Casa do Cinza

"O amor não cogita de recompensa. É um sentimento que se basta." Dr. Odilon Fernandes


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Oração dos pedidos

Oração dos pedidos

Recomeço com pedidos. Peço porque devo; Peço porque preciso; Peço porque creio. Eu estou vivo e espero sempre com fé. Não há nada sem futuro. A esperança é  a minha guia e o trabalho a minha arma de fé necessária. Creio nisso. Todo dia é dia de recomeço e de transformação. Hei de prosseguir como sempre. Existe de tudo nessa vida e do tudo que conheço, escolho avançar com o bem. Com essa cerceza construo minha estrada e sigo em frente. Portanto, peço. Há uma exortação no fogo, na terra, na água e no ar. Há um convite no Sol através do amanhecer. Assim espero ganhar esse inédito dia. Assim seja. Assim será.


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Muitas moradas na casa do pai

São habitados todos os mundos que giram no universo

A missão da sonda Kepler da Nasa (Agência Espacial Norte-Americana) noticiou a descoberta de 715 novos exoplanetas (ou planetas fora do Sistema Solar), que orbitam…

A missão da sonda Kepler da Nasa (Agência Espacial Norte-Americana) noticiou a descoberta de 715 novos exoplanetas (ou planetas fora do Sistema Solar), que orbitam 305 estrelas (sóis) em sistemas planetários similares ao nosso. Até agora foram descobertos 1700 exoplanetas. Pelas estimativas de Jean Schneider, até 27 de março de 2014, já haviam 1779 exoplanetas detectados.1
Para verificar os planetas, uma equipe de observação co-liderada por Jack Lissauer, cientista planetário no Centro de Pesquisa Ames da Nasa, analisou estrelas com mais de um planeta em potencial – todos detectados nos dois primeiros anos de observações da Kepler – Maio de 2009 a março de 2011. Atualmente a Kepler está com problemas operacionais. Para 2017 a agência espacial americana pretende lançar o satélite Tess, outro caçador de planetas.
Um desses exoplanetas, chamado Kepler-296f, orbita uma estrela da metade do tamanho e 5 por cento mais brilhante que o nosso sol. Kepler-296f é duas vezes o tamanho da Terra, mas os cientistas não sabem se o planeta é um mundo gasoso, com um grosso envelope de hidrogênio em hélio, ou é um mundo de água cercada por um oceano profundo.
A pergunta que não silencia é: será que existe vida humana em outros orbes? Sobre isso não há cientista que possa negar ou confirmar. Entretanto, Kardec diz que “a razão humana se recusa a admitir só haver vida inteligente na Terra e nos diz que os diferentes mundos são habitados.”2 E sobre vidas noutros sistemas fora da Terra os Espíritos têm confirmado abundantemente a sua existência.

O Codificador, ao tratar o assunto, não desceu a minudências da vida corporal extraterrestre, rumando quase que unicamente pelo aspecto moral dos habitantes de algum orbe. A rigor, as diversas existências físicas do homem podem ser na Terra bem como em outros mundos; “o início dessas existências não terá sido aqui [na Terra], bem como seu término também não o será.”3
O Espírito Maria João de Deus (genitora de F.C. Xavier), descreve de modo impressionante a existência de vidas inteligentes noutros planetas. Cita, por exemplo, Saturno, cientificando que lá inexistem vícios, não há guerras, a eletricidade é utilizada em sua potencialidade plena. Os saturninos consagram-se bastante à espiritualidade; as vegetações são azuladas e os oceanos são rosados. Para o espírita e astrônomo Camille Flammarion, empregando convicções pessoais, afirmou que “Saturno talvez fosse habitado por seres inconciliáveis com os organismos terrestres.”4
Utilizando certezas pessoais sobre o que se sabia no século XIX a respeito do tema, Kardec alegou que a “Terra é moralmente superior a Marte e muito inferior a Júpiter.”5A despeito da conflitante informação sobre a temática, sabe-se que um espírito de pequena elevação cultural “informou ao Codificador que Marte era um planeta inferior à Terra”6, todavia o Espírito Maria João de Deus afirma que “os marcianos são dotados de muita espiritualidade; são quase semelhantes aos terrícolas, todavia fisicamente possuem diferenças apreciáveis: além dos braços, têm ao longo das espáduas umas ligeiras protuberâncias. O ar marciano é muitíssimo mais leve, a vida é mais aérea, a água é escassa, motivo pelo qual o líquido vital é regulado por sistemas de canalização. Nos horizontes marcianos não há muitas elevações montanhosas.”7
Ainda sobre Marte, o Espírito Humberto de Campos ratifica as informações descritas por Maria J.de Deus, apresentando “os marcianos manejando possantes máquinas aéreas que navegam no pé das nuvens, algumas delas [nuvens] produzidas artificialmente, para atender reinos mais frágeis da natureza do quarto orbe do nosso sistema planetário.”8Além disso, sob o ponto de vista pessoal, Flammarion corrobora a tese de que os marcianos “são moralmente superiores aos terrestres, transportam-se por navegação aérea e seus edifícios são erguidos pelo pensamento, possuem doze sentidos, o que lhes permitem comunicação direta com o universo.”9
Na Revista Espírita de Agosto/1858, publicou um desenho psicopictografado (desenho mediúnico) e assinado pelo Espírito Bernard Palissy, célebre oleiro do século XVI, referente “a uma habitação em Júpiter, que seria a casa de Mozart. Somos também informados de que Cervantes seria vizinho de Mozart e que por lá também viveria Zoroastro.”.10
Em 1938 o Espírito Emmanuel informou que na “Constelação do Cocheiro, cerca de 42 anos luz distante da nós, há o sistema de Capela, de onde milhares de anos atrás alguns milhões de Espíritos rebeldes que lá existiam, foram deportados para o nosso planeta. Aqui aprenderiam a realizar, na dor e nos trabalhos penosos, as grandes conquistas do coração, impulsionando simultaneamente o progresso dos seres terrestres.”.11
Na questão 172 de O Livro dos Espíritos, Kardec perguntou: “As nossas diversas existências corporais se verificam todas na Terra?”, ao que os Espíritos responderam: “Não; vivemo-las em diferentes mundos. As que aqui passamos não são as primeiras, nem as últimas; são, porém, das mais materiais e das mais distantes da perfeição.”.12
Não obstante a contradição entre o Marte “avançado” de Flammarion e Maria João de Deus contra o Marte “atrasado” segundo comunicações chegadas a Kardec, em verdade o Espiritismo sempre confirmou a existência de vida fora da Terra. Destaque-se que, antes que a ciência humana e as religiões tradicionais admitissem essa possibilidade, os Espíritos revelaram a Kardec na questão 55 do livro “que são habitados todos os mundos que giram no espaço e que a Terra está muito longe de ser o único planeta que asila vida inteligente”.13
Um dos ramos científicos que mais têm crescido, desde os anos 50, fazendo audaciosas pesquisas, ampliando muito o acervo de seus conhecimentos, é a Astronomia. “Dela derivam, ou com ela interagem, a Astrofísica, a Astroquímica, a Exobiologia (estudo da possibilidade de vida fora da Terra). Simon “Pete” Worden, astrônomo, que lidera o Centro de Pesquisas Ames da NASA, afirma que nós [na Terra] não estamos sozinhos, pois que há muita vida [pelo Universo].”.14

Sabe-se hoje em dia existirem, “pelo Universo observável, pelo menos 10 bilhões de galáxias. Em 1991, em Greenwich, na Inglaterra, o observatório localizou um quasar (possível ninho de galáxias) com a luminosidade correspondente a 1 quatrilhão de sóis [isso mesmo, 1 quadrilhão!]. Acreditar que somente a Terra tenha vida é supor que todo esse imensurável Universo tenha sido criado sem utilidade alguma, e seria uma impossibilidade matemática que num Universo tão inimaginável não se tivesse desenvolvido vida inteligente, senão neste pequeno planeta. Aliás, seria um incompreensível desperdício de espaço.”15
Aprendemos com os Espíritos que “há mundos cujas condições morais dos seus habitantes são inferiores às da Terra; em outros, são da mesma categoria. Há mundos mais ou menos superiores e, finalmente, há aqueles nos quais a vida é, por assim dizer, toda espiritual.”.16

Notas e Referências bibliográficas:
1 – Schneider, Jean. Interactive Extra-solar Planets Catalog. The Extrasolar Planets Encyclopedia. Página visitada em 27 de março de 2014.
2 – Kardec , Allan. O Livro dos Médiuns 1ª Parte, Cap. I, n° 2, RJ: Ed FEB, 2000
3 – Kardec, Allan. O Livro dos Espíritos, Rio de Janeiro: Ed. FEB, 2000, Questões 172 a 188
4 – Flammarion Nicolas Camille. Urânia, Rio de Janeiro: Ed. FEB, 1990.
5 – Kardec, Allan. Revista Espírita, outubro de, 1858 São Paulo, Edicel, 1987
6 – Idem
7 – De Deus Maria João. Carta de uma morta, São Paulo: LAKE, 1999.
8 – Xavier, Francisco Cândido. Novas Mensagens, ditado pelo espírito Humberto de Campos, Rio de Janeiro: Ed. FEB, 1940
9 – Flammarion Nicolas Camille. Urânia, Rio de Janeiro: Ed. FEB, 1990.
10 – Kardec, Allan. Revista Espírita, agosto de 1858 São Paulo, Edicel, 1987
11 – XAVIER, Francisco Cândido. A Caminho da Luz, ditado pelo Espírito Emmanuel. Rio de Janeiro: FEB, 1994
12 – Kardec, Allan; O Livro dos Espíritos, Rio de Janeiro, Ed FEB, 2000, questão 172
13 – Kardec, Allan. O Livro dos Espíritos, Rio de Janeiro: Ed. FEB, 2001, perg. 55
14 – Disponível em:http://jorgehessenestudandoespiritismo.blogspot.com.br/…/ar…
15 – Disponível em:http://jorgehessenestudandoespiritismo.blogspot.com.br/2010…
16 – Kardec, Allan; O Evangelho Segundo o Espiritismo, Rio de Janeiro, Ed FEB, 2001, 3º Cap. Itens 3 e 4;
Fonte que o conteúdo foi extraído para publicação neste site:
http://leitoresdojorgehessen.blogspot.com.br/…/sao-habitado…

Foto de Balbino Amaral.
por Balbino Amaral


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Entrevista de Chico Xavier para a LBV

Entrevista concedida por Francisco Cândido Xavier para a LBV.
A conversa abaixo foi feita no dia 5 de janeiro de 1954.
Pergunta: – Poderíamos ter alguns informes a respeito de Antúlio?
Chico Xavier: – Vejo, aqui, nosso diretor espiritual, Emmanuel, que nos diz que um estudo acerca da personalidade de Antúlio exigiria minudências relacionadas com a história, no espaço e no tempo, que, de imediato, não podemos realizar. De modo que, tão somente, pode afiançar-nos que se trata de uma entidade de elevada hierarquia, no plano espiritual; vamos dizer; um ASSESSOR, ou um daqueles ASSESSORES, que servem nos trabalhos de execução do plano divino, confiado ao Nosso Senhor JESUS CRISTO, para a realização do progresso da Terra, em geral.
Esclarece nosso amigo que JESUS CRISTO, como GOVERNADOR de nosso mundo, no sistema solar, conta, naturalmente, com grandes instrutores, para a evolução física e para a evolução espiritual, na organização planetária. E, subordinados a esses ministros, para o progresso da matéria e do espirito, no plano que nós habitamos presentemente, conta Ele com uma assembléia de múltiplos INSTRUTORES, de variadas condições, que lhe obedecem as ordens e instruções, numa esfera, cuja elevação, de momento, escapa à nossa possibilidade de apreciação. Antúlio forma no quadro destes elevados servidores.
Pergunta: – Que pode o irmão dizer-nos a respeito do astro que se avizinha, segundo a predição de Ramatís?
Chico Xavier: – Esclarece nosso orientador espiritual que o assunto alusivo à aproximação de um Planeta ou de Planetas, da zona – ou melhor da aura da Terra – deve, naturalmente, basear-se em estudos científicos, que possam saciar a curiosidade construtiva das novas gerações renascentes no mundo.
O problema, desse modo, envolve acurados exames, com a colaboração da ciência e da observação de nossos dias.
Razão por que pede ele que não nos detenhamos na expressão física dos acontecimentos que se vizinham, para marcar maiores acontecimentos – acontecimentos esses de natureza espetacular – na transformação do plano em que estamos estagiando, no presente século.
Afirma nosso amigo que o progresso da óptica e das ciências matemáticas, serão portadoras, naturalmente, de ilações, conclusões da mais alta importância para os nossos destinos, no futuro próximo.
Pergunta: – Pode Emmanuel dizer-nos algo a respeito da verticalização do eixo da Terra e das transformações que esta sofrerá, segundo Ramatís?
Chico Xavier: – Afirma nosso Orientador espiritual que não podemos esquecer que a Terra, em sua constituição física, propriamente considerada, possui os seus grandes períodos de atividade e de repouso.
Cada período de atividade e cada período de repouso da MATÉRIA PLANETÁRIA, que hoje representa o alicerce de nossa morada temporária, pode ser calculado, cada um, em duzentos e sessenta mil (260.000) anos.
Atravessando o período de repouso da matéria terrestre, a vida se reorganiza, enxameando de novo, nos vários departamentos do Planeta, representando, assim, novos caminhos para a evolução das almas.
Assim sendo, os GRANDES INSTRUTORES da Humanidade, nos PLANOS SUPERIORES, consideram que, desses 260.000 anos de atividade, 60 a 64 mil anos são empregados na reorganização dos pródomos da vida organizada.
Logo em seguida, surge o desenvolvimento das grandes raças que, como grandes quadros, enfeixam assuntos e serviços, que dizem respeito à evolução do espírito domiciliado na Terra.
Assim, depois desses 60 a 64 mil anos de reorganização de nossa Casa Planetária, temos sempre grandes transformações, de 28 em 28 mil anos.
Depois do período dos 64 mil anos, tivemos duas raças na Terra, cujos traços se perderam, por causa de seu primitivismo.
Logo em seguida, podemos considerar a grande raça Lemuriana, como portadora de uma inteligência algo mais avançada, detentora de valores mais altos, nos domínios do espírito.
Após a raça Lemuriana – em seguida aos 28.000 anos de trabalho lemuriano propriamente considerado – chegamos ao grande período da raça Atlântida, era outros 28.000 anos de grandes trabalhos, no qual a inteligência do mundo se elevou de maneira considerável.
Achamo-nos, agora, nos últimos períodos da grande raça Ariana.
Podemos considerar essas raças, como grandes ciclos de serviços, em que somos chamados de mil modos diferentes, em cada ano de nossa permanência na crosta do planeta, ou fora dela, ao aperfeiçoamento espiritual, que é o objetivo de nossas lutas, de nossos problemas, de nossas grandes questões, na esfera de relações, uns para com os outros.
Assim considerando, será mais significativo e mais acertado, para nós, venhamos a estudar a transformação atual da Terra sob um ponto de vida moral, para que o serviço espiritual, confiado às nossas mãos e aos nossos esforços, não se perca em considerações, que podem sofrer grandes alterações, grandes desvios; porque o serviço interpretativo da filosofia e da ciência está invariavelmente subordinado ao Pensamento Divino, cuja grandeza não podemos perscrutar.
Cabe-nos, então, sentir, e, mais ainda, reconhecer, que os fenômenos da vida moderna e as modificações que nosso “habitat” terreal vem apresentando nos indicam a vizinhança de atividades renovadoras, de considerável extensão.
Daí esse afluxo de revelações da vida extra-terrestre, incluindo sobre as cogitações dos homens; esses apelos reiterados, do mundo dos espíritos; essa manifestação ostensiva, daqueles que, supostamente mortos na Terra, são vivos na eternidade, companheiros dos homens em outras faixas vibratórias do campo em que a humanidade evolui.
Toda essa eclosão de notícias, de mensagens, de avisos da vida espiritual, devem significar para o homem, domiciliado na Terra do presente século, a urgência do aproveitamento das lições de JESUS.
Elas devera ser apreciadas em si mesmas, e examinadas igualmente no exemplo e no ensinamento de todos aqueles que, em variados setores culturais, políticos e filosóficos do globo – lhe traduzem a vontade divina, que na essência é sempre a nossa jornada para o Supremo Bem.
*Os termos da comunicação obtida em Curitiba (a “Conexão de Profecias”, de Ramatís) são de admirável conteúdo para a nossa inteligência, de vez que, realmente, todos os fatos alusivos à evolução da Terra, e referentes a todos os eventos, que se relacionam com a nossa peregrinação para a vida mais alta, estão naturalmente planificados, por aqueles MINISTROS de Nosso Senhor JESUS CRISTO; os quais, de acordo com Ele, estabelecem programas de ação para a COLETIVIDADE PLANETÁRIA, de modo a facilitar-lhe os vôos para a divina ascensão.
Embora, porém, esta mensagem, por isso mesmo, seja digna de nosso melhor apreço, contudo, na experiência de companheiro mais velho, recomenda-nos nosso Orientador Espiritual (Emmanuel) um interesse mais efetivo, para a fixação de valores morais em nossa personalidade terrena, de conformidade com os padrões estabelecidos no Evangelho de nosso Divino Mestre.
Porque, para nossa inteligência, os fenômenos renovadores da existência que nos cercam têm qualquer coisa sensacional, de surpreendente, nosso coração de inclinar-se, humilde, diante da Majestade do Senhor, que nos concede tantas oportunidades de trabalho, em nós mesmos, a revelação dos grandes acontecimentos porvindouros; novo soerguimento íntimo, novo modo de ser, a fim de que estejamos realmente habilitados a enfrentar valorosamente as lutas que se avizinham de nós, e preparados para desfrutar a Nova Era que, qual bonança depois da tempestade, facilitará nossos círculos evolutivos.
Será, todavia, muito importante encarecer, que não devemos reclamar, do TERCEIRO MILÊNIO, uma transformação absolutamente radical, nos processos que caracterizam, por enquanto, a nossa vida terrestre.
O prazo de 47 anos é diminuto, para sanar os desequilíbrios morais, de tantos séculos, em que o nosso campo coletivo e individual adquiriu tantos débitos, diante da sabedoria e diante do amor, que incessantemente apelam para nossa alma, no sentido de nos levantarmos, para um clima mais aprimorado da existência.
Não podemos esquecer, que grandes imensidades territoriais, na América, na África e na Ásia, nos desafiam a capacidade de trabalho.
Não podemos olvidar, também, que a Europa, superalfabetizada, se encontra num Karma de débitos clamorosos, à frente da LEI, em doloroso expectação, para o reajuste moral, que Ihe é necessário.
Aqui mesmo, no Brasil, numa nação com capacidade de asilar novecentos (900) milhões de habitantes, em quatrocentos e alguns anos de evolução, mal estamos – os espíritos, encarnados na Terra em que temos a bênção de aprender ou recapitular a lição do Evangelho – mal estamos passando das faixas litorâneas.
Serviços imensos esperam por nossas almas no futuro próximo.
E, se é verdade que devemos aguardar, em nome de Nosso Senhor JESUS CRISTO, condições mais favoráveis para a estabilização da saúde humana, para o acesso mais fácil às fontes da ciência; se nos compete a obrigação de esperar o melhor para o dia de amanhã cabe-nos, igualmente, o dever de não olvidar que, junto desses direitos, responsabilidades constringentes contam conosco, para que o Mundo possa, efetivamente, atender ao programa Divino, através, não somente da superestrutura do pensamento científico – que é hoje um teto brilhante para os serviços de inteligência do mundo – mas também, através de nossos corações, chamados a plasmar uma vida, que seja realmente digna de ser vivida por aqueles que nos sucederão nos tempos duros; entre os quais, naturalmente, milhões de nós os reencarnados de agora, formaremos, de novo, como trabalhadores que voltam para o prosseguimento da tarefa de auto acrisolamento, para a ascensão sublime, que o Senhor nos reserva.
Considerando, assim, a questão sob este prisma, cabe-nos contar com o concurso da ciência, no setor das observações de ordem material; com a evolução dos instrumentos de óptica; com o avanço dos processos de exame, na esfera da QUÍMICA PLANETÁRIA, na qual os mundos podem ser analisados, como ÁTOMOS DA AMPLIDÃO DE UNIVERSOS, que se sucedem uns aos outros, no infinito da Vida.
Será lícito, então, esperar que certas afirmativas, referentes a vida material, se positivem satisfatoriamente, para mais altas concepções da MENTE PLANETÁRIA; de vez que, muito breve, o homem estará ligado à glória da RELIGIÃO CÓSMICA, da Religião do Amor e da Sabedoria, que o CRISTIANISMO RENASCENTE, no Espiritismo de hoje, edificará para a Humanidade, ajustando-a ao concerto de bênçãos, que o grande porvir nos reserva.
Pergunta: – Foi, de fato, há 37.000 anos que submergiu a Atlântida?
Chico Xavier: – Diz nosso Amigo (Emmanuel) que o cálculo é, aproximadamente, certo, considerando-se que as últimas ilhas, que guardavam os remanescentes da civilização atlântida, submergiram, mais ou menos, 9 a 10 mil anos, antes da Grécia de Sócrates.
Pergunta: * – Acha nosso irmão que a Mensagem de Ramatís deva ser divulgada com amplitude?
Chico Xavier: – Diz nosso Orientador que a Mensagem é de elevado teor…
E todo trabalho organizado com o respeito, com o carinho e com a dignidade, dentro dos quais essa Mensagem se apresenta, merece a nossa mais ampla consideração, de vez que todos nós, em todos os setores, somos estudiosos, que devemos permutar as nossas experiências e as nossas conclusões para a assimilação do progresso, com mais facilidade em favor de nós mesmos.
Revista Boa Vontade, Ano 1, n0 4 – Outubro de 1956.”

Foto de Maria Luisa Jô Andrade.


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QUEM VOCÊ QUER COMO COMPANHIA?

QUEM VOCÊ QUER COMO COMPANHIA?

SINTONIA

Precisamos compreender _ repetimos _ que os nossos pensamentos são forças, imagens, coisas e criações visíveis e tangíveis no campo espiritual.

Atraímos companheiros e recursos, de conformidade com a natureza de nossas idéias, aspirações, invocações e apelos.

Energia viva, o pensamento desloca, em torno de nós, forças sutis, construindo paisagens ou formas e criando centros magnéticos ou ondas, com os quais emitimos a nossa atuação ou recebemos a atuação dos outros.

Nosso êxito ou fracasso dependem da persistência ou da fé com que nos consagramos mentalmente aos objetivos que nos propomos alcançar.

Semelhante lei de reciprocidade impera em todos os acontecimentos da vida.

Comunicar-nos-emos com as entidades e núcleos de pensamentos, com os quais no colocamos em sintonia.

Mentes enfermiças e perturbadas assimilam as correntes desordenadas do desequilíbrio, enquanto que a boa-vontade e a boa intenção acumulam os valores do bem.

Ninguém está só.

Cada criatura recebe de acordo com aquilo que dá.

Cada alma vive no clima espiritual que elegeu, procurando o tipo de experiência em que situa a própria felicidade.

Estejamos, assim, convictos de que os nossos companheiros na Terra ou no Além são aqueles que escolhemos com as nossas solicitações interiores, mesmo porque, segundo o antigo ensinamento evangélico, “tecemos nosso tesouro onde colocamos o coração”.

“Roteiro”, Emmanuel – psicografado por Francisco Cândido Xavier – trecho do texto Sintonia


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A PERGUNTA DAS PERGUNTAS

A PERGUNTA DAS PERGUNTAS

 

Pronto.

Você é imortal!

E daí?!

O que pretende fazer com a sua imortalidade?!

Aliás, o que você já está fazendo – porque é de se pressupor que você já esteja fazendo alguma coisa.

Ou será que estará esperando morrer para começar a dar sentido a ela?!

Você não deve esperar transferência para o Mundo Espiritual, porque, afinal, é tudo a mesma coisa…

Vivendo sobre a Terra, você está vivendo num Mundo Espiritual – tudo é uma questão apenas de densidade da matéria.

Ah, e vivendo no Mundo Espiritual, que também é redondo, estará vivendo num planeta semelhante à Terra…

Concorda, ou não?!

Será que estará esperando que as suas asas de anjo cresçam espontaneamente?!

Se estiver, sinto informar-lhe que isto não irá acontecer…

Em nenhum dos Dois Lados da Vida, ou dos Três, ou dos Quatro, ou… de qualquer um dos Infinitos Lados da Vida, isto jamais irá acontecer!

O fato de você ser imortal tem modificado algo em sua vida cotidiana, ou não?!

Continua comendo o seu churrasco, bebendo a sua cerveja, dormindo o seu sono de oito, dez ou doze horas por dia, jogando conversa fora, cuspindo no chão, fazendo as suas intrigas?!…

A sua consciência de que viverá para sempre, de alguma maneira, o tem afligido um pouco mais no que diz respeito à sua própria evolução?! – conseguiu, ou tem conseguido fazer, com que não seja tão acomodado, ou um crente tão descrente?! – “Senhor, eu creio, ajuda a minha incredulidade”!…

Nada contra as suas caminhadas matutinas ou vespertinas, contra o seu Pilates, nem contra a sua musculação – tampouco contra o espelho em que você, imitando Narciso, fica admirando a sua parca beleza, que o tempo, daqui a pouco, reduzirá a um monte de pregas no rosto e noutras partes menos nobres do corpo…

Dance todas as rumbas que você tiver vontade de dançar!

Todavia, já começou a exercitar o desapego?!

Alguns milímetros de renúncia, outros poucos de devotamento ao próximo…

Insisto: o que você está fazendo de sua imortalidade?! Do minuto que passa, está passando e… já passou?!

Não sei, não, mas acho que todo mundo que, verdadeiramente, se crê imortal, não se conforma com esse ramerrão da existência carnal, que é uma espécie de epidemia que acomete os espíritos encarnados, e para qual só o Evangelho sentido e aplicado – na veia! – possui remédio eficaz…

Quantas vezes você bocejou hoje e esfregou os olhos?! Tem certeza de que está acordado?!…

Olhando o relógio sem parar, o que está esperando?! O tempo passar?! A mortechegar?!  Para mudar o quê e a quem?! Mudar a você?! Quem sabe conceder-lhe as virtudes e a sabedoria que você não tem?!…

Escuta, vou lhe contar um caso: se você, antes ou depois da morte, quiser chegar a algum lugar, trate de começar a caminhar, porque o único lugar ao qual, com certeza, chegará sem precisar caminhar é o cemitério – mas, em espírito e verdade, até mesmo de lá, se você quiser sair vai ter que caminhar!…

Pare se sonhar, porque a Vida é colorida, mas não é cor-de-rosa!…

 

INÁCIO FERREIRA

 

Uberaba – MG, 3 de maio de 2015.

 


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Quem disse que você não pode?

Quem disse que você não pode?

“Buscai e achareis”, “Batei e a porta se vos abrirá”

Somente os fracos e os pusilânimes acreditam não deterem atributos de vencedores.
Estes se entregam ao desalento, à tristeza e a dor, sofrendo mais que suas próprias dores.
Não buscam em si a força, a coragem e o jugo de suas próprias vidas, ficando, dessa maneira, entregues às doenças da alma.
Ao estudarmos a obra “O Evangelho Segundo O Espiritismo”, notamos as máximas deixadas por Jesus, que nos mostram sem deixar dúvida, que o homem pode e deve procurar sempre sua conquista maior que é a elevação do Espírito.
Por isso ao lermos: “Buscai e achareis”, “Batei e a porta se vos abrirá”, reconhecemos não só as palavras do doce rabi, mas o valor da fé raciocinada e o convite que Ele nos faz ao trabalho e à exemplificação de todas as suas pontificações, feitas quando de sua estada entre nós.
Na verdade, outra assertiva nos assoma às telas da mente: “ajuda-te que o céu te ajudará”, este o solene convite e nele a convicção do Mestre na força que nós, centelhas vivas, trazemos dentro em nós.
É o homem, o arquiteto de suas próprias alegrias e dores. Usando ou abusando de seu Livre Arbítrio, vai ele carreando para seu por vir, vitórias ou fracassos. De tal maneira, será injusto se ele por sua invigilância, descuro ou irresponsabilidade, tropeçar no mal que ele mesmo haja conspirado para aparecer-lhe no caminho, aponte o dedo para o céu, a lançar-lhes impropérios, descrente da justiça e bondade de Mais Alto. A semeadura é livre, mas a colheita obrigatória, diz a sentença. Se é semeada a boa semente, por certo os frutos advindos deste plantio hão de ser bons e doces, mas se no descurar-se no plantio, lança o homem a terra, semente ruim ou de baixa qualidade, não poderá ele colher frutos saborosos.
A ninguém é dado por a candeia, abaixo do velador, pois se assim o faz, tem o homem não a luz que lhe aclarará grande parte do percurso, mas sim, apenas a luminosidade que lhe aponta somente os dedos do pé.
Homem, tu és candeia Viva! Lembra-te então do uso de bom óleo e de manteres no nível a quantidade deste mesmo óleo no habitáculo desta candeia. É este óleo, o conjunto de instrumentos que te servirão e muito em todo o caminho nesta romagem, a fé raciocinada, a confiança em Deus e no porvir e o trabalho no bem. Estes elementos fundamentais e importantíssimos hão de servir-te de alento, força e soerguimento nas horas duras da provação.
Prepara então, em lugar mais alteado que possas, o módio em que colocarás a tua candeia, para que a luz que dela emane, ilumine não só a ti mesmo, mas também, a todos que te permeiem a existência.
Faze de tua consciência, o templo dos bons pensamentos, ajudando, orando e trabalhando pelo bem comum e, há teu tempo, encontrarás na pátria do Espírito o teu lugar de importância.
Trabalha, aprende e divide com todos teu saber, proporcionando assim, a existência melhorada no porvir, àqueles que te seguirem o exemplo, assim fez o Rabi, indicando-nos o caminho correto, assim farás tu, a seguir-lhes o exemplo.
Muita Paz,
Rio de Janeiro, 30 de janeiro de 2003.
Raimundo de Moura Rêgo Filho