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O Transe Mediúnico – Cap. 13 – TIPO DE MEDIUNIDADE

                            Cap. 13 – TIPO DE MEDIUNIDADE

21. Acontecerá o mesmo com aqueles que têm uma aptidão especial para o desenho e a música?
— Sim; o desenho e a música são também modos de se exprimirem pensamentos; os espíritos utilizam os instrumentos que lhes oferecem mais facilidade. (Cap. XIX-Papel do médium nas comunicações espíritas)

 

A aptidão mediúnica se revela em cada médium de acordo com a sua capacidade de captar e expressar o pensamento dos espíritos.

A rigor, ninguém pode dizer ao médium que ele seja portador desta ou daquela faculdade.

Às vezes, por exemplo, ele começa como psicógrafo e, depois, se define como psicofônico, ou vice-versa.

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O medianeiro não deve cultivar prefe- rência por este ou aquele tipo de mediunidade, fugindo às suas características naturais.

Em essência, a base das faculdades mediúnicas de efeitos intelectuais é a mesma, não diferindo substancialmente uma da outra.

Mediunidade é pensamento a pensa- mento.

Quem enxerga ou escuta os espíritos, os escuta ou enxerga através do pensamento.

Os espíritos poetas procurarão um medianeiro que tenha facilidade no campo da poesia.

Os espíritos pintores escolherão um sensitivo que possua predisposição para a arte da pintura.

Raros são os médiuns que, pos- suindo múltiplas faculdades, conseguem atuar em todas elas. A faculdade mediúnica predominante absorverá as demais, que, assim, passarão a concorrer pela melhor produtividade da que se destaca.

A insatisfação do médium com a faculdade de que seja portador, desejando

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outra que não possui ou, ainda, ambicionando a que determinado medianeiro exerce, prati- camente o anula para a execução da tarefa que esteja ao alcance de suas possibilidades.

Infelizmente, muitos médiuns, dotados de excelentes recursos medianímicos, diga- mos, menos dados à publicidade, compli- cam-se por não se contentarem com os discretos, porém úteis talentos que lhes foram confiados.

Mediunidade mais ampla é sinônimo de sensibilidade que se amplia.

Não nos esqueçamos de que a faculdade que Jesus m ais exercia em seu ministério divino era a da cura! Ele ressuscitava os mortos, fazia andar os paralíticos, devolvia a visão aos cegos, curava obsedados, por meio da simples imposição das mãos.

O Senhor endossava com as mãos a excelência da M ensagem que verbalizava.

A importância, pois, do médium em serviço não está na espécie da faculdade mediúnica que exerça, e, sim, nos frutos que advenham de seus esforços.

Discreto dom mediúnico trabalhado com amor vale mais, para a Doutrina, que a m ais expressiva faculdade exercida com vaidade e personalismo.

Ansiando por incorporar espíritos, poucos são os que se lembram de incorporar as lições de Jesus no cotidiano, transfor- mando-se em exemplos vivos do Evangelho.

Querendo psicografar livros, raros os que se dispõem a grafar, com a própria vida, as noções que despertam as consciências secularmente adormecidas.

Médiuns de espíritos se multiplicam em toda parte, todavia médiuns do Cristo no mundo continuam sendo muito poucos. E são justamente estes últimos os detentores das m ais preciosas e nobres faculdades postas a serviço da crença na Imortalidade entre os homens na Terra!

Carlos A. Baccelli / Odilon Fernandes

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