Casa do Cinza

"O amor não cogita de recompensa. É um sentimento que se basta." Dr. Odilon Fernandes


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MEDIUNIDADE EM ESTUDO – Odilon Fernandes/ C. Baccelli cap 2

ANIMISMO “A  alma  do  médium  pode  comunicar-se  como qualquer  outra;  se ela  goza  de algum  grau  de liberdade,  recobra  suas  qualidades de  espírito.” (Cap.  XIX  – Papel  do  médium  nas comunicações espíritas  – item 2) Os  próprios  Espíritos  da  Codificação,  falando  sobre  o  assunto,  viram  com naturalidade  a  questão  do  animismo,  que, infelizmente,  até  hoje  é  incompreendido  por alguns  estudiosos. O  animismo  faz  parte  do  contexto da  mediunidade.  Diríamos  mesmo  que, sem  animismo,  não  se  tem  mediunidade. A  rigor,  não  importa  tanto  a  fonte  da comunicação,  mas,  sim,  o  seu  teor. O  médium,  em  determinadas  circunstâncias,  pode  fazer-se  intérprete  de  si  mesmo. “…  então  – disseram  os  Espíritos  a  Kardec – eles  lhes  falam  como  espíritos  e  não  como homens”! O  consciente  do  médium  pode  intermediar  informações  de  seu  subconsciente  informações  e  dramas. Na  psicofonia  simples,  o  interlocutor pode  estar  dialogando  com  uma  faceta  da  personalidade  do  medianeiro,  “acoplada”,  se  assim podemos  nos  expressar,  ao  psiquismo  de  um desencarnado  com  problema  semelhante. As  possibilidades  da  mediunidade são  infinitas. Médium  e  espírito  comunicante  dificilmente  agem  isolados  de  outras  influências  intelectuais.  Inclusive,  o  subconsciente  de  um,  ou mais,  dos  integrantes  da  sessão  mediúnica  pode estar  participando  ativamente  do  comunicado. Ousamos  dizer  que,  em  Chico  Xavier, muitos  dos  espíritos  comunicantes  mais  não faziam  do  que  colocar  em  ação  o  seu  subconsciente,  com  as  informações  que  ele  levara consigo  do  Mundo  Espiritual  para  a  Terra.

Dentro  desse  quadro,  perguntamos:  o que  vem  a  ser  animismo,  senão  – repetimos  -, um  componente  da  própria  mediunidade? Por  outro  lado,  consideremos  que o  espírito  comunicante  também  é  um  ser anímico  e,  ao  mesmo  tempo,  mediúnico. O  espírito  que  fala  ou  escreve,  enfim, que  entra  em  contato  com  os  encarnados desta  ou  daquela  maneira,  o  faz  com  o  seu próprio  conteúdo  intelecto-moral.  Quase sempre,  ele  transmite  aos  homens  a  sua percepção  do  Mundo  Espiritual,  que  pode estar  acrescida  ou  não  do  pensamento  de outras  entidades. Apenas  o  Pensamento  de  Deus  existe por  si  mesmo,  ou  seja,  se  isenta  de  toda  e qualquer  influência. O  médium  que  estuda  passa  a  agir influenciado  pelo  que  lê. Em  suma:  no  fenômeno  do  transe,  o médium  comparece  com  o  somatório  do  que existe  no  seu  subconsciente,  no  do  espírito e  no  dos  circunstantes.  Em  qualquer  transe mediúnico,  há  mais  do  subconsciente  que  do consciente.

Ninguém  pode  precisar,  no  médium, onde  termina  o  animismo  e  começa  a mediunidade. Um  comunicado  anímico  pode  ser mais  rico  que  um  mediúnico. Foi  igualmente  por  esse  motivo  que, quando  tratou  da  delicada  questão  da  identidade  dos  espíritos,  Kardec  a  considerou de  importância  secundária,  em  relação  ao conteúdo  do  comunicado. Uma  comunicação  deve  ser  classificada  como  autêntica  quando,  nela,  há  mais mediunidade  que  animismo. A afirmação  de  Paulo,  escrevendo  aos Gálatas:  “…  já  não  sou  eu  quem  vive,  mas  o Cristo  vive  em  mim”,  é  uma  afirmação  de natureza  mediúnica.  Esvaziando-se  de  si, Jesus  tomara  posse  de  seu  espírito.  Eis  a essência  da  mediunidade. Em  Paulo,  a  mediunidade  humana levada  à  culminância! Todos  nos  exercitamos  a  ser  médiuns de  espíritos,  para,  finalmente,  sermos médiuns  do  Cristo,  que,  por  sua  vez,  era Médium  de  Deus:  “Eu  e  o  Pai  somos  um.”


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MEDIUNIDADE EM ESTUDO – Odilon Fernandes/ C. Baccelli cap.1

Primeiro capítulo

O TRANSE MEDIÚNICO

223. 1. O médium, no momento em que exerce sua faculdade, está num estado perfeitamente normal?
— Está algumas vezes num estado de crise mais ou menos pronunciado; é isto que o fatiga e por isto precisa de repouso; porém o mais das vezes
seu estado não difere sensivelmente do estado normal, sobretudo nos médiuns escreventes. (“O
Livro dos Médiuns” – cap. XIX – Papel do médium nas comunicações espíritas)
A tendência do transe mediúnico é
a de sutilizar-se, ocorrendo de maneira tão natural quanto possível.
O desgaste orgânico, pois, tende a se
mostrar cada vez mais discreto, a não ser nos médiuns em que haja maior dispêndio de energias cedidas à produção de fenômenos físicos.

Ao  desgaste  físico  sucede  o  de natureza  psíquica,  até  que  o  médium,  no intercâmbio  com  o  Além,  não  experimente qualquer  declínio  em  suas  forças. Nos  médiuns  envolvidos,  o  transe mediúnico  é  fator  de  sustentação  espiritual e  física,  de  vez  que  o  contato  com  Entidades Superiores  lhes  energiza  o  perispírito. No  transe  que  diríamos  primitivo,  o médium  mais  doa  do  que  recebe,  ao  passo que,  no  superior,  ele  mais  recebe  do  que  doa. O  transe  mediúnico  é  igualmente  passível  de  elevar-se  – o  que  acontece  na  exata  medida  em  que  o  médium  se  esclarece  e  moraliza. A obsessão  é  exemplo  de  mediunidade que  suga  do  médium  as  suas  energias  vitais. O  Cristo,  Médium  Divino,  dizia  que o  seu  alimento  consistia  em  fazer  a  vontade do  Pai. A  mediunidade  exercida  com  equilíbrio  é  sinônima  de  saúde  e  vitalidade;  a  que se  exerce  sem  responsabilidade  é  causa  de fraqueza  e  doença… Não  há  a  menor  necessidade  de  que o  médium  em  exercício  se  mostre  em  estado de  excitação  psíquica,  com  repercussões  em seus  trejeitos  físicos. O  médium,  portador  desta  ou  daquela faculdade,  deve  esmerar-se  no  refinamento  de suas possibilidades. Chico  Xavier,  o  maior  expoente  da mediunidade  com  Jesus,  entrava  e  saía  do transe  com  naturalidade.  Nele,  o  estado  de vigília  praticamente  não  se  distinguia  do estado  mediúnico. Para  melhor  entendimento  do  que queremos  dizer,  permitam-nos  exemplificar: há  enorme  diferença  entre  o  médium receber  os  espíritos  na  “sala  de  estar”  de seu  psiquismo,  para  um  diálogo  educado  e proveitoso,  e  com  eles  se  reunir  no  “quintal” de  sua  cidadela  psíquica! O  Espiritismo,  sendo  instrumento de  educação  do  espírito,  também  o é  de educação  mediúnica. O médium,  por  seu  estado  febricitante, não  é  mais  médium  do  que  aquele  que  atua sem evidência  exterior  do  transe.  Ao  contrário: os  médiuns  preferidos  pelos  espíritos esclarecidos  são  os  que  se  concentram  apenas na  transmissão  fiel  de  seu  pensamento,  eliminando  reações  que,  externamente,  possam causar  estranheza  a  quem  os  observa. Mesmo  no  transe  psicofônico,  ou de  incorporação,  o  médium,  tanto  quanto possível,  carece  procurar  controlar-se,  para que  os  sintomas  físicos  da  entidade  comunicante  não  mascarem  as  suas  reais  necessidades,  desviando  a  atenção  do  médium doutrinador  – que  preferimos  chamar  de interlocutor,  de  vez  que,  de  doutrinação, não  há  nenhum  de  nós  que  se  dispense. Assim,  seja  concedendo  passividade a  espíritos  em  desequilíbrio  ou  a  Instrutores,  que  o  médium  se  esforce  por  agir com  naturalidade  possível  no  momento  do transe,  sendo  ele  mesmo  o  primeiro  crivo sob  o  qual  a  entidade  desencarnada  deve  se submeter,  a  fim  de  manifestar-se. Médiuns  existem  que,  na  ânsia  de chamarem  a  atenção  para  si  ou  para  a  suposta  autenticidade  do  comunicado  que  intermedeiam,  se  valem  do  transe  mediúnico  a  que se  entregam,  exagerando  sintomas  e  sinais.


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As Bem-Aventuranças Segundo Mateus

As Bem-Aventuranças Segundo Mateus

“E Jesus vendo a multidão subiu num monte, e sentando-se, aproximaram-se dele os discípulos.
E abrindo a sua boca, os ensinava, dizendo:
Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o Reino dos Céus.
Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados.
Bem-aventurados os mansos, porque herdarão a terra.
Bem-aventurados os que tem fome e sede de Justiça, porque serão fartos.
Bem-aventurados os misericordiosos, porque encontrarão a Misericórdia.
Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a face e Deus.
Bem-aventurados os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus.
Bem-aventurados os que sofrem perseguição por causa da Justiça, porque deles é o Reino dos Céus.
Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem, perseguirem e mentirem, dizendo todo mal contra vós por minha causa.
Exultai e alegrai-vos, porque é grande vosso galardão nos céus, porque assim perseguiram os profetas que foram antes de vós.”

Mateus 5, 1-12


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Palestra do Dr. Jorge Bichuetti

As reuniões de comemoração dos 60 anos da Casa do Cinza prosseguem a todo valor. Nesta terça os trabalhos foram conduzidos pelo irmão Márcio Arduini.

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A palestra dessa terça feira, 18/08/2015, foi proferida pelo expositor e estudioso Dr. Jorge Bichuetti, sobre o tema reencarnação.

Foi entregue aos tarefeiros e colaboradores, bem como aos frequentadores da casa, um belíssimo painel com a imagem de Jesus, oferecido pelas irmãs Raulina, Ramira e Rosa em homenagem ao Dr. Odilon e a irmã Ana de Jesus. As palavras foram da médium Raulina Pontes, que justificou a ausência da presidente da casa, Rosa, vc que se submeteu a uma cirurgia de cataratas.
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Quadro de Luiz Fernandes sorteado nessa terça.
Por Márcio Arduini