Chico Xavier

Documentário de 1972 – Chico e sua obra – Capemi

 
Um pequeno grande filme de Chico Xavier (Nelson Pereira dos Santos – 1972) . Pesquisadores espíritas estão constantemente tentando localizar mensagens inéditas de Chico Xavier para serem publicadas em novos livros, além de documentários e filmes com imagens igualmente inéditas do tão querido médium mineiro e que muitas vezes estão guardados em arquivos públicos, instituições espíritas ou nas mãos de particulares. E a colheita tem sido farta! A grande quantidade de mensagens, documentários, imagens de Chico Xavier e participação em programas de televisão que apareceram nos últimos anos só fazem confirmar que há ainda muito material inédito a ser encontrado, representando um amontoado de trabalho para quantos pesquisadores que se dedicam a garimpar as pérolas de luz daquele inesquecível exemplo de candura, de bondade e de amor que foi Chico Xavier. Foi nessa incansável labuta que foi localizado na Federação Espírita Brasileira um pequeno filme de Chico Xavier, com não menos de onze minutos, mas que emociona e enternece os corações daqueles que amam Chico Xavier e que se espelham nos seus incomparáveis exemplos de vida, semeando o amor do seu imenso coração e praticando como poucos os exemplos de Jesus. O filme foi feito para Caixa de Pecúlio dos Militares (CAPEMI) e as imagens são do genial Nelson Pereira dos Santos, um dos maiores cineastas brasileiros, datando as mesmas dos primeiros anos da década de setenta. Há ainda muito mistério em torno desse filme, por ele não estar catalogado, por não se saber a data certa. Mas esses são detalhes. Neste caso, mais do que os detalhes valem as imagens maravilhosas de Chico Xavier que o filme apresenta. Elas certamente farão com que todos aqueles que amam Chico Xavier se sintam profundamente recompensados. Por fim, deixamos a nossa gratidão ao Professor Cesar Reis, Diretor Presidente da CAPEMISA, que, sem burocracias e delongas nos cedeu uma cópia do filme, ciente que a melhor divulgação do Espiritismo é a sua própria essência de pureza, de fraternidade e de solidariedade

 

Jerônimo Mendonça

O Gigante Deitado – Jerônimo Mendonça

 

 Quem foi Jerônimo Mendonça?

Jerônimo Mendonça Ribeiro nasceu em Ituiutaba – MG – no dia 1º de novembro de 1939, filho de Altino Mendonça e Antônia Olímpia de Jesus, tendo retornado à pátria espiritual em 26 de novembro de 1989.

Foi um grande trabalhador, palestrante e escritor espírita, que juntamente com Chico Xavier, seu amigo, trabalhou pelas causas sociais e pela divulgação da doutrina espírita. Jerônimo Mendonça, mesmo paralisado em uma cama ortopédica e cego trabalhava arduamente pelo ideal espírita e, por isso, ficou conhecido como O Gigante Deitado.

Jerônimo nasceu em uma família com grandes dificuldades materiais e teve uma infância normal.  Até os 15 anos de idade, Jerônimo frequentou a Igreja Presbiteriana onde fazia palestras. Porém, depois da morte da avó, ele sentiu a necessidade de conhecer mais sobre a vida além-túmulo. Foi quando conheceu a doutrina espírita da qual se tornou adepto e passou a dirigir reuniões e eventos voltado aos jovens.

Aos 17 anos, quando revelou-se um bom jogador de futebol, começou a sentir os sintomas da doença que acabaria por imobilizá-lo, a artrite reumatoide. Aos 19 começou a usar muletas e, sem encontrar uma cura na medicina, parou de trabalhar. Então, ele foi gradativamente a uma cadeira de rodas e depois a uma cama ortopédica. Somando-se a isto tudo, ele teve perda gradativa da visão e problemas cardíacos.

Apesar das grandes dificuldades, ele sempre mantinha o bom ânimo e dava conselhos a milhares de espíritas que vinham para pedir aconselhamentos. Ele viajou o Brasil inteiro graças a um leito anatômico projetado para ele.

Dentre outras instituições, como creches, Jerônimo fundou os centros espíritas: Seara de Jesus, Manoel Augusto da Silva e Lar Espírita Pouso do Amanhecer.

Escreveu os livros: Crepúsculo de um Coração, Cadeira de Rodas, Nas pegadas de um Anjo, Escada de Luz, De mãos dadas com Jesus e Quatorze anos depois (em co-autoria).

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Jerônimo Mendonça e a lição sobre desapego

Um certo dia, um Senhor foi orientado pela irmã de Jerônimo, para que aquele fosse fazer uma visita a seu irmão, e assim o fez. Quando chegou a casa, ele foi convidado a entrar e, ouvindo o barulho do pessoal nos fundos da casa, para lá se dirigiu. As gargalhadas de Jerônimo sobressaíam a distância. O homem estava tão desesperado que ao ouvir os risos virou-se a D.Terezinha e disse, revoltado: “É esse homem que irá me confortar?” Fez-se silêncio, o senhor foi chamado e apresentado. “Jerônimo, aqui está um senhor que veio de São Paulo só para conversar com você. Por certo, desejará fazê-lo sozinho”.

Os jovens se retiraram, e o senhor tomou a palavra: “Olha moço, eu era uma pessoa muito rica até uma semana atrás. Eu tinha uma fazenda com eletricidade, com todo conforto da vida moderna, até campo de aviação. Tinha tudo. Fui tão incauto, que ao fazer a venda da fazenda passei a escritura e recebi uma nota fria”.

Jerônimo estranhou o que era uma nota fria. “Uma duplicata sem valor. Eu não tive nem condições de reclamar. O advogado falou que era perda de tempo. A minha família antes se tolerava porque nós conversávamos por bilhetes, eu nos meus weekends, a minha esposa nos seus chás e os filhos iam aonde queriam. Agora todos vêm em cima de mim, me cobrando o conforto, me cobrando a fazenda; eu não resisto a essa situação. Estava na farmácia justamente comprando um remédio para dar fim à minha vida, quando apareceu um amigo que perguntou:” “ Para que você quer isso?” “Como ele sabia do negócio que eu fiz e do meu desespero, ele falou:” “Eu não admito que você compre esse remédio!” “Eu respondi: Como? Você não manda na minha vida! Aí ele me disse:” “Eu vou deixar, sim,você cuidar de sua vida, se você me prometer que vai conversar com o Jerônimo Mendonça em Intuiutaba. Eu lhe dou a passagem”. “Ele me deu a passagem, aqui estou, mas acho que eu perdi tempo, porque você é uma pessoa feliz, que não sabe o que é o sofrimento alheio”.

Jerônimo lhe respondeu: “Meu amigo, você é uma pessoa que realmente está sofrendo. Você perdeu uma fazenda maravilhosa, mas vamos supor que essa criatura que lhe comprou a fazenda voltasse agora e lhe perguntasse: “Você quer trocar a fazenda por um olho seu?” “Ah! Jerônimo, que bobagem é essa, isso é conversa que se fale!” “Não, o olho não, o olho é muito precioso, então vamos supor… Um braço”. “Ah! Mas que bobagem! Que conversa! Onde já se viu isso? Oh, meu amigo! E cheguei à conclusão que você não é pobre, você não é miserável. Você é arquimilionário das bênçãos de Deus”.

O homem ao sair dali mudou seu modo de pensar, sempre que podia voltava para trocar ideias com Jerônimo, e acabou se tornando um trabalhador da seara espírita.

Jerônimo no cinema – uma lição de bom humor

Quem o conheceu afirma que ele estava sempre rindo, gostava de um bom papo e de cantar também. Certa vez, o Dr. Fritz disse-lhe que ele tinha a doença de três cês – cama, carma e calma. Os amigos sempre levavam Jerônimo ao cinema e também a outros lugares para se distrair.

Estando, certa ocasião, justamente num cinema, uma moça tropeçou em sua cama e “explodiu”: “Mas não é possível! Aonde eu vou, está o aleijado! Vou a uma festa, o aleijado lá! Esse aleijado me persegue! Aonde eu vou, ele está!” Jerônimo pensou consigo: “E agora?! A moça está revoltada, nervosa mesmo. Tenho que lhe dar uma resposta, mas não quero irritá-la mais ainda. O que dizer?” E saiu com essa: “Mas também, minha filha, você não para em casa, hein!” Ela olhou-o atônita e começou a rir. Riram juntos. Ficaram amigos.

Permaneceu assim cerca de trinta e dois anos preso ao leito, paralítico e com a agravante perda da visão. Quase não dormia, aproveitou para estudar bastante o Espiritismo. Quando ficou cego amigos liam para ele. Nunca lhe faltaram bons amigos. Mas certa vez, um repórter lhe perguntou o que é a felicidade. Ele respondeu assim: “A felicidade, para mim, deitado há tanto tempo nesta cama sem poder me mexer, seria poder virar de lado”. Em outra ocasião, ele disse: “Casei-me com a Doutrina Espírita no civil e com a dor no religioso”.

Fonte: O Consolador

Veja também:

* Fundação Espírita Jerônimo Mendonça

Assista o trecho de uma palestra de Jerônimo:

 

Estudo, Inácio Ferreira, Uncategorized

NA PRÓXIMA DIMENSÃO – Cap. 12

— Eu estou bem! E o senhor, como está? — retrucou o fundador da “Casa Transitória”, benemérita instituição existente na capital de São Paulo.

— Você não perde o hábito de me tratar de senhor, não é mesmo? — retrucou Batuíra. Olhe que eu estou mais rejuvenescido do que você…

Sorrimos descontraidamente e Gonçalves explicou que, na companhia dos irmãos Weaker Batista e Clóvis Tavares, também estava participando da recepção que o Mundo Espiritual oferecia ao médium Chico Xavier.

— Ele e o senhor, desculpe‐me — acrescentou —, ele e você nos auxiliaram muito com as orientações de que necessitávamos na “Transitória”; o Chico sempre foi um grande amigo e benfeitor… Desde Pedro Leopoldo, tivemos a alegria de acompanhar a sua trajetória mediúnica de verdadeiro missionário do Cristo.

— De fato, agora podemos falar a respeito — disse Batuíra, cujos traços biográficos não me eram de todo desconhecidos na luta que sustentara por amor ao Ideal.

Entrementes, se aproximaram para participar do diálogo o Weaker e o Clóvis, que, até então, se haviam mantido a certa distância, atendendo a três Espíritos de sofrida aparência que os interpelara.

— Weaker, estamos nos referindo à grandeza de espírito do nosso Chico… Você que conviveu mais de perto com ele durante tantos anos, poderá se expressar com maior conhecimento de causa, não é? — falou Gonçalves ao companheiro que eu igualmente conhecera à frente das atividades do “Grupo Espírita da Prece”.

Franzindo o cenho, Weaker comentou com certa tristeza no semblante:

—‐ Infelizmente, qual aconteceu a muitos dos que puderam conviver com ele, eu também não consegui atinar com o seu real valor, senão quando deixei o corpo, onde os equívocos se nos fazem tão frequentes; não estou querendo me justificar, mas, embora tenha aproveitado muito na convivência diária com Chico, a verdade é que eu poderia ter assimilado mais, caso o meu espírito, em determinadas situações, não se tivesse mostrado tão rebelde…

— Ora, Weaker — aparteou Clóvis Tavares, que, na cidade de Campos, Rio de Janeiro, fundara, sob a inspiração do médium, a “Escola Jesus Cristo” —, não se recrimine… A verdade é que a luz intensa costuma deslumbrar os nossos olhos acostumados à sombra. Como é do seu conhecimento, estive com o Chico diversas vezes e, durante longos anos, nos correspondemos.

40 – Carlos A. Baccelli (pelo Espírito Inácio Ferreira)

Estive em Pedro Leopoldo, Uberaba, e ele esteve conosco em Campos, inclusive descansando por uns dias em nossa casa de praia em Atafona; pois bem, igualmente confesso que, por maior fosse a minha admiração e o meu respeito a ele, eu não sabia que estava lidando com um Espírito de tal envergadura…

— Permitam‐me a intromissão — falei, tomando a defesa do amigo que sempre me tratara com tanta gentileza, nas poucas vezes em que visitara Chico Xavier na “Comunhão Espírita‐Cristã” —; eu também me penitencio, Weaker, pois, para mim, Chico não passava de um grande médium, nada mais do que isto… No entanto, se algum de nós, ainda na carne, tivesse identificado a sua estatura espiritual ou tido a convicção plena de que se tratava do próprio Codificador reencarnado, é possível que extrapolássemos em nosso relacionamento com ele, criando‐lhe sérios embaraços; bastem já os obstáculos que, involuntariamente, lhe causamos com as nossas descabidas exigências ou pontos de vista personalistas…

Concordando comigo, a irmã Yvonne Pereira observou:

— Para os próprios apóstolos, o Cristo só foi compreendido em sua grandeza divina após o episódio de sua ressurreição; até então, Judas o traíra e Simão Pedro o negara… Se não se tivesse confirmado a vitória do Mestre contra a morte, constatada por Maria de Magdala, é possível que os onze tivessem recuado da tarefa de levar adiante a Boa Nova…

— Bem lembrado, Yvonne — enfatizou Carmelita. E não olvidemos que, para incentivá‐ los, o Senhor permaneceu durante quarenta dias concedendo‐lhes aparições e proporcionando advertências de viva voz, tendo‐se, inclusive, mostrado redivivo, na Galileia, a quinhentos discípulos de uma só vez… O Grande Paulo de Tarso não se teria convertido ao Cristianismo, se o Senhor não lhe tivesse aparecido de forma insofismável, às portas de Damasco, orientando‐o em seus passos iniciais.

— Meus irmãos — confortou‐nos Odilon —, a misericórdia de Deus e o nosso querido Chico saberão relevar as nossas deficiências; o importante é que continuemos cumprindo com os deveres que nos são comuns, dignificando o esforço daqueles que nos inspiram a ser melhores do que somos. A existência física e os exemplos do nosso irmão recém‐desencarnado, nos servirão de material de reflexão para muito tempo; o trabalho que se nos desdobra à frente é gigantesco e não podemos perder tempo com lamentações…

— Estou de acordo, meu amigo — interveio Batuíra —; se algo fizemos sobre a Terra, muito ainda nos compete realizar e, conforme asseverou Léon Denis, na exortação que nos dirigiu ainda há pouco, o futuro nos aguarda e não nos furtaremos à bênção de um novo recomeço. Se não somos o que gostaríamos de ser, pensemos nos milhões de companheiros que, nos Dois Planos da Vida, ignoram completamente as mais rudimentares lições com que a Doutrina já nos favorece. Estamos a queixar‐nos da luz diminuta que nos clareia o caminho, a esquecermos, porém, que ela é do tamanho exato das luzes do nosso próprio entendimento. Se aspiramos a seguir Chico Xavier em sua ascensão aos Páramos Superiores, tratemos de fazer mais e melhor…

— Ora, Batuíra! — pontificou Gonçalves ao estimado Mentor. — Este, sem dúvida, não é o seu caso…

— Por que não? — replicou o lúcido seareiro.

— Acaso terei abdicado da minha condição humana? E você, Cairbar, que nada diz? Em

que estará a pensar?…

— Estou pensando que quase todos nós estivemos próximos do que almejamos, no entanto faltou‐nos coragem e maior desprendimento para o passo decisivo… Não nos doamos por inteiro ao Senhor; algo, que não sei definir, ainda nos prendia ao “eu”… Com certeza, não soubemos responder com ações à célebre indagação do Mestre endereçada aos seus discípulos de todos os tempos: “Que fazeis de especial?”

Meditando por momentos, acentuou:

— Pessoalmente, o que mais me valeu deste Outro Lado foi ter‐me dedicado aos mais pobres; nada, coisa alguma se compara ao nosso envolvimento pessoal na prática do bem… Escrevi muito, publiquei diversos livros, proferi conferências, fundei instituições, enfim, tenho consciência de que cooperei, numa época difícil, com a expansão da Doutrina, mas, em nível de consciência, só me sinto tranquilo quando me ponho a pensar nas lágrimas que enxuguei, nas dores que amenizei e no amor que distribui com os meus semelhantes… Pugnar pela Fé Espírita no mundo é algo que, de certa forma, ainda nos envaidece, porque nos coloca no palanque da evidência e, infelizmente, neste sentido muitos se equivocam, abdicando do trabalho que devem realizar no âmago de si mesmos; a ocupação com a difusão dos nossos princípios, não nos dispensa do esforço intransferível da própria renovação… A pergunta de Jesus aos companheiros deve também nos soar aos ouvidos com o seguinte significado: “Que fazeis de especial em vós para vos tornardes especiais para os outros?” Então, de minha parte, posso dizer‐lhes que nada fiz de especial…

Extraterrenstres

O Sentimento de Culpa

“O sentimento de culpa é o equivalente a bolas de cimento amarradas em seus pés: você não anda.” (Shellyanna das Plêiades, por Monica de Medeiros)

Não é ter culpa, é compreender.
Há um trinômio da evolução: compreenda-se como um ser:
0. Vulnerável,
0. Frágil,
0. Que ainda errará por milênios.
Compreenda-se, mas não seja seu cúmplice. Procure melhorar.
Se você for capaz de se compreender, você será capaz de se perdoar. Quem se perdoa não se sabota, não gera para si próprio mais karma. Quem é capaz de se perdoar se ama, e quem se ama está aberto para a Fonte Criadora.
Você está imerso numa afinidade e por afinidade, numa humanidade e num grupo familiar.
Se você é capaz de se compreender como um ser vulnerável, frágil e que ainda errará por milênios, estenda esta compreensão a todos que o cercam. Se você for capaz de se perdoar porque se compreende, perdoe e peça perdão. E quando você for capaz de se amar você será capaz de amar o seu próximo.
A culpa impede tudo isso. Então, a primeira coisa a ser liberada é a culpa. Remorso não faz evoluir. Arrependimento faz evoluir.”

Sheillyana – por Mônica de Medeiros