Casa do Cinza

"O amor não cogita de recompensa. É um sentimento que se basta." Dr. Odilon Fernandes


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A PUREZA DE JESUS E SEU GOVERNO PLANETÁRIO

A PUREZA DE JESUS E SEU GOVERNO PLANETÁRIO

          Os adversários do Espiritismo estão sempre à procura de contradições nas obras Kardequianas [1] com o intuito de causar desconfianças e polêmicas. Essa busca por inconsistências doutrinárias que possam ser usadas para refutar os argumentos Espíritas é um sintoma natural de incômodo, visto que como opositores da Doutrina Espírita, eles não poderiam ficar alheios à aceitação que os princípios espiritistas estão tendo na sociedade.
          Entretanto, como não conseguem encontrar incoerências, muitas vezes utilizam-se de artifícios como a ligação forçada entre textos, que são propositadamente separados de seu contexto na tentativa de criar uma discrepância entre o que está escrito e o que é veiculado. É o que aconteceu com as palavras contidas no livro “A Gênese” em que o codificador declarou que considerava Jesus um Espírito Superior da mais alta hierarquia: “considerando-o apenas um Espírito superior, não podemos deixar de reconhecê-lo um dos de ordem mais elevada” [2]. Muitos desses irmãos viram nessa afirmativa de Kardec um meio para demonstrar que ele identificava Jesus como um Espírito pouco elevado, diferentemente do que geralmente é difundido no meio espírita. Pertencente à segunda ordem, a dos espíritos superiores de acordo com a classificação hierárquica proposta em o “Livro dos Espíritos” (L.E), Jesus não seria então um Espírito puro de primeira ordem.
          Dessa forma, o Espiritismo, na opinião desses nossos irmãos, na realidade diminui a importância da personalidade de Jesus colocando-o como tendo uma autoridade limitada com relação ao orbe terreno, tendo sido apenas um simples instrutor moralista e caridoso. Pertencendo ainda a ordem dos espíritos superiores, o mestre de Nazaré ainda teria provações a suportar naquela época, o que segundo esses irmãos opositores, seria a explicação Espírita para o sofrimento do Mestre.
          E para respaldar ainda mais essa apreciação errônea, eles geralmente colocam ao lado da afirmação de Kardec, a questão 98 do “L.E” onde se lê:
“Os Espíritos da segunda ordem só têm o desejo do bem; terão também o poder de fazê-lo? — Eles têm esse poder, de acordo com o grau de sua perfeição: uns possuem a ciência; outros a sabedoria e a bondade. Todos, entretanto, ainda têm provas a sofrer”.
          Essa resposta dada pelos Espíritos à primeira vista parece realmente corroborar com o raciocínio desses antagonistas, demonstrando uma clara contradição entre o que os Espíritas divulgam a respeito da figura de Jesus e o que realmente a Doutrina Espírita ensina.
     Infelizmente, muitos admiradores do Espiritismo não se dão ao trabalho de examinarem com mais atenção o texto na sua íntegra, diretamente do livro e caem nessa armadilha. Os não espíritas passam a acreditar que encontraram mais um argumento de oposição ao Espiritismo e divulgam esse sofisma sem nenhum critério.
      Todavia, as palavras de Allan Kardec foram desconectadas intencionalmente, separadas de seu conjunto com a finalidade de validar raciocínios falsos, acerca do que realmente ensina o Espiritismo sobre Jesus e sua condição evolutiva.
        No mesmo capítulo do livro “A gênese” de onde foi manipulada a afirmativa do codificador, podemos encontrar o verdadeiro sentido das palavras de Kardec:
“Como homem, tinha a organização dos seres carnais; porém, como Espírito puro, desprendido da matéria, havia de viver mais da vida espiritual, do que da vida corporal, de cujas fraquezas não era passível.”
          Agora podemos compreender o que Kardec queria explicar quando ressaltou que a superioridade de Jesus era da “mais alta hierarquia”: demonstrar nesse trecho, omitido pelos opositores, que Jesus era um Espírito Puro, ou seja, dentre os Espíritos superiores o Rabi da Galileia estava na mais alta posição hierárquica em pureza e autoridade.  Pertencendo dessa forma, à primeira ordem:
“Na primeira ordem, podemos colocar os que já chegaram à perfeição: os Espíritos puros. Na segunda, estão os que chegaram ao meio da escala: o desejo do bem é a sua preocupação. Na terceira, os que estão ainda na base da escala: os Espíritos imperfeitos, que se caracterizam pela ignorância, o desejo do mal e todas as mais paixões que lhes retardam o desenvolvimento”. (questão 97 do L.E)
          No Livro o céu e o Inferno Cap.3 item 12 Lê-se o seguinte: “Os puros Espíritos são os Messias ou mensageiros de Deus pela transmissão e execução das suas vontades. Preenchem as grandes missões, presidem à formação dos mundos e à harmonia geral do Universo, tarefa gloriosa a que se não chega senão pela perfeição. Os da ordem mais elevada são os únicos a possuírem os segredos de Deus, inspirando-se no seu pensamento, de que são diretos representantes”.
          Jesus como um Espírito puro, foi escolhido por Deus para formar a terra e governa-la, encaminhando a evolução das criaturas que aqui vivem. Ele tem toda a autoridade outorgada pelo criador relativamente a este orbe, assim sendo, Jesus segundo o Espiritismo é o CRISTO PLANETÁRIO.
         Ele é a representação do Pai que podemos ter acesso, a essência mais próxima de Deus que podemos suportar. Essa afirmação pode até aparentemente sugerir que Deus está muito distante do homem, entretanto, o Espiritismo ensina que Deus é uma inteligência infinita que interpenetra todas as coisas e está até dentro de nós e por meio da oração podemos entrar em sintonia com o nosso criador. Porém, Jesus, devido ao nosso estado evolutivo encontrasse mais próximo das necessidades diretas do nosso orbe, assim como tambem os anjos ou, como dizemos os espíritos superiores. Por isso, na questão 625 do L.E, Jesus é considerado o mais perfeito modelo a ser seguido.
        Para a Doutrina Espírita Jesus não teve outras encarnações na terra, não necessitando resgatar débitos nem passar por provações, mas, como um Espírito puro pôde encarnar na nossa esfera, incumbência que Ele mesmo si impôs. [3]
Jefferson Moura de Lemos
[1] Lembramos que o código Kardequiano não se restringe aos cinco livros que normalmente são divulgados, mas, abrange ainda outros volumes: O que é o Espiritismo, Viagem Espírita de 1862, Obras Póstumas, o Principiante Espírita, A Obsessão, O Espiritismo na sua expressão mais simples, Instrução prática sobre as manifestações espíritas (foi substituída pelo Livro dos Médiuns). Incluindo-se tambem a Revista Espírita, um periódico lançado pelo codificador em 1858 e que esteve sob a sua direção até o seu desencarne.
[2] A Gênese: os milagres e as predições segundo o Espiritismo. Cap. XV item 2.
[3] “Os Espíritos já purificados descem aos mundos inferiores? “Fazem-no frequentemente, com o fim de auxiliar-lhes o progresso. A não ser assim, esses mundos estariam entregues a si mesmos, sem guias para dirigi-los.” (O Livro dos Espíritos, questão 233).

Por Balbino Gonçalves do Amaral


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NOSSO PRAZO TERMINA EM 2019!

NOSSO PRAZO TERMINA EM 2019!

À pedido de Jesus – Ministro da Terra na comunidade cósmica -, diversos espíritos, de elevada expressão espiritual, estão vindo à Terra, alguns encarnando-se,  para trazer o avanço que adquiriram e tecnologias que são utilizadas em outros mundos para fazer desenvolver a humanidade.

Um dos primeiros campos de atuação será a saúde. Eles desenvolverão órgãos sintéticos, sem risco de rejeição, acabando, em definitivo, com o sofrimento daqueles que precisam recorrer a um transplante. A presença desses espíritos causará uma nova onda de progresso, um acelerado desenvolvimento de todos os setores humanos e em conformidade com a harmonia necessária para elevação do planeta na escala dos mundos.

O mesmo se dará no Brasil, especialmente, no que se refere à política. Já estão encarnados espíritos que foram preparados na espiritualidade – entre eles, Emmanuel, mentor espiritual de Chico Xavier – e que terão influência muito grande na transformação cultural e política do Brasil. Essa transformação será tão grande que soará inacreditável e mesmo a comunidade internacional se impressionará de ver o quanto o Brasil progredirá socialmente. Esse processo deve se intensificar na década de 2040.

Outros tantos espíritos, de elevada hierarquia, estão se movimentando em outros pontos do planeta, auxiliando os diversos países a lidarem com seus problemas internos e, também, com os conflitos entre nações. Talvez nunca a espiritualidade, como um todo, tenha trabalhado tão intensamente para favorecer ao homem a mudança real e efetiva.

Entretanto, da mesma forma que as forças do bem se organizam e operam, as forças das trevas também o fazem. Espíritos com grandes conhecimentos e inteligência, mas cujos corações ainda são frios pelo desinteresse no bem, se organizam em verdadeiros batalhões, exercendo grande pressão e domínio em certas regiões do planeta.

O desenvolvimento dessas inteligências é tão grande que eles conseguiram dominar a técnica da reencarnação e, em determinadas partes do mundo, especialmente no oriente médio, a influência que exercem é grande a ponto de conseguirem reencarnar espíritos inferiores para atender aos objetivos que possuem.

Nesses locais, a presença das trevas é tão constante que promove uma espécie de “elevação do umbral”, onde os encarnados praticamente transitam entre os espíritos perturbados e perturbadores que estão nas esferas espirituais mais baixas. As barreiras que separam a esfera da carne da dos espíritos inferiores, ali, é mais tênue que em qualquer outro lugar do mundo.

Esse “adensamento trevoso” dificulta sobremaneira a atuação dos espíritos esclarecidos e do bem. O próprio ambiente se torna impróprio para suas manifestações, o que favorece, ainda mais, o domínio das trevas. Nesses locais, a forma mais efetiva de auxílio direto é a reencarnação de espíritos elevados. Tarefa, aliás, penosa.
É isto que ocorreu com Eurípedes Barsanulfo, que recebeu da Alta Espiritualidade, a tarefa de se encarnar em meio aos sofredores dessas regiões de conflito, a fim de levar um pouco de amor e, quem sabe, aquecer alguns corações?

Mas, por que essa mobilização? Por que espíritos de tão elevada expressão estão vindo – sabe-se lá de que parte do universo, o que não deixa de ser, também, uma espécie de sacrifício – nos ajudar a evoluir e por que, almas tão elevadas, como Eurípedes Barsanulfo, tiveram que fazer sacrifícios tão pesados nesse momento da história humana?

Como já havia dito Chico Xavier na década de 1970, uma reunião de espíritos de expressão cósmica, responsáveis pelo nosso sistema solar, juntamente com Jesus, representante espiritual da Terra, deliberaram um prazo de 50 anos, a contar da chegada do homem à Lua, em Julho de 1969, para que a humanidade aprendesse, enquanto coletividade, a viver sem se destruir.

Se isso fosse possível, a humanidade entraria numa nova fase de progresso e aceleração vertiginosa de desenvolvimento. Mas, se falhasse, se as nações entrassem em conflito, especialmente, de ordem nuclear, então sofreríamos um atraso nunca antes visto.
A fase que atualmente vivemos é de sinal vermelho. Espíritos inferiores estão se organizando nos planos inferiores e migrando para a Europa – como ocorreu na Segunda Grande Guerra – influenciando a mente coletiva, e a chance de uma nova guerra se torna cada dia mais factível. 

A espiritualidade amiga procura cercar pessoas cujas influências possam ser positivas, como é o caso de Dalai Lama e do Papa Francisco, espíritos bons e com poder de influência a mudar o rumo e a cabeça de muita gente. Pessoas que vieram à Terra espalhar amor, bondade e caridade, ao contrário de tantos líderes religiosos que plantando ódio no coração dos adeptos, cairão…

O conflito entre Rússia e Ucrânia é visto com preocupação pela espiritualidade, pois, nos bastidores, há também outros países e interesses. A luta pelo poder, por terra, por domínio econômico, pode envolver países como a China, Índia, as Coreias, Japão, Estados Unidos e desencadear uma nova sede de poder capaz de levar nosso mundo a uma era de sombras espessas. Desta vez, porém, os recursos bélicos são muito maiores do que nas guerras anteriores.

Uma guerra de grandes proporções faltamente faria uso de armas nucleares, hoje, milhares de vezes mais potentes do que as que destruíram Hiroshima e Nagasaki. Os recursos que não fossem consumidos na guerra, que seria rápida, dado o poder de destruição, seriam consumidos nas tentativas de reestruturação dos países. Mas, o temor da espiritualidade é que o uso dessas armas desencadeie um inverno nuclear capaz de afetar todo o mundo, aniquilar a maior parte das espécies animais e vegetais e transformar o planeta num grande deserto gelado.

Se tal ocorresse, a Terra não ascenderia na escala dos mundos, não se transformaria num Mundo de Regeneração… Mas, ao contrário, voltaria ao status de Mundo Primitivo. O que restasse de humanidade encarnada provavelmente voltaria ao estágio das primeiras civilizações.
                                                   Todas essas informações soam apocalípticas e ficcionais. Mas, asseguraram-nos os espíritos de que é um futuro plausível, cujo risco é iminente. É por essa razão que a espiritualidade tem mobilizado tantas almas para ajudar a aplacar o ódio, plantando o amor.
Mas, o que podemos fazer?

Nesses últimos anos até 2019, devemos nos esforçar sobremaneira no desenvolvimento de nós mesmos. Os religiosos são chamados a desempenhar um papel ainda mais atuante, seja em que campo for, em qualquer religião, na transformação de si mesmo e do ser humano. Devemos hoje, mais do que nunca, nos esforçar em nos melhorar, nos transformar, nos modificar em definitivo para o bem. E orar.

Os espíritos nos pediram para que todos reservem alguns minutos do seu dia, das suas orações habituais, dos cultos do evangelho que fazem em casa, para pedir pela paz mundial, pedir que esses espíritos endurecidos possam ser auxiliados pela espiritualidade amiga, pois todo bom pensamento em favor da Terra contribui para que a atmosfera espiritual do planeta se torne melhor, mais propícia às boas influências espirituais. Não devemos subestimar a força do pensamento e, especialmente, a força do pensamento positivo e no bem.

Não devemos temer. Devemos trabalhar com fé e determinação enquanto esse prazo não chega a termo. Devemos apoiar a espiritualidade com nossas orações, nossas atitudes e, se possível, espalhar essa mensagem para que mais pessoas tomem ciência da gravidade do período em que nos encontramos.

Tenhamos esperança de que esses anos passarão e que nada disso ocorrerá. Que nenhuma grande guerra ocorra. Que o bem consiga vencer o mal. Que esses espíritos endurecidos aceitem ajuda e, os que não aceitarem, que sejam retirados da Terra para mundos adequados ao seu progresso espiritual e que toda essa angústia se torne apenas uma lembrança na era de felicidade e paz que nos aguarda, se conseguirmos resistir.

Espírito: Pai Cipriano das Almas
Médium: Adão Netto
Texto: Leonardo Montes
Casa de Caridade Irmãos de Luz – Uberaba, MG


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CHICO XAVIER – biografia

CHICO XAVIER

“Ah… Mas quem sou eu senão uma formiguinha, das menores, que anda pela Terra cumprindo sua obrigação!” – Chico Xavier
Sinônimo de fé, caridade e consolo, Chico Xavier foi um dos maiores exemplos de humildade que o mundo conheceu.
Nascido em 2 de Abril de 1910 na cidade de Pedro Leopoldo, região metropolitana de BH, era filho de Maria João de Deus e João Cândido Xavier. Educado na fé católica, Chico teve seu primeiro contato com a Doutrina Espírita em 1927, após fenômeno obsessivo verificado com uma de suas irmãs. Passa então a estudar e a desenvolver sua mediunidade que, como relata em nota no livro Parnaso de Além-Túmulo, somente ganhou maior clareza em finais de 1931. O seu nome de batismo Franciso de Paula Cândido foi dado em homenagem ao santo do dia de seu nascimento, substituido pelo nome paterno de Francisco Cândido Xavier logo que rompeu com o catolicismo e escreveu seus primeiros livros e mudado oficialmente em abril 1966 quando da segunda viagem de Chico aos Estados Unidos.
Infância
A mediunidade de Chico teria se manifestado pela primeira vez aos quatro anos de idade, quando ele respondeu ao pai sobre ciências, durante conversa com uma senhora sobre gravidez. Ele dizia ver (clarividência) e ouvir (clariaudiência) os espíritos e conversava com eles. Aos 5 anos conversava com a mãe, já desencarnada. Na casa da madrinha, foi muito maltratado, chegando a levar garfadas na barriga. Aos sete anos de idade, saiu da casa da madrinha para voltar a morar com o pai, já casado outra vez. Ele, para ajudar nas despesas da casa trabalhava e estudava em escola pública. Por conseqüência, dormia apenas sete horas por dia.
Psicografias
  Alegoria que representa, segundo a ótica espírita, o médium Chico Xavierpsicografando uma mensagem do Espírito de Emmanuel, (por André Koehnne).
Chico Xavier psicografou quatrocentos e doze livros. Nunca admitiu ser o autor de nenhuma dessas obras. Reproduzia apenas o que os espíritos lhe ditavam.Por esse motivo, não aceitava o dinheiro arrecadado com a venda de seus livros. Vendeu mais de 20 milhões deexemplares.Cedeu os direitos autorais para organizações espíritas e instituições de caridade, desde o primeiro livro.
Suas obras são publicadas pelo Centro Espírita União, Casa Editora O Clarim, Edicel, Federação Espírita Brasileira, Federação Espírita do Estado de São Paulo, Federação Espírita do Rio Grande do Sul, Fundação Marieta Gaio, Grupo Espírita Emmanuel s/c Editora, Comunhão Espírita Cristã, Instituto de Difusão Espírita, Instituto de Divulgação Espírita André Luiz, Livraria Allan Kardec Editora, Editora Pensamento e União Espírita Mineira.
Seu primeiro livro, Parnaso de Além-Túmulo, com 256 poemas atribuídos a poetas mortos, entre eles os portugueses João de Deus, Antero de Quental e Guerra Junqueiro, e os brasileirosOlavo Bilac, Cruz e Sousa e Augusto dos Anjos, foi publicado pela primeira vez em 1932. O livro causou muita polêmica nos círculos literários da época. O de maior tiragem foi Nosso Lar, com cerca de milhão e trezentas mil cópias vendidas, atribuído ao espírito André Luiz, primeiro volume da coleção de 17 obras, todas psicografadas por Chico Xavier, algumas delas em parceria com o médico mineiro Waldo Vieira.
Uma de suas psicografias mais famosas, e que teve repercussão mundial, foi a do caso de Goiânia em que José Divino Nunes, acusado de matar o melhor amigo, Maurício Henriques, foi inocentado pelo juiz que aceitou como prova válida (entre outras que também foram apresentadas pela defesa) um depoimento da própria vítima, já falecida, através de texto psicografado por Chico Xavier. O caso aconteceu em outubro de 1979, na cidade de Goiânia, Goiás. Assim, o presumido espírito de “Maurício” teria inocentado o amigo dizendo que tudo não teria passado de um acidente.
Obras assistenciais
Chico é lembrado principalmente por suas obras assistenciais em Uberaba, cidade onde faleceu em Junho de 2002. Nos anos 1970 passou a ajudar pessoas pobres com o dinheiro da vendagem de seus livros, tendo para tanto criado uma fundação.
Movimento espírita
O mais conhecido dos espíritas brasileiros contribuiu para expandir o movimento espírita brasileiro e encorajar os espíritas a revelarem sua adesão à doutrina sistematizada por Allan Kardec. Sua credibilidade serviu de incentivo para que médiuns espíritas e não-espíritas realizassem trabalhos espirituais abertos ao público.
Divulgação no Exterior
Em 22 de maio de 1965 Chico Xavier e Waldo Vieira viajaram para Washington, Estados Unidos, a fim de divulgar o espiritismo no exterior. Com a ajuda de Salim Salomão Haddad, presidente do centro Christian Spirit Center, e sua mulher Phillis estudaram inglês e lançaram o livro Ideal Espírita, com o nome de The World of The Spirits.
Desencarne
Chico Xavier faleceu aos 92 anos de idade em decorrência de parada cardíaca, no dia 30 de junho de 2002. Conforme relatos de amigos e parentes próximos, Chico teria pedido a Deus para morrer em um dia em que os brasileiros estariam muito felizes, e que o país estaria em festa, por isso ninguém ficaria triste com seu passamento. O país festejava a conquista da Copa do Mundo de futebol de 2002 no dia de seu falecimento. Chico foi eleito o mineiro do século XX, seguido por Santos Dumont e Juscelino Kubitschek. Recentemente, iniciou-se a construção de um centro em sua homenagem.
Obras
ANO OBRA AUTOR ESPIRITUAL EDITORA
1932
Parnaso de Além-Túmulo
Vários autores FEB

1937
Crônicas de Além-Túmulo Humberto de Campos
FEB
1938
Emmanuel
Emmanuel
FEB
1938 Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho
Humberto de Campos FEB
1938 A Caminho da Luz Emmanuel FEB
1939
Há Dois Mil Anos
Emmanuel FEB
1940
Cinqüenta Anos Depois Emmanuel FEB
1941
O Consolador Emmanuel FEB
1942
Paulo e Estevão Emmanuel FEB
1942 Renúncia Emmanuel FEB
1944
Nosso Lar
André Luiz
FEB
1944 Os Mensageiros
André Luiz FEB
1945
Missionários da Luz
André Luiz FEB
1945 Lázaro Redivivo Irmão X
FEB
1946
Obreiros da Vida Eterna
André Luiz FEB
1947
Volta Bocage Bocage
FEB
1948
No Mundo Maior
André Luiz FEB
1948 Agenda Cristã André Luiz FEB
1949
Voltei Irmão Jacob
FEB
1949 Caminho, Verdade e Vida Emmanuel FEB
1949 Libertação André Luiz FEB
1950
Jesus no Lar Neio Lúcio
FEB
1950 Pão Nosso Emmanuel FEB
1952
Vinha de Luz Emmanuel FEB
1952 Roteiro Emmanuel FEB
1953
Ave, Cristo! Emmanuel FEB
1954
Entre a Terra e o Céu André Luiz FEB
1955
Nos Domínios da Mediunidade André Luiz FEB
1956
Fonte Viva Emmanuel FEB
1957
Ação e Reação André Luiz FEB
1958
Pensamento e Vida Emmanuel FEB
1959
Evolução em Dois Mundos André Luiz FEB
1960
Mecanismos da Mediunidade André Luiz FEB
1960 Religião dos Espíritos Emmanuel FEB
1961
O Espírito da Verdade diversos espíritos FEB
1963
Sexo e Destino André Luiz FEB
1968
E a Vida Continua André Luiz FEB
1970
Vida e Sexo Emmanuel FEB
1971
Sinal Verde André Luiz Comunhão Espírita
Cristã (CEC)
1977
Companheiro Emmanuel Instituto de Difusão
Espírita (IDE)

1985
Retratos da Vida Cornélio Pires
IDE/CEC
1986
Mediunidade e Sintonia Emmanuel CEU
1991
Queda e Ascensão da Casa dos Benefícios Bezerra de Menezes
GER
1999
Escada de Luz diversos espíritos CEU
FONTES: WIKIPEDIA , FUNDAÇÃO CULTURAL CHICO XAVIER


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Nova mensagem de Alfred Schultz

Nova mensagem de Alfred Schultz canalizada pelo médium Adriano Correa Lima!
Gratidão!

Eis a Mensagem do Mentor, primeiro de novembro: Filhos e Filhas deste Plano Físico, Este ano, sem dúvida, está chegando ao fim com bastante tensão em todas as áreas, houve muitas brigas e conflitos com poucas realizações! O Karma individual e coletivo tem se acelerado bastante, o que significa que vocês não fugirão nem adiarão mais a solução dos seus problemas! Tempos de crise exigem novas atitudes e maturidade, aonde não precisaremos mais de paliativos ou enganos. Cada ser humano encarnado,atualmente, está sendo provado, não há mais subterfúgios para que não possamos resolver as nossas dores existenciais tão negligenciadas por várias encarnações! Agora, todos sabem que Coordeno uma Equipe cuja a orientação é intervir na vida daqueles que decidiram cumprir seu Planejamento Reencarnatório. Digo a todos, sem medo de errar, que é muito mais fácil ser resgatado enquanto estais encarnados do que quando forem para o Plano Espiritual. Basicamente, a nossa Equipe visa reconstruir trajetórias e ressignificar vidas para que haja êxito na Missão em que cada um veio cumprir! Muitos podem perguntar: Como saber se estou seguindo o meu Planejamento Reencarnatório? A resposta é simples, pois quem se sente em Paz pode ter uma certeza de que está no caminho certo ao contrário de quem se abate por longo tempo. Eu peço que, em primeiro lugar, recuperem a esperança e a alegria de viver para que seus mentores possam acompanhá-los mais de perto. O mundo passará por transformações trágicas, a Europa e os Estados Unidos entraram em colapso e a China mostrará suas garras como potência mundial. Ao Brasil, caberá a tarefa de receber refugiados e de administrar parte da África. A Sociedade pós moderna caminha para a insustentabilidade e, a verdadeira riqueza do mundo daqui a trinta anos será a água e, o Brasil possui dos imensos aquíferos, verdadeiros oceanos de água potável subterrâneos. A Religião Mulçumana exerce o papel fundamentalista, ou seja, agregará cada vez mais guerrilheiros e militantes! O Brasil está sob crise, contudo, não apostamos em rompimento com a democracia. As instituições estão funcionando apesar de tudo. Outra coisa, não percam a fé de jeito nenhum. Continuem frequentando as suas Igrejas, pois em todas elas, existem uma egrégora espiritual que as protegem. Em 2016, os Projetos bem intencionados fluirão com mais facilidade. Pedirei duas coisas para que vocês se consolidem na estrada que devem trilhar na atual reencarnação:
1-Tenham Esperança de que as coisas vão melhorar.
2-Emitam pensamentos positivos, sabendo que a Vida é uma dádiva e que cada minuto é precioso.
Tenham a Cultura de valorização da Vida Humana, pois os trevosos controlam os meios de comunicação e quem assiste as notícias macabras, tem a mente reprogramada pelos magos negros, especialistas em hipnose e processos obssessivos! Sabemos que o Bem trinfará, mas queremos salvar as Almas que apesar de errarem bastante, tem vontade de evoluir. Valorizem a si mesmos de forma natural, pois ninguém é miserável ou perdido, cada pessoa é abençoada e foco de muito Amor da espiritualidade! O médium, aos poucos, desperta pra magnitude dessa Missão, por isso, aos poucos e progressivamente, vou lhe dando novas responsabilidades. Estamos envolvos por um conflito de amplas proporções no Plano Espiritual e isso explica o cansaço e os nervos a flor da pele das pessoas! Fiquem conscientes que o momento exige decisão de se voltar para a Luz. Recebam o meu abraço mais fraterno e um carinho infinito deste Sociólogo no Plano Espiritual, Alfred Schutz


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MENSAGEM PSICOGRAFADA DE DONA MODESTA SOBRE OS ATENTADOS EM PARIS

Os atentados terroristas em Paris são como uma febre no organismo social.

Dói, incomoda e leva a procurar um remédio.

E a febre é apenas o sintoma de um drama de natureza moral e espiritual que nunca esteve tão elevado em toda a história da humanidade terrena.

O terrorismo nada mais é que a velha necessidade do homem de anular a diferença para preponderar.

No caso, usando a lamentável atitude de violência.

O nome desse sentimento é poder.

Poder é a coroa de ouro das organizações mais sombrias de todos os tempos.

É a mais antiga doença do ser espiritual que faz seu aprendizado nessa escola de provas e expiações onde o egoísmo ainda é soberano.

Uma espessa camada miasmática se forma na chamada psicosfera, a parte astral do planeta mais próxima da matéria física.

Esse cinturão de sombras é o resultado dos dejetos mentais da mente encarnada e desencarnada.

Culpa, medo, ódio e poder se aglutinam junto a outras matérias mentais formando essa nuvem cinzenta e com vida própria.

A Terra não colhe o fruto indigesto proveniente apenas das cabeças terroristas orientadas pela ganância extremista de grupos de poder.

Cada vez que alguém tenta anular a diferença, é uma bomba lançada no fortalecimento desse cinturão de trevas em torno do planeta.

Anular a diferença significa todo ato no qual não se consegue respeitar e reconhecer que o que pertence ao outro é de responsabilidade dele.

Existe uma compulsiva e desastrosa necessidade no coração humano de convencer, controlar, mudar, transformar e moldar o outro aos seus modelos de viver.

Isso é poder.

Isso é terrorismo nos relacionamentos por meio de micro-violências.

O terrorismo que explode no Bataclan é o efeito dessa onda miasmática milenar que assola nossa casa planetária.

Quando você respeita o outro, quando você reconhece o direito do outro de viver a experiência que lhe convém, quando você percebe que só tem poder real é sobre você mesmo, as relações vão mudar, o mundo começará também a mudar.

Tenham esperança.

A febre social em Paris leva todos os continentes a procurarem ajuda na erradicação de suas doenças.

Em meio às dolorosas convulsões nasce uma nova ordem que não tardará.

Quer colaborar com esse novo tempo?

Comece a desarmar-se.

Retire esses explosivos de pretensões e endurecimento na conduta.

Liberte-se dessa ânsia de preponderar seja onde for.

Melhor que dominar é ser feliz.

Contribua com a diminuição do terrorismo no nosso planeta abençoado.

Deixe de querer ter razão sempre.

Eu, Maria Modesto Cravo, amante do Cristo e servidora do bem, lhes abençôo com paz.

Maria Modesta Cravo  – psicografia feita ontem pelo Wanderley Oliveira
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Manifesto em Defesa da Paz – 2000

Nada tão atual como o Manifesto em Defesa da Paz

No ano 2000, 100 milhões de pessoas comprometeram-se a criar um novo mundo, baseado na tolerância, na solidariedade e na não-violência.

Manifesto 2000
Por Uma Cultura de Paz e Não-Violência

O Manifesto 2000 por uma Cultura de Paz e Não-Violência foi esboçado por um grupo de laureados do Prêmio Nobel da Paz, que se encontraram em Paris para o 500 aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos Norman Borlaug, Adolfo Perez Esquivel, Michail Gorbatchev, Mairead Maguire, Rigoberta Menchu Tum, Shimon Peres, José Ramos Horata, Joseph Rotblat, David Trimble, Desmond Tutu, ElieWiesel, Carlos F. Ximenes Belo, Nelson Mandela e o Dalai Lama foram os primeiros signatários do Manifesto 2000.

O Manifesto objetiva a promoção da conscientização e do compromisso individuais: não é nem um apelo nem uma petição dirigidos aos governos ou autoridades superiores. O Manifesto afirma que é da responsabilidade de cada ser humano traduzir os valores, atitudes e padrões de comportamento que inspiram a Cultura de Paz em realidades da vida diária. Todos podem agir no espírito da Cultura de Paz dentro do contexto da própria família, do local de trabalho, do bairro, da cidade ou da região, tomando-se um mensageiro da tolerância, da solidariedade e do diálogo.

Assinando o Manifesto, todos comprometem-se a:
1. respeitar a vida
2. rejeitar a violência
3. ser generoso
4. ouvir para compreender
5. preservar o planeta
6. redescobrir a solidariedade

A UNESCO, como o corpo das Nações Unidas coordenador da preparação do Ano Internacional da Cultura de Paz, é responsável pela distribuição do Manifesto 2000 pelo mundo afora, e está lançando um apelo a todas as organizações, associações e governos no sentido de cooperarem. As escolas, universidades e associações que trabalham em articulação com a UNESCO no dia-a-dia, bem como junto a outras organizações das Nações unidas, se mobilizarão para distribuir O Manifesto 2000; além disso, será necessário contar com a participação e o apoio de personalidades políticas, intelectuais e artísticas: prefeitos, membros de parlamento, jornalistas, músicos, diretores cinematográficos, cientistas e representantes de organizações religiosas e militares do mundo inteiro.

O objetivo é de coletar 100 milhões de assinaturas até a convocação da Assembléia Geral do milênio em setembro do ano 2000.

As organizações que estiverem colaborando na divulgação do Manifesto 2000 também se comprometerão a participar na coleta de assinaturas. Um site na Internet dedicado ao Manifesto 2000, incluindo o registro de todas as suas assinaturas, já foi implementado no http://www.unesco.org/manifesto2000.

Em 4 de março de 1999, 100 jovens de diferentes meios e origens foram simbolicamente designados como “mensageiros da Cultura de Paz” pelo Diretor Geral; foram incumbidos de espalhar a mensagem da Cultura de Paz.

MANIFESTO 2000
Por uma Cultura de Paz e Não-Violência

O Ano 2000 deve ser um novo começo para todos nós. Juntos, podemos transformar a cultura de guerra e violência em uma Cultura de Paz e não-violência.
Essa evolução exige a participação de cada um de nós para dar aos jovens e as gerações futuras valores que os ajudem a forjar um mundo mais digno e harmonioso, um mundo de justiça, solidariedade, liberdade e prosperidade.
A Cultura de Paz torna possível o desenvolvimento duradouro à proteção do ambiente natural e a satisfação pessoal de cada ser humano
Reconhecendo a minha cota de responsabilidade com o futuro da humanidade, especialmente com as crianças de hoje e as das gerações futuras, eu me comprometo – em minha vida diária, na minha família, no meu trabalho, na minha comunidade, no meu país e na minha região – a:
Respeitar a vida e a dignidade de cada pessoa, sem discriminação ou preconceito;
Praticar a não-violência ativa, rejeitando a violência sob todas as suas formas: física, sexual, psicológica, econômica e social, em particular contra os grupos mais desprovidos e vulneráveis como as crianças e os adolescentes;
Compartilhar o meu tempo e meus recursos materiais em um espírito de generosidade visando o fim da exclusão, da injustiça e da opressão política e econômica;
Defender a liberdade de expressão e a diversidade cultural, dando sempre preferência ao diálogo e à escuta do que ao fanatismo, a difamação e a rejeição do outro;
Promover um comportamento de consumo que seja responsável e práticas de desenvolvimento que respeitem todas as formas de vida e preservem o equilíbrio da natureza no planeta;
Contribuir para o desenvolvimento da minha comunidade, com a ampla participação da mulher e o respeito pelos princípios democráticos, de modo a construir novas formas de solidariedade.
Comissão de Direitos Humanos da USP – Rua Maria Antonia, 294 – 1º andar, sala 102 – São Paulo- SP – direitoshumanos@usp.br


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MEDIUNIDADE EM ESTUDO – Odilon Fernandes/ C. Baccelli cap 10

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MEDIUNIDADE E DESCRENÇA

“O  espírito  desencarnado ao  dirigir-se ao  espírito encarnado  do médium, não lhe/ala nem em francês, nem  em  inglês,  mas  na  língua universal,  que  é  a  do pensamento;  para  traduzir  suas  ideias  na  linguagem articulada,  transmissível,  ele  tira  suas  palavras do  vocabulário  do  médium.”  (Cap.  XIX  – Papel  do médium  nas  comunicações espíritas,  item  15) O  médium  deve  dispensar  os  espíritos,  que  por  ele  se  comunicam,  de  lhe  dar uma  prova  pessoal  da  imortalidade. A  questão  da  sobrevivência  da alma,  após  a  morte  do  corpo,  carece  de  ser previamente  solucionada  por  ele,  sob  pena de  transformar-se  o  próprio  medianeiro  no maior  obstáculo  ao  intercâmbio  legítimo entre  as  Duas  Esferas. A princípio,  os  espíritos  não  entram  em contato  com  os  encarnados  tendo  o  propósito de  convencê-los  acerca  das  realidades  da  Vida Espiritual,  mesmo  porque  crer  ou  não  crer  é pertinente  a  cada  um. Os  desencarnados,  em  seus  comunicados  de  além-túmulo,  por  mais  convincentes  sejam,  apenas  fornecem  subsídios  para a  crença,  que,  em  última  análise,  é  conquista individual  e  intransferível. A certeza  de  que  um  médium  possua da  Vida,  após  a  morte,  se  traduz  em  suas atitudes  no  cotidiano  – ela  se  reflete  em  seu modo  de  viver. Assim,  que  o  medianeiro,  seja  qual  for a  sua  faculdade,  se  limite  ao  cumprimento do  dever  a  que  é  chamado,  procurando  não extrapolar  em  suas  atribuições. Pregando  em  Nazaré,  cidade  em  que crescera,  diz-nos  Mateus,  no  capítulo  13, versículo  58,  de  suas  anotações,  que  Jesus “não  fez  ali  muito  milagres,  por  causa  da incredulidade  deles.”
Ora,  está  claro:  Jesus  não  fez  muitos milagres  em  Nazaré,  mas  os  fez,  e,  mesmo assim,  não  logrou  a  adesão  da  maioria… Testemunhando  os  prodígios  que  eram feitos  aos  seus  olhos,  por  se  suporem iludidos,  eles  não  acreditavam! Marcos,  no  Evangelho  de  sua  autoria, capítulo  3,  versículo  21,  afirma  categórico: “E  quando  os  parentes  de  Jesus  ouviram isto,  saíram  para  o  prender,  porque  diziam: Está  fora  de  si”. O  Cristo,  que  era  o  Cristo,  sequer logrou,  à  exceção  de  sua  Mãe,  convencer  os próprios  familiares! Os  fenômenos  das  mesas  girantes, que  empolgaram  toda  a  Europa  e  a  América do  Norte,  resultando  na  Codificação Espírita,  não  foram  capazes  de  subtrair  ao comodismo  milhares  de  indiferentes  que  os puderam  presenciar  à  saciedade. Durante  três  anos  consecutivos, Sir  William  Crookes,  um  dos  físicos  mais destacados  do  século  XIX,  realizou  experiências  com  a  médium  adolescente  Florence  Eliza Cook,  observando  as  frequentes  materiazações de  Katie  King,  enviando  extenso  relatório  sobre  a  autenticidade  do  fenômeno  à Royai  Society,  de  Londres,  que  simplesmente o arquivou,  dando  o  caso  por  encerrado. Que  o  médium,  portanto,  no  anseio, por  vezes  justo,  de  ser  instrumento  de  crença na  imortalidade  aos  cépticos,  não  corra  o risco  de  ridicularizar  a  própria  fé. A  crença  na  sobrevivência  da  alma está  afeta  à  maturidade  do  senso  moral  e não  apenas  ao  intelecto. Que  cada  medianeiro  se  limite  a  ser  o médium  que  é,  convicto  de  que,  no  cumprimento  regular  do  dever  que  lhe  cabe,  no exercício  de  suas  modestas  faculdades,  ele estará  fazendo  a  parte  que  lhe  compete  pela vitória  do  Ideal. Sobretudo,  conscientizemo-nos  de que,  se  a  mediunidade  consegue  sobreviver à  dúvida  dos  que,  não  raro,  dela  escarnecem publicamente,  sempre  sucumbe  à  fragilidade espiritual  de  seu  portador. De  maneira  geral,  os  médiuns,  na presente  experiência  reencarnatória,  lidando com  as  suas  faculdades  incipientes,  estão trabalhando  na  construção  da  fé  em  si mesmos,  para,  depois  – e  somente  depois  -, se  transfigurarem  em  elementos  de  crença para  os  semelhantes.