Casa do Cinza

"O amor não cogita de recompensa. É um sentimento que se basta." Dr. Odilon Fernandes


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Reencarnação de Animais no Mundo Espiritual

Reencarnação de Animais no Mundo Espiritual
A metáfora de Platão, o “Mito da Caverna”, ainda é atual, porquanto a grande maioria da humanidade, infelizmente, ainda se encontra com a visão do mundo distorcida, materialista, na condição de ignorância sobre o mundo espiritual e demais dimensões.

O mundo espiritual foi amplamente abordado no célebre livro “Nosso Lar”, do espírito André Luiz, através de Chico Xavier. As revelações da cidade espiritual de Nosso Lar mostraram uma nova dimensão, sua organização social e  política, homens e mulheres comuns sem a vestimenta carnal, numa demonstração clara de que a vida continua. Passados quase 70 anos da primeira edição do magnífico livro, hoje temos a obrigação de aprofundar diversas questões que ficaram nas entrelinhas do referido livro e nos subsequentes da série do autor espiritual.

Um dos temas que trazem à luz muita discussão entre os adeptos espíritas é a reencarnação no mundo espiritual, inserida nos livros da lavra mediúnica de Inácio Ferreira. Para auxiliar no entendimento deste tema transcendental, queremos abordar sob um novo ângulo: os animais no mundo espiritual.

Encontramos a curiosidade de André Luiz, no livro “Nosso Lar”, em relatar a presença de cães, muares e aves, curiosamente chamadas de “íbis viajores”, que auxiliavam as caravanas no resgate de espíritos sofredores nos planos umbralinos, para as Câmaras de Retificação, situadas na cidade de Nosso Lar. O mesmo autor espiritual ficou surpreso, no livro” Os Mensageiros”, em observar com atenção a presença de cavalos no Posto de Socorro situada em região umbralina, que tracionavam carruagem de modelo muito antiga, no auxílio ao transporte de trabalhadores locais. Cães “inteligentes e prestimosos” auxiliavam trabalhadores especializados conforme descrito no livro “Ação e Reação”.

A mesma curiosidade de André Luiz é também relatada pelo Dr. Inácio Ferreira no livro “Na Próxima Dimensão”, onde, em visita à cidade de Nosso Lar, observa ninho num galho de árvore de ave semelhante ao rouxinol. A surpresa do médico ficou registrada em diálogo com outro médico, André Luiz – sim, o próprio -, que explica a presença do ninho na árvore.

A partir dessa breve revisão, é possível avivar para as seguintes asserções:
– Os animais estão presentes nas dimensões superiores próximas à Terra, vivendo, colaborando e evoluindo juntamente com os humanos e outros animais – não apenas em uma dimensão, mas em diversas dimensões;
– Os animais – cães, cavalos e pássaros – têm o ciclo de vida mais curto, quando comparado com os humanos na Terra, o que deve ser semelhante nos Planos Superiores. Portanto o períspirito dos animais também desgasta-se e morre, como afirma André Luiz no livro “Evolução em Dois Mundos”;
– Não necessariamente os animais no Plano Espiritual “descem” para reencarnarem na Terra, quando morrem nas dimensões espirituais, podem reencarnar novamente nas mesmas dimensões onde se encontravam anteriormente. Se há presença de animais vertebrados – tanto machos e fêmeas – nessas dimensões, com a presença de genitálias externas. São factíveis a cópula e a geração de novos organismos dentro do útero materno, com a formação do feto e placenta, e a expulsão do filhote no momento do parto. Em outras palavras: a fêmea acasala, fica prenha e pare no mundo espiritual!;

– Há trabalhadores que devem ajudar os animais, nas dimensões superiores, na criação, treinamento e saúde dos animais que possuem quaisquer serviços de auxílio aos espíritos inferiores. Caso contrário, os tratadores de animais, peões, zootécnicos, médicos veterinários, pesquisadores, geneticistas, treinadores de animais, entre outros profissionais, estariam todos automaticamente desempregados nas dimensões superiores, após a  desencarnação;
– Ressalta-se também o auxílio dos seres elementais na participação e auxílio dos animais nas diversas dimensões espirituais, assim como na Terra;
– Se há pássaros e os seus ninhos no plano espiritual, também deve haver o seu alimento para aves adultas e filhotes, como insetos, caramujos e minhocas. Ou as aves tomam sopa fluidificada?

Se os animais continuam a ter a vida como na Terra, por que com os homens e mulheres fora do corpo seria diferente? Charles Darwin afirmou que a evolução das espécies, na Terra, pode levar milhares de anos. A simples troca de plano espiritual não vai mudar a morfologia, capacidade cognitiva e a libido dos seres. A evolução não dá saltos!

Despertar nas nossas sombras íntimas dentro da caverna do nosso “eu”, sair da escuridão e observar a grandeza das Leis Divinas, no passado, presente e futuro não é sandice. Os espíritas devem refletir na medida em que estudam, meditam e praticam o Evangelho redivivo, que o Cristo nos deixou, não somente para apreciar, mas para melhorar, trabalhar e ajudar os outros irmãos na evolução íntima, sendo a caridade o guia mais seguro.

Lembremos, enfim, o nascimento de Jesus ao lado de animais numa simples manjedoura improvisada, ao lado de Maria e José. Recordemos que o seu nascimento veio tornar a Terra um orbe de consciências despertas, tendo fé raciocinada e assumindo o controle mental da própria vida. Com Jesus todos os dias.

Cláudio Yudi Kanayama (Médico Veterinário – Professor da Universidade de Uberaba)

Fonte: Jornal da Mediunidade – N. 37 – Outubro/Novembro/Dezembro 2013.

Leia mais: http://www.cejn.org.br/news/artigos-reencarna%c3%a7%c3%a3o-de-animais-no-mundo-espiritual/


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‘Mundo espiritual’ é apontado em artigos científicos

‘Mundo espiritual’ é apontado em artigos científicos

Em um momento de tanta baixa-estima nacional, em várias áreas, nosso país pode orgulhar-se de uma coisa: pesquisadores sérios, cientistas em várias áreas, que tentam confirmar, ou infirmar, a existência de fenômenos espirituais. Quem tem  capitaneado e congregado grande parte destes esforços é o professor de psiquiatria da Universidade Federal de Juiz de Fora, Alexander Moreira-Almeida, especialista, mestre e doutor em psiquiatria pela USP, hoje provavelmente o psiquiatra que mais entende de espiritualidade, relação mente-corpo, no mundo todo. Tanto é que vem de ser eleito como o presidente do departamento de psiquiatria e religião da prestigiosa Associação Psiquiátrica Mundial (World Psychiatry Association). Alexander também é o presidente da Seção de psiquiatria da religião da Associação Brasileira de Psiquiatria. Ele dirige um núcleo de pesquisas científico na Unviersidade de Juiz de Fora (Nupes) voltado exclusivamente para a pesquisa do assunto e hoje, no Brasil, é o principal fomentador desta veia de discussão, fomentos  científicos e trabalho de pesquisa. O Nupes conta, além de revista própria, um importante canal televisivo de divulgação dos trabalhos (TV Nupes), aulas didáticas, discussões científicas de altíssimo matiz, gratuitas e disponíveis na internet (vide abaixo). Pode-se dizer que o protagonista disto tudo, Alexander, é um verdadeiro gênio (inclusive tive oportunidade de examiná-lo pessoalmente, ahahaha), e, como muitos grandes gênios, de uma bondade  e envergadura de espírito condizente com sua inteligência. Através da Nupes tive oportunidade de conhecer três trabalhos de alta relevância científica.

No primeiro deles (A poesia transcendente de Parnaso de além-túmulo, Alexandre Caroli Rocha, Dissertação mestrado em Teoria e História Literária, Unicamp, 2001. http://www.hoje.org.br/arq/artigos/parnaso_dissert.pdf ) o autor, um cientista literário, destrincha o  inexplicável “maior fenômeno da literatura mundial” (citação minha): como um garoto de 17 anos, semi-analfabeto (4º ano primário, em cidadezinha do interior mineiro, Pedro Leopoldo), trabalhador braçal (hortas, ensacadora de algodão, fazenda), arrimo de família (trabalhando o dia todo), quase uma dezena de irmãos para cuidar, órfão, de uma penada só  psicografou 100 poetas brasileiros, desde os mais conhecidos (e difíceis , p.ex., Augusto dos Anjos, Cruz e Souza, Olavo Bilac, etc) até os absolutamente desconhecidos (p.ex. um poeta , sargento do Exército de Caxias,  que ninguém conhecia, ninguém sabia que existia, que escrevia poesias e que, por meio do pesquisador literário Elias Barbosa , foi redescoberto em anais e documentos do Exército no século XIX). Ninguém nem tinha ouvido falar do tal sargento, e este provou-se, existia mesmo e era poeta obscuro e bissexto. As poesias citadas no livro Parnaso de Além-Túmulo não comungam apenas da estilística literária completamente sui-generis de cada autor, mas também da temática, e , o que é dificílimo, de toda a métrica técnica (p.ex., duodecassílabos, alexandrinos, linguajar completamente hermético-esotérico [Augusto dos Anjos], etc).  Eu mesmo, que tenho um punhado de títulos universitários, que tenho por profissão ler e escrever, já tentei, durante um mês, reproduzir uma estrofe de Augusto dos Anjos e não consegui. Quanto mais escrever isto com versos do mesmo número de sílabas, com a sílaba tônica em tal ou tal lugar, ou seja, com todo o hiper-tecnicismo que a métrica poética exige (e que Chico Xavier cumpria). Só de um autor para mim foi impossível, imaginem para cem autores!! Imaginem um garoto de 17 anos!! Imaginem um rapaz do interior de Minas, braçal, ignorante, arrimo, sem tempo para jogar uma partida de biloca. Pois bem, esta é a tônica do estudo do cientista literário da Unicamp, Alexandre Caroli.

Mas há mais, há também o estudo de um grupo de pesquisadores brasileiros em psiquiatria, neuropsicologia, neurociências (do qual tenho orgulho de dizer que meu irmão, neuropsiquiatra Leonardo Caixeta, faz parte) que, nos Estados Unidos, estudando o cérebro de médiuns com métodos neurobiológicos rigorosos, estatísticos, absolutamente objetivos, constatou que o cérebro do médium, durante o transe mediúnico, é completamente diferente de outras pessoas e inclusive do próprio médium, quando escrevendo ou falando fora do transe. Mostra, portanto, que a atividade cerebral mediúnica, ao contrário do que muitos dizem, não é fruto apenas do psiquismo do médium, mas pode estar sofrendo influência de um outro processo externo, a comunicação com um postulado mundo espiritual. O trabalho foi publicado numa prestigiosa revista científica americana, e as imagens neurocerebrais podem ser vistas em: Neuroimaging during trance state: a contribution to the study of dissociation. Peres JF, Moreira-Almeida A, Caixeta L, Leao F, Newberg A.

PLoS One. 2012;7(11):e49360. http://journals.plos.org/plosone/article?id=10.1371/journal.pone.0049360.

Na mesma linha, o pesquisador psiquiatra Alexander Moreira-Almeida publicou um importantíssimo trabalho de psiquiatria da reli-gião, orientado inclusive em sua tese por um professor-cientista cristão protestante, trabalho no qual provou que os médiuns espíritas fidedignos, ao contrário do que sempre se divulgou (sobretudo no auge do espiritismo kardecista, na Europa do século XIX, quando havia a tese da “loucura espírita”) têm uma saúde mental até melhor do que a população geral.

Igualmente digno de nota é o trabalho do mesmo cientista literário citado acima, agora com sua tese de doutorado: O Caso Humberto De Campos: Autoria Literária e Mediunidade.

Alexandre Caroli Rocha, Tese de Doutorado em Teoria e História Literária, Unicamp, 2008. http://www.hoje.org.br/arq/artigos/HumbertodeCampos_tese-AlexandreCaroliRocha.pdf,  que versa sobre o estudo do trabalho literário de Humberto de Campos (Academia Brasileira de Letras), tanto quanto estava vivo quanto depois de morto (através da mediunidade psicográfica de Chico Xavier). O autor fez um trabalho hercúleo, debruçando-se sobre a vastíssima produção literária do “Humberto de Campos encarnado”, sabidamente o mais prolífico escritor brasileiro de todos os tempos. Suas obras completas somam dezenas e dezenas de volumes. Pois bem, o crítico literário Caroli chega a uma conclusão igualmente peremptória: não só a estilística de Humberto de Campos se mantém após a morte, mas também a semântica, a pragmática, a estrutura composicional, a paródia, o finíssimo arcabouço cognitivo. E isto, repitamos, em um médium que escreveu mais de 500 livros, cada livro com uma estilística e conteúdos diferentes, sui-generis, e próprios. Nem para um autor isto seriia possível, imaginem para centenas e centenas  deles!!

Este tipo de estudo literário já foi encetado e chegaram à semelhantes conclusões outros cientistas literários e escritores de grande envergadura nacional, tais como R. Magalhães Júnior, Bernardo Elis, estes dois também pertencentes à vetusta Academia Brasileira de Letras. Sobre o trabalho psicográfico de Chico Xavier, dizia R. Magalhães Junior: “Pode até ser fraude, mas se for fraude é a fraude mais perfeita que eu já vi.” Bernardo Élis diz mais ou menos o seguinte sobre a psicografia de três poetas goianos, por ocasião de uma passagem de Chico por aqui, onde os psicografou  de improviso, em longos excertos poéticos : “Não só os méritos, mas até os defeitos destes três poetas ele captou, por exemplo: Americano do Brasil continua sendo tão mau poeta do lado de lá quanto o foi do lado de cá.” Além disto, Bernardo Elis estuda cientificamente, minuciosamente, toda a métrica poética de Chico, comprovando que esta bate perfeitamente com as técnicas utilizadas em vida.

Estes e outros artigos no tema estão disponíveis em:

hoje.org.br/

A série de artigos mente-cérebro  publicada em revista nacional de psiquiatria  começa no fasciculo abaixo:

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_issuetoc&pid=0101-608320130003&lng=en&nrm=iso

Para o canal no Youtube em ciencia espiritualidade:

https://www.youtube.com/user/nupesufjf/videos

Texto retirado do site http://www.dm.com.br/ | Reprodução

(Marcelo Caixeta, médico psiquiatra. Artigos às terças, sextas, domingos acesso gratuito em dm.com.br  – seção Opinião Pública)

Por Balbino Gonçalves do Amaral


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MEDIUNIDADE EM ESTUDO – Odilon Fernandes/ C. Baccelli cap 11

O MÉDIUM COMO OBSTÁCULO
17. 

A aptidão  de  alguns  médiuns  para  escrever numa  língua  que  lhes  é estranha  não  proviria  de que  esta língua lhes teria sido familiar numa outra existência  e da qual  teriam  conservado  a  intuição? —  Isto  pode  certamente acontecer,  mãs  não  é  a regra;  o  espírito  pode,  com  alguns  esforços,  vencer momentaneamente  a resistência material  que encontra;  é  o que  acontece  quando o  médium escreve,  em  sua  própria  língua,  palavras que não  conhece.  (Cap.  XIX  – Papel  do  médium  nas comunicações  espíritas)

No  capítulo  XIX  de  “O  Livro  dos Médiuns”,  que  presentemente  estudamos, os  Espíritos  se  referem,  diversas  vezes,  ao médium  como  obstáculo  ao  intercâmbio entre  as  duas  dimensões.
Curioso,  porque,  justamente  o  instrumento  que  deveria  facilitar  tal  contato  – o médium  -,  de  repente,  se  transforma  em empecilho  quase  intransponível. E  vale  ressaltar  que  os  Espíritos,  no capítulo  em  análise,  não  estão  se  referindo ao  médium  como  obstáculo  moral,  e,  sim, material. Em  que  circunstâncias,  pois,  os médiuns  seriam  “dificuldade  mecânica”  à livre  manifestação  dos  espíritos  por  seu intermédio? Imaginemos  um  professor  ditando palavras  a  um  aluno  que  ainda  não  aprendeu a  escrevê-las  perfeitamente.  Mesmo  que  o professor  se  disponha  a  lhe  guiar  a  mão  na escrita,  a  dificuldade,  por  exemplo,  para  se redigir  um  texto  mais  ou  menos  longo  será enorme. Consideremos  ainda  alguém  tentando falar  num  idioma  estrangeiro  a  uma  pessoa que  mal  se  expressa  em  Português.  No máximo,  inclusive  recorrendo  ao  auxílio  da mímica,  conseguirá  apenas  rudimentos  de entendimento.
Por  que  os  Espíritos  abandonaram  a cestinha  de  vime,  por  meio  da  qual  escreviam sem  tantas  interferências  intelectuais  do medianeiro,  permutando-a  pela  psicografia? Embora  soubessem  que  a  escrita psicográfica  lhes  criaria  outra  espécie  de embaraço,  os  Espíritos  a  preferiram  às  mesas que  giravam  e  às  cestas  de  vime,  porque  a logística  do  contato  era  demasiadamente morosa  e  estafante. O  embaraço  material  a  ser  superado pelo  espírito  comunicante  está  diretamente relacionado  a  causas  de  natureza  intelectual e  biológica. Senão,  vejamos.  Por  que  os  médiuns psicofônicos,  através  dos  quais  os  espíritos trabalham  com  a  palavra  articulada,  são mais  numerosos  que  os  psicógrafos?  A resposta  é  óbvia.  É  que  o  domínio  da escrita  pelo  cérebro  humano  é  muito  mais recente  do  que  a  faculdade  de  verbalizar  a palavra.  Os  órgãos  da  fonação  estão  mais adestrados  que  os  reflexos  motores  que possibilitam  ao  homem  escrever  o  que pensa.  É  mais  fácil  falar  do  que  escrever!

Atentemo-nos  para  quanto  os  médiuns carecem  de  se  preparar,  a  fim  de  que  se  façam instrumentos  mais  ou  menos  maleáveis  para os  espíritos  que  lhes  buscam  o  concurso. Além  da  necessidade  de  se  evangelizarem,  para  que  não  se  tornem  obstáculos de  ordem  moral,  carecem  de  adestramento intelectual  e,  por  que  não  dizer  físico? O  espírito  que  procura  um  médium para  a  concepção  de  telas  mediúnicas espera  que,  no  mínimo,  ele  saiba  manejar  a paleta  e  fazer  a  diferenciação  das  cores. Outro  que,  porventura,  deseja  se expressar  no  idioma  do  Codificador,  objetivando  fins  particulares  que,  agora,  não  nos cabe  apreciar,  permanece  na  expectativa  de que  o  médium,  pelo  menos,  o  favoreça  com conhecimento  básico  do  Francês. Não  apenas  o  moral  e  o  intelecto constituem  impedimentos  para  os  espíritos que  desejam  contatar  os  encarnados  – mas o  corpo  também!


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CHICO XAVIER FALA SOBRE COMPORTAMENTO

CHICO XAVIER FALA SOBRE COMPORTAMENTO

A AUTORIDADE MORAL associada à figura de Chico Xavier, certamente é resultado da forma como viveu, as razões pelas quais milhares de pessoas o procuraram ao longo dos anos. Vale, portanto, rever de vez em quando algumas de suas opiniões, como as 5 reproduzidas a seguir. 1- “É preciso que nós, os espíritas, compreendamos que não podemos nos distanciar do povo. É preciso fugir da tendência à elitização no seio do Movimento Espírita. É necessário que os dirigentes espíritas (…), compreendam e sintam que o Espiritismo veio para o povo e com ele dialogar. É indispensável que estudemos a Doutrina Espírita junto com as massas, que amemos a todos os companheiros, mas sobretudo aos espíritas mais humildes social e intelectualmente falando, e deles nos aproximarmos com real espírito de compreensão e fraternidade. Se não nos precavermos, daqui a pouco teremos nossas Casas Espíritas, apenas falando e explicando o Evangelho de Cristo, as pessoas laureadas por títulos acadêmicos ou intelectuais e confrades de posição social mais elevada. Mais que justo evitarmos a elitização no Espiritismo, isto é a formação do “espírito de cúpula”, com a vocação de infalibilidade, em nossas organizações. O problema não é de direção ou administração em si, mas a maneira como a conduzem, isto é, a falta de maior aproximação com irmãos socialmente menos favorecidos, que equivale à ausência de amor, presente no excesso de rigorismo, de suposta pureza doutrinária, de formalismo por parte daqueles que são responsáveis pelas nossas instituições; é a preocupação excessiva com a parte material das instituições(….); é a preocupação com o patrimônio material ao invés do espiritual e doutrinário; é a preocupação de inverter o processo de maior difusão do Espiritismo, fazendo-o partir de cima para baixo, da elite intelectualizada para as massas, exigindo-se dos companheiros em dificuldades materiais ou espirituais uma elevação ou um crescimento, sem apoio dos que foram chamados pela Doutrina Espírita a fim de ampará-los na formação gradativa”. (MANDATO DE AMOR) 2- Essa insatisfação diante da vida, esse anseio de destaque social, econômico, de poder, nos coloca a mercê de emoções muito fortes (…); não nos educamos para viver: nos educamos para ser criaturas cada vez mais possessivas”. (ECX). 3- “Podemos viver com menos…Há um problema no Brasil curioso. Todos falam em crise, nossa comunidade adquiriu dívidas muito grandes (..). O nosso carnaval era simples, as pessoas saiam cantando. Hoje o carnaval custa milhões. Vão dizer que é turismo. Pode ser turismo, mas é negativo, é um dispêndio de força e de vida humana. Depois do carnaval, aparecem as listas: tantos mortos no sábado, no domingo, na segunda, na terça. Porque não houve tantos mortos nos outros sábados ou nos outros domingos? Foram vítimas dos excessos a que nos entregamos, porque não sabemos viver. Temos escolas maravilhosas, exercícios físicos, o mundo da ginástica, que nos ajuda a conservar a saúde, as nossas universidades, que são verdadeiros mundos da cultura… Nunca vi uma escola para ensinar as pessoas a viver, a viver com o que tem, com o que são, com os recursos que possam adquirir”. (ECX) 4-Nós todos caímos pela inteligência. Sentimo-nos falsamente superiores aos outros. Mas resolveremos o assunto pelo coração, pelo sentimento, pelo Cristo aplicado em nossa vida. Temos muita pena do menino que está com fome, mas, às vezes, temos um desprezo total pelo menino que se faz delinquente. Quem precisa mais? O menino dado aos tóxicos ou que se entrega às más influências poderia ser o nosso? Estamos na mesma embarcação e o naufrágio é para nós todos”. (ECX). 5- “A violência no mundo é falta de Deus no coração”. (OCX)

Por Balbino G. do Amaral


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Mensagem de Odilon Fernandes

Não perturbe o vosso coração.

As coisas do céu pertencem aos céus, as coisas da terra pertencem à terra. O momento é o agora. Feliz é aquele que retorna pra casa com o coração liberto das coisas da matéria. Regozijai-vos com as coisas do céu, há muitos tesouros acumulados no coração do homem.

O homem caminha pela estrada da ganância, do poder, dos tesouros ocultos, mas estão sedentos de sede, sede de amor, de libertação.

Jesus, o nosso Mestre e Senhor, busca resgatar ovelhas perdidas através do seu Evangelho de amor e regeneração. O Evangelho é o maior conselheiro àqueles que buscam soluções.

O orgulho é a ignorância cegando os olhos, enevoando-os para a luz.

O espírito estará liberto de qualquer empecilho quando libertar-se do orgulho, da posse do ouro, dos tesouros ocultos. Situações criadas na Terra devem ser resolvidas na Terra, para que não venham chorar o tempo perdido. Eu e Dalvinha construímos um lar com base no amor. Exemplos foram deixados. Fizemos o melhor que pudemos, baseamos nossas vidas no Evangelho, galgamos caminhos tropeçando em pedras, espinhos, buscando resolver todos os problemas com o Evangelho nas mãos e no coração. Ser cristãos é uma fórmula que os lares deveriam implantar desde o início.

Vivenciar o Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo é o maior desafio que encontramos na vida.

O reduto familiar é o reencontro de almas devedoras uns dos outros. Corrigir erros e desafetos é tarefa árdua de cada um. Requer luta contra nossos próprios instintos.

Busquem conscientizarem-se das leis que regem a reencarnação para que não venham a errar. Ignorar a imortalidade da alma é ignorar as verdades da vida eterna.

É preciso avançar, porém libertos do orgulho, das vaidades sociais; tudo é passageiro, despojem-se dos tesouros ocultos que a ferrugem e as traças corroem, libertem-se do materialismo.

Olhem os lírios nos campos, visualizem as belezas criadas pelo Arquiteto do Universo-Deus.

Só ele é capaz de nos presentear com tantas belezas, a beleza da vida.

Mas para sermos merecedores de tantas belezas, é preciso que todos prossigamos com o coração limpo, puro, amando a todos indistintamente, sem resquícios de qualquer mal acumulados dentro de cada coração.

“A educação dá brilho ao espírito”

Paz a todos,

Odilon.

 

Mensagem recebida pela médium da Casa do Cinza 10/2015 – Raulina Pontes.

 


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AUTISMO, NEURÔNIOS – ESPELHO E MARCAS ESPIRITUAIS

0 – Introdução:

Estamos há 150 anos buscando uma integração cérebro-mente –espírito e ao analisarmos a história das descobertas e avanços científicos percebemos que ela é permeada por acidentes e coincidências inacreditáveis, o que nos revela que não estamos sós nesta jornada.
No que se refere ao autismo, temos bons exemplos disto: dois homens em lugares distintos, numa mesma época, sem se comunicarem, dão o mesmo nome à doença e 50 anos depois as células doentes do autismo são descobertas acidentalmente…

I – História:

Na década de 40, dois médicos, o psiquiatra americano Leo Kanner e o pediatra austríaco Hans Asperger, descobriram o distúrbio de desenvolvimento que afeta milhares de crianças em todo o mundo. Foi uma descoberta isolada – nenhum dos dois sabia o que o outro pesquisava, e ambos deram o mesmo nome à síndrome: Autismo. Foi considerada uma “coincidência inacreditável”, mas fica claro que houve uma intervenção do plano espiritual ao nos convidar para dar mais atenção àquelas crianças e ampara-las no seu sofrimento.
A palavra autismo vem do grego autos, que significa “de si mesmo”. O nome é perfeito. O traço mais flagrante da doença é o isolamento do mundo exterior, com a conseqüente perda de interação social. Em vez de dedicar-se à exploração do mundo exterior, como acontece normalmente, a criança autista permanece dentro das fronteiras de seu próprio universo pessoal.

II – Conceito, quadro clínico e epidemiologia:

Segundo a OMS, o autismo é um transtorno invasivo do desenvolvimento, definido pela presença de desenvolvimento anormal que se manifesta antes da idade de 3 anos e pelo funcionamento anormal em três áreas: interação social, comunicação e comportamento restrito e repetitivo.
O comprometimento da interação social é observado na falta de empatia, na falta de resposta às emoções de outras pessoas e no retraimento social.
Já o comprometimento da comunicação é percebido na falta de uso social da linguagem, na falta de linguagem não-verbal, na pobreza de expressão verbal e no comprometimento em jogos de imitação.
O autista também apresenta um comportamento restrito e repetitivo, o que pode ser observado através de estereotipias motoras e preocupações estereotipadas com datas, horários e itinerários.
Podem também existir sintomas inespecíficos como fobias, auto-agressão, ataques de birra e distúrbios alimentares.
Há deficiência mental em cerca de ¾ dos casos, embora todos os níveis de Q.I. possam ocorrer em associação com o autismo. Às vezes há capacidade prodigiosa para funções como memorização, cálculo e música.
Segundo recentes publicações da Revista Brasileira de Psiquiatria, publicação da ABP, alguns autores sugerem que o diagnóstico já pode ser estabelecido por volta dos 18 meses de idade. Outras informações epidemiológicas mostram que há de 1a 5 casos em cada 10.000 crianças e que a doença ocorre em meninos 2 a 3 vezes mais do que em meninas.

III – Causas:

A maioria dos casos de autismo tem causa desconhecida. Alguns casos são presumivelmente decorrentes de alguma condição médica das quais infecções intra-uterinas (como a rubéola congênita), doenças genéticas (como a síndrome do x frágil) e ingestão de álcool durante a gravidez (provocando a síndrome fetal alcoólica) estão entre as mais comuns.

IV – Neurônios-espelho:

Descobertas científicas recentes apontam para um defeito nos neurônios-espelho como causa do autismo. Estes neurônios são um subconjunto de células que refletem no cérebro do observador os atos realizados por outro indivíduo (se eu pego um objeto, alguns neurônios são ativados em meu cérebro; se eu observo o indivíduo pegando o objeto, os mesmos neurônios são ativados em meu cérebro como se eu estivesse pegando o objeto).
Os neurônios-espelho foram descobertos, acidentalmente, no início da década de 90 por pesquisadores italianos da Universidade de Parma, que estudavam um determinado tipo de neurônio motor de macacos. Este neurônio disparava quando o macaquinho pegava uma fruta e para surpresa de todos, disparou também quando ele observou um dos pesquisadores pegar a fruta, como se ele mesmo estivesse pegando-a para comer.
Uma série de experimentos realizados posteriormente demonstrou a existência destes neurônios no cérebro humano. Portanto podemos dizer que através dos neurônios-espelho, nós podemos compreender “visceralmente” um ato observado. Nós sentimos a experiência vivida por outro em nossas mentes. Mas não é só esta a função destes neurônios.
Diversos estudos realizados nas Universidades da Califórnia e College de Londres e no centro de Pesquisa Jülich, na Alemanha, demonstraram as funções de reconhecimento de intenções dos atos, de emoções vividas por outra pessoa (então se uma pessoa te diz: “eu sei o que você está sentindo”, talvez ela não saiba o quanto esta frase é verdadeira) e o importante papel de aprendizado por imitação de novas habilidades, como a linguagem por exemplo.
A partir do final da década de 90, pesquisadores da Universidade da Califórnia se empenharam em determinar uma possível conexão entre neurônios-espelho e autismo, já que ficou demonstrada a associação entre essas células e empatia, percepção dos atos e intenções alheios e aprendizado da linguagem, funções deficientes nos autistas.

V – O sistema espelho “quebrado”:

E realmente, estudos realizados na Universidade de Saint Andrews, na Escócia, Universidade de tecnologia de Helsinque, na Finlândia, além dos estudos na Universidade da Califórnia, provaram que a atividade dos neurônios-espelho dos autistas é reduzida em diversas áreas cerebrais:
– No córtex cingulado anterior e insular, o que pode explicar a ausência de empatia;
– No córtex pré-motor, o que pode explicar a sua dificuldade de perceber atos alheios;
– E no giro angular, explicando problemas na linguagem.

VI – Marcas espirituais – patogênese remota:

Apesar dos avanços científicos, o autismo permanece um mistério, um desafio, um enigma que só se revelará mais claramente ao nosso entendimento a partir da introdução da realidade espiritual.
Já se sabe que disfunções neurológicas (como as disfunções dos neurônios-espelho) produzem repercussões de natureza autística, mas continuaremos com a pergunta maior: que causas produzem as disfunções neurológicas? Se a responsabilidade for atribuída aos genes, a pergunta se desloca e se reformula assim: que causas produzem desarranjos nos complexos encaixes genéticos?
Segundo a literatura médico-espírita e orientações mediúnicas recebidas no GEEP da Associação, o autismo como outros graves distúrbios mentais (psicoses por ex.) resulta de graves desvios de comportamento no passado, de choques frontais com as leis que regem o universo. Então, o que antecede à predisposição genética e às disfunções neurológicas são as graves faltas pretéritas.
Entre o passado de faltas e as presentes alterações genéticas, neurológicas e mentais do autismo encontramos uma ponte que liga estes dois momentos distintos. Esta ponte é o próprio processo de reencarnação. Aqui se encontra a formação do autismo. Há duas possibilidades ou vias de ligação:
1a O reencarnante com profundas lesões perispirituais produzindo alterações neurológicas e a conseqüente formação do autismo.
2a O reencarnante rejeita a reencarnação levando à formação do autismo.
Na 1a possibilidade, a consciência do reencarnante marcada pela culpa, acarretou severos danos no perispírito e conseqüentes lesões no SNC. Há uma incapacidade de organizar um corpo sadio na atual encarnação. Neste caso a entidade espiritual fica aprisionada no corpo deficiente, sem conseguir estabelecer comunicação. Esta possibilidade ou via de formação do autismo é defendida por alguns estudiosos que acreditam que certos autistas, constituem angustiantes tentativas de se entender com o mundo externo. Há casos de autistas que alcançaram certa melhora e relataram que muitas vezes entendiam o que as pessoas lhe diziam, mas não sabiam como responder verbalmente. Recorriam, por isto, aos gritos e ao agitar das mãos, único mecanismo de comunicação que dispunham.
Na outra possibilidade, via ou ponte de ligação entre passado de faltas e autismo, temos o indivíduo com a consciência marcada pela culpa, temendo colher os frutos em uma nova existência compulsória, rejeitando a reencarnação, provocando autismo. No livro “Loucura e obsessão”, de Manoel Philomeno de Miranda, temos aconfirmação da hipótese de rejeição à reencarnação. Nos capítulos 7 e 18, o Dr. Bezerra de Menezes explica que o indivíduo com a consciência culpada é reconduzido à reencarnação e acaba buscando o encarceramento orgânico para fugir sem resgatar as graves faltas do passado. Trata-se de um vigoroso processo de auto-obsessão, por abandono consciente da vida. Conclui dizendo que muitos espíritos buscam na alienação mental, através do autismo, fugir às suas vítimas e apagar as lembranças que o atormentam.

VII – Marcas espirituais – os sintomas:

Considerando a possibilidade de rejeição à reencarnação podemos fazer uma nova leitura dos sintomas autísticos. Começando pelo isolamento, sinal de que o autista não admite invasões em seu mundo; como porém, a participação mínima do lado de cá da vida é inevitável, sua manifestação se reduz a alguns movimentos repetitivos como agitar as mãos, girar indefinidamente um prato ou a roda de um brinquedo, qualquer coisa enfim, que mantenha a mente ocupada com rotinas irrelevantes que o livrem do convívio entre as pessoas.
Uma explicação possível para o sintoma autista de girar sobre si mesmo, seria a produção de tonteira através da rotação, provocando um passageiro desdobramento entre perispírito e corpo físico, livrando a criança, momentaneamente, da prisão celular.
As crianças autistas muitas vezes manifestam rejeição a alguma parte do corpo, através de auto-agressão. Isso pode ser um sinal de rejeição à própria personalidade.
Quanto à relação ambígua consigo mesma, manifestada pela troca dos pronomes pessoais (referindo-se a si mesma como “tu” e ao outro como “eu”), podemos pensar na possibilidade de obsessão espiritual, já que com os desacertos do passado, muitos são os desafetos.
Uma análise mais profunda da disfunção da linguagem, pode ser feita a partir da hipótese proposta por Hermínio Miranda em seus livros “A alquimia da mente” e “Autismo, uma leitura espiritual”. Segundo o autor, normalmente ao reencarnar, o espírito se instala à direita do cérebro e por 2 ou 3 anos passa para o hemisfério esquerdo a programação da personalidade daquela encarnação. Neste período é formado o mecanismo da linguagem. No caso do autismo o espírito permanece –autísticamente- no lado direito, área não-verbal do cérebro, sem participar deste processo. É natural que este ser que vem compulsoriamente, sem interesses em envolver-se com as pessoas e o mundo, torne o seu sistema de comunicação com o ambiente, o mais rudimentar e precário possível. Encontramos informações que reforçam esta hipótese:
-1a sabe-se que o corpo caloso, estrutura que liga os dois hemisférios cerebrais, não desempenha durante osprimeiros 2 ou 3 anos de vida, a função de separar faculdades dos dois hemisférios.
-2a a partir do segundo ou terceiro ano de vida é que o hemisfério esquerdo assume a linguagem.
-3a o autismo eclode até o terceiro ano de vida quando se percebe uma interrupção do desenvolvimento da linguagem.
Parece então que até os 2-3 anos as crianças vão se comunicando através dos 2 hemisférios, e a partir de então só se comunica quem tiver implantado no h.esquerdo esta função, o que não acontece com o autista.

VIII – Tratamentos:

O autismo é um quadro de extrema complexidade que exige abordagens multidisciplinares, visando a questão educacional e da socialização, assim como o tratamento médico.
O tratamento médico é realizado com medicamentos para reduzir sintomas como agitação e agressividade.
É importante dizer que pesquisas têm sido dirigidas no sentido de se encontrar medicamentos que estimulem a liberação de neurotransmissores específicos ou reproduzam os seus efeitos. Neurotransmissores que sejam responsáveis pelo funcionamento químico dos neurônios-espelho.
Do ponto de vista do espírito, por mais paradoxal que possa parecer, o remédio para o autismo é o próprio autismo como forma de drenagem perispiritual.

IX – Prognóstico:

Alguns pacientes autistas conseguem alcançar um certo nível de autonomia. A literatura mostra que alguns fatores estão ligados a um melhor prognóstico:
1- Significativa destreza verbal adquirida antes de instalada a doença.
2- Diagnóstico precoce e concentração de esforços tão cedo quanto possível. Tratamento e terapia devem ser iniciados quando a anormalidade é observada na criança pela 1a vez.

X – Conclusão:

Na certeza de que a diferença mais importante entre nós e nossos pacientes está em um pouco mais de boa vontade de nossa parte, e isto foi dito mais de uma vez pelo nossos mentores, cito mais uma vez o sr Hermínio Miranda para concluir este trabalho.
É necessário construir uma ponte para ligar o mundo externo ao mundo íntimo do paciente. É importante que não nos comportemos de forma autística, nos fechando nos nossos mundos de clichês, cheios de padrões, desinteressados em andar metade do caminho, na direção do paciente.
Uma possibilidade é tentar interpretar os seus sinais não-verbais. É bem verdade que não há muitas palavras no dicionário deles, mas a linguagem universal do amor também é não-verbal. Para se expressar através dela, há os gestos, a vibração sutil da emoção, da solidariedade, da paciência, da aceitação da pessoa como ela é, não como queremos que ela seja.
Se estivéssemos no lugar deles, como gostaríamos de ser tratados? É presumível que eles estejam fazendo tudo que lhes seja possível, dentro de suas limitações. Com um pouco de boa vontade de nossa parte, talvez concordem em tocar a mão que lhe estejamos oferecendo a fim de saltarem o abismo que nos separa!

Trabalho apresentado no MEDINESP, Congresso Médico-Espírita Nacional e Internacional, realizado em junho de 2007, São Paulo, SP. (Carlos Eduardo Sobreira Maciel – carlos.amemg@hotmail.com )

XI – Referências bibliográficas:

1- Revista Scientific American
2- Revista Brasileira de Psiquiatria
3- CID 10
4- Autismo, uma leitura espiritual – Herminio Miranda
5- Alquimia da Mente – Herminio Miranda
6- Orientações mediúnicas, Grupo de Estudos de Espiritismo e Psiquiatria da AMEMG

Por Balbino Gonçalves do Amaral