 25, ed. FEP.
Em 9.9.2013.

 


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A doutrinação e seus métodos

A doutrinação e seus métodos

Necessidade de doutrinação – Alguns espíritas, diz Herculano Pires ( ), pretendem suprimir a doutrinação, alegando que esta é realizada com mais eficiência pelos bons Espíritos no plano espiritual. Essa é uma prova de ignorância generalizada da Doutrina no próprio meio espírita, pois nela tudo se define em termos de relação e evolução. Os Espíritos sofredores permanecem apegados à matéria e à vida terrena, razão pela qual os Protetores Espirituais têm dificuldade de comunicar-se com eles. O seu envolvimento com os fluidos e as emanações ectoplásmicas próprias da sessão mediúnica lhes é, portanto, necessário, o que evidencia que a reunião mediúnica e a doutrinação humana dos desencarnados são uma necessidade. ( )
A morte não tem o poder de transformar ninguém. Cada Espírito, ao desencarnar, leva consigo suas virtudes e defeitos, continuando na vida espiritual a ser o que era quando ligado ao corpo, com seus vícios e condicionamentos materiais, dos quais se liberta pouco a pouco. Além disso, confundido pelas lições recebidas das religiões tradicionais, o Espírito não encontra no Além aquilo que esperava: nem céu, nem inferno, muito menos o repouso até o juízo final. Ao contrário, ele aí encontra a dura realidade espiritual, fundamentada na existência da lei de causa e efeito, onde cada qual se mostra como é, sem disfarces, falsas aparências ou o verniz social.
Sua condição espiritual determina sua aura psíquica e seu peso específico, frutos ambos da elevação maior ou menor de seus pensamentos, sentimentos e atos. Quanto mais elevados estes forem, mais rarefeito será seu perispírito, de modo que cada habitante do mundo espiritual se coloca em seu merecido e devido lugar, sem privilégios de qualquer espécie.
Os que se encontram em posição de perturbação por falta de esclarecimento adequado, ou por renitência no mal, necessitam ser orientados, para que, em se modificando mentalmente, melhorem sua condição espiritual. Como muitas vezes estão ainda cheios de condicionamentos materiais, tais Espíritos repelem a ação mais direta dos orientadores desencarnados, razão pela qual requerem um contato com os encarnados, naturalmente mais afeitos aos fluidos densos da matéria. É o que ocorre nas sessões mediúnicas.
Os orientadores desencarnados lhes falam, mas não conseguem atingi-los. Em contato, porém, com um médium, pelo fato de terem vibrações assemelhadas, há a possibilidade de entendimento. Surge, então, a doutrinação, que visa a modificar sua forma de pensar e de agir, buscando sua melhora.
Ensinando-lhes o caminho do bem e do perdão, despertando-os para a necessidade de renovação espiritual, ajudamo-los a descobrir o Evangelho de Jesus para a sua libertação integral. ( ) É por isso que a doutrinação dos Espíritos desencarnados é de grande importância para apressar o progresso dos companheiros que estagiam no mundo espiritual, trazendo benéficos resultados para o mundo corpóreo. ( )

Objetivos da doutrinação – Diz-nos Edgard Armond ( ) que as sessões de doutrinação de Espíritos objetivam esclarecer entidades desencarnadas a respeito de sua própria situação espiritual, orientando-as no sentido do seu despertamento no plano invisível e o seu subseqüente equilíbrio e progresso espirituais.
Para facilitar o seu despertamento ou o seu esclarecimento, Espíritos jungidos ao habitat terrestre por força da lei de afinidade são trazidos às sessões de doutrinação e aí ligados momentaneamente a médiuns de incorporação, com o que, no contato com os fluidos benéficos da corrente aí formada, acrescidos dos ensinamentos recebidos do doutrinador encarnado, logram quase sempre despertar e retomar o caminho do aperfeiçoamento espiritual.
Doutrinar Espíritos não é, porém, tarefa fácil, pois exige conhecimentos doutrinários bastante desenvolvidos e senso psicológico para que o doutrinador possa captar com rapidez a verdadeira feição moral do caso que defronta e, em conseqüência, encaminhar a doutrinação no devido rumo.
É necessário ainda ao doutrinador possuir paciência e bondade, humildade e tolerância, porque somente com auxílio dessas virtudes poderá enfrentar os casos mais difíceis em que se manifestam Espíritos maldosos, zombeteiros ou empedernidos.
Segundo observa André Luiz ( ), a pessoa envolvida nessa tarefa não pode esquecer que a Espiritualidade Superior confia nela e dela aguarda o cultivo de determinados atributos como os que se seguem:
a) direção e discernimento;
b) bondade e energia;
c) autoridade fundamentada no exemplo;
d) hábito de estudo e oração;
e) dignidade e respeito para com todos;
f) afeição sem privilégios;
g) brandura e firmeza;
h) sinceridade e entendimento;
i) conversação construtiva.
A doutrinação, informa Herculano Pires ( ), existe em todos os planos, mas o trabalho mais rude e pesado é o que se processa em nosso mundo. Orgulhoso e inútil, e até mesmo prejudicial, será o doutrinador que se julgar capaz de doutrinar por si mesmo. Sua eficiência depende sempre de sua humildade, que lhe permite compreender a necessidade de ser auxiliado pelos bons Espíritos. O doutrinador que não compreende esse princípio precisa de doutrinação e esclarecimento, para alijar do seu espírito a vaidade e a pretensão. Só pode realmente doutrinar Espíritos quem tiver amor e humildade.
Dito isto, Herculano Pires observa, na mesma obra já citada, que é importante não confundir humildade com atitudes piegas, com melosidade. Muitas vezes a doutrinação exige atitudes enérgicas, não ofensivas nem agressivas, mas firmes e imperiosas. É o momento em que o doutrinador trata o obsessor com autoridade moral, a única autoridade que podemos ter sobre os Espíritos inferiores, que sentem a nossa autoridade e se submetem a ela, em virtude da força moral de que dispusermos. Essa autoridade, no entanto, só conseguimos adquirir por meio de uma vivência digna no mundo, sendo sempre corretos em nossas intenções e em nossos atos, em todos os sentidos, porquanto as nossas falhas morais não combatidas, não controladas, diminuem nossa autoridade sobre os obsessores.

Métodos a serem utilizados – Na tarefa de doutrinação dos Espíritos que se comunicam nas sessões mediúnicas não existe regra fixa, pois cada caso é único. Como a doutrinação não objetiva somente Espíritos sofredores, mas igualmente Espíritos ignorantes que ainda permanecem em esferas de embrutecimento, e Espíritos maldosos que se devotam ao mal conscientemente, bem variado deve ser o modo de doutrinar uns e outros.
Há, entretanto, determinadas regras que não podem deixar de ser aplicadas nessa tarefa:
a) receber com atenção e interesse as comunicações;
b) ouvi-las com paciência e imbuído da melhor intenção de ajudar;
c) envolver o comunicante em um clima de vibrações fraternais, dando oportunidade para que ele fale;
d) estabelecer em tempo oportuno um diálogo amigo e esclarecedor;
e) evitar acusações e desafios desnecessários;
f) confortar e amparar através do esclarecimento;
g) não discutir com exaltação tentando impor seu ponto de vista;
h) não receber a todos como se fossem embusteiros e agentes do mal;
i) ser preciso e enérgico na hora necessária, sem ser cruel e agressivo;
j) evitar o tom de discurso e também as longas preleções;
l) ser claro, objetivo, honesto, amigo, fraterno, buscando dar ao comunicante aquilo que gostaria de receber se no lugar dele estivesse.
André Luiz ( ) atribui o serviço de doutrinação à equipe de médiuns esclarecedores, a quem ele sugere a observância da seguinte postura para o bom cumprimento de sua tarefa:
a) guardar atenção no campo intuitivo, a fim de registar com segurança as sugestões e os pensamentos dos benfeitores espirituais que comandam as reuniões;
b) tocar no corpo do médium em transe somente quando necessário;
c) cultivar o tato psicológico, evitando atitudes ou palavras violentas, mas fugindo da doçura sistemática que anestesia a mente sem renová-la, na convicção de que é preciso aliar raciocínio e sentimento, compaixão e lógica, a fim de que a aplicação do socorro verbalista alcance o máximo rendimento;
d) estudar os casos de obsessão surgidos na equipe mediúnica, que devam ser tratados na órbita da psiquiatria, para que a assistência médica seja tomada na medida aconselhável;
e) impedir a presença de crianças nas tarefas da desobsessão.
André Luiz ( ) recomenda, ainda, a dirigentes e esclarecedores e a todos os que participam das reuniões mediúnicas, que tenham sempre em mente os 13 seguintes princípios:
1o. Desobsessão não se realiza sem a luz do raciocínio, mas não atinge os fins a que se propõe, sem as fontes profundas do sentimento.
2o. Esclarecimento aos desencarnados sofredores se assemelha à psicoterapia e a reunião é tratamento em grupo, na qual, sempre que possível, deverão ser aplicados os métodos evangélicos.
3o. A parte essencial ao entendimento é atingir o centro de interesse do Espírito preso a idéias fixas, para que se lhes descongestione o campo mental, sendo de todo impróprio, por causa disso, qualquer discurso ou divagação desnecessária.
4o. Os manifestantes desencarnados, seja qual for sua conduta na reunião, são, na realidade, Espíritos carecedores de compreensão e tratamento adequados, a exigir paciência, entendimento, socorro e devotamento fraternais.
5o. Cada Espírito sofredor deve ser recebido como se fosse um familiar nosso extremamente querido; agindo assim, acertaremos com a porta íntima através da qual lhe falaremos ao coração.
6o. Pelo que ouça do manifestante, o esclarecedor deduzirá qual o sexo a que o Espírito comunicante tenha pertencido na precedente existência, para que a conversação elucidativa se efetue na linha psicológica ideal.
7o. Os problemas de animismo ou de mistificação inconsciente que porventura surjam no grupo devem ser analisados sem espírito de censura ou de escândalo, cabendo ao dirigente fazer todo o possível para esclarecer com paciência e caridade os médiuns e os desencarnados envolvidos nesses processos.
8o. É preciso anular qualquer intento de discussão ou desafio com os Espíritos comunicantes, dando mesmo razão, algumas vezes, aos manifestantes infelizes e obsessores.
9o. Nem sempre a desobsessão real consiste em desfazer o processo obsessivo de imediato, porquanto em diversos casos a separação de obsidiado e obsessor deve ser praticada lentamente.
10o. Quando necessário, o esclarecedor poderá praticar a hipnose construtiva no ânimo dos Espíritos sofredores, quer usando a sonoterapia para entregá-los à direção e ao tratamento dos instrutores espirituais presentes, com a projeção de quadros mentais proveitosos ao esclarecimento, quer sugerindo a produção e ministração de medicamentos ou recursos de contenção em favor dos manifestantes que se mostrem menos acessíveis à enfermagem do grupo.
11o. Não se deve constranger os médiuns psicofônicos a receberem os desencarnados presentes, atentos ao preceito da espontaneidade, fator essencial ao êxito do intercâmbio.
12o. O esclarecimento não deve se alongar em demasia, perdurando a palestra educativa em torno de dez minutos, ressalvadas as situações excepcionais.
13o. Se o manifestante perturbado se fixar no braseiro da revolta ou na sombra da queixa, indiferente ou recalcitrante, o esclarecedor deve solicitar a cooperação dos benfeitores espirituais presentes para que o necessitado rebelde seja confiado à assistência espiritual especializada. Nesse caso, a hipnose benéfica poderá ser utilizada para que o magnetismo balsamizante asserene o companheiro perturbado e o afastamento dele seja efetivado.
Reportando-se aos casos em que os Espíritos comunicantes se mostram demasiado renitentes, a ponto de perturbar os trabalhos, sugere Herculano Pires ( ) que aí o melhor a fazer é chamar o médium a si mesmo, fazendo-o desligar-se do Espírito perturbador. O episódio servirá ainda para reforçar a autoconfiança do médium, demonstrando-lhe que pode interromper por sua vontade as comunicações perturbadoras. O Espírito geralmente voltará em outras sessões, mas então já tocado pelo efeito da doutrinação e desiludido de sua pretensão de dominar o ambiente.
Hermínio C. Miranda ( ) afirma que, no início, os Espíritos em estado de perturbação não estão em condições psicológicas adequadas à pregação doutrinária. Necessitam, então, de primeiros socorros, de quem os ouça com paciência e tolerância. “A doutrinação virá no momento oportuno, e, antes que o doutrinador possa dedicar-se a este aspecto específico, ele deve estar preparado para discutir o problema pessoal do espírito, a fim de obter dele a informação de que necessita”, esclarece Hermínio.
Divaldo P. Franco ( ) concorda: “Não podemos ter a presunção de fazer o que a Divindade tem paciência no realizar. Essa questão de esclarecer o Espírito no primeiro encontro é um ato de invigilância e, às vezes, de leviandade, porque é muito fácil dizer a alguém que está em perturbação: Você já morreu! É muito difícil escutar-se esta frase e recebê-la serenamente”. E acrescenta: “A nossa tarefa não é a de dizer verdades, mas a de consolar, porque dizer simplesmente que o comunicante já desencarnou os Guias também poderiam fazê-lo. Deve-se entrar em contato com a Entidade, participar de sua dor, consolá-la, e, na oportunidade que se faça lógica e própria, esclarecer-lhe que já ocorreu o fenômeno da morte…”. ( )
A tarefa assemelha-se, assim, ao chamado atendi-mento fraterno que as Casas espíritas dispensam aos encarnados que as buscam, no qual é mais importante ouvir do que falar, idéia essa defendida pela conhecida médium e escritora Suely Caldas Schubert. ( )
A propósito do assunto, J. Raul Teixeira ( ) sugere: “O doutrinador dispensará, sempre, os discursos durante a doutrinação, entendendo-se aqui discurso não como a linha ideológica utilizada, mas sim a falação interminável, que não dá ensejo à outra parte de se exprimir, de se explicar. Muitas vezes, na ânsia de ver as Entidades esclarecidas e renovadas, o doutrinador se perde numa excessiva e cansativa cantilena, de todo improdutiva e exasperante”. “O diálogo com os desencarnados deverá ser sóbrio e consistente, ponderado e clarificador, permitindo boa assimilação por parte do Espírito e excelente treino lógico para o doutrinador.”
Para Roque Jacintho ( ) a paciência inscreve-se como uma das virtudes maiores de todos os que se dedicam à tarefa de doutrinação das entidades desencarnadas. “A paciência, diz ele, é filha do amor-sábio.” Por isso é que, envolvendo os nossos semelhantes com as vibrações de nosso amor, poderemos ouvi-los dissertar longamente sobre seus problemas, sem nos atirarmos à empreitada de demoli-los ou censurá-los, pois sabemos que eles se levantarão um dia.
A ironia jamais nos açulará à ação de revide nem a ímpetos de agressão, porque acolheremos a nossa humilhação como degraus da escada evolutiva.
Saber ouvir será tão importante quanto falar.
Saber calar será tão urgente quanto redargüir.
Saber pacificar será tão importante quanto reagir.
Saber compreender será tão importante quanto ser compreendido. ( )
Concluindo, podemos afirmar que – seja qual for o método adotado – é preciso, para doutrinar, conhecer a Doutrina Espírita e ter uma conduta que seja a mais cristã possível, cientes todos nós de que Jesus opera por meio das pessoas que se dedicam ao bem, como Emmanuel observa na lição que se segue:
“Que os doutrinadores sinceros se rejubilem, não por submeterem criaturas desencarnadas, em desespero, convictos de que em tais circunstâncias o bem é ministrado, não propriamente por eles, em sua feição humana, mas por emissários de Jesus, caridosos e solícitos, que os utilizam à maneira de canais para a misericórdia divina; que esse regozijo nasça da oportunidade de servir ao bem, de consciência sintonizada com o Mestre Divino, entre as certezas doces da fé, solidamente guardada no coração”. ( )

Hábitos inconvenientes que devemos evitar – Diversos autores têm chamado a atenção para os hábitos, os vícios e as práticas que precisam ser erradicados das sessões mediúnicas.
Edgard Armond ( ) considera absolutamente inconvenientes as atitudes seguintes:
a) exigir o nome do Espírito comunicante;
b) crer cegamente no que diz o Espírito;
c) o misticismo exagerado;
d) a verborragia e o falatório inútil, que são próprios de Espíritos mistificadores e irresponsáveis;
e) a agitação por parte dos médiuns que batem mãos e pés, bufam, gemem, gritam, contorcem-se durante a sessão;
f) as preces lidas;
g) estabelecer ordem para os médiuns darem passividade;
h) conferir hegemonia a determinado médium;
i) abertura e fechamento da sessão pelos guias;
j) o uso de roupas e vestimentas especiais.
Emílio Manso Vieira ( ) chama-nos a atenção para uma outra prática igualmente condenável, que é o afastamento dos Espíritos obsessores por meio da violência. Os dirigentes que assim procedem confundem energia serena, fruto da autoridade moral, com processos violentos de forças vibratórias. André Luiz nos mostra em “Libertação”, cap. XIV, qual a maneira correta de agir nesses casos, reabilitando o obsidiado e conquistando o obsessor por meio de elucidações amoráveis e atitudes dignificantes.
Roque Jacintho ( ) reporta-se a determinadas informações ou perguntas que alguns doutrinadores apresentam equivocadamente aos comunicantes, tais como:
“Você já morreu e não pode sentir dores.”
“Ingresse nas escolas daí para aprender.”
“Você está sofrendo muito?”
“Por que você não abandona aquela casa?”
“Você está doente. Procure um hospital.”
“Por que você não perdoa?”
Há doutrinadores, adverte Roque Jacintho ( ), que entendem que acordar de súbito o Espírito comunicante para a realidade seja um benefício e, por isso, costumam informá-los, abruptamente, que já estão mortos. O resultado dessa atitude é, amiúde, a loucura que se instala nos infelizes que desconheciam a própria morte. Evitemos, portanto, ferir diretamente a questão da morte com os Espíritos que não sabem que já desencarnaram. Ofereçamos-lhes orientação, conduzindo os entendimentos dentro do âmbito de suas necessidades pessoais e, pouco a pouco, eles mesmos compreenderão o fenômeno pelo qual passaram.
Herculano Pires ( ), em apoio a essa idéia, observa que, se o doutrinador disser cruamente a esses Espíritos que eles já morreram, mais assustados e confusos ficarão. Devemos, pois, tratar o Espírito comunicante como se ele estivesse doente e não desencarnado. Mudando a sua situação mental e emocional, em poucos instantes ele mesmo perceberá que já passou pelo transe da morte e que se encontra amparado por familiares e amigos que procuram ajudá-lo.

Abordagem a adotar na doutrinação

Astolfo Olegário de Oliveira Filho
De Londrina

Tipos de Espíritos comunicantes – O doutrinador deve ler e reler, com atenção e persistência, a escala espírita constante de “O Livro dos Espíritos” a partir da questão no 100, para bem se informar dos tipos de Espíritos com que se vai defrontar nas sessões. Essa recomendação feita por Herculano Pires ( ) tem por fundamento o ensinamento transmitido pelo Espírito de Sócrates, constante do cap. XVI de “O Livro dos Médiuns”.
Segundo Sócrates, a escala espírita e o quadro sinótico das diferentes espécies de médiuns – a que se refere o capítulo XVI de “O Livro dos Médiuns” – devem estar constantemente sob os olhos de todos os que se ocupam das manifestações, porque um e outra resumem todos os princípios da Doutrina Espírita e contribuirão, mais do que supomos, para trazer o Espiritismo ao seu verdadeiro caminho. ( )
Suely Caldas Schubert ( ) organizou, com base na sua longa experiência na prática da mediunidade, uma lista de 17 diferentes tipos de Espíritos, tal como se apresentam nas reuniões mediúnicas, à qual acrescentou uma série de sugestões concernentes ao tratamento adequado a cada caso.
Eis a lista e as recomendações propostas pela confreira mineira, salientando-se que nas cinco primeiras situações os comunicantes devem receber também o socorro do passe:
1. Espíritos que não conseguem falar. Quatro podem ser as causas da mudez: problemas mentais que interferem no centro da fala, ódio, reflexo de doenças havidas antes da desencarnação e desejo de não deixar transparecer o que pensam. O passe e a prece ajudam muito os que, tendo tido problema de mudez quando encarnados, pensam que continuam mudos. Não se recomenda, em nenhuma das circunstâncias citadas, forçá-los a falar;
2. Suicidas. Como eles sofrem muito, cabe ao doutrinador socorrê-los, aliviando-lhes os sofrimentos através do passe. Precisam mais de consolo que de doutrinação;
3. Alcoólatras e toxicômanos. Nenhum resultado produz falar-lhes sobre a inconveniência dos vícios. Devemos falar-lhes sobre Jesus e o Evangelho, e, em caso de delírios, o passe é o meio de aliviá-los;
4. Espíritos dementados. Como não têm consciência de coisa alguma, devem ser socorridos com passes;
5. Sofredores. Deve-se aliviá-los através da prece e do passe. A maioria adormece e é levada pelos trabalhadores espirituais;
6. Espíritos que desconhecem a própria situação. É muito comum o Espírito ignorar que já desencarnou, mas há indivíduos que não têm condições de serem informados sobre a própria morte. A explicação deve ser feita com tato, dosando-se a verdade conforme o caso. Devemos antes infundir-lhes a confiança em Deus, a idéia de que a vida se processa em vários estágios, que ninguém morre – a prova mais evidente é ele estar ali falando – e que a vida verdadeira é a vida espiritual;
7. Espíritos que desejam tomar o tempo da reunião. Valem-se de vários artifícios para alongar a conversa e têm resposta para tudo. Não se deve debater com eles, mas sim levá-los a pensar em si mesmos. De um modo geral, costumam voltar outras vezes;
8. Irônicos. A ironia de que se utilizam torna difícil o diálogo. Procuram ferir o doutrinador e os membros do grupo com comentários e críticas mordazes. Não se deve ficar melindrado com isso, porque é exatamente o que desejam. Aceitando com humildade suas reprimendas, sem procurar defender-se, o esclarecedor fará com que fiquem desarmados. Conscientizá-los do verdadeiro estado em que se encontram, da solidão e da tristeza em que vivem, afastados dos seus afetos mais caros, eis o caminho a seguir no diálogo;
9. Desafiantes. O doutrinador deve encaminhar o diálogo atento a alguma observação que o comunicante faça e que possa servir de base a atingir-lhe o ponto sensível;
10. Descrentes. Dizem-se frios, céticos, ateus. O doutrinador tem, porém, um argumento favorável ao mostrar-lhes que, apesar do que pensam, continuam vivos e se comunicam através da mediunidade. Pode-se dizer-lhes ainda que essa indiferença resulta dos sofrimentos por que passam, mas que isso não os levará a nada de bom, e sim a maiores dissabores e a uma solidão insuportável. Não se deve tentar provar que Deus existe, mas, em primeiro lugar, tentar despertá-los para a realidade da vida. Depois, o doutrinador dirá, com bastante tato, que somente o Pai pode oferecer-lhes o remédio e a cura para seus males;
11. Amedrontados. É necessário infundir-lhes confiança, mostrando que naquele recinto eles estão a salvo de qualquer ataque, desde que também se coloquem sob a proteção de Jesus;
12. Vingativos. A vingança e o ódio perturbam os Espíritos vingativos, por isso é preciso levá-los a refletir sobre si mesmos, para que verifiquem o estado em que se encontram e o mal que o ódio e a vingança produzem nos indivíduos que odeiam e desejam vingança. O doutrinador, tendo sempre em mente a orientação dada por Allan Kardec no cap. 28, item 81, de “O Evangelho segundo o Espiritismo”, deve enfatizar que a força que eles tentam demonstrar se dilui ante o poder do amor que dimana de Jesus;
13. Espíritos que auxiliam os obsessores. Deve-se dizer-lhes que ninguém é chefe de ninguém e que o nosso único chefe é Jesus. O esclarecedor mostrará também o mal que estão praticando e do qual advirão sérias conseqüências para eles mesmos;
14. Obsessores inimigos do Espiritismo. Deve-se evitar comentários sobre religião, porquanto geralmente nossos adversários são ligados a outros credos religiosos. O diálogo deve ser em torno dos ensinamentos de Jesus, comparando-se o que o Mestre ensinou e as atitudes dos que se dizem seus legítimos seguidores;
15. Galhofeiros e zombeteiros. É preciso ter muita paciência com tais entidades, mantendo-se elevado o teor dos pensamentos. O diálogo buscará torná-los conscientes da inutilidade de sua atitude, mostrando-lhes que o riso encobre, comumente, o medo, a solidão e o desassossego;
16. Espíritos ligados a terreiro e magia. Muitas vezes estão vinculados a algum nome ou caso que esteja sendo tratado pelo grupo. O esclarecedor irá observar a característica apresentada, fazendo a abordagem correspondente;
17. Mistificadores. Há mistificadores que se comunicam aparentando ser um sofredor, um necessitado, com a finalidade de desviar o ritmo das tarefas e de ocupar o tempo. O médium experiente e o grupo bem afinizado os identificarão, mas é preciso para isso vigilância e discernimento. As vibrações do Espírito permitem ao médium captar sua real intenção. No momento da avaliação, após a reunião, o médium deve declarar o que sentiu e qual era o verdadeiro objetivo do comunicante.
Às sugestões de Suely Caldas Schubert acrescentamos algumas recomendações feitas por Edgard Armond ( ) em sua obra:
I. Espíritos portadores de moléstias. Deve-se dizer-lhes que tais enfermidades são simples reflexos perispirituais de perturbações do corpo físico e que, para eliminá-las, basta que o sofredor as varra de sua mente pela vontade, use da prece para readquirir suas forças e se disponha a qualquer trabalho construtivo a bem do próximo;
II. Espíritos inconscientes, em período de readaptação ao novo meio. O recurso em tais casos são as preces e as vibrações fluídicas realizadas no ato pelos auxiliares do trabalho, verificando-se que muitas vezes o contato do sofredor com a corrente basta para o seu despertamento;
III. Suicidas. A doutrinação deve visar, quando for possível, ao esclarecimento sobre o equívoco que é o suicídio, enfatizando-se que o corpo é o santuário do Espírito encarnado e elemento de imenso valor para a realização das provas necessárias à redenção espiritual neste plano, principalmente o resgate de dívidas pretéritas;
IV. Portadores de perturbações psíquicas como tristeza, desânimo, manias, fobias etc. Devem ser instruídos sobre o valor das atividades construtivas e da necessidade do seu despertamento para as lutas do porvir.

Resultados da doutrinação – Os benefícios da desobsessão são incalculáveis. André Luiz ( ) assevera: “Erraríamos frontalmente se julgássemos que a desobsessão apenas auxilia os desencarnados que ainda pervagam nas sombras da mente. Semelhantes atividades beneficiam a eles, a nós, bem assim os que nos partilham a experiência cotidiana, seja em casa ou fora do reduto doméstico e, ainda, os próprios lugares espaciais em que se desenvolve a nossa influência”.
O referido autor espiritual mostra-nos, então, que a desobsessão areja os caminhos mentais e nos imuniza contra os perigos da alienação, estabelecendo vantagens ocultas em nós, para nós e em torno de nós. Refere ele na mesma obra: “Através dela, desaparecem doenças-fan-tasmas, empeços obscuros, insucessos, além de obtermos com o seu apoio espiritual mais amplos horizontes ao entendimento da vida e recursos morais inapreciáveis para agir, diante do próximo, com desapego e compreensão”. ( )
Os resultados da doutrinação dependem do ambiente formado pelos pensamentos do dirigente e dos participantes, da condição moral que o dirigente apresente para orientar os Espíritos e da própria condição espiritual da entidade, que pode aceitar ou não os conselhos e esclarecimentos que recebe. O resultado dependerá também dos métodos utilizados, que devem ser aplicados de acordo com a circunstância e a necessidade do momento.
Ensina Herculano Pires ( ): “A doutrinação espírita equilibrada, amorosa, modifica a nós mesmos e aos outros, abre as mentes para a percepção da realidade-real que nos escapa, quando nos apegamos à ilusão das nossas pretensões individuais, geralmente mesquinhas”.
Visto que o objetivo da doutrinação dos Espíritos é o esclarecimento da entidade comunicante quanto ao seu estado transitório de perturbação, as causas de seus sofrimentos e a forma pela qual poderá encontrar a solução para seus problemas, o esclarecedor e todos os membros do grupo mediúnico são chamados a vibrar amorosamente em favor do Espírito comunicante, demonstrando solidariedade com o seu sofrimento e emitindo pensamentos de auxílio e apoio moral.
Depois de esclarecido e de haver aceito o novo caminho que se lhe abre, ele apresentará, sem dúvida, mudanças no seu modo de agir.
Se empedernido, mostrar-se-á tocado e sensível aos ensinamentos cristãos, buscando nova forma de encarar a vida; se revoltado, mostrar-se-á submisso à Lei suprema, que não é injusta com ninguém; se odioso, observará as conseqüências em si mesmo de sua semeadura infeliz e procurará dominar seus maus sentimentos; se desesperado, notará agora novas possibilidades de alcançar a paz através do trabalho e da fé ativa.
A doutrinação abre, assim, para os desencarnados um novo panorama de vida, onde novas atividades se descortinam, com possibilidades de trabalho, felicidade e progresso.

Astolfo Olegário de Oliveira Filho
De Londrina

por Balbino Amaral


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Objetivos da reencarnação

Objetivos da reencarnação

Questões para debate
1. Qual é o objetivo da reencarnação?
2. Onde e em que época surgiu a idéia da reencarnação?
3. Qual é, segundo os clássicos do Espiritismo, o meio de comprovação da reencarnação mais completo?
4. Podemos considerar comprovada a doutrina reencarnacionista?
5. Que conseqüências advêm para o homem da admissão da doutrina reencarnacionista?
Texto para leitura
Fundamentos da reencarnação
1. A reencarnação revela a justiça divina porque mostra que Deus não permite que sejamos condenados eternamente por erros que a ignorância nos fez cometer, mas, ao contrário, abre-nos uma porta para o arrependimento.
2. Haveria, sem dúvida, grande injustiça por parte de nosso Pai e Criador se Ele não nos desse chance de reparar as faltas cometidas muitas vezes em momentos impensados, frutos de nossa cegueira e imperfeição espiritual.
3. Todos os Espíritos tendem para a perfeição e Deus lhes faculta os meios de alcançá-la, proporcionando-lhes as provações da vida corporal. Sua justiça lhes permite, assim, realizar em novas existências o que não puderam fazer ou concluir numa primeira prova.
4. A doutrina que consiste em admitir para o Espírito muitas existências sucessivas é a única que corresponde à idéia que formamos da justiça de Deus e a única que pode explicar o futuro e firmar as nossas esperanças, pois que nos oferece os meios de resgatar nossos erros por novas provações.
A reencarnação no tempo
5. A doutrina da reencarnação é, por isso, eminentemente consoladora, pois faz com que o homem veja o Criador, não como um Deus vingador e parcial, mas como um Pai amigo e justo. A criatura tem, assim, esperança de viver dias futuros de felicidade, após a quitação das dívidas contraídas perante a Lei que rege a vida.
6. Ao nos reencarnarmos na Crosta do mundo, recebemos com o corpo uma herança sagrada, cujos valores precisamos preservar, aperfeiçoando-o. As forças físicas devem evoluir como as nossas almas. Se nos oferecem um vaso de serviço para novas experiências de elevação, devemos retribuir, com o nosso esforço, auxiliando-as com a luz de nosso respeito e equilíbrio espiritual, no campo de trabalho e educação orgânica. No futuro, o homem compreenderá que suas células não representam apenas segmentos de carne, mas companheiras de evolução, credoras de seu reconhecimento e auxílio efetivo.
7. A crença nas vidas sucessivas não é coisa nova, nem pertence à Doutrina Espírita. Podemos encontrá-la no âmago das grandes religiões do Oriente e nas obras filosóficas mais puras e elevadas. Oriunda da Índia, a idéia da reencarnação espalhou-se pelo mundo.
8. Muito antes de terem aparecido os grandes reveladores dos tempos históricos, ela já era formulada nos Vedas, e o Bramanismo e o Budismo nela se inspiraram. O Egito e a Grécia também a adotaram e vê-se que, à sombra de um simbolismo mais ou menos obscuro, esconde-se por toda parte a idéia da palingenesia.
Recordações de vidas passadas
9. Nos tempos modernos, eminentes sábios e pesquisadores respeitáveis puderam comprovar a veracidade da idéia reencarnacionista, como refere Gabriel Delanne em seu livro O Fenômeno Espírita.
10. A recordação de existências passadas tem-se mostrado um meio, senão o melhor, pelo menos um dos mais completos para provar-se a reencarnação. Léon Denis, na obra O problema do ser, do destino e da dor, relata diversas experiências de regressão de memória em que o sujet ou sensitivo alude a existências passadas vividas na Terra.
11. Dentre os relatos constantes da referida obra, é digna de nota a experiência narrada durante o Congresso Espírita de Paris, em 1900, por experimentadores espanhóis. Um deles, Fernandes Colavida, presidente do Grupo de Estudos Psíquicos de Barcelona, referiu ali ter magnetizado um determinado médium que, além de regredir à juventude e infância, contou como foi sua vida no Plano Espiritual e em quatro encarnações anteriores.
12. O Espiritismo Científico mantém, em seus arquivos, um número surpreendente de fatos que comprovam experimentalmente a veracidade da reencarnação.
13. Quatro livros constituem-se, nesse particular, em consulta obrigatória para quem quer se aprofundar no assunto: A Reencarnação, de Gabriel Delanne; A reencarnação e suas provas, de Carlos Imbassahy e Mário Cavalcante de Melo;20 casos sugestivos de reencarnação, de autoria de Ian Stevenson, eReencarnação e imortalidade, de Hermínio Corrêa Miranda.
Conseqüências da reencarnação
14. A doutrina reencarnacionista, comprovada experimentalmente, só tem trazido benefícios para aqueles que a aceitam.
15. Graças a ela, a alma vê claramente seu destino, que é a ascensão para a mais alta sabedoria, para a luz mais viva. A eqüidade governa o mundo; nossa felicidade está em nossas mãos; deixa de haver falhas no Universo, sendo o seu alvo a Beleza e seus meios, a justiça e o amor.
16. Dissipa-se, assim, todo temor quimérico, todo o terror do Além. Em vez de recear o futuro, o homem saboreia a alegria das certezas eternas. Confiado no dia seguinte, multiplicam-se-lhe as forças; seu esforço para o bem se centuplica, porque, antes de tudo, ele sabe por que vive e qual é o seu futuro.
Respostas às questões propostas
1. Qual é o objetivo da reencarnação? R.: Todos os Espíritos tendem para a perfeição e Deus lhes faculta os meios de alcançá-la, proporcionando-lhes as provações da vida corporal. Como uma única existência não é suficiente para atingir a meta, que é a perfeição, Deus lhes permite realizar em novas existências o que não puderam fazer ou concluir numa primeira prova.
2. Onde e em que época surgiu a idéia da reencarnação? R.: A crença nas vidas sucessivas não é coisa nova, nem pertence à Doutrina Espírita. Ela se encontra no âmago das grandes religiões do Oriente e nas obras filosóficas mais puras e elevadas. Oriunda da Índia, a idéia da reencarnação espalhou-se pelo mundo e muito antes de terem aparecido os grandes reveladores dos tempos históricos ela já era formulada nos Vedas. O Bramanismo e o Budismo nela se inspiraram, o Egito e a Grécia também a adotaram e vê-se que, à sombra de um simbolismo mais ou menos obscuro, esconde-se por toda parte a idéia da palingenesia.
3. Qual é, segundo os clássicos do Espiritismo, o meio de comprovação da reencarnação mais completo? R.: A recordação de existências passadas tem-se mostrado um meio, senão o melhor, pelo menos um dos mais completos para provar-se a reencarnação. Léon Denis, na obra O problema do ser, do destino e da dor, relata diversas experiências de regressão de memória em que o sujetou sensitivo alude a existências passadas vividas na Terra. Dentre os relatos constantes da referida obra, é digna de nota a experiência narrada durante o Congresso Espírita de Paris, em 1900, por experimentadores espanhóis. Um deles, Fernandes Colavida, presidente do Grupo de Estudos Psíquicos de Barcelona, referiu ali ter magnetizado um determinado médium que, além de regredir à juventude e infância, contou como foi sua vida no Plano Espiritual e em quatro encarnações anteriores.
4. Podemos considerar comprovada a doutrina reencarnacionista? R.: Sim. O Espiritismo Científico mantém, em seus arquivos, um número surpreendente de fatos que comprovam experimentalmente a veracidade da reencarnação. Quatro livros constituem-se, nesse particular, em consulta obrigatória para quem quer se aprofundar no assunto: A Reencarnação, de Gabriel Delanne; A reencarnação e suas provas, de Carlos Imbassahy e Mário Cavalcante de Melo;20 casos sugestivos de reencarnação, de autoria de Ian Stevenson, eReencarnação e imortalidade, de Hermínio Corrêa Miranda.
5. Que conseqüências da admissão da doutrina reencarnacionista advêm para o homem? R.: A doutrina reencarnacionista só tem trazido benefícios para aqueles que a aceitam. Graças a ela, a alma vê claramente seu destino, que é a ascensão para a mais alta sabedoria, para a luz mais viva. A eqüidade governa o mundo; nossa felicidade está em nossas mãos; deixa de haver falhas no Universo, sendo o seu alvo a Beleza e seus meios, a justiça e o amor. Dissipa-se, assim, todo temor quimérico, todo o terror do Além. Em vez de recear o futuro, o homem saboreia a alegria das certezas eternas. Confiado no dia seguinte, multiplicam-se-lhe as forças; seu esforço para o bem se centuplica, porque, antes de tudo, ele sabe por que vive e qual é o seu futuro.
Bibliografia:
O Livro dos Espíritos, de Allan Kardec, itens 171 e 222.
Religião dos Espíritos, de Emmanuel, psicografado por Francisco Cândido Xavier, pág. 61.
Missionários da Luz, de André Luiz, psicografado por Francisco Cândido Xavier, pág. 223.
O problema do ser, do destino e da dor, de Léon Denis, págs. 268, 269 e 299.
A Reencarnação, de Gabriel Delanne.

por Balbino Amaral


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RETRATO PSICOGRAFADO DE MARIA

RETRATO PSICOGRAFADO DE MARIA
Este retrato de Maria de Nazaré, é um retrato psicografado. O Espírito Emmanuel ditou, por meio de Chico Xavier, um retrato falado de Maria de Nazaré ao fotógrafo Vicente Avela, de São Paulo.

Esse trabalho artístico foi sendo realizado aos poucos, por volta da metade do ano de 1983, com retoques sucessivos realizados pela grande habilidade de Vicente, em mais de vinte contatos com Chico Xavier, na Capital paulista.

Chico deixou claro que a fisionomia de Maria, assim retratada, revela tal qual Ela é conhecida quando de Suas visitas às esferas espirituais mais próximas e perturbadas da crosta terrestre; como, por exemplo, disse-nos ele, na Legião dos Servos de Maria, grande instituição de amparo aos suicidas descrita detalhadamente no livro Memórias de um Suicida, recebido mediunicamente por Yvonne A. Pereira.

Vicente Avela destacou que, de fato, não houve pintura e sim um trabalho basicamente fotográfico, fruto de retoques sucessivos num retrato falado inicial, tudo sob a orientação mediúnica de Chico Xavier. Quando Vicente Avela concluiu a tarefa, com a arte final em pequena foto branco-e-preto, ele a ampliou bastante e coloriu-a com tinta a óleo (trabalho em que é perito, com experiência adquirida na época em que não havia filmes coloridos e as fotos em preto-e-branco eram coloridas a mão, dando origem à tela que foi divulgada).

Maria de Nazaré em sua vida espiritual, continua amparando com imenso amor maternal a Humanidade inteira.

Fonte: Anuário Espírita 1986

RETRATO PSICOGRAFADO DE MARIA

Este retrato de Maria de Nazaré, é um retrato psicografado. O Espírito Emmanuel ditou, por meio de Chico Xavier, um retrato falado de Maria de Nazaré ao fotógrafo Vicente Avela, de São Paulo. 

Esse trabalho artístico foi sendo realizado aos poucos, por volta da metade do ano de  1983, com retoques sucessivos realizados pela grande habilidade de Vicente, em mais de vinte contatos com Chico Xavier, na Capital paulista. 

Chico deixou claro que a fisionomia de Maria, assim retratada, revela tal qual Ela é conhecida quando de Suas visitas às esferas espirituais mais próximas e perturbadas da crosta terrestre; como, por exemplo, disse-nos ele, na Legião dos Servos de Maria, grande instituição de amparo aos suicidas descrita detalhadamente no livro Memórias de um Suicida, recebido mediunicamente por Yvonne A. Pereira. 

Vicente Avela destacou que, de fato, não houve pintura e sim um trabalho basicamente fotográfico, fruto de retoques sucessivos num retrato falado inicial, tudo sob a orientação mediúnica de Chico Xavier. Quando Vicente Avela concluiu a tarefa, com a arte final em pequena foto branco-e-preto, ele a ampliou bastante e coloriu-a com tinta a óleo (trabalho em que é perito, com experiência adquirida na época em que não havia filmes coloridos e as fotos em preto-e-branco eram coloridas a mão, dando origem à tela que foi divulgada). 

Maria de Nazaré em sua vida espiritual, continua amparando com imenso amor maternal a Humanidade inteira. 

Fonte: Anuário Espírita 1986


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MENSAGEM DE JESUS NO ANO 58 D.C. À PRIMEIROS CRISTÃOS

MENSAGEM DE JESUS NO ANO 58 D.C. À PRIMEIROS CRISTÃOS

No livro Há Dois Mil Anos, o espírito Emmanuel, por meio de psicografia de Chico Xavier, nos faz conhecer uma mensagem de grandíssima beleza e significado, esta mensagem Jesus à transmitiu no Mundo Espiritual, quando cerca de 200 cristãos foram mortos no circo de Roma por leões africanos famintos, no ano de 58 d.C., quando Nero era imperador de Roma. Nisto depois de alguns dias do desencarne desses cristãos, Jesus teve um encontro com eles, e lhes transmitiu tal mensagem.
Pessoalmente, achei esta mensagem com magníficas informações Dadas por Jesus ainda no ano de 58 d.C., pois Ele transmitiu informações sobre o futuro da humanidade e do Planeta Terra. Prometendo o consolador para reviver a essência dos Seus ensinamentos que seriam perdidos durante a idade média, informou sobre a evolução do Planeta Terra, sobre os trabalhos para o mundo de regeneração, assim como as convulsões renovadoras, a seleção natural dos espíritos para o novo ciclo evolutivo do planeta com base nas Verdades do Consolador, ou seja, informações passadas aqueles primeiros Cristãos, mas que estamos vivenciando atualmente. Vejamos a mensagem abaixo:

– Vinde a mim, vós todos que semeastes, com lágrimas e sangue, na vinha celeste do meu reino de amor e verdade!…
“Nas moradas infinitas do Pai, há luz bastante para dissipar todas as trevas, consolar todas as dores, redimir todas as iniquidades…
“Glorificai-vos, pois, na sabedoria e no amor de Deus Todo-Poderoso, vós que já sacudistes o pó das sandálias miseráveis da carne, nos sacrifícios purificadores da Terra! Uma paz soberana vos aguarda, para sempre, no reino dilatado e sem fim, prometido pelas divinas aleluias da Boa Nova, porque não alimentastes outra aspiração no mundo, senão a de procurar o reino de Deus e de sua justiça.
“Entre a Manjedoura e o Calvário, tracei para as minhas ovelhas o eterno e luminoso caminho… O Evangelho floresce, agora, como a seara imortal e inesgotável das bênçãos divinas. Não descansemos, contudo, meus amados, porque tempo virá na Terra, em que todas as suas lições hão-de ser espezinhadas e esquecidas… Depois de longa era de sacrifícios para consolidar-se nas almas, a doutrina da redenção será chamada a esclarecer o governo transitório dos povos; mas o orgulho e a ambição, o despotismo e a crueldade hão-de reviver os abusos nefandos de sua liberdade! O culto antigo, com as suas ruínas pomposas, buscará restaurar os templos abomináveis do bezerro de ouro. Os preconceitos religiosos, as castas clericais e os falsos sacerdotes restabelecerão novamente o mercado das coisas sagradas, ofendendo o amor e a sabedoria de Nosso Pai, que acalma a onda minúscula no deserto do mar, como enxuga a mais recôndita lágrima da criatura, vertida no silêncio de suas orações ou na dolorosa serenidade de sua amargura indizível!…
“Soterrando o Evangelho na abominação dos lugares santos, os abusos religiosos não poderão, todavia, sepultar o clarão de minhas verdades, roubando-as ao coração dos homens de boa vontade!…
“Quando se verificar este eclipse da evolução de meus ensinamentos, nem por isso deixarei de amar intensamente o rebanho das minhas ovelhas tresmalhadas do aprisco!…
“Das esferas de luz que dominam todos os círculos das atividades terrestres, caminharei com os meus rebeldes tutelados, como outrora entre os corações impiedosos e empedernidos de Israel, que escolhi, um dia, para mensageiro das verdades divinas entre as tribos desgarradas da imensa família humana!…
“Em nome de Deus Todo-Poderoso, meu Pai e vosso Pai, regozijo-me aqui convosco, pelos galardões espirituais que conquistastes no meu reino de paz, com os vossos sacrifícios abençoados e com as vossas renúncias purificadoras! Numerosos missionários de minha doutrina ainda tombarão, exânimes, na arena da impiedade, mas hão-de constituir convosco a caravana apostólica, que nunca mais se dissolverá, amparando todos os trabalhadores que perseverarem até ao fim, no longo caminho da salvação das almas!…
“Quando a escuridão se fizer mais profunda nos corações da Terra, determinando a utilização de todos os progressos humanos para o extermínio, para a miséria e para a morte, derramarei minha luz sobre toda a carne e todos os que vibrarem com o meu reino e confiarem nas minhas promessas, ouvirão as nossas vozes e apelos santificadores!…
“Pela sabedoria e pela verdade, dentro das suaves revelações do Consolador, meu verbo se manifestará novamente no mundo, para as criaturas desnorteadas no caminho escabroso, através de vossas lições, que se perpetuarão nas páginas imensas dos séculos do porvir!…
“Sim! amados meus, porque o dia chegará no qual todas as mentiras humanas hão de ser confundidas pela claridade das revelações do céu. Um sopro poderoso de verdade e vida varrerá toda a Terra, que pagará, então, à evolução dos seus institutos, os mais pesados tributos de sofrimentos e de sangue… Exausto de receber os fluidos venenosos da ignomínia e da iniquidade de seus habitantes, o próprio planeta protestará contra a impenitência dos homens, rasgando as entranhas em dolorosos cataclismos. .. As impiedades terrestres formarão pesadas nuvens de dor que rebentarão, no instante oportuno, em tempestades de lágrimas na face escura da Terra e, então, das claridades da minha misericórdia, contemplarei meu rebanho desditoso e direi como os meus emissários: “Ó Jerusalém, Jerusalém?…”
“Mas Nosso Pai, que é a sagrada expressão de todo o amor e sabedoria, não quer se perca uma só de suas criaturas, transviadas nas tenebrosas sendas da impiedade!…
“Trabalharemos com amor, na oficina dos séculos porvindouros, reorganizaremos todos os elementos destruídos, examinaremos detidamente todas as ruínas buscando o material passível de novo aproveitamento e, quando as instituições terrestres reajustarem a sua vida na fraternidade e no bem, na paz e na justiça, depois da seleção natural dos Espíritos e dentro das convulsões renovadoras da vida planetária, organizaremos para o mundo um novo ciclo evolutivo, consolidando, com as divinas verdades do Consolador, os progressos definitivos do homem espiritual”.

Fonte: Livro Há Dois Mil Anos, pelo Espírito Emmanuel, psicografia de Francisco Cândido Xavier – Segunda Parte, cap. VI.

MENSAGEM DE JESUS NO ANO 58 D.C. À PRIMEIROS CRISTÃOS

No livro Há Dois Mil Anos, o espírito Emmanuel, por meio de psicografia de Chico Xavier, nos faz conhecer uma mensagem de grandíssima beleza e significado, esta mensagem Jesus à transmitiu no Mundo Espiritual, quando cerca de 200 cristãos foram mortos no circo de Roma por leões africanos famintos, no ano de 58 d.C., quando Nero era imperador de Roma. Nisto depois de alguns dias do desencarne desses cristãos, Jesus teve um encontro com eles, e lhes transmitiu tal mensagem.
Pessoalmente, achei esta mensagem com magníficas informações Dadas por Jesus ainda no ano de 58 d.C., pois Ele transmitiu informações sobre o futuro da humanidade e do Planeta Terra. Prometendo o consolador para reviver a essência dos Seus ensinamentos que seriam perdidos durante a idade média, informou sobre a evolução do Planeta Terra, sobre os trabalhos para o mundo de regeneração, assim como as convulsões renovadoras, a seleção natural dos espíritos para o novo ciclo evolutivo do planeta com base nas Verdades do Consolador, ou seja, informações passadas aqueles primeiros Cristãos, mas que estamos vivenciando atualmente. Vejamos a mensagem abaixo:

- Vinde a mim, vós todos que semeastes, com lágrimas e sangue, na vinha celeste do meu reino de amor e verdade!...
"Nas moradas infinitas do Pai, há luz bastante para dissipar todas as trevas, consolar todas as dores, redimir todas as iniquidades...
"Glorificai-vos, pois, na sabedoria e no amor de Deus Todo-Poderoso, vós que já sacudistes o pó das sandálias miseráveis da carne, nos sacrifícios purificadores da Terra! Uma paz soberana vos aguarda, para sempre, no reino dilatado e sem fim, prometido pelas divinas aleluias da Boa Nova, porque não alimentastes outra aspiração no mundo, senão a de procurar o reino de Deus e de sua justiça.
"Entre a Manjedoura e o Calvário, tracei para as minhas ovelhas o eterno e luminoso caminho... O Evangelho floresce, agora, como a seara imortal e inesgotável das bênçãos divinas. Não descansemos, contudo, meus amados, porque tempo virá na Terra, em que todas as suas lições hão-de ser espezinhadas e esquecidas... Depois de longa era de sacrifícios para consolidar-se nas almas, a doutrina da redenção será chamada a esclarecer o governo transitório dos povos; mas o orgulho e a ambição, o despotismo e a crueldade hão-de reviver os abusos nefandos de sua liberdade! O culto antigo, com as suas ruínas pomposas, buscará restaurar os templos abomináveis do bezerro de ouro. Os preconceitos religiosos, as castas clericais e os falsos sacerdotes restabelecerão novamente o mercado das coisas sagradas, ofendendo o amor e a sabedoria de Nosso Pai, que acalma a onda minúscula no deserto do mar, como enxuga a mais recôndita lágrima da criatura, vertida no silêncio de suas orações ou na dolorosa serenidade de sua amargura indizível!...
"Soterrando o Evangelho na abominação dos lugares santos, os abusos religiosos não poderão, todavia, sepultar o clarão de minhas verdades, roubando-as ao coração dos homens de boa vontade!...
"Quando se verificar este eclipse da evolução de meus ensinamentos, nem por isso deixarei de amar intensamente o rebanho das minhas ovelhas tresmalhadas do aprisco!...
"Das esferas de luz que dominam todos os círculos das atividades terrestres, caminharei com os meus rebeldes tutelados, como outrora entre os corações impiedosos e empedernidos de Israel, que escolhi, um dia, para mensageiro das verdades divinas entre as tribos desgarradas da imensa família humana!...
"Em nome de Deus Todo-Poderoso, meu Pai e vosso Pai, regozijo-me aqui convosco, pelos galardões espirituais que conquistastes no meu reino de paz, com os vossos sacrifícios abençoados e com as vossas renúncias purificadoras! Numerosos missionários de minha doutrina ainda tombarão, exânimes, na arena da impiedade, mas hão-de constituir convosco a caravana apostólica, que nunca mais se dissolverá, amparando todos os trabalhadores que perseverarem até ao fim, no longo caminho da salvação das almas!...
"Quando a escuridão se fizer mais profunda nos corações da Terra, determinando a utilização de todos os progressos humanos para o extermínio, para a miséria e para a morte, derramarei minha luz sobre toda a carne e todos os que vibrarem com o meu reino e confiarem nas minhas promessas, ouvirão as nossas vozes e apelos santificadores!...
"Pela sabedoria e pela verdade, dentro das suaves revelações do Consolador, meu verbo se manifestará novamente no mundo, para as criaturas desnorteadas no caminho escabroso, através de vossas lições, que se perpetuarão nas páginas imensas dos séculos do porvir!...
"Sim! amados meus, porque o dia chegará no qual todas as mentiras humanas hão de ser confundidas pela claridade das revelações do céu. Um sopro poderoso de verdade e vida varrerá toda a Terra, que pagará, então, à evolução dos seus institutos, os mais pesados tributos de sofrimentos e de sangue... Exausto de receber os fluidos venenosos da ignomínia e da iniquidade de seus habitantes, o próprio planeta protestará contra a impenitência dos homens, rasgando as entranhas em dolorosos cataclismos. .. As impiedades terrestres formarão pesadas nuvens de dor que rebentarão, no instante oportuno, em tempestades de lágrimas na face escura da Terra e, então, das claridades da minha misericórdia, contemplarei meu rebanho desditoso e direi como os meus emissários: "Ó Jerusalém, Jerusalém?..."
"Mas Nosso Pai, que é a sagrada expressão de todo o amor e sabedoria, não quer se perca uma só de suas criaturas, transviadas nas tenebrosas sendas da impiedade!...
"Trabalharemos com amor, na oficina dos séculos porvindouros, reorganizaremos todos os elementos destruídos, examinaremos detidamente todas as ruínas buscando o material passível de novo aproveitamento e, quando as instituições terrestres reajustarem a sua vida na fraternidade e no bem, na paz e na justiça, depois da seleção natural dos Espíritos e dentro das convulsões renovadoras da vida planetária, organizaremos para o mundo um novo ciclo evolutivo, consolidando, com as divinas verdades do Consolador, os progressos definitivos do homem espiritual".

Fonte:  Livro Há Dois Mil Anos, pelo Espírito Emmanuel, psicografia de Francisco Cândido Xavier – Segunda Parte, cap. VI.
por Balbino Amaral


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O EXERCÍCIO DE PERSEVERANÇA DE CHICO XAVIER

O EXERCÍCIO DE PERSEVERANÇA DE CHICO XAVIER

Em meados de 1932, o “Centro Espírita Luiz Gonzaga” estava reduzido a um quadro de cinco pessoas, José Hermínio Perácio, D. Carmen Pena Perácio, José Xavier, d. Geni Pena Xavier e Chico Xavier.

Os doentes e obsidiados surgiram sempre, mas, logo depois das primeiras melhores, desapareciam como por encanto. Perácio e senhora, contudo, precisavam transferir-se para Belo Horizonte por impositivos da vida familiar. O grupo ficou limitado a três companheiros. D. Geni, porém, a esposa de José Xavier, adoeceu e a casa passou a contar com apenas os dois irmãos. José, no entanto, era seleiro e, naquela ocasião, foi procurado por um credor que lhe vendia couros, credor esse que insistia em receber-lhe os serviços noturnos, numa oficina de arreios, em forma de pagamento. Por isso, apesar de sua boa vontade, necessitava interromper a frequencia ao grupo, pelo menos, por alguns meses.

Vendo-se sozinho, o médium também quis ausentar-se.

Mas, na primeira noite, em que se achou a sós no centro, sem saber como agir, Emmanuel apareceu-lhe e disse:

– Você não pode afastar-se. Prossigamos em serviço.
Chico falou: – Continuar como? Não temos frequentadores…
Emmanuel prosseguiu: – E nós? Nós também precisamos ouvir o Evangelho para reduzir nossos erros. E, além de nós, temos aqui numerosos desencarnados que precisam de esclarecimento e consolo. Abra a reunião na hora regulamentar, estudemos juntos a lição do Senhor, e não encerre a sessão antes de duas horas de trabalho.

Foi assim que, por muitos meses, de 1932 a 1934, o Chico abria o pequeno salão do Centro Espírita Luiz Gonzaga e fazia a prece de abertura, às oito da noite em ponto. Em seguida, abria o “Evangelho Segundo o Espiritismo”, ao acaso e lia essa ou aquela instrução, comentando-a em voz alta. Por essa ocasião, a vidência nele alcançou maior lucidez. Via e ouvia dezenas de espíritos desencarnados e sofredores que iam até o grupo, à procura de paz e refazimento. Escutava-lhes as perguntas e dava-lhes respostas sob a inspiração direta de Emmanuel. Para os encarnados, no entanto, orava, conversava e gesticulava sozinho…

E essas reuniões de Chico Xavier a sós com os desencarnados, no Centro Espírita Luiz Gonzaga, de portas abertas, se repetiam todas as noites de segunda a sexta feira.

O EXERCÍCIO DE PERSEVERANÇA DE CHICO XAVIER

Em meados de 1932, o “Centro Espírita Luiz Gonzaga” estava reduzido a um quadro de cinco pessoas, José Hermínio Perácio, D. Carmen Pena Perácio, José Xavier, d. Geni Pena Xavier e Chico Xavier.

Os doentes e obsidiados surgiram sempre, mas, logo depois das primeiras melhores, desapareciam como por encanto. Perácio e senhora, contudo, precisavam transferir-se para Belo Horizonte por impositivos da vida familiar. O grupo ficou limitado a três companheiros. D. Geni, porém, a esposa de José Xavier, adoeceu e a casa passou a contar com apenas os dois irmãos. José, no entanto, era seleiro e, naquela ocasião, foi procurado por um credor que lhe vendia couros, credor esse que insistia em receber-lhe os serviços noturnos, numa oficina de arreios, em forma de pagamento. Por isso, apesar de sua boa vontade, necessitava interromper a frequencia ao grupo, pelo menos, por alguns meses.

Vendo-se sozinho, o médium também quis ausentar-se.

Mas, na primeira noite, em que se achou a sós no centro, sem saber como agir, Emmanuel apareceu-lhe e disse:

- Você não pode afastar-se. Prossigamos em serviço.
Chico falou: - Continuar como? Não temos frequentadores... 
Emmanuel prosseguiu: - E nós? Nós também precisamos ouvir o Evangelho para reduzir nossos erros. E, além de nós, temos aqui numerosos desencarnados que precisam de esclarecimento e consolo. Abra a reunião na hora regulamentar, estudemos juntos a lição do Senhor, e não encerre a sessão antes de duas horas de trabalho.

Foi assim que, por muitos meses, de 1932 a 1934, o Chico abria o pequeno salão do Centro Espírita Luiz Gonzaga e fazia a prece de abertura, às oito da noite em ponto. Em seguida, abria o “Evangelho Segundo o Espiritismo”, ao acaso e lia essa ou aquela instrução, comentando-a em voz alta. Por essa ocasião, a vidência nele alcançou maior lucidez. Via e ouvia dezenas de espíritos desencarnados e sofredores que iam até o grupo, à procura de paz e refazimento. Escutava-lhes as perguntas e dava-lhes respostas sob a inspiração direta de Emmanuel. Para os encarnados, no entanto, orava, conversava e gesticulava sozinho...

E essas reuniões de Chico Xavier a sós com os desencarnados, no Centro Espírita Luiz Gonzaga, de portas abertas, se repetiam todas as noites de segunda a sexta feira.


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VENCERÁS

VENCERÁS

Não desanimes.
Persiste mais um tanto.
Não cultives pessimismo.
Centraliza-te no bem a fazer.
Esquece as sugestões do medo destrutivo.
Segue adiante, mesmo varando a sombra dos próprios erros.
Avança ainda que seja entre lágrimas.
Trabalha constantemente.
Edifica sempre.
Não consintas que o gelo do desencanto te entorpeça o coração.
Não te impressione a dificuldade.
Convence-te de que a vitória espiritual é construção para o dia a dia.
Não desistas da paciência.
Não creiais em realização sem esforço.
Silêncio para a injúria.
Esquecimento para o mal.
Perdão às Ofensas.
Recorda que os agressores são doentes.
Não permitais que os irmãos desequilibrados te destruam o trabalho ou te apaguem a esperança.
Não menosprezes o dever que a consciência te impõe.
Se te enganastes em algum trecho do caminho, reajusta a própria visão e procura o rumo certo.
Não contes vantagens, nem fracassos.
Estuda buscando aprender.
Não te voltes contra ninguém.
Não dramatizes provocações ou problemas.
Conserva o hábito da oração para que se te faça luz na vida intima.
Resguarda-te em Deus, persevera no trabalho que Deus Te confiou.
Ama sempre fazendo pelos outros o melhor que possas realizar.
Age auxiliando, serve sem apego.
E assim vencerás.

Emmanuel (espírito)
Psicografia de Chico Xavier