Casa do Cinza

"O amor não cogita de recompensa. É um sentimento que se basta." Dr. Odilon Fernandes


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NA PRÓXIMA DIMENSÃO – Cap. 7

​CAPÍTULO 7 

Quando, porém, estávamos de saída para um dos pavilhões do hospital, 

agora sob a minha responsabilidade no Mundo Espiritual, nosso irmão Lilito 

Chaves veio ao nosso encontro e anunciou o que, desde algum tempo, 

aguardávamos com expectativa: a desencarnação do médium Francisco Cândido 

Xavier, o nosso estimado Chico. O acontecimento nos impunha rápidas mudanças 

de planos e, solicitando a Manoel Roberto que cuidasse do interno que me 

reclamava a presença, improvisamos uma excursão à Crosta para saudar aquele 

que, após cumprir com êxito a sua missão, retornava à Pátria de origem. 

Assim, sem maiores delongas, Odilon, Paulino e eu, juntando-nos a uma plêiade 

de companheiros uberabenses desencarnados, entre os quais relaciono o próprio 

Lilito, Antusa, Joaquim Cassiano, Rufina, Adelino de Carvalho, e tantos outros, 

rumamos para Uberaba no começo da noite daquele domingo, dia 30 de junho. A 

caminho, impressionava-nos o número de grupos espirituais, procedentes de 

localidades diversas, do Brasil e do Exterior, que se movimentavam com a mesma 

finalidade. Todos estávamos profundamente emocionados e, mais comovidos 

ficamos quando, estacionando nas vizinhanças do “Grupo Espírita da Prece’, onde 

estava sendo realizado o velório, com o corpo exposto à visitação pública, 

observamos uma faixa de luz resplandecente, que, pairando sobre a humilde casa 

de trabalho do médium, a ligava às Esferas Superiores, às quais não tínhamos 

acesso. 

Conversando conosco, Odilon observou: 

— Embora, evidentemente, já desligado do corpo, nosso Chico, em espírito, ainda 

não se ausentou da atmosfera terrestre; os Benfeitores Espirituais que, durante 75 

anos, com ele serviram à Causa do Evangelho, estarão, com certeza, à espera de 

ordens superiores para conduzi-lo a Região Mais Alta… De nossa parte, 

permaneçamos em oração, buscando reter conosco as lições deste raro momento. 

Aproximando-nos quanto possível, notamos a formação de duas filas imensas, 

constituídas de irmãos encarnados e desencarnados, que reverenciavam o 

companheiro recém-liberto do jugo opressor da matéria: eram espíritos, no corpo e 

fora dele, extremamente gratos a tudo que haviam recebido de suas mãos, a vida 

inteira dedicadas à Caridade, nas mais fiel vivência do “amaivos uns aos outros”. 

Mães e pais que, por ele haviam sido consolados em suas dores; filhos e filhas 

que puderam reatar o diálogo com os genitores saudosos, escrevendo-lhes 

comoventes páginas do Outro Lado da Vida; famílias desvalidas com as quais 

repartira o pão; doentes que confortara agonizantes em seus leitos; religiosos de 

todas as crenças que, respeitosos, lhe agradeciam o esforço sobre-humano em 

prol da fé na imortalidade da alma… 

Não registramos nas imediações, é bom que se diga, um só espírito que 

ousasse se aproximar com intenções infelizes. Os pensamentos de gratidão e as 

preces que lhe eram endereçadas, formavam um halo de luz protetor que tudo 

iluminava num raio de cinco quilômetros; porém essa luz amarelo-brilhante 

contrastava com a faixa de luz azulínea que se perdia entre as estrelas no 

firmamento. 

A cena era grandiosa demais para ser descrita e desafiaria a inspiração do maisexímio gênio da pintura que tentasse retratá-la. Uma música suave, cujos acordes 

eu desconhecia, ecoava entre nós, sem que pudéssemos identificar de onde 

provinha, como se invisível coral de vozes infantis, volitando no espaço, tivesse 

sido treinado para aquela hora. 

Espíritos mais simples que passavam rente comentavam: 

— “Este é um dos últimos… Não sabemos quando a Terra será beneficiada 

novamente por um espírito de tal envergadura”; “Este, de fato, procurava viver o 

que pregava” “Quem nos valerá agora?”; “Durante muitos anos, ele matou a fome 

da minha família… “Lembro-me de que, certa vez, desesperado, com a idéia de 

suicídio na cabeça, eu o procurei e a minha vida mudou”; “Os seus livros me 

inspiraram a ser o que fui, livrando-me de uma existência medíocre”; “Quando 

minha avó morreu, foi ele quem pagou seu enterro, pois, à época, éramos 

totalmente desprovidos de recursos”; “Fundei minha casa espírita sob a orientação 

de Chico Xavier, que recebeu para mim uma mensagem de incentivo e de apoio”; 

“Comigo, foi diferente: eu estava doente, desenganado pela Medicina, ele me 

receitou um remédio de Homeopatia e fiquei bom”… 

Paulino, tão curioso quanto eu e Lilito, perguntou a Odilon: 

— O que o senhor acha dessafaixa de luz isolada, como se fosse um caminho? 

— Desconfio o que seja, mas ainda não tenho certeza, Paulino — respondeu o 

Orientador, que, a todo momento, identificado por um dos integrantes da multidão 

que aumentava progressivamente do nosso lado de ação, se esmerava em 

responder as perguntas que lhe eram dirigidas. 

Os caravaneiros não cessavam de chegar, todos portando flâmulas e faixas com 

dizeres luminosos; creio sinceramente que, em nosso Plano, jamais houve uma 

recepção semelhante a um espírito que tivesse deixado o corpo, após finda a sua 

tarefa no mundo; com exceção do Cristo e de um ou outro luminar da 

Espiritualidade, ninguém houvera feito jus ao aparato espiritual que se organizara 

em torno do desenlace de Chico Xavier. 

Com dificuldade, logrando adentrar o recinto do “Grupo Espírita da Prece”, 

reparamos que uma comissão de nobres espíritos, dispostos em semicírculo, 

todos trajando vestes luminescentes, permanecia, quanto nós mesmos, em 

expectativa. Odilon sussurrou-me ao ouvido: 

— Inácio, estas são as entidades que trabalharam com ele na chamada 

“Coleção de André Luiz”; são os Mentores das obras que o nosso André reportou 

para o mundo, no desdobramento do Pentateuco Kardeciano: 

Clarêncio, Aniceto, Calderaro, Áulus e tantos outros… E aqueles que estão 

imediatamente atrás? — indaguei. 

— São alguns representantes da família do médium e amigos fiéis de longa 

data. 

— E onde estão Emmanuel, nosso Dr. Bezerra de Menezes e Eurípedes 

Barsanulfo? 

Porventura, ainda não chegaram?… 

— Devem estar — respondi — cuidando da organização… 

Ao lado do seu corpo inerte, nosso Chico, segundo a visão que tive, me parecia 

uma criança ressonando, tranqüila, no colo de um anjo transfigurado em mulher, 

fazendo-me recordar, de imediato, a imagem de “Pietà”, a famosa escultura de Michelangelo. 

— Quem é ela? — perguntei. 

— Trata-se de D. Cidália, a sua segunda mãe… 

— E D. Maria João de Deus?… 

— Ao que estou informado — esclareceu Odilon —, encontra-se reencarnada 

no seio da própria família. 

– E seu pai, o Sr. João Cândido? 

— Está em processo de reencarnação, seguindo os passos da primeira esposa. 

Adiantando-se, nosso Lilito indagou: 

— Odilon, na sua opinião, por que o Chico está parecendo uma criança? 

— Ele necessita se refazer, pois o seu desgaste, como não ignoramos, foi muito 

grande, mormente nos últimos anos da vida física; nosso Chico carece de se 

desligar completamente… 

— Perderá, no entanto, a consciência de si? 

– É evidente que não. O seu verdadeiro despertar acontecerá gradativamente, à 

medida em que se recupere da luta sem tréguas que travou… Aliás, a 

Espiritualidade Superior, nos últimos três anos, vinha trabalhando para que a sua 

transição ocorresse sem traumas, tanto para a imensa família espírita, que o 

venera, quanto para ele próprio.


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Psicografia de Chico Xavier Brasil – Castro Alves – 1971

BRASIL                             

   Castro Alves

Brasil, o Mundo a escutar-te,

Pergunta hoje: “O que é?”

Ah! Terra de minha vida,

Responde às Nações de pé!

Das montanhas altaneiras,

Dentro das próprias fronteiras,

Alonga os braços – Sansão!

Sem prepotência ou vangloria,

Grava no livro da História,

Novo rumo à evolução!

Contempla a sombra da guerra,

Dragão do lodo a rugir,

Envenenando a Cultura,.

Ameaçando o Porvir!…

Fala – assembléia de bravos –

Aos milhões de homens escravos

Sábios loucos prometheus…

Do píncaro a que te elevas.

Dissolve os grilhões das trevas

Na fé que te induz a Deus!

Brada – gigante das gentes –

Proclama com destemor

Que o Cristo aguarda na Terra

Um novo mundo de Amor!

Ante a grandeza que estampas,

Os mortos voltam das campas,

Sublimando-te a visão!. 

Ao progresso Fernão Dias!…

O Dever mostra Caxias,

Deodoro a renovação!…

Dos sonhos do Tiradentes,

Que se alteiam sempre mais,

Fizeste Apóstolos, Gênios,

Estadistas, Generais…. 

De todos os teus recantos

Despontam palmas de santos,.

Augusto pendões de heróis!…

Astros de brilhos tamanhos

Andrada, Feijó, Paranhos,

Em teus céus brilham por soes!…

Desde o dia em que nasceste,

Ao fórceps de Cabral

O tempo se iluminou,

Na Bahia maternal!…

Hoje, que o mundo te espera

Para as leis da Nova Era,

Por Brasília envolta em luz,

Que em ti a vida se integre,

De Manaus a Porto Alegre,

No Espírito de Jesus!…

Ao resguardar o Direito,

Mantendo a Justiça e o Bem,

Luta e rasga o próprio peito,

Mas não desprezes ninguém!…

Levanta o grande futuro,

Ergue tranqüilo e seguro,

A paz nobre e varonil!…

À humanidade que chora,

Clamando: “Senhor… e agora?!”

O Cristo aponta: Brasil!…

 

 

O POETA SE IDENTIFICA

 

Irmão Saulo

 

O poema de Castro Alves que encerrou o “Pinga Fogo’ do Canal 4, na noite de 20 de dezembro de 1971, com o médium Francisco Cândido Xavier, oferece todos os elementos de identificação do poeta.

Outra consideração de importância fundamental a fazer-se é a de que o poema “Brasil” representou uma síntese poética dos momentos culminantes do “Pinga Fogo”, quando foram postos em foco os problemas da atualidade brasileira. O poema brotou espontâneo, escrito a jato, na velocidade característica da psicografia, revelando a presença espiritual e emocional do poeta nos diálogos que se travaram. Impossível negar, diante desse conjunto de elementos favoráveis e de um pouco de conhecimento dos problemas espíritas, a legitimidade dessa mensagem mediúnica.

Composto em estrofes de dez versos setissílabos, tem a forma poética de “O Livro e a América” e o mesmo estilo épico, a mesma garra condoreira, o mesmo ímpeto místico-teórico daquele poema. O que mais devia impressionar aos que desejarem analisá-lo é a conotação de contemporaneidade entre eles. Em “O Livro e a América” o poeta coloca o Novo Mundo em face do Velho Mundo como um prolongamento deste, mas também como um passo evolutivo no desenvolvimento do Planeta. Na segunda estrofe faz os Andes – como braços levantados – apontarem para a amplidão. No poema “Brasil”, faz o Cristo apontar ao mundo, em desespero, a vastidão brasileira.

O tema é quase o mesmo. Num, a América é a esperança de paz e cultura que surge diante do materialismo guerreiro da Europa. Noutro, é o Brasil que rasga uma perspectiva espiritual para os insanáveis conflitos de sangue e fogo em que se perdem as velhas nações da Terra.

As metáforas condoreiras se assemelham e se equivalem, apenas atenuadas no poema de agora pela ternura evangélica. Há felizes conotações de imagens, como a que se nota, por exemplo, entre as figuras de Briaréu, no primeiro poema, e a de Sansão no segundo. É ainda mais expressiva a conotação entre os braços dos Andes apontando a amplidão e as montanhas altaneiras, dentro das próprias fronteiras, alongando-se como braços para assinalar novo rumo à evolução.

Outra consideração de importância fundamental a fazer-se é a de que o poema “Brasil” representou uma síntese poética dos momentos culminantes do “Pinga Fogo”, quando foram postos em foco os problemas da atualidade brasileira. O poema brotou espontâneo, escrito a jato, na velocidade característica da psicografia, revelando a presença espiritual e emocional do poeta nos diálogos que se travaram. Impossível negar, diante desse conjunto de elementos favoráveis e de um pouco de conhecimento dos problemas espíritas, a legitimidade dessa mensagem mediúnica.

 

Livro “Chico Xavier pede licença” Psicografia Francisco C. Xavier Autores diversos

 


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Viagem astral

​VIAGEM ASTRAL: UMA EMANCIPAÇÃO DA ALMA

 

A emancipação da alma é a capacidade que todo ser humano tem de projetar a sua consciência para fora do corpo físico. Quase todas as noites nos projetamos, mas o cérebro apresenta dificuldades para registrar lembranças de eventos de quando a consciência está fora do corpo. Por isso, confundimos certas viagens astrais com sonhos.
Essa experiência tem diversos nomes dependendo do segmento doutrinário, como: Viagem Astral (Esoterismo); Projeção Astral (Teosofia); Experiência Fora do Corpo (Parapsicologia); Viagem da Alma (Eckancar); Projeção do Corpo Psíquico ou Emocional (Rosa Cruz); Projeção da Consciência (Projeciologia); e para o Espiritismo Desdobramento, Desprendimento Espiritual ou Emancipação da Alma.
 

Vamos chamar os espíritos que passam por essa experiência de projetores. Há projetores que só se projetam próximos ao seu corpo físico, dentro do ambiente que está dormindo, sem jamais se projetar para lugares distantes, já outros pode ir para lugares distantes, sendo conhecidos ou desconhecidos. E muitos sonhos de vôo e de queda estão relacionados diretamente com a movimentação da alma durante a projeção da consciência. Vejamos os tipos de emancipação:
Emancipação da alma involuntária

                Neste tipo de emancipação a pessoa sai do corpo sem querer e não entende como isso acontece. Em alguns casos a emancipação ocorre antes mesmo da pessoa adormecer, mas, em geral, é quando a pessoa se deita e adormece normalmente, e “desperta” flutuando fora do seu corpo físico. Na maioria das vezes, a pessoa projetada observa seu corpo físico adormecido e fica assustada. Já outros ficam em desespero e mergulham no corpo físico violentamente para sair daquela situação estranha à elas. Outros pensam que estão vivendo um pesadelo e procuram desesperadamente acordar seu corpo físico. Já outras pessoas que se projetam involuntariamente se sentem tão bem nessa situação que não se questionam e não se assustam pelo fato, e nem como ocorreu e por que, pois a sensação de liberdade e flutuação é tão boa que nada mais importa para elas. Quando despertam no corpo físico, muitos imaginam terem tido um sonho bom.  Assim, a pessoa não tem conhecimento do que ocorre e, por isso, vem o medo de tal experiência, esse medo está na razão direta da falta de conhecimento das pessoas sobre esta questão.
Emancipação da alma voluntário

                Neste, a pessoa sai do corpo pela sua vontade, e comanda o desenvolvimento da experiência e está totalmente consciente do que está acontecendo fora do corpo físico. Podendo observar seu corpo carnal com tranquilidade; viajar para lugares diferentes ou conhecidos do plano físico ou extrafísico; podendo voar e atravessar objetos físicos; se encontrar com outros projetados ou espíritos desencarnados… E volta para o corpo físico à hora que desejar. Assim, a pessoa tem pleno conhecimento do que ocorre e procura desenvolver o processo segundo a sua vontade.
 
Sensações da emancipação

•  Catalepsia Projetiva                                                                                                       O projetor pode sentir uma paralisia dos seus membros. Essa paralisia é chamada de catalepsia projetiva ou astral; e não pode e não deve ser confundida com a catalepsia patologia, que é uma doença rara. A catalepsia projetiva pode ocorrer tanto antes, quanto após a projeção. Podendo acontecer da seguinte maneira: a pessoa desperta durante o sono e descobre que não pode se mover, estando completamente paralisado, como se uma força invisível impedisse os movimentos. Muitos em desespero,  tenta gritar, mas não consegue, tenta abrir os olhos, mas também não obtém resultado, tendo uma sensação de agonia e de impotência muito fortes. Depois do ocorrido alguns criam fantasias imaginando que um espírito lhe dominou e parou os seus movimentos. Mas, isto é o efeito da catalepsia projetada, e ela é benigna, não apresentando nenhum risco e sendo totalmente inofensiva, ela apenas pode produzir a projeção se a pessoa ficar calma e pensar em flutuar acima do corpo físico. Depois de algum tempo, que pode variar de alguns segundos até cerca de três minutos, a paralisia do corpo para e o corpo volta a e mover novamente. O que se pode fazer para “despertar” é ficar parado, respirar lentamente e esperar que passe. Enquanto se concentra na respiração, a mente divaga e quando menos espera o corpo deixa de estar paralisado. Outro conselho é tentar mover um dedo e lentamente o resto da mão, do braço… Até que todo o corpo se mova. Ou piscar os olhos, ou focar em um único músculo e tentar movê-lo.                                                                                                                       

•  A Sensação de escorregar ou cair em um buraco                                                             Pode também ocorrer pequenas repercussões físicas no início da projeção, principalmente nos membros. Como, quando se está começando a adormecer, tem a sensação de estar escorregando ou caindo por um buraco; isto acontece por causa de uma pequena movimentação da alma no interior do corpo físico.
 
Estado vibracional

                São vibrações intensas que percorrem a alma e o corpo físico antes da projeção. Na verdade, essas vibrações são causadas pela aceleração das partículas energéticas da alma, criando assim um circulo fechado de energias. Essas energias são totalmente inofensivas e tem como finalidade a separação dos dois corpos, o físico do espiritual.
    Portanto, se você se encontrar nessa situação durante a noite ou durante o dia, e caso não pretenda se projetar fora do corpo físico, e queira recuperar o controle do corpo carnal, basta ter calma e tentar mover um dedo da mão ou uma pálpebra, que imediatamente, readquirirá o movimento.  Mas, se você quiser passar por tal experiência, não tente se mover; fique calmo e pense firmemente em sair do corpo e flutuar acima dele, não tenha medo nem ansiedade e a projeção se realizará.
             Mas, todas as nossas atitudes devem ser tomadas com total consciência e responsabilidade, pois nada deve ser feito de uma forma de brincadeira ou por curiosidade. Mas, temos que ser informados sobre temas como esses, que muitas vezes acontece no nosso dia a dia.

Por Balbino Amaral 


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Mediunidade -Estudo

​MEDIUNIDADE

           
A mediunidade possibilita que uma pessoa seja intermediária entre os espíritos e os homens, e todo o ser humano é um médium, pois a mediunidade é uma faculdade inerente ao homem, assim a predisposição mediúnica não depende do sexo, da idade, do temperamento, da condição social, da raça, da cultura, da religião, da inteligência e até mesmo das qualidades morais.
            A mediunidade apresenta diferentes graus de desenvolvimento e se manifesta de maneira diversa em cada pessoa, todo aquele que sente, num grau qualquer, a influência dos espíritos é, por esse fato, médium, podendo ser desde a mais tenra idade, até a mais avançada.  
         A mediunidade é uma ponte que liga o mundo físico ao mundo espiritual, possibilitando assim: um elo entre os dois mundos, comprovação do mundo espiritual, oportunidade de servir, aperfeiçoamento do espírito,  reencontro com os que já desencarnaram, aprendizado entre encarnados e desencarnados (ou vice-versa, pois podemos ajudar os desencarnados menos evoluídos que nós), ajuda entre os dois mundos; sendo um dom que Deus nos permitiu possuir, nos colocando em relação direta com aqueles que vivem no mundo espiritual. 
           Deus nos deu os sentidos físicos para identificar e facilitar a vivencia no mundo material, que são: a visão, a audição, o olfato, o paladar e o tato. E com a mediunidade Deus nos permite a identificação, a percepção do mundo espiritual, ela lida com energias das quais só podemos perceber seus efeitos, energias que a ciência ainda desconhece, e que são sutis para o nosso corpo físico. 
         É um dom gratuito, o de ser interprete dos espíritos, para  instruções dos homens, para lhes mostrar o caminho do bem e conduzi-los à fé, pois Deus quer que a luz chegue a todos. E não para vender palavras que não pertencem ao médium, visto  que não são frutos de suas concepções, nem de suas pesquisas, nem de seus trabalhos pessoais.   
           O processo de comunicação dá-se somente através da identificação do espírito com o médium, perispírito a perispírito, cujas propriedades de expansibilidade e sensibilidade, entre outras, permitem a captação do pensamento, das sensações e das emoções, que se transmitem de uma mente para outra mente através do veículo sutil, que é o perispírito.  Assim, as comunicações, seja de efeitos físicos e/ou inteligentes, realizam-se pela ação fluídica do espírito sobre o médium, sendo preciso que o fluído deste último se identifique com o do espírito, se conclui assim que, a facilidade das comunicações depende do grau de afinidade existente entre os dois fluídos.  E quanto mais elevado o médium for moralmente e intelectualmente, melhor instrumento este se tornará aos espíritos. 
          Cada médium é assim mais ou menos apto para receber a impressão ou a impulsão do pensamento de tal ou tal espírito; podendo ser bom instrumento para um e péssimo para outro. Se achando juntos dois médiuns, igualmente bem dotados, poderá o espírito manifestar-se por um e não por outro. É um erro acreditar-se que basta ser médium para receber, com igual facilidade, comunicação de qualquer espírito. E lembrando sempre que: o médium não tem o poder de chamar um determinado espírito e ele vim só pelo querer do médium, é como Chico Xavier falava “O telefone só toca de lá pra cá”, ou seja, qualquer médium só se comunica com os espíritos quanto eles querem, quando é necessário, nunca um médium se comunica apenas pela sua vontade. 
         Alguns se admira de que, por vezes, a mediunidade seja concedida a pessoas indignas, capazes de a usarem mal, ou para o mau. Deus dar esta faculdade a todos, e lhes dá a liberdade de usá-la,isto é o livre arbítrio, mas não deixa de punir o que delas abusa. Assim, a mediunidade é dada sem distinção, a fim de que os espíritos possam levar a luz em todas as fileiras, em todas as classes da sociedade, ao pobre como ao rico; aos sábios para fortalecer no bem; aos viciosos para os corrigir. 
 
        O desabrochar da mediunidade representa para o ser humano um novo horizonte que se abre para ele. Sendo um convite, um chamado a fim de que se volte para o bem, que desperte para a realidade maior da vida. É uma responsabilidade sim, mas, sendo vivenciada com seriedade, com amor e disciplina, será sempre fonte de benefícios, em primeiro lugar para o próprio médium.   
        Está na hora da mediunidade deixar de ser vista como um peso, um tormento, empecilho; e passar a ser vista e encarada como uma oportunidade de evolução, de aprendizagem e de auxílio. 
Se quer saber mais sobre mediunidade acesse as seguintes postagens:

Post.115 – Os Médiuns: http://jardim-espirita.blogspot.com.br/2014/01/post-115-os-mediuns.html

Post. 116 –  Tipos de Mediunidade: http://jardim-espirita.blogspot.com.br/2014/02/post116-tipos-de-mediunidade.html

Por Balbino Amaral


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Mediunidade – Estudo 

​RESPONSABILIDADE E ACEITAÇÃO DE TRABALHAR A MEDIUNIDADE

     

 
      Muitos dizem: “Não quero ser médium”, mas não adianta, porque todos somos portadores da mediunidade, embora cada um esteja num nível de desenvolvimento diferente. O que se pode fazer é escolher exercê-la ou não; e se, sabendo desse fato, optamos por não exercitá-la, será preciso, então, nos prepararmos para assumir as consequências dessa escolha, porque a mediunidade é um dos meios que  possibilita nos regenerar perante nossos erros cometidos em existências anteriores, bem como nos harmonizarmos com todos aqueles que sofrem as consequências dos nossos deslizes, ajudar o próximo sem querer nem esperar nada em troca…  Além disto, não trabalhando e não empregando a sua faculdade mediúnica, o médium não se livra da presença e atuação dos espíritos em geral, mas pelo contrário, fica mais a mercê e vulnerável aos maus espíritos por lhe faltar autoridade moral; o estudo dos ensinamentos de Jesus e praticar o bem  com amor e consciência é que faz nossa moral ser elevada.
Vigiar e Orar é fundamental para todos nós, independente de  quem não apresenta mediunidade desenvolvida e principalmente quem possui mediunidade mais desenvolvida, é essencial está sempre em oração e vigiando algum deslize que se pode tomar, pois quando se pratica a Vigília  e a Oração, as baixas e más vibrações são dispersadas, não ficando brecha para maus espíritos se aproximar e causar muitas vezes obsessão e mau para nós.
O desenvolvimento da mediunidade e o seu exercício devem estar apoiados, sobretudo, na prática dos ensinamentos de Jesus, o que, em suma, representa nossa reforma interior. E é justamente isso que as pessoas não querem ou acham difícil e até mesmo impossível a modificação de si mesmos, abandonando os velhos hábitos, as tendências negativas, abandonar a comodidade … Não é difícil o trabalho mediúnico, pois tudo que é feito com amor nos leva a nos sentirmos em outro nível mais elevado, com mais serenidade dentro de nós. E as Casas Espíritas Kardecistas acolhem os médiuns e os ajudam no desenvolvimento da sua faculdade, com estudos e trabalhos que o médium possa executar segundo a sua faculdade e o desenvolvimento dela.
 
Quando nos dedicamos ao desenvolvimento e ao exercício da mediunidade, além de equilibrarmos nossas energias e de passamos a nos sentir melhores, também aprendemos a manter sintonia com os bons espíritos que nos assistem,e  que passam a nos auxiliar sempre que necessitamos. Assim, ganhamos verdadeiros amigos de luz.


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Reencarnação – estudo

​TIPOS DE ENCARNAÇÃO
Há quatro tipos de reencarnação, que vão de acordo com o grau de adiantamento do espírito.  São eles:

Reencarnação Compulsória:

Este tipo de reencarnação é destinada a espíritos que não tem capacidade de fazer as suas próprias escolhas, devido ao seu adiantamento evolutivo atrasado ou por faltas graves que impedem a liberdade de escolha. O espírito é acolhido sem previa concordância e até sem o seu conhecimento. E também, a reencarnação compulsória é imposta pela Lei de Deus nos casos que exige longas expiações. Neste, tudo acontece naturalmente, de uma forma automática; este processo acontece de tal maneira: os espíritos inferiores com idéias fixas, entram em grande associação com o útero, que tem circunstâncias  adequadas para a sua nova reencarnação, em moldes totalmente dependentes da hereditariedade. Mas até mesmo nesses casos os espíritos superiores responsáveis pelo destino do planeta terra supervisionam a distância essas entidades reencarnantes; ou seja, nenhuma existência está abandonada, a ajuda carinhosa de Deus está sempre presente, os espíritos supervisores dos renascimento na Terra, tem conhecimento de todas as reencarnações automáticas/compulsória, que é o maior número no nosso planeta.     

Reencarnação Acidental:

Neste, a fecundação não estava prevista, decorrente de uma relação sexual casual. Então quando ocorre a fecundação neste caso, o espírito que esteja próximo ao casal é atraído para o óvulo fecundado. Assim, os mecanismos automáticos se carregam de propiciar a ligação na fecundação. Na reencarnação acidental se encaixam os reencarnantes  originário de estupro e de outros “acidentes” semelhantes. Alguns suicídios podem ser ocasionados por esse tipo de reencarnação, por não ter havido planejamento reencarnatório e sendo uma forma de alterar o planejamento.

Reencarnação proposta ou semi-voluntaria:

Este tipo é levado em conta o livre-arbítrio que o espírito tem a sua disposição. Os débitos e méritos são analisados sem imposição pelos mentores espirituais, em seguida programam a melhor forma  para liquidar ou diminuir as dívidas em pendência, e as possibilidades para o progresso moral e espiritual. Como não é imposta estas analises, o espírito encarnante pode discutir certas questões e pedir alterações, que podem ser aceitas ou não. É a circunstância de muitos de nós.  

Reencarnação livre ou missionária:

Esta é para os espíritos que são redimidos ou próximo da redenção no plano terreno. Estes possuem ampla liberdade de escolha. A missão na terra é de desempenhar tarefas elevadas em qualquer setor do conhecimento humano, como nas ciências, na filosofia ou na religião, para ajudar na evolução da humanidade. Como Sócrates, Buda, Krishna, e Jesus de Nazaré.  

 

 

“Quantas existências, quantos corpos, quantos séculos, quantos serviços, quantos triunfos, quantas mortes necessitamos ainda?” (André Luiz)

Por Balbino Amaral


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Reencarnação – Estudo

​PLANEJAMENTO REENCARNATÓRIO

          

         Antes da reencarnação, é preparado todo um projeto para o espírito voltar a matéria, independente dele ser capaz ou não de participar de tal planejamento, pois há caso em que o espírito não tem capacidade de participar deste processo, devido a perturbações que impede analisar a sua vida futura. O objetivo deste planejamento é estabelecer as metas e ajudar na conduta, para reparar as faltas e erros cometidos pelo espírito anteriormente, vendo como vai se dar os objetivos de reencarnação, que é o aprendizado, a evolução moral e espiritual, e as reparações; tudo é levado em conta, as conquistas e as faltas, sendo tudo planejado por espíritos evoluídos, e não existindo reencarnações iguais. 
          Quando o espírito tem condição ele escolhe cada detalhe do corpo físico que habitará, a estatura, o peso, a cor da pele, o tipo de cabelo… ou seja, somos o resultado de nossas própria escolhas, por isso temos que nos aceitar como somos ( a mensagem de Chico Xavier- Somos o que atraímos, fala exatamente disto http://jardim-espirita.blogspot.com.br/2013/04/post30-mensagem-de-chico-xavier-somos-o.html)      
UMA ENCARNAÇÃO SEMI-VOLUNTÁRIA, SE DA DA SEGUINTE FORMA: 

        Primeiramente no planejamento são determinados os grandes acontecimentos, que influi diretamente na vida, como: a escolha dos pais e familiares; o tempo de vida na terra; o sexo; doenças que enfrentará, ou não; casamento; filhos; profissão; o mapeamento dos cromossomos, com a herança dos genitores para determinar as características hereditárias.  
        Nesta fase preparatória o espírito vai perdendo contato com a esfera espiritual, a medida em que a aproximação com os pais se intensifica, pois essa convivência propicia ao espírito entrar no clima vibracional dos pais, para que a sintonia seja a melhor possível, e que interaja com dinâmica com os genitores. 
        No plano extra físico é feito um trabalho de diminuição do perispirito, organizando-o; este processo é para que o espírito se ligue com a célula-ovo quando a fecundação acontecer, a miniaturização do espírito é feita em cima de operações bioenergéticas e magnético-espiritual, sendo executado pelos espíritos construtores.
         O espermatozóide é cuidadosamente selecionado, pois tem que trazer a carga genética apropriada, de acordo com as necessidades estabelecidas anteriormente, com os mapas cromossômicos. Depois da escolha do espermatozóide e do óvulo selecionado, ocorre a fecundação; a partir da fecundação da-se início a formação do corpo, que se estende até o nascimento. Sabemos que o período de formação do corpo se da pelas múltiplas divisões celulares, nesta fase o espírito reencarnante cria por meio do seu perispirito um campo magnético, este atua como um molde onde as células físicas vão se ajustando, para dar forma ao futuro corpo físico.  
        A união do espírito com os implementos físicos começa no momento da concepção, se ligam pelo laço Fluídico que vai se apertando, cada vez mais, então o encaixe final do espírito com o corpo físicos,  se dar quando o bebê nasce e chora pela primeira vez. No entanto, a fase de adaptação a vida não se completa no nascimento, mas aos 7 anos de idade, quando ocorre a plena integração ao corpo físico. 
  
       André Luiz nos informa que nos primeiros 21 dias de gestação a assistência espiritual é muito intensa, pelo fato de ser um período de extrema importância para a formação do futuro corpo, período em que os órgãos e sistemas começam a se formarem. Após esses 21 dias, é diminuído a vigilância espiritual, mas continua presente até o fim da gestação.

Por Balbino Amaral