Casa do Cinza

"O amor não cogita de recompensa. É um sentimento que se basta." Dr. Odilon Fernandes


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AJUDA-ME A SER FELIZ!

AJUDA-ME A SER FELIZ!
Jesus amado, sei que vivo em um mundo de provas e expiações e onde a felicidade não é possível senão por breves momentos… Na dificuldade do dia a dia, percebo o quanto eu me esforço para alcançá-la, lançando mão, para isso, de todos os recursos possíveis, de todas as armas, de todos os ardis, sempre em vão…
A felicidade, Senhor, chega aos pedaços, sem avisar e se vai inteira, sem adeus, sem se importar com o que eu faço para retê-la no coração!…
Nunca consigo alcançá-la, do modo como eu gostaria.
Por isso, peço-lhe, Jesus, me ajude a ser feliz conforme tua orientação e não conforme meus desejos… Mostre-me onde está a felicidade e dê-me forças para conquistá-la; diga-me o que devo fazer para ser feliz nesta vida e de que modo devo proceder para afastar o tédio, a tristeza e o desencanto que não deixam meu coração em paz!…
Apenas sei que não posso prosseguir assim, entre a luz e a sombra, sem sentir prazer maior no que faço, sem encantar-me com quase nada, sem sorrir, sem experimentar emoções maiores e melhores, sem ser eu mesmo em momento algum!…
Pressinto em mim, Jesus, que posso muito mais do que tenho feito; que sou capaz de amar infinitamente, de sorrir e contagiar, de ter e conquistar, de encantar e me encantar, de ser alguém capaz de amar e ser amado e só por isso, dar e receber felicidade.
Mas preciso de auxílio, de sua mão para o primeiro passo.
Ajuda-me a ser feliz, Senhor!
Abre-me o coração à simplicidade e à caridade; me faz dócil ao teu comando, que é sempre o meu melhor bem, e me ampara o entendimento ainda tão frágil… Mostre-me onde está a felicidade real e desvia meus olhos do poder das fortunas, da tentação dos corpos, do vício das paixões, das artimanhas do consumismo, da ilusão do mundo!…
Ampara-me, Jesus amado, para que eu possa experimentar desde já, senão a felicidade que desejo, ao menos a paz e o contentamento que percebo inalteráveis naqueles que te seguem, e que assim o são porque aceitam a felicidade que Tu lhes dás!…
Assim seja!
(Psicografia do Instituto André Luiz, em 26.10.2002©)


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DEZ IMPORTANTES REVELAÇÕES

Dez importantes revelações que o espiritismo oferece à humanidade
http://www.consciesp.org.br/?pg=10_revelacoes

A reflexão íntima, sincera e despreconceituosa desses não mais que dez tópicos, seria o suficiente para redirecionar a conduta de muitas pessoas que nem ao menos se dão a chance de parar, analisar e meditar, alguns instantes que sejam, sobre esses preceitos libertadores, provenientes dos inesgotáveis mananciais da misericórdia divina e oferecidos à humanidade embrutecida de nossos tempos

Nós, espíritas, sempre quando tomamos conhecimento de alguém, vítima de algum grave equívoco existencial -como o suicídio ou o aborto, por exemplo – passa-nos pela cabeça: “Ah!!… e se essa pessoa tivesse o conhecimento espírita sobre esses assuntos, teria ela realmente cometido atos tão extremos, mesmo sabendo das conseqüências e responsabilidades assumidas, em função de sua atitude, perante os mecanismos das leis divinas?”

Se, de alguma forma, nos fosse possível compartilhar a doutrina dos espíritos com todas as pessoas, indistintamente, simplesmente a título de reflexão, não precisaríamos mais do que dez, das importantes revelações que o espiritismo oferece à humanidade, para que muita coisa tomasse rumo diferente. E isso, claro, independentemente dessas pessoas se desvincularem de suas próprias crenças ou religiões.

DEZ IMPORTANTES REVELAÇÕES

1.- Há uma Inteligência Suprema (Deus), imaterial, geradora e mantenedora da vida e de todas as coisas. Perfeitamente passível de ser reconhecida pelo ser humano, Ela revela sua grandeza incomensurável através de suas próprias obras. Negar sua existência seria negar a exuberância da própria obra. Mas a obra aí está, desafiadora à nossa frente, a estender-se e a combinar-se, infinitamente, além e aquém dos sentidos humanos. Pretender que toda a criação seja produto do acaso é, conseqüentemente, atribuir inteligência, determinação e organização ao nada e conceber um efeito sem causa, o que é inadmissível à razão e ao bom senso. Mais ainda: seria negar a si mesmo a extraordinária evidência de ser e existir.
2.- Há um Princípio Inteligente, um substrato imaterial autoconsciente indestrutível (alma, ou espírito) em contínuo desenvolvimento, gerado e sustentado por essa Inteligência Suprema, permanecendo nela integrado e submetido à suas leis imutáveis. Uma dessas leis é a do progresso. Todo ser está destinado a tornar-se melhor e, fugir disso, resulta em aprendizado de retorno a essa mesma lei. Toda e qualquer diferença entre os seres confirma, ao invés de negar, os diferentes estágios desse progresso que, gradativamente, realiza-se no tempo.
3.- A vida e a consciência são atributos do Espírito, e este é pré-existente e sobrevivente ao corpo físico. Tanto é verdade que, conforme ensinou um sábio: se quisermos saber o que é a alma, basta que olhemos para um cadáver. Portanto, se o espírito sobrevive à morte do corpo é muito lógico que ele possa pré-existir antes da formação deste, porque, se há possibilidade da alma desligar-se do corpo e sobreviver, como ocorre na desencarnação, nada impede que ela também possa, uma vez pré-existindo e em evolução, ligar-se a ele e sobreviver de igual modo, conforme ocorre por ocasião da encarnação.
4.- À natureza dual do ser correspondem duas distintas dimensões: a física e a espiritual, ou material e imaterial. Cada qual possui suas leis: a material é perecível e finita, a imaterial é eterna e perene. A dimensão material pode deixar de existir ou nunca ter existido, sem em nada alterar a essência do universo espiritual. Nos seus primeiros estágios de evolução, o espírito necessita auto-afirmar-se vivenciando diferentes experiências na dimensão material. Uma vez atingindo uma certa maturidade espiritual, prossegue sua jornada evolutiva em outras dimensões espirituais. A essas experiências do espírito na dimensão física denomina-sereencarnação. São várias as categorias de mundos por que passa o espírito: começando desde os mundos primitivos e materializados, passando pelos mundos de provas e expiação (como a Terra), pelos mundos regeneradores e, conquistando pelo mérito, finalmente, os mundos felizes e divinos.
5.- À toda ação praticada segue-se uma reação e, por meio desse princípio, opera-se a lei de compensação cósmica, ou lei de causa e efeito, também conhecida como “plantio e colheita”. Assim, através de repetidas experiências de erros e acertos, o princípio inteligente, ou espírito, passa a adotar condutas mais convenientes e equilibradas. A lei de ação e reação, durante sua jornada evolutiva, torna-se a grande mestra educadora do sentimento, do intelecto e da vontade. Através dela, créditos e débitos morais são ressarcidos pela economia cósmica, resultando sempre em mérito ou demérito para o ser em seu aprimoramento contínuo. Por esse motivo, ao regressar para o mundo dos espíritos, a consciência se depara com o fruto de suas obras praticadas na Terra. Isso lhe gera desconforto moral, sofrimento, arrependimento, reflexão e conseqüente necessidade de reparação, ao verificar o funesto resultado de todo mal praticado e, sobretudo, por se ver atormentada ao avaliar os prejuízos por ela mesma causados aos semelhantes. Por outro lado, se suas ações foram boas, grande é sua alegria ao deparar com os frutos do bem praticado e com as simpatias conquistadas. Dentro desse contexto, todo sofrimento, seja como prova (teste de resistência moral, por livre escolha) ou expiação (sofrimento involuntário com finalidade de resgate ou reparação) na experiência física ou extra-física, é bênção de aprendizado e refazimento, porque, além de auto-educativo, é purificador, ao drenar culpas e desajustes inconscientes, decorrentes de atos infelizes, impressos e ocultos na organização espiritual profunda do ser. Céu, inferno e purgatório, seriam expressões usadas para definir os diferentes estados de bem-aventurança, tormentos ou regeneração, conforme, temporariamente, estagia a consciência em demanda à sua perfeição em Deus.
6.- Há uma solidariedade multidimensional entre os mundos e os seres. (1) Essa solidariedade resulta num esforço cósmico, proveniente dos desígnios superiores da Inteligência Suprema, tendo por finalidade a realização do progresso permanente e indistinto, em todas as dimensões e em todos os seres. Por isso, cabe ao mais adiantado velar e auxiliar o menos adiantado. O reconhecimento desse princípio conduz ao autoconhecimento e ao auto-aprimoramento, que consiste na cota de esforço da criatura em melhorar-se e trabalhar incondicionalmente pela melhora de seus semelhantes, bem como zelar pelo meio em que vive. Dessa forma, inicia seu processo de auto-realização e harmonização com as leis maiores, religando-se conscientemente, de forma gradativa, com a consciência de seu Criador.
7.- Houve, há e haverá, sempre, a possibilidade de comunicação entre o ser humano com os seres das diferentes dimensões espirituais. Essa comunicação ocorre em nível mental-emocional, estabelecendo-se pela lei de sintonia. Os espíritos denominaram a faculdade que possibilita esse intercâmbio de mediunidade, e de médium todo aquele que possui, de modo ostensivo, essa capacidade natural de perceber as dimensões e os seres espirituais. Na verdade, a comunicação interdimensional procede sempre de espírito para espírito, indiferentemente da condição de encarnado ou desencarnado. Os princípios de todas as religiões, sem exceção, estão solidamente fundamentados nessa comunicação, ou seja, na revelação proveniente de seres espirituais a determinadas pessoas terrenas, por vezes intituladas profetas, santos, videntes, místicos, sacerdotes, hierofantes, xamãs, rishis, etc.
8.- Há uma interação ostensiva e inconsciente entre as inteligências da dimensão física com as inteligências das dimensões espirituais. As dimensões se interpenetram e os seres influenciam e são influenciados, coagem e são coagidos, auxiliam e são auxilados, conforme as diferentes disposições mentais-emocionais que adotam. Dessa forma, aspirações, desejos, tendências, humores, vicissitudes, rancores, afetos ou virtudes são dinamizados, pela lei de afinidade, através dessa interdependência interdimensional. Mais uma vez, o esforço pelo autoconhecimento é o grande antídoto contra as interferências espirituais perturbadoras e, ao mesmo tempo, estímulo para a própria elevação, através do empenho pelo correto proceder.
9.- O orgulho e a vaidade são os maiores entraves enraizados no psiquismo do princípio inteligente, herdados através de seus anteriores estágios nas experiências rudes e primitivas pela materialidade. Condicionado a impor-se e a auto-beneficiar-se pela força, é necessário que ele aprenda a se recondicionar pelo esforço no trabalho em favor de seus semelhantes. Para isso, deve aplicar a si mesmo todos os princípios morais salutares que lhe agreguem elementos de virtude, humildade, paciência, temperança, boa vontade, pré-disposição ao bem comum, despojamento de preconceitos, etc. Caso contrário, submerge na indiferença, na dúvida e no tédio, enclausurando-se em um isolamento egoísta que lhe gera uma espécie de entorpecimento moral imediatista-materialista, afastando-o, temporariamente, de seu glorioso destino em tornar-se templo-vivo da Inteligência Suprema.
10.- Alguns seres, primícias que se ligaram com a Inteligência Suprema, tornaram-se porta-vozes de sua sabedoria infinita, legando-nos, com seus exemplos e ensinos, setas direcionadoras para nossa própria auto-realização espiritual. Entre esses seres, segundo os espíritos revelaram a Allan Kardec, o codificador do espiritismo, Jesus foi a mais bela e fiel expressão do amor, que é o principal atributo da Inteligência Suprema. Por ter alcançado um patamar elevadíssimo em sua evolução, vivenciada em outros mundos e outras eras, legou-nos exemplos extraordinários de conduta superior, jamais presenciada antes no planeta. Através de sua vida simples, laureada pelo trabalho, pela oração e a humildade, mostrou-nos por ensinamentos e atitudes a relatividade da existência terrena comparada à perenidade da “vida eterna”, que é a vida do espírito imortal em ascenção às esferas resplandecentes. Sobretudo, enfatizou-nos, ainda, a indispensável grandeza do perdão e seu incomparável poder transformador, único capaz de libertar a alma de seus mais torturantes grilhões, evidenciando, na caridade, a mais sublime e efetiva movimentação do amor -verdadeiramente, sua mais plena manifestação. Sua mensagem, que é a do amor e do trabalho, não se perde no labirinto das abstrações metafísicas ou dos isolamentos contemplativos improdutivos; muito menos, na fria ostentação ritualística dos cultos exteriores. Ao contrário, sua mensagem integra a individualidade e a redime no coletivo, proporcionando a dinâmica adequada ao desabrochar glorioso da alma humana, potencializando-lhe os germens de amor e sabedoria imanentes, religando-a com naturalidade à Inteligência Suprema, em “espírito e verdade”.
* * *
Querido leitor, somos convictos de que a reflexão íntima, sincera e despreconceituosa desses não mais que dez tópicos, seria o suficiente para redirecionar a conduta de muitas pessoas que nem ao menos se dão a chance de parar, analisar e meditar, alguns instantes que sejam, sobre esses preceitos libertadores, provenientes dos inesgotáveis mananciais da misericórdia divina e oferecidos à humanidade embrutecida de nossos tempos.

E quanto a você, caro amigo e amiga? De que forma estará redirecionando o sentido de sua existência, aqui na Terra, através desses ensinamentos, uma vez que, agora, você já os possui?

Nota da A Era do Espírito:

(1) NÃO ESQUEÇAIS NUNCA que o Espírito, QUALQUER QUE SEJA O GRAU DE SEU ADIANTAMENTO, sua situação como encarnado, ou na erraticidade, está sempre colocado entre um superior, que o guia e aperfeiçoa, e um inferior, para com o qual tem que cumprir esses mesmos deveres. (SÃO VICENTE DE PAULO, in O LIVRO DOS ESPÍRITOS, q. 888a, obra codificada por Allan Kardec.) …tudo serve, tudo se coordena na Natureza, desde o átomo primitivo até o arcanjo que, ele mesmo, começou pelo átomo. Admirável lei de harmonia da qual nosso espírito limitado não pode ainda entender no conjunto. (Resposta dos Espíritos à q. 540 de O LIVRO DOS ESPÍRITOS, obra codificada por Allan Kardec.)


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Programa de Estudos de O Livro dos Médiuns

Programa de Estudos de O Livro dos Médiuns

Este documento tem como objetivo oferecer uma sugestão de roteiro de estudo de O Livro dos Médiuns, para aqueles que desejem iniciar-se na ciência da mediunidade e compreender as nuanças dessa tarefa, que afinal pode ser usada de forma a produzir bons ou maus frutos, na dependência dos rumos que se dê a ela. Abordaremos alguns aspectos como freqüência, duração, método etc., bem como os capítulos considerados de maior importância para o entendimento fundamental do assunto.

Freqüência
As reuniões de estudos de O Livro dos Médiuns deverão acontecer na freqüência mínima de uma vez por semana. Os participantes serão aqueles interessados em desenvolver a mediunidade ou os que queiram somente conhecer o assunto em maior profundidade. Um roteiro de estudos será oferecido previamente pelo dirigente, pois proporciona a leitura, em casa, das lições que serão examinadas na próxima sessão.

Duração
As reuniões terão duração mínima de duas horas. Um tempo menor não será satisfatório para um aprendizado regular, pois é necessário que se discuta os pontos importantes de forma a não deixar dúvidas e se consumirá um bom tempo até que as lições sejam vistas e discutidas por todos.

Dirigente
As reuniões de estudos deverão ter um dirigente responsável pelo seu andamento. Ele deverá possuir um conhecimento básico do que seja o Espiritismo, para que tenha condição de conduzir os trabalhos, dissipar dúvidas e corrigir rumos. Como tudo na vida, a ordem e a disciplina são fundamentais para o bom andamento das reuniões. O dirigente será o elemento responsável pelo estabelecimento desse equilíbrio.

Prece
As reuniões serão abertas e encerradas com uma prece feita por um dos presentes, dando-se preferência para os membros mais experientes da sociedade. Durante a prece, deve-se evocar fervorosamente a presença dos bons Espíritos, rogando-lhes proteção e facilidade para o entendimento das lições que vão ser estudadas, assim como agradecer-lhes a presença ao final. A prece feita com o coração proporcionará um ambiente propício para o desenvolvimento das idéias.

Método
O método de estudo será aquele aconselhado por Alan Kardec, ou seja, leitura de um trecho e correspondentes comentários pelos participantes que estão mais adiantados no conhecimento, após o que o espaço estará aberto para que todos possam tirar dúvidas e crescer no conhecimento. O dirigente dos estudos poderá fazer perguntas dirigidas a alguns companheiros sobre os trechos estudados. Isso dará condições para avaliar a capacidade de assimilação e o desenvolvimento de cada um dos integrantes da reunião.

Evangelho
As reuniões de estudos de O Livro dos Médiuns serão precedidas de uma leitura de O Evangelho Segundo o  Espiritismo. É conveniente que esta obra seja aberta ao acaso, pois os Espíritos amigos podem utilizá-la para passar informações importantes para a melhoria moral de todos ou correção de posturas. Uma pessoa de boa dicção será responsável pela leitura. Depois dela, dois ou três membros mais experientes farão comentários acerca do significado moral da lição e das possíveis circunstâncias em que ela pode ser aplicada na vida diária. Algumas referências serão feitas ao Espíritos sofredores, para confortá-los em suas dores e angústias. Não se pode esquecer que os Espíritos necessitados estão presentes em todas as sessões. O estudo das lições do Evangelho é imprescindível para o equilíbrio das reuniões. O tempo reservado para as explanações evangélicas será de no mínimo 30 minutos.

Evite sessões práticas
O estudo de O Livro dos Médiuns não deve ser feito antes das sessões práticas de Espiritismo. O tempo ficaria muito reduzido e as duas atividades acabariam prejudicadas. Deve-se, pois, ter um dia para os estudos e um dia para as sessões práticas. Normalmente, o período de estudos que antecede os trabalhos mediúnicos precisa ser ocupado para se estudar  O Evangelho Segundo o Espiritismo. Entretanto, se a casa não tiver outra oportunidade para estabelecer o estudo desse livro, é prudente que procure adequá-lo para o dia dos trabalhos práticos, sem que haja prejuízos.

Roteiro de Estudos

Nota: Frisamos com o destaque “IMPORTANTE” aqueles capítulos que julgamos ser os mais graves. Antes de nos dispormos a fazer sessões práticas, esses precisam ser estudados com todo o cuidado.

Primeira Parte

Capítulo I – Existem Espíritos ?
Uma reflexão sobre a existência do Espírito, ser incorpóreo que sobrevive a morte do corpo físico. É um capítulo que auxilia na formação da convicção nos iniciantes.

Capítulo III – Método
Texto que mostra os caminhos utilizados para se praticar o Espiritismo de forma segura e proveitosa. Fala dos diversos tipos de Espíritos que se pode entrar em contato, conhecimento importante para se ter a cautela necessária ao compor a equipe de trabalhadores. A falta desse conhecimento tem trazido muitos dissabores para grande número de casas espíritas.

Segunda Parte

Capítulo I – Ação do Espíritos sobre a matéria
Explica o mecanismo pelo qual os Espíritos podem atuar sobre a matéria inerte. Mostra que o perispírito é a chave de todos os fenômenos mediúnicos. O entendimento deste assunto é fundamental para a compreensão de todos os processos ligados à prática racional da mediunidade.

Capítulo II – Manifestações físicas e mesas girantes
Apresenta as mesas girantes, mecanismo primitivo, usado pelos Espíritos para produzirem as primeiras manifestações ostensivas relacionadas com o nascimento do Espiritismo. Importante para se conhecer de que forma as comunicações se iniciaram e como evoluíram até hoje.

Capítulo III – Manifestações inteligentes
Demonstra que do simples ruído provocado pelas manifestações físicas chegou-se às comunicações inteligíveis propriamente ditas, através das prudentes observações e pesquisas do Codificador.

Capítulo VI – Manifestações visuais
Apresenta explicações sobre os fenômenos das aparições e das vidências. Estudo minucioso e importante na compreensão de fatos que tenham explicações lógicas e nos protege das ilusões e fantasias relacionadas ao assunto.

Capítulo VIII – Laboratório do mundo invisível
Mostra os motivos pelos quais os Espíritos são vistos usando roupas e objetos, como se estivessem vivos. Explica de que maneira tudo pode ser construído no mundo espiritual pela ação do pensamento.

Capítulo IX – Locais assombrados
Trata-se de esclarecimentos lógicos e racionais sobre a existência de locais onde dizem existir assombrações. O estudo deste capítulo põe por terra as fantasias existentes em torno do assunto, explicando racionalmente o fenômeno.

Capítulo X – Natureza das comunicações
Ensina conhecer o tipo de comunicação que está vindo através do médium, seja por meio da fala ou escrita. Conhecer os diversos tipos de comunicações, facilita o trabalho do doutrinador  no critério com o exame das mesmas.

Capítulo XIII – Psicografia
Apresenta noções sobre o mecanismo da psicografia, ou seja, a escrita influenciada pelos Espíritos desencarnados. Fala das cestas e pranchetas usadas no começo da história espírita e depois, da sua substituição pelas mãos dos que serviam de intermediários. Allan Kardec facilita o entendimento do assunto e diz que entre dez pessoas, três possuem a capacidade de escrever bem, sob a influência dos Espíritos.

Capítulo XIV – Os médiuns (IMPORTANTE)
Explicações sobre o que é ser médium. Esclarece sobre a idéia existente no meio espírita, de que todos são médiuns, o que traz grande confusão nos grupos. Trata da classificação geral dos médiuns. Capítulo de fundamental importância para ajudar o dirigente a saber quem é quem.

Capítulo XVI – Formação dos médiuns (IMPORTANTE)
Demonstra a parte prática daquilo que se vai fazer na reunião mediúnica. As instruções estão direcionadas para a psicografia, única prática utilizada pelos grupos da época,  mas podem ser adaptadas para a psicofonia.

Atenção: O estudo cuidadoso deste capítulo é essencial para o bom direcionamento da sessão. Estude cada parágrafo, discutindo suas conseqüências para a parte prática.

Capítulo XVIII – Inconveniente e perigos da mediunidade (IMPORTANTE)
Trata-se de capítulo importantíssimo, pois instrui a respeito de como se deve proceder para evitar os malefícios da prática da mediunidade mal conduzida. O desconhecimento desses perigos tem colocado a perder faculdades mediúnicas, que se bem direcionadas, seriam utilizadas de forma produtiva. Muitos casos de desequilíbrios são registrados após contato do médium com a prática mal conduzida. Comentários sobre “Mediunidade e loucura” e “Mediunidade nas crianças”, instruem sobre essas situações que ainda hoje são mal interpretadas.

Capítulo XIX – Papel dos médiuns nas comunicações (IMPORTANTE)
Qual é o papel dos médiuns na comunicação com o mundo invisível? Allan Kardec explica que não existe uma passividade total da pessoa em relação à comunicação. Dar comunicação é representar uma personalidade estranha, traduzir o pensamento, conviver com o animismo, aperfeiçoar-se moral e intelectualmente. Trata também da questão da linguagem dos Espíritos e da forma como expressam seus pensamentos. Capítulo onde encontramos importante instrução de Erasto e Timóteo, que deve ser lida cuidadosamente.

Capítulo XX – Influência moral do médium (IMPORTANTE)
Capítulo que deve ser estudado com a maior atenção pelos principiantes. A faculdade mediúnica não tem nada a ver com a moral do médium. Seu uso, no entanto, depende exclusivamente dessa condição moral. Há médiuns que empregam mal suas faculdades. Nos adverte que, ao contrário do que se pensa, os médiuns já formados também podem ser enganados. Mostra como é possível e importante a revisão das mensagens mediúnicas. Apresenta uma importante mensagem de Erasto falando da moral dos médiuns.

Capítulo XXI – A influência do meio.
Allan Kardec mostra que mesmo um bom médium poderá receber comunicações ruins, se estiver num ambiente ruim. Para boas comunicações são necessários ambiente moral saudável e médium com seus compromissos espirituais em dia. Fala da importância da homogeneidade de pensamentos entre os participantes, além da existência de sentimentos puros e elevados, com desejo sincero de aprender.

Capítulo XXIII – Da obsessão (IMPORTANTE)
É um dos mais importantes capítulos de O Livro dos Médiuns. Allan Kardec demonstra que a obsessão é um dos maiores obstáculos ao exercício da mediunidade e também um dos mais freqüentes. Todas as medidas devem ser tomadas para se evitar seus efeitos ou pelo menos minimizá-los. Saiba as três formas como a obsessão pode se apresentar, a intensidade dos processos obsessivos e formas de curá-los.

Capítulo XXIV – Identidade dos Espíritos
Estuda a metodologia utilizada para se identificar os Espíritos comunicantes. Distinção entre os bons e maus Espíritos. Formas de identificação de ambos e medidas seguras para se analisar as comunicações. Sem esse cuidado, pode-se ficar com mais facilidade à mercê de Espíritos pseudo-sábios, sistemáticos, mentirosos, galhofeiros e fascinadores.

Capítulo XXV – Das evocações (IMPORTANTE)
O Codificador dedicou todo esse capítulo a demonstrar racionalmente a importâncias das evocações e mostra que elas são bem mais seguras que as manifestações espontâneas. Trata das dificuldades nas evocações, da linguagem a usar com os Espíritos e evocações de Espíritos de pessoas encarnadas. Instrui, em 66 perguntas, sobre a maneira segura de se realizar esta prática, indispensável ao tratamento das obsessões graves.

Capítulo XXVI – Perguntas que se podem fazer
Quais as perguntas que podemos fazer aos Espíritos? Perguntas sobre questões morais e espirituais. Perguntas sobre a situação dos Espíritos, saúde, descobertas, tesouro, etc. Este capítulo demonstra que os bons Espíritos se interessam pelo nosso adiantamento espiritual e não perdem tempo com os que querem fazer do contato com o plano invisível, simples instrumento de passatempo e frivolidades.

Capítulo XXIX – Reuniões e Sociedades (IMPORTANTE)
Allan Kardec apresenta uma série de idéias a respeito da classificação das reuniões práticas de Espiritismo. Fala da formação das sociedades e das normas de segurança que precisam existir para se preservar sua integridade. Este entendimento é de extrema importância para o equilíbrio e funcionamento das sociedades espíritas. Estas instruções do Codificador demonstram a relevância do assunto: “Uma reunião é um ser coletivo cujas qualidades e propriedades são a soma de todas as dos  seus membros formando uma espécie de feixe. Ora, este feixe será tanto mais forte quanto mais homogêneo.”

Nota: Para o estudo de O Livro dos Médiuns, recomendamos a tradução feita pelo professor José Herculano Pires, devido sua clareza e objetividade.

Por Balbino Gonçalves do Amaral


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NA PRÓXIMA DIMENSÃO – Cap. 4

CAPÍTULO 4
—  É curioso  —  acrescentei  —  como  nós,  quando  encarnados,  nos  opomos à  dinâmica  da  Revelação! 
—A  pretexto  de  fidelidade  doutrinária,  oferecemos resistência  às  obras  que  pretendem  dar  seqüência  àquelas  já  consagradas…
—  Na maioria  das  vezes,  Inácio,  tal  acontece  porque  as  obras  às  quais  você  se refere  não  foram  escritas  ou  intermediadas  por  nós.  É  dificil  que  o  homem encarnado  não  oponha  resistência  a  verdade  que  não  seja  anunciada  por  ele… Pausando  por  instantes,  Odilon  ponderou  com  sabedoria:
—  Por  outro  lado,  os  excessos  de  imaginação  carecem  de  ser  evitados;  se  os médiuns  e  os  espíritos  não  encontrassem  resistência  da  parte  dos  que  se  erigem em  patrulheiros  ideológicos  da  Terceira  Revelação,  os  absurdos  doutrinários  ou antidoutrinários  que  produziriam  seriam  muito  maiores…  Como  vemos,  tudo  está certo,  e  a  obra,  quando  traz  a  chancela  da  Verdade,  acaba  se  impondo.  A semente  de  boa  qualidade  germina  entre  espinhos  e  produz  os  frutos  a  que  está destinada. –  Mais  uma  vez,  você  tem  razão 
—  comentei  com  o  amigo  de  excelente bom-senso  e  cuja  experiência  nos  assuntos  relacionados  com  a  mediunidade  eu estava  longe  de  possuir. 
—  De  qualquer  forma,  no  entanto,  me  será  lícito  tentar, não  é?  Ou,  também,  devo  me  sujeitar  a  alguma  espécie  de  censura  deste  Outro Lado  da  Vida?
—  Não  existe,  de  nossa  parte,  restrição  alguma,  Inácio,  mas  você  conhece bem  o nosso  meio,  lá  na  Terra…
—  E como conheço!…  Nos  últimos  tempos,  por  não  suportar  a  convivência  com certos  companheiros  de  ideal,  terminei,  equivocadamente,  me  insulando;  mil vezes  preferível  combater  os  padres  do  que  os  espíritas!  …  Nas  camadas  simples dos  adeptos  do  Espiritismo,  entre  os  servidores  por  assim  dizer,  nos  deparamos com  a  fraternidade  legítima,  mas  nas  cúpulas  diretivas! Qualquer  que  ocupe  um  cargo  de  direção,  vira  a  cabeça  e  passa  a  se  acreditar  um espírito  encarnado  investido  de  elevada  missão…
Odilon  sorriu  e,  quando  íamos  dar  seqüência  ao  assunto  que,  de  certa  forma, ainda  me  incomodava  mesmo  depois  da  morte,  alguém  se  nos  fez  anunciar.  A jovem  atendente  que  trabalhava  comigo,  avisara-me  que  Paulino  Garcia  e  Manoel Roberto haviam chegado e permaneciam à espera. –  Por  favor,  peça  aos  dois  que  entrem… Odilon,  sempre  gentil,  levantou-se  da  poltrona  e  cumprimentou  os  amigos efusivamente.
—  Olá,  Paulino!  Como  vai  passando,  meu  filho?  E  você,  Manoel?  Há  quanto tempo  não  nos  vemos?…
—  É verdade,  Dr.  Odilon,  tenho  andado  um  tanto  ocupado  ultimamente  — respondeu  o  antigo  Enfermeiro  Chefe  do  Sanatório  Espírita  de  Uberaba.
—  Ocupado e preocupado,  não  é,  Manoel?  —aparteei  com  naturalidade. —  O senhor  sabe  como  são  os  assuntos  de  família  —  explicou-se  o  amigo recém-chegado 
—:  a  gente  desencarna,  mas  não  consegue  se  desligar…  A consciência  continua  me  cobrando  um  melhor  desempenho  e  tenho  muito  que fazer  para  tentar  reunir  os  valores  familiares  que  se  dispersaram.  Eu  também  sou um  daqueles  que  não  cumpriram  bem  com  os  deveres  de  casa… –  Não  exagere,  Manoel!  —  retruquei,  com  o  propósito  de  aliviar  o  amigo,  cujo semblante  se  cobrira  de  tristeza. 
—  Você  fez  o  que  pôde.  Eu,  você,  o  Paulino,  o Odilon 
—  todos  fizemos  o  que  pudemos…  Como  se  dar  o  que  não  se  tem?  Se  a terra  não  é  de  boa  qualidade,  não  adianta  semear.  Reaja,  homem!  A reencarnação  está  aí  pela  frente…
—  Mas é justamente  isto  que  me  preocupa: reencarnar  e  repetir  os  mesmos  erros…
—  Calma,  Manoel!  —  foi  a  vez  de  Odilon  falar,  confortando  o  coração  do irmão  que  tanto  fizera  pelo  ideal  que  nos  era  comum.  Não  se  angustie…  Os nossos  familiares  são  os  nossos  analistas  em  profundidade;  se  não  nos sentíssemos  responsáveis  por  eles,  viver  não  seria  assim  tão  complexo  e  nos iludiríamos  quanto  à  nossa  real  capacidade  de  amar…  Aqueles  com  os  quais pouco  convivemos  pouco  nos  conhecem  e  nos  transferem,  de  nós  mesmos,  uma imagem  que  não  corresponde  à  realidade.  Não  fosse  pelo  remorso  que  nos prende  à  retaguarda  afetiva,  junto  aqueles  que  integram  o  nosso  grupo  evolutivo, a  indiferença  seria  a  característica  maior  dos  nossos  sentimentos…  As  vezes, Manoel,  nós  esquecemos  que  pertencemos  a  Deus. —  O senhor  tem  razão  —  disse-lhe  com  os  olhos  marcados. 
—  Eu  preciso  ser mais  forte. Mas  veja  o  senhor:  eu  nada  fiz  que  merecesse  algum  destaque.  Apenas  sempre procurei  cumprir  com  os  meus  deveres  espirituais  e,  no  entanto,  os  meus familiares,  com  uma  ou  outra  exceção,  me  supõem  detentor  de  méritos  que  os dispensam  a  eles  próprios,  do  esforço  individual…
—  Querem, Odilon  — interferi,  indo  direto  ao  assunto  —,  as  credenciais  dele…
—  Mas  isto  de  querer  para  si  o  mérito  alheio  émuito  próprio  do  homem.  Há pessoas  que  vivem  assediando  os  médiuns,  na  crença  de  que  eles  haverão  de  lhe facilitar  o  acesso  às  Regiões  Superiores…
—  Só se  for  às  Regiões  Umbralinas —  atalhei,  indignado,  não  deixando  por menos.
— Muitos  espíritas,  recém-egressos  do  Catolicismo,  estão  querendo  santificar  os médiuns,  e  o  pior  é  que  há  muito  médium  gostando  de  ser  canonizado  em  vida…  É uma  aberração!  A  continuar  assim,  vamos  ter  que  ampliar  as  dimensões  deste hospital…  É  loucura  que  não  acaba  mais.  O  espírita  necessita,  com  urgência,  de se  conscientizar  de  sua  indigência.  Eu  pensava  que,  por  ter  escrito  livros, polemizado  com  os  padres  e  praticado  alguns  atos  de  caridade,  fosse  chegarpor aqui  com  duas  asinhas…  Ledo  engano!  Cheguei  de  rastros  e,  a  rigor,  ainda  não me pus  de  pé… A  descontração  provocada  por  mim  surtira  o  efeito  esperado  e  todos começamos  a  rir. —  E  você,  Paulino,  o  que  tem  a  nos  dizer?  —  perguntou  Odilon,  com  a intenção  de  deixar  o  pupilo  à  vontade.
—  Com relação  à  família,  até  que  não  posso  me  queixar.  O  meu  pai,  a  minha mãe  e  os  meus  irmãos  estão  fazendo  o  que  eu  não  faria…  A  minha  única preocupação  é  a  de  nos  permitirmos  envolver  em  excesso  pelas  coisas  do  mundo e  relegarmos  as  atividades  espirituais  a  plano  secundário;  estamos  indo  bem,  mas ainda  corremos  riscos…
—  Sem dúvida,  perseverar  nas  obras  da  fé  é  um  constante  desafio  para  quem se  encontra  no  corpo  —  observei.
—  A gente  fica  tanto  tempo  sem  fazer  nada,  que,  quando  abre  os  olhos  e percebe  a  extensão  do  serviço,  chega  a  experimentar  um  certo  desânimo  — comentou  Odilon,  que  prosseguiu. 
—  E  passamos  a  cumular  os  outros  de exigências,  reclamando  porque  não  encontramos  cooperação  à  altura,  porque  nos sentimos  sobrecarregados,  porque  a  Doutrina  nos  exorta  a  um  maior desprendimento,  e  ainda  não  sabemos  conciliar  interesses  que,  em  essência,  são inconciliáveis… Efetuando  breve  intervalo,  o  diligente  amigo  que  todos  temos  à  conta  de devotado  Instrutor,  arrematou: — Não importa,  porém…  Hoje  já  estamos  melhores  do  que  ontem,  quando,  então, nos  lamentávamos  de  braços  cruzados,  entregues  à  inércia;  agora,  pelo  menos, num  nível  de  consciência  superior,  nos  atiramos  à  ”fogueira”  e  não  temos  como não  nos  chamuscarmos  em  suas  labaredas…  Este,  de  fato,  é  um  caminho  sem volta!  Com  menor  ou  maior  aproveitamento,  seguiremos  adiante.  Quem  descerra os  olhos  para  a  luz  não  mais  se  contenta  com  as  trevas,  O  nosso  mais  breve contato  com  o  Espiritismo  é  suficiente  para  incomodar-nos  pelo  resto  da  vida!…