Casa do Cinza

"O amor não cogita de recompensa. É um sentimento que se basta." Dr. Odilon Fernandes


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Nossa relação com a mediunidade…

Nossa relação com a mediunidade…

Não anda muito boa, como desde sempre… Continuamos idolatrando médiuns, principalmente os chamados médiuns de cura. Ainda buscamos respostas para o nosso problema pessoal X e a nossa dúvida Y na via mediúnica, o que um pouco de reflexão e a leitura edificante poderiam resolver. Mistificamos salas, mesas, objetos, reuniões, como se não houvesse Espíritos por toda a parte e todo lugar não fosse criação do Pai celestial.

Nós valorizamos ainda o livro psicografado, mesmo que nele esteja um sem-número de inconsistências; mas relegamos a segundo plano obras de encarnados fruto de longas reflexões. Confundimos as orientações mediúnicas com a vida administrativa da casa espírita; gostamos da foto daquele mentor, ilustrando as dependências da casa espírita e, ainda, fazemos filas para assistir ao maravilhoso fenômeno, como curiosos da era vitoriana.

Os Espíritos são os homens desencarnados, amigos e inimigos de ontem que se alternam conosco nas lutas da matéria. Isso Kardec já asseverava com propriedade… A mediunidade é via bendita de trabalho, na reunião mediúnica de atendimento a Espíritos sofredores, no consolo a mães aflitas, nas mensagens de esclarecimento e reflexão, como bem exemplificou na conduta mediúnica Francisco Cândido Xavier, que, apesar de suas faculdades, se mantinha a par de personalismos, na valorosa mediunidade com Jesus.

A mediunidade não é um superpoder de um herói de filme e nem uma tenda de milagres. É uma possibilidade que, se não for bem conduzida, pode enveredar para caminhos perigosos. Entretanto, o médium é ser humano, falível, com necessidades e anseios. Os Espíritos, também, homens de outras eras, estão conosco nesta caminhada evolutiva no orbe terrestre.

Por isso, insta analisarmos a nossa relação com a mediunidade, a nossa e a dos outros. O que queremos dela? O que pensamos disso? Precisamos estudar, não só os aspectos práticos e científicos da questão mediúnica, mas o seu aspecto filosófico, para não nos tornarmos vítimas de armadilhas e de ilusões.

Somente assim poderemos enxergar a mediunidade com a naturalidade que lhe é própria, ainda que requeira cuidados e preparo, como qualquer potencialidade do ser humano.

Marcus Vinicius de Azevedo Braga

Fonte: http://www.oconsolador.com.br/ano5/209/marcus_braga.html

Imagem: Google


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Ninguém está desamparado 

Não há ninguém desamparado. Assim como aqui na Terra, na pior das hipóteses, renasceremos a sós, em companhia de nossa mãe, mas nunca sozinhos, no mundo espiritual também a Providência Divina ampara todos os seus filhos.
Ainda aqueles considerados os mais infelizes, pelas ações que praticaram e que entram no mundo espiritual com a mente barrada pela sombra, que eles próprios criaram em si mesmos, ainda esses têm o carinho de guardiães amorosos que os ajudam e amparam, no mundo de mais luzes e mais felicidade.

Chico Xavier

Por Balbino Gonçalves do Amaral


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Que acontece ao perispírito no momento da morte?


Que acontece ao perispírito no momento da morte?
O perispírito desempenha um papel muito importante no momento da desencarnação do Espírito.
Quando ocorre a morte do corpo material, a alma entra em um estado de perturbação mais ou menos prolongado, dependendo das suas condições espirituais e morais. Então, o perispírito, que estava unido molécula a molécula ao corpo material, começa a se desprender gradualmente.
Esse desprendimento pode ser rápido ou lento, variando caso a caso, em função do tipo de morte natural, acidental ou violenta e em razão do grau de afinidade que exista entre as moléculas do períspirito com as do corpo material.
Para a alma que se identificou com os valores espirituais e com a prática das virtudes, conquistando a nobreza moral, esse desprendimento é rápido e a perturbação não passa de um sono breve.
Assim, a alma do homem de bem se desprende com facilidade do corpo material. O seu perispírito, formado de fluidos sutis, tem pouca compatibilidade com a matéria densa. Então, a perturbação é leve, e a libertação processa-se sem esforços, ajudada pelo pressentimento do estado feliz que vai desfrutar na vida espiritual.
Um exemplo muito interessante disso encontra-se na Segunda Parte do livro O Céu e o Inferno, onde Allan Kardec publicou o seguinte depoimento de um Espírito feliz:
“A morte foi para mim como um sono, um sono tranquilo. Não tendo preocupações com o futuro, não me apeguei à vida. Não tive, por conseguinte, de me debater nos últimos instantes. A separação operou-se sem esforços, sem dor e sem que eu houvesse sequer me apercebido. Não sei quanto durou esse último sono;

 
mas foi breve. O despertar foi tão calmo que contrastava com a minha situação anterior.” (Samuel Philippe, um homem de bem em toda a acepção do termo.)
Já para a alma que se identificou com as más paixões, com os vícios, com a criminalidade e com as ilusões das coisas materiais, o desprendimento é muito lento, e a perturbação, bastante prolongada.
O perispírito, formado com fluidos bastante grosseiros, enraizou–se profundamente nas moléculas do corpo material. Então, o desprendimento torna-se difícil e o período de perturbação muito complicado.
Em alguns casos de desencarnação, como nos de criminosos ou de suicidas, o constrangimento é muito grande a ponto de a alma sentir a decomposição do envoltório corporal. Sobre esta realidade, Allan Kardec escreveu no artigo “Sensações dos Espíritos”, contido na Revista Espírita de dezembro de 1858:
“Recordemos a evocação do suicida da casa de banhos Samaritana, relatada em nossa Revista de junho. Como todos os outros, ele dizia:'(…) Entretanto, sinto que os vermes me roem'”.
“Ora, seguramente os vermes não roem o perispírito e, ainda menos, o Espírito; apenas roem o corpo. Mas como a separação entre corpo e perispírito não era completa, o resultado era uma espécie de repercussão moral que lhe transmitia a sensação do que se passava no corpo. Repercussão talvez não seja o vocábulo, o qual poderia fazer supor um efeito muito material: era antes a visão daquilo que se passava em seu corpo, ao qual estava ligado o seu perispírito, que lhe produzia uma ilusão, que tomava como realidade.”
Outra realidade, facilmente constatada nas comunicações, é que alguns Espíritos inferiores, após a morte do corpo material, não conseguem ausentar-se da superfície da Terra. O perispírito encontra-se demasiadamente denso, e isso se dá por falta de qualidades morais daqueles Espíritos. Então, eles não conseguem elevar-se acima das regiões terrenas, acreditando, muitas vezes, que continuam ainda vivos, com as mesmas ideias e o mesmo apego às coisas terrenas. Dessa forma, procuram manter as suas atividades e satisfazer as suas necessidades e paixões habituais.

 
Um exemplo interessante dessa dificuldade de desprendimento do corpo material é o do Espírito Novel:
“Vou narrar-te o meu sofrimento de quando morri. O meu Espírito, preso ao corpo por laços materiais, teve grande trabalho em desprender-se, o que constituiu uma primeira e dura agonia.” (Capítulo IV: Espíritos Sofredores, Segunda Parte de O Céu e o Inferno, de Allan Kardec.)
Então, devemos estar preparados espiritual e moralmente para enfrentar essas realidades do processo de desencarnação. A conquista da condição de homem de bem nos garantirá um fácil desprendimento e uma vida feliz no mundo dos Espíritos.
Fonte: Do Livro P E R I S P Í R I T O
O QUE OS ESPÍRITOS DISSERAM A RESPEITO
Autor: Geziel Andrade

Por Balbino Gonçalves do Amaral


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Após a tempestade 

Poucos são compadecidos de alma nesse mundo, ainda. Os tempos que se aproximam trarão virtudes dessa natureza aos que herdarão a bonança. Sim, a bonança que o velho provérbio se refere, após a tempestade. Os tempos são chegados e passarão para melhores dias. Assim dizem todas as escrituras de todos os povos, cada qual com sua metáfora profetizada. É preciso crer. Do outro lado da vida os avisos são muitos. A massa que habita a terra, não se apercebe disso há séculos. Reagem e revidam, apenas, como sempre. Não sabem o que fazem. É preciso crer sem medo. A Bíblia cita 366 vezes os versículos “não temas” e ilustra essa afirmação. Não é fácil… porém necessário…É necessário resistir às reações adversas perdoando, compreendendo, tolerando. São esses os gerúndios da nova aliança, que exigem acima de tudo coragem e perseverança. Não julgar também é atitude de coragem. Sem messianismo nessas palavras, reafirmo minha esperança. Bens materiais perderão sua importância, sobretudo se acumulados como praticados pela humanidade, sob a égide da ganância. Nos despirmos sem medo desses pecados é oferta de grande oportunidade de desapego para os que anseiam a herança do amor. Temos convivido com a ausência do “obrigado”, “por favor”, “seja bem vindo” , “bom dia”, “boa tarde”, “boa noite”. São armas nobres e eficientes para venceremos a passagem da transição planetária que está em curso. Basta reintegra-los a nossa vida. Pensar no bem apesar dos pesares. Repitamos diariamente: somos pessoas do bem.

Casa do Cinza 


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NA PRÓXIMA DIMENSÃO – Cap. 11

CAPÍTULO 11
Dos muitos amigos e companheiros de ideal presentes à recepção que o Mundo Espiritual organizou para Chico Xavier, este espírito cuja grandeza e valor nem nós, os desenfaixados do corpo denso, saberíamos avaliar, nos deparamos com Sebastião Carmelita, a quem já nos referimos, que se fazia acompanhar de Yvonne Pereira, a inesquecível medianeira de “Memórias de um Suicida”; Cairbar Schutel, o Apóstolo de Matão; e Batuíra, o grande baluarte na Doutrina em São Paulo.

Que os nossos irmãos que, porventura, estejam correndo os olhos por estas linhas, me perdoem a omissão involuntária de muitos nomes, pois impossível seria fornecer-lhes uma relação mais completa daqueles expoentes do Espiritismo que vieram saudar a Chico no limiar da Vida Nova.

Entrando a conversar com os referidos confrades, Carmelita deu início ao diálogo, dirigindo-me a palavra:

– Meu caro Inácio, estou deveras impressionado… Eu não podia imaginar a importância da tarefa confiada ao nosso Chico. Tendo tido a oportunidade de privar com ele em algumas ocasiões, eu o admirava pela generosidade de coração e pela autenticidade de suas faculdades mediúnicas, mas… o seu espírito transcendia a tudo isto; confesso-lhe que não atinei com a sua elevação espiritual…

– Os grandes espíritos, Carmelita — aparteou Odilon —, sabem como se camuflar na carne; se, sem se expor tanto, ele suportou ferrenhas perseguições, pensemos no que seria, caso as trevas tivessem “acordado” antes… Não nos esqueçamos de que, nos últimos três anos, os espíritos que se opõem ao Evangelho tentaram comprometê-lo de todas as formas, mas, então, ele já estava a cavaleiro da trama em que procuraram enredá-lo.

— Você tem razão, Odilon — disse Yvonne Pereira.

— Se, em meu diminuto trabalho na condição de médium, me submeti a terríveis assédios e, várias vezes, cheguei a considerar a possibilidade de me afastar, meditemos no que o Chico terá enfrentado para não esmorecer e, é bom que se diga, de desencarnados e encarnados, de não-espíritas e, principalmente, de espíritas. Infelizmente, sempre fomos os mais exigentes… com os outros e por demais condescendentes conosco. O personalismo talvez seja a maior característica de nossa imperfeição; supomos sermos o que efetivamente não somos e nos conferimos, na Doutrina, uma importância que não temos…

— Yvonne — falou o venerável Batuíra —, combati, em mim, essa tendência personalista a vida inteira… Não é fácil para o espírita administrar as próprias mazelas. Estamos imersos nas sombras por muito tempo e, de repente, a luz: ficamos desnorteados, sem saber o que fazer de nós mesmos e nos tornamos presas indefesas dos espíritos que permaneçam à espreita; não fosse a proteção da Misericórdia Divina, cairíamos freqüentemente… De minha parte, afirmo-lhes que procuro me esquecer no trabalho; envolvia-me com os meus doentes, escrevia os meus artigos, orava diariamente, enfim, procurava dar ocupação às mãos e à mente, pois, caso contrário… As vezes, com o propósito de me defender, chegava a ser ríspido com quem me elogiava:

aquelas palavras melífluas soavam aos meus ouvidos como uma cantilena satânica… Felizmente, pude agüentar-me de pé e não me precipitei no abismo de maiores desilusões; não fiz o que deveria ter feito, mas, pelo menos, não cruzei os braços na ociosidade…

— Compreendo o que o nosso Batuíra quer dizer — asseverou Cairbar. Eu também travei lutas sem tréguas… Em muitas ocasiões, os espíritos obsessores me perturbavam tanto, que quase chegava a enlouquecer; eu os ouvia claramente com as propostas escusas que me dirigiam… Não me poupavam nem quando estava em franca atividade doutrinária. Só experimentava certo distanciamento deles quando estava cuidando dos doentes que me buscavam o concurso fraternal ou, então, na condição de enfermo de alma, eu tomava a iniciativa de procurá-los…

— O que o nosso Chico não terá agüentado, não é mesmo?… — indaguei, refletindo nos problemas que igualmente faceara à frente do Sanatório. Por muito menos que ele, os padres planejavam fazer churrasco de mim; mentiras e calúnias eram todos os dias; diziam que eu estava enriquecendo à custa dos dementes e que, a noite, ia para o hospital promover orgias com os meus pacientes… Eu, pelo menos, ainda os mandava a todos para o Inferno e chegava mesmo a acreditar na existência dele, porque, afinal de contas, tinha que existir um lugar chamado Inferno para receber tanta gente sem escrúpulos… Agora, coitado, o nosso Chico nem desabafar podia!…

— Coitado de mim, Dr. Inácio, assim como do senhor e do nosso Paulino! (perdoem-me incluí-los comigo nesta lista), que, embora fora do corpo, continuamos a nos arrastar como se nele ainda estivéssemos —falou Lilito Chaves, já um tanto refeito da emoção de instantes atrás. — Viu como o Chico subiu e quem veio buscá-lo?… Eu pensei que tivera feito muita coisa, mas a verdade é que nada fiz. Se não fosse o conhecimento da Doutrina, teria feito menos ainda, mas…

— A fórmula — tomou novamente Yvonne a palavra — está em sabermos conciliar o cultivo de nós mesmos, que nos requisita momentos de introspecção, e o trabalho em beneficio dos outros… Uma centração e uma descentração, como nos ensinava Teilhard de Chardin. Não podemos nos isolar e não podemos deixar de nos recolher à nossa própria intimidade; carecemos de imitar o movimento das ondas do mar, que se retraem e, de novo, se lançam à praia, como se estivessem num eterno movimento de expansão.

– Resumindo — interveio Carmelita com liberdade é pegar na charrua e, incansavelmente, lavrar e semear… Em se tratando de caridade, é preferível fazer sem pensar; quem se procura muito em si mesmo acaba se perdendo… Vejamos o exemplo de Chico, que nunca se afastou do convívio com o povo; creio que se ele tivesse, mediunicamente, trabalhado mais recluso, talvez as suas obras tivessem ganhado em profundidade, mas, com certeza, teriam perdido em luz espiritual.

Os livros psicografados por ele tão impregnados estão de luz, que bastará a qualquer um tê-los nas mãos para que comece a se iluminar; de cada página emana uma resplendência divina que esclarece e emociona…

— Ao contrário das obras tão humanizadas de muitos outros medianeiros — asseverou Lilito, pesaroso.

— Mas cada qual faz o que pode — retrucou Odilon.

— Não podemos exigir que todos os médiuns se nívelem a Chico Xavier; seria um contra-senso… Em um pomar, cada árvore frutífera é fadada a produzir de acordo com a sua capacidade: entre frutos da mesma espécie, iremos encontrar diferenças de qualidade… Cabe, a quem vai à feira, escolher o que adquire para lhe atender a fome. Não podemos, Lilito, exigir que os nossos irmãos médiuns se trajem, do ponto de vista moral, de acordo com o figurino que talhamos para eles; não raro, sem perceber, estabelecemos comparações e chegamos a ser cruéis com aqueles medianeiros que não são candidatos a missionários mas, sim, à quitação dos próprios débitos.

A conversa seguia interessante, mas as imediações do velório começavam a se esvaziar; quase todas as luzes que se haviam naturalmente acendido já se haviam apagado e, no ar, permanecia apenas doce fragrância que nos inebriava… Estávamos preparando-nos para retornar às nossas atividades, quando Batuíra, num largo sorriso, saudou o companheiro que se aproximava:

– José Gonçalves Pereira!… Como vai você, meu irmão? Onde é que estava, que eu não pude encontrá-lo antes?…


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Paz é a melhor pedida

Paz é a melhor pedida para o nosso mundo nesse momento. O Evangelho de Jesus é o melhor remédio que deve ser tomado e receitado. Há muita intolerância e incompreenção todos os dias, nas ruas, nas casas e especialmente nas redes sociais. O amor precisa ser praticado sem demora por todos. Não julgar, não criticar, não maltratar, mesmo os que nos pareçam hostis, é tarefa para pessoas lúcidas e comprometidas com o bem. Vamos nos comprometer com o bem, gente. Vigiemos nossas atitudes, porque existe uma forte tendência ao descontrole e desarmonia pairando sobre as pessoas como nuvem negra invisível que impede a lucidez. Dissipemos essa nuvem com Amor. É imprescindível e importante implantar essa vigilância para a nossa sobrevivência. Não há outra forma de vencermos essa fase que pode ser chamada de transição planetária, ciclo de purificação ou apocalipse. Alertem seus amigos, seus familiares, seus colegas de trabalho. Alertem todos. 

Casa do Cinza