Bezerra de Meneses, casa do Cinza, mensagem de bezerra de meneses, Raulina Pontes

MENSAGEM AO POVO BRASILEIRO

Brasileiros e brasileiras. 

Não esmoreçais diante de tantas lutas. Arregaçai vossas mangas, reerguei vossas cabeças e fortalecei vossos pés. Avante! O momento agora é de esperança em busca de dias melhores na Pátria do Cruzeiro, nacao abençoada pelo anjo Ismael a serviço de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Avante meus irmãos! Empunhem as armas da tolerância. Silenciem perante a queda daqueles que não souberam garantir a paz da nação. 

Brasileiros e brasileiras, no momento é preciso que todos mantenham a calma. A tempestade avança com ventos fortes, bravios, assustadores. Não vos assusteis porém, que tendes a consciência tranquila. Procurai acalmar vossos corações. Chegou o momento da derrubada. Cairão pedras sobre pedras. O amontoado de riquezas ilícitas, adquiriras pela ganância do poder de homens ingratos para com a pátria onde nasceram, irão ser soterradas. Espíritos totalmente enfermos da alma, onde a fé e a esperança que acalenta vossos corações jamais pousou. O Brasil sairá de suas mãos. A liberdade dará o seu grito para um novo ciclo. Um novo mundo é questão de dias. Um amanhecer de novas esperanças se aproxima. Jesus, junto ao inestimável amigo Ismael e tantos outros com corações nimbados de luz se aproxima, iluminando o país verde amarelo, dando início a uma nova era, era de esperança para todos. Estamos às portas da ordem e do progresso. Novas lutas, novos projetos para um Brasil melhor; melhor na saúde, na Educação, na alegria de um povo, na conquista da paz. Brasil melhor para receber Espíritos designados a construir e a semear a semente do Evangelho redivivo. 

Irmãos! É hora de fortalecer os sentimentos de bondade e generosidade para com o próximo. Avante! Requisitamos os jovens cheios de sonhos!

Jovens idealizadores, não deixem a neblina da ignorância tolher seus sonhos, suas esperanças. Jesus, nosso Mestre, sempre esteve lado a lado daqueles que querem se redimir, construir um país onde todos viverão com dignidade e cabeça erguida no cumprimento das leis que regem esse país de esperança; onde o verde será mais verde, o amarelo mais amarelo e o azul será como o azul da abóboda celeste. 

Brasil, tu és e serás no futuro a Pátria do Evangelho e o Coração do Mundo. 

Avante todos vós, filhos de minh’alma!

Avancemos juntos, de mãos coladas no peito, ao encontro do Mestre que nos espera ansiosamente de braços abertos há quase três mil anos, espargindo o perfume da esperança. Convidamos a todos, uma vez mais, a nos unirmos num preito de esperança. 

Avante brasileiros e brasileiras que amam, que respeitam! Que se curvem diante dessa bandeira simbolizando a democracia. Democracia plena tem que ter ordem e progresso. Sejamos todos unidos. Avancemos juntos numa mesma direção. 

Nova aurora, novo amanhecer, novas esperanças. Avante! 

Sejamos humílimos servidores do Evangelho. 

“Sem ordem não há democracia plena”.

Paz a todos os brasileiros. 

BEZERRA

(Nota: No dia 15/04/2017, durante o Culto do Evangelho no Lar, em minha residência, fui comunicado que o Dr. Bezerra estava transmitindo para a Terra, ao vivo, uma mensagem de otimismo ao povo brasileiro. Conectei-me ao Mundo Maior e pude registrá-la no papel. Raulina Pontes.)

Inácio Ferreira

NA PRÓXIMA DIMENSÃO – Cap. 10

 CAPÍTULO 10

Passados alguns instantes da alocução proferida por Léon Denis, perfumada aragem começou a soprar, balsamizando o ambiente. De onde será que provinha aquele suave perfume que, aos poucos, se intensificava, impregnando-nos o corpo espiritual? Tínhamos a impressão de que, caindo de Esferas Resplandecentes, aquele orvalho celeste, constituído de diminutos flocos luminosos, antecedia o momento em que o espírito Chico Xavier seria conduzido à ignota região da Vida Sem Fim.
Quando o fenômeno a que tento me referir se fez mais evidente, algumas explosões começaram a ocorrer na extensafaixa de luz azulínea que, agora, ia mudando de tonalidade, como se um arco-íris se estivesse materializando diante dos nossos olhos. Gradativamente, cinco entidades foram se fazendo visíveis para nós, tangibilizando-se no pequeno espaço que me parecia reproduzir produzir a abençoada estrebaria em Belém… Os cinco espíritos, que não posso lhes dizer que tenham assumido forma propriamente humana, foram sendo identificados por nós: eram Bezerra de Menezes, Emmanuel, Eurípedes Barsanulfo, Veneranda e Celina, a excelsa mensageira de Maria de Nazaré.
Diante da estupenda visão, todos sentimos ímpetos de nos ajoelharmos; muitos, efetivamente, se ajoelharam, com os olhos banhados de lágrimas. Bezerra de Menezes, Emmanuel e Eurípedes Barsanulfo estavam, por assim dizer, mais humanizados, no entanto Veneranda e, especialmente, Celina nos pareciam dois anjos alados, falenas divinas que se tivessem metamorfoseado apenas para que pudéssemos vê-las… Eu tinha a impressão de estar participando de um sonho que transcendesse a mais fértil imaginação.
Adiantando-se aos demais companheiros, Veneranda, que o tempo todo pairava no ar, começou a orar com sentimento que a palavra não consegue traduzir:
— Senhor da Vida— exorou, sensibilizando-nos profundamente —, aqui estamos para receber, de volta ao nosso convívio, um dos Vossos servidores mais fiéis que, após quase um século de lutas acerbas pela causa do Vosso Evangelho na Terra, regressa ao Grande Lar, com a consciência do dever cumprido. Que as Vossas bênçãos envolvam o espírito naturalmente exaurido, restituindo-lhe as energias que se consumiram de todo por amor do Vosso Nome entre os homens, nossos irmãos! Que do seu extraordinário esforço não se perca, Mestre, uma única gota de suor, das que se misturaram às lágrimas anônimas vertidas por ele no testemunho da Fé. Que o trabalho de sua proficua existência no corpo físico continue a ser prodigiosa sementeira para as gerações do porvir, apontando o Caminho para quantos anseiam por seguir os Vossos passos…
Senhor, os que tão-somente agora, depois de séculos e século de sombras, nos convencemos da Vossa magnanimidade, vos agradecemos por não terdes consentido que o nosso irmão sucumbisse diante das provas e, em nada, se afastasse da trajetória que lhe traçaste no mundo — sabemos que, nos momentos mais dificeis, sem que nós mesmos pudéssemos perceber, a Vossa mão o sustentava para que não tombasse sob o peso da cruz que lhe pusestes aos ombros… Nós vos louvamos por terdes realizado nele a obra consagrada do Vosso amor, que, um dia, redimirá a Humanidade inteira. E que, agora, ainda unidos ao espírito companheiro que soube transformar-se em exemplo de renúncia e de sacrificio, de desprendimento e de abnegação, possamos dar seqüência à tarefa que iniciastes há dois mil anos, da edificação do Reino de Deus sobre a face da Terra!… Que a claridade sublime das Altas Esferas não nos faça ignorar os vales de sombras dos quais procedemos e nos quais acendestes, para sempre, a Vossa Luz… Que não nos seja lícito o descanso, enquanto o orbe planetário, onde tantas vezes expiamos as nossas faltas, se transfigure em estrela de real grandeza, a fulgir na glória dos mundos redimidos. Abençoai, Senhor, os nossos propósitos que são os Vossos e que, hoje e sempre, possamos exaltar- Vos o Nome através de nossas vidas!…
Terminando de orar, Veneranda e Celína se aproximaram de Cidália, que continuava a aconchegar em seu materno coração o espírito que foi nosso Chico, o qual, de quando a quando, estampava cândido sorriso, como se fosse uma criança participando de um sonho bom do qual jamais ousasse acordar.
O silêncio reinante era de tal ordem, que, aos nossos ouvidos, a voz inarticulada da Natureza nos parecia uma sinfonia; de minha parte, confesso-lhes que eu nunca tinha ouvido a música dos astros e nem podia imaginar que o próprio silêncio tivesse voz.
A faixa de luz azulínea que se transformara num arco-íris ainda se mostrava mais viva, e todos permanecíamos na expectativa do que não sabíamos pudesse acontecer.
Direcionando os sentidos, quis ver, naquela hora, como os preparativos para o féretro estavam desenvolvendo-se no Plano Físico e, justamente, quando começou a ser entoada a canção “Nossa Senhora” e os nossos irmãos começaram a movimentar-se, dando início ao cortejo, uma Luz indescritível, descendo por aquele leque iluminado que ligava a Terra ao Infinito — a faixa de luz que ali se instalara logo após ter sido armado o velório no “Grupo Espírita da Prece” —, uma Luz que, para mim, era muito superior à luz do próprio Sol e que me acionava a memória para a lembrança da visão que Paulo teve do Cristo, às portas de Damasco, repetiu com indefinível ternura:
— “Vinde a mim, todos os que andais em sofrimento e vos achais carregados, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração, e achareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve”.
Aquela Extraordinária Visão, que sequer povoava os meus sonhos mais remotos de espírito devedor, estendeu dois braços humanos reluzentes e, quando notei que o Chico em espírito se transferia dos braços de Cidália para aqueles Braços que o atraíam, digo-lhes que, desde quando fui beneficiado com o laurel da razão, não tenho recordação de jamais ter chorado tanto…
Aquela Luz, que se humanizava parcialmente para que pudéssemos vê-la, estreitou Chico Xavier ao peito e depositou-lhe um ósculo santo na fronte e, em seguida, partiu, levando-o consigo, despedindo-se com inesquecível sorriso dos que continuavam presos ao abismo, sentenciados pelo tribunal da consciência culpada.
Foi Odilon que, depois de muito tempo, conseguiu falar, comentando conosco:
— Eu sempre que lia as páginas do Velho Testamento, ficava intrigado e colocava em questão a narrativa de que o profeta Elias fora conduzido ao céu por “um carro de fogo”… Agora sei que não se tratava de força de expressão ou algo semelhante.
Os nossos Lilito Chaves e Paulino Garcia estavam de rostos voltados para o chão e tivemos que levantálos, tentando fazer com que parassem de chorar convulsivamente.
Um grande vazio se fez após e, gradativamente, a faixa de luz foi se recolhendo de baixo para cima, à medida em que o cortejo celestial se retirava.
Quando veríamos Chico Xavier novamente? — era a pergunta que nos fazíamos, através dos olhares que permutávamos. Para onde ele teria sido conduzido?
No entanto, se ignorávamos as respostas às indagações que formulávamos, não pairava entre nós qualquer dúvida de que o espírito glorificado se fizera buscar pelo próprio Cristo.
E, tão desolados quanto os nossos irmãos encarnados haviam ficado, começamos a tentar esboçar algum diálogo.

Bezerra de Meneses, Divaldo Pereira Franco

Mensagem do Dr. Bezerra de Menezes, em psicofonia de Divaldo Franco 

Transição planetária 
“Meus filhos: Que Jesus nos abençoe. A sociedade terrena vive, na atualidade, um grave momento mediúnico no qual, de forma inconsciente, dá-se o intercâmbio entre as duas esferas da vida. Entidades assinaladas pelo ódio, pelo ressentimento, e tomadas de amargura cobram daqueles algozes de ontem o pesado ônus da aflição que lhes tenham proporcionado. Espíritos nobres, voltados ao ideal de elevação humana sincronizam com as potências espirituais na edificação de um mundo melhor. As obsessões campeiam de forma pandêmica, confundindo-se com os transtornos psicopatológicos que trazem os processos afligentes e degenerativos.

Sucede que a Terra vivencia, neste período, a grande transição de mundo de provas e de expiações para mundo de regeneração. Nunca houve tanta conquista da ciência e da tecnologia, e tanta hediondez do sentimento e das emoções. As glórias das conquistas do intelecto esmaecem diante do abismo da crueldade, da dissolução dos costumes, da perda da ética, e da decadência das conquistas da civilização e da cultura…

Não seja, pois, de estranhar que a dor, sob vários aspectos, espraia-se no planeta terrestre não apenas como látego mas, sobretudo, como convite à reflexão, como análise à transitoriedade do corpo, com o propósito de convocar as mentes e os corações para o ser espiritual que todos somos.

Fala-se sobre a tragédia do cotidiano com razão. As ameaças de natureza sísmica, a cada momento tornam-se realidade tanto de um lado como de outro do planeta. O crime campeia a solta e a floração da juventude entrega-se, com exceções compreensíveis, ao abastardamento do caráter, às licenças morais e à agressividade.

Sucede, meus filhos, que as regiões de sofrimento profundo estão liberando seus hóspedes que ali ficaram, em cárcere privado, por muitos séculos e agora, na grande transição, recebem a oportunidade de voltarem-se para o bem ou de optar pela loucura a que se têm entregado. E esses, que teimosamente permanecem no mal, a benefício próprio e do planeta, irão ao exílio em orbes inferiores onde lapidarão a alma auxiliando os seus irmãos de natureza primitiva, como nos aconteceu no passado. Por outro lado, os nobres promotores do progresso de todos os tempos passados também se reencarnam nesta hora para acelerar as conquistas, não só da inteligência e da tecnologia de ponta, mas também dos valores morais e espirituais. Ao lado deles, benfeitores de outra dimensão emboscam-se na matéria para se tornarem os grandes líderes e sensibilizarem esses verdugos da sociedade. 

Aos médiuns cabe a grande tarefa de ser ponte entre as dores e as consolações. Aos dialogadores cabe a honrosa tarefa de ser, cada um deles, psicoterapeutas de desencarnados, contribuindo para a saúde geral. Enquanto os médiuns se entregam ao benefício caridoso com os irmãos em agonia, também têm as suas dores diminuídas, o seu fardo de provas amenizadas, as suas aflições contornadas, porque o amor é o grande mensageiro da misericórdia que dilui todos os impedimentos ao progresso – é o sol da vida, meus filhos, que dissolve a névoa da ignorância e que apaga a noite da impiedade.

Reencarnastes para contribuir em favor da Nova Era. As vossas existências não aconteceram ao acaso, foram programadas. Antes de mergulhardes na neblina carnal, lestes o programa que vos dizia respeito e o firmastes, dando o assentimento para as provas e as glórias estelares. O Espiritismo é Jesus que volta de braços abertos, descrucificado, ressurreto e vivo, cantando a sinfonia gloriosa da solidariedade. Dai-vos as mãos! Que as diferenças opinativas sejam limadas e os ideais de concordância sejam praticados. Que, quaisquer pontos de objeção tornem‑se secundários diante das metas a alcançar. Sabemos das vossas dores, porque também passamos pela Terra e compreendemos que a névoa da matéria empana o discernimento e, muitas vezes, dificulta a lógica necessária para a ação correta. Mas ficais atentos: tendes compromissos com Jesus…

Não é a primeira vez que vos comprometestes enganando, enganado-vos. Mas esta é a oportunidade final, optativa para a glória da imortalidade ou para a anestesia da ilusão. Ser espírita é encontrar o tesouro da sabedoria. Reconhecemos que na luta cotidiana, na disputa social e econômica, financeira e humana do ganha-pão, esvai-se o entusiasmo, diminui a alegria do serviço, mas se permanecerdes fiéis, orando com as antenas direcionadas ao Pai Todo-Amor, não vos faltarão a inspiração, o apoio, as forças morais para vos defenderdes das agressões do mal que muitas vezes vos alcança.

Tende coragem, meus filhos, unidos, porque somos os trabalhadores da última hora, e o nosso será o salário igual ao do jornaleiro do primeiro momento.

Cantemos a alegria de servir e, ao sairmos daqui, levemos impresso no relicário da alma tudo aquilo que ocorreu em nossa reunião de santas intenções: as dores mais variadas, os rebeldes, os ignorantes, os aflitos, os infelizes, e também a palavra gentil dos amigos que velam por todos nós.  Confiando em nosso Senhor Jesus Cristo, que nos delegou a honra de falar em Seu nome, e em Seu nome ensinar, curar, levantar o ânimo e construir um mundo novo, rogamos a Ele, nosso divino Benfeitor, que a todos nos abençoe e nos dê a Sua paz.

São os votos do servidor humílimo e paternal de sempre, Bezerra.”

Mensagem psicofônica de Bezerra de 

Menezes (espírito) transmitida por 
Divaldo Franco
(13.11.2010 – Los Angeles)
Autor: Bezerra de Menezes

Psicografia de Divaldo Franco