Casa do Cinza

"O amor não cogita de recompensa. É um sentimento que se basta." Dr. Odilon Fernandes


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Mensagem de Odilon Fernandes

Mensagem de Odilon Fernandes 

“Quero que todos pensem no bem. Aliviem o coração. Não esmoreçam, meus filhos, não temam a tempestade. Cadê a inteligência, cadê o raciocínio, cadê o coração? O que que eu ensinei, o que eu deixei? Deixei casa? Dinheiro no banco, herança? O que eu deixei? Deixei o amor. Evangelho é o melhor caminho. Tudo que fizerem agora é preciso ter calma. Estamos encaminhando para o mundo novo. Chegou a hora, o momento é agora, regeneração. Vocês estão tão jovens, aproveitem a terra. Jesus venceu todas as tempestades. Vamos lutar. Educação é que vai salvar a nossa pátria. O nosso Brasil é a Educação. Emmanuel está na terra, meus filhos. Não tem que temer a nada. Não há tempestade que irá destruir. O Brasil está nas mãos de Jesus. Vocês precisam ajudar como salvar a Educação. Nós não estamos sozinhos, estamos com o mestre. Ali vocês tem tudo, porque temem a tempestade? Amem, perdoem, calam-te. Deixem os outros falarem, a tempestade está com eles. Deixem que eles te agridam, mas vocês não. Abaixa a cabeça, confiem em Jesus. Ele é o nosso guia. Vamos lutar para encontrar com o mestre. Não deixei ouro nem prata. Deixei família. Deixei Fernandes. Não se preocupem com bens materiais, agora acabou. Estamos caminhando para o mundo maior. E o evangelho é a bússola. A melhor herança é Jesus, é o evangelho. Porque temem a tempestade? Não há tempestade que destrua nada. A Educação dará um Brasil melhor para que seja a pátria do evangelho. É preciso trabalhar, salvar a Educação. Tem que lutar, cuidar da saúde para dar continuidade. Que o grande arquiteto do universo nos livre e guarde. Não esmoreçam meus filhos. Vamos vencer, a lavoura é imensa. Os jovens precisam de educação e vocês têm condição para isso. É preciso organização, disciplina e autoridade. Aliviem o coração. Todos têm grandes responsabilidades. Não quero que nenhum de vocês venham a falhar. Lutem, se outros não querem vocês querem. Não podem esmorecer, se entregar a tristezas e depressões. Que exemplo deixei na terra? Tomem decisões corretas e com responsabilidade, os espíritos que foram enviados para a terra precisam de educação. Os jovens precisam de evangelho. Quero boas notícias. Recebam a ofensa que for mas não se entreguem a elas. Não guardem dentro do peito. Amem, perdoem, não esmoreçam, meus filhos, não vamos deixar. Que o grande arquiteto do universo nos livre e guarde, viva Jesus, ave Cristo.” 

Odilon Fernandes

Casa do Cinza

Mensagem psicofonica 

Médium Raulina Pontes 


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MEDIUNIDADE EM ESTUDO – Odilon Fernandes/ C. Baccelli cap 13

TIPO  DE  MEDIUNIDADE

21.  Acontecerá o  mesmo com  aqueles  que  têm  uma aptidão  especial  para  o desenho e a  música? —  Sim;  o  desenho e  a  música  são  também  modos  de se  exprimirem  pensamentos;  os  espíritos  utilizam  os instrumentos  que lhes oferecem mais facilidade. (Cap. XIX-Papel  do  médium  nas  comunicações  espíritas)

A  aptidão  mediúnica  se  revela  em  cada médium  de  acordo  com  a  sua  capacidade  de captar  e  expressar  o  pensamento  dos  espíritos. A  rigor,  ninguém  pode  dizer  ao médium  que  ele  seja  portador  desta  ou daquela  faculdade. Às  vezes,  por  exemplo,  ele  começa como  psicógrafo  e,  depois,  se  define  como psicofônico,  ou  vice-versa.
O  medianeiro  não  deve  cultivar  preferência  por  este  ou  aquele  tipo  de  mediunidade, fugindo  às  suas  características  naturais. Em  essência,  a  base  das  faculdades mediúnicas  de  efeitos  intelectuais  é  a  mesma, não  diferindo  substancialmente  uma  da outra. mento. Mediunidade  é  pensamento  a  pensaQuem  enxerga  ou  escuta  os  espíritos, os  escuta  ou  enxerga  através  do  pensamento. Os  espíritos  poetas  procurarão  um medianeiro  que  tenha  facilidade  no  campo da  poesia. Os  espíritos  pintores  escolherão  um sensitivo  que  possua  predisposição  para  a arte  da  pintura. Raros  são  os  médiuns  que,  possuindo  múltiplas  faculdades,  conseguem atuar  em  todas  elas.  A  faculdade  mediúnica predominante  absorverá  as  demais,  que, assim,  passarão  a  concorrer  pela  melhor produtividade  da  que  se  destaca. A  insatisfação  do  médium  com  a faculdade  de  que  seja  portador,  desejando outra  que  não  possui  ou,  ainda,  ambicionando a  que  determinado  medianeiro  exerce,  praticamente  o  anula  para  a  execução  da  tarefa  que esteja  ao  alcance  de  suas  possibilidades. Infelizmente,  muitos  médiuns,  dotados de  excelentes  recursos  medianímicos,  digamos,  menos  dados  à  publicidade,  complicam-se  por  não  se  contentarem  com  os discretos,  porém  úteis  talentos  que  lhes foram  confiados. Mediunidade  mais  ampla  é  sinônimo de  sensibilidade  que  se  amplia. Não  nos  esqueçamos  de  que  a faculdade  que  Jesus  mais  exercia  em seu  ministério  divino  era  a  da  cura!  Ele ressuscitava  os  mortos,  fazia  andar  os paralíticos,  devolvia  a  visão  aos  cegos, curava  obsedados,  por  meio  da  simples imposição  das  mãos. O  Senhor  endossava  com  as  mãos  a excelência  da  Mensagem  que  verbalizava. A importância,  pois,  do  médium  em serviço  não  está  na  espécie  da  faculdade mediúnica  que  exerça,  e,  sim,  nos  frutos que  advenham  de  seus  esforços.
Discreto  dom  mediúnico  trabalhado com  amor  vale  mais,  para  a  Doutrina,  que a  mais  expressiva  faculdade  exercida  com vaidade  e  personalismo. Ansiando  por  incorporar  espíritos, poucos  são  os  que  se  lembram  de  incorporar as  lições  de  Jesus  no  cotidiano,  transformando-se  em  exemplos  vivos  do  Evangelho. Querendo  psicografar  livros,  raros  os que  se  dispõem  a  grafar,  com  a  própria  vida, as  noções  que  despertam  as  consciências secularmente  adormecidas. Médiuns  de  espíritos  se  multiplicam em  toda  parte,  todavia  médiuns  do  Cristo no  mundo  continuam  sendo  muito  poucos. E  são  justamente  estes  últimos  os  detentores das  mais  preciosas  e  nobres  faculdades postas  a  serviço  da  crença  na  Imortalidade entre  os  homens  na  Terra!


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MEDIUNIDADE EM ESTUDO – Odilon Fernandes/ C. Baccelli cap 11

O MÉDIUM COMO OBSTÁCULO
17. 

A aptidão  de  alguns  médiuns  para  escrever numa  língua  que  lhes  é estranha  não  proviria  de que  esta língua lhes teria sido familiar numa outra existência  e da qual  teriam  conservado  a  intuição? —  Isto  pode  certamente acontecer,  mãs  não  é  a regra;  o  espírito  pode,  com  alguns  esforços,  vencer momentaneamente  a resistência material  que encontra;  é  o que  acontece  quando o  médium escreve,  em  sua  própria  língua,  palavras que não  conhece.  (Cap.  XIX  – Papel  do  médium  nas comunicações  espíritas)

No  capítulo  XIX  de  “O  Livro  dos Médiuns”,  que  presentemente  estudamos, os  Espíritos  se  referem,  diversas  vezes,  ao médium  como  obstáculo  ao  intercâmbio entre  as  duas  dimensões.
Curioso,  porque,  justamente  o  instrumento  que  deveria  facilitar  tal  contato  – o médium  -,  de  repente,  se  transforma  em empecilho  quase  intransponível. E  vale  ressaltar  que  os  Espíritos,  no capítulo  em  análise,  não  estão  se  referindo ao  médium  como  obstáculo  moral,  e,  sim, material. Em  que  circunstâncias,  pois,  os médiuns  seriam  “dificuldade  mecânica”  à livre  manifestação  dos  espíritos  por  seu intermédio? Imaginemos  um  professor  ditando palavras  a  um  aluno  que  ainda  não  aprendeu a  escrevê-las  perfeitamente.  Mesmo  que  o professor  se  disponha  a  lhe  guiar  a  mão  na escrita,  a  dificuldade,  por  exemplo,  para  se redigir  um  texto  mais  ou  menos  longo  será enorme. Consideremos  ainda  alguém  tentando falar  num  idioma  estrangeiro  a  uma  pessoa que  mal  se  expressa  em  Português.  No máximo,  inclusive  recorrendo  ao  auxílio  da mímica,  conseguirá  apenas  rudimentos  de entendimento.
Por  que  os  Espíritos  abandonaram  a cestinha  de  vime,  por  meio  da  qual  escreviam sem  tantas  interferências  intelectuais  do medianeiro,  permutando-a  pela  psicografia? Embora  soubessem  que  a  escrita psicográfica  lhes  criaria  outra  espécie  de embaraço,  os  Espíritos  a  preferiram  às  mesas que  giravam  e  às  cestas  de  vime,  porque  a logística  do  contato  era  demasiadamente morosa  e  estafante. O  embaraço  material  a  ser  superado pelo  espírito  comunicante  está  diretamente relacionado  a  causas  de  natureza  intelectual e  biológica. Senão,  vejamos.  Por  que  os  médiuns psicofônicos,  através  dos  quais  os  espíritos trabalham  com  a  palavra  articulada,  são mais  numerosos  que  os  psicógrafos?  A resposta  é  óbvia.  É  que  o  domínio  da escrita  pelo  cérebro  humano  é  muito  mais recente  do  que  a  faculdade  de  verbalizar  a palavra.  Os  órgãos  da  fonação  estão  mais adestrados  que  os  reflexos  motores  que possibilitam  ao  homem  escrever  o  que pensa.  É  mais  fácil  falar  do  que  escrever!

Atentemo-nos  para  quanto  os  médiuns carecem  de  se  preparar,  a  fim  de  que  se  façam instrumentos  mais  ou  menos  maleáveis  para os  espíritos  que  lhes  buscam  o  concurso. Além  da  necessidade  de  se  evangelizarem,  para  que  não  se  tornem  obstáculos de  ordem  moral,  carecem  de  adestramento intelectual  e,  por  que  não  dizer  físico? O  espírito  que  procura  um  médium para  a  concepção  de  telas  mediúnicas espera  que,  no  mínimo,  ele  saiba  manejar  a paleta  e  fazer  a  diferenciação  das  cores. Outro  que,  porventura,  deseja  se expressar  no  idioma  do  Codificador,  objetivando  fins  particulares  que,  agora,  não  nos cabe  apreciar,  permanece  na  expectativa  de que  o  médium,  pelo  menos,  o  favoreça  com conhecimento  básico  do  Francês. Não  apenas  o  moral  e  o  intelecto constituem  impedimentos  para  os  espíritos que  desejam  contatar  os  encarnados  – mas o  corpo  também!


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Mensagem de Odilon Fernandes

Não perturbe o vosso coração.

As coisas do céu pertencem aos céus, as coisas da terra pertencem à terra. O momento é o agora. Feliz é aquele que retorna pra casa com o coração liberto das coisas da matéria. Regozijai-vos com as coisas do céu, há muitos tesouros acumulados no coração do homem.

O homem caminha pela estrada da ganância, do poder, dos tesouros ocultos, mas estão sedentos de sede, sede de amor, de libertação.

Jesus, o nosso Mestre e Senhor, busca resgatar ovelhas perdidas através do seu Evangelho de amor e regeneração. O Evangelho é o maior conselheiro àqueles que buscam soluções.

O orgulho é a ignorância cegando os olhos, enevoando-os para a luz.

O espírito estará liberto de qualquer empecilho quando libertar-se do orgulho, da posse do ouro, dos tesouros ocultos. Situações criadas na Terra devem ser resolvidas na Terra, para que não venham chorar o tempo perdido. Eu e Dalvinha construímos um lar com base no amor. Exemplos foram deixados. Fizemos o melhor que pudemos, baseamos nossas vidas no Evangelho, galgamos caminhos tropeçando em pedras, espinhos, buscando resolver todos os problemas com o Evangelho nas mãos e no coração. Ser cristãos é uma fórmula que os lares deveriam implantar desde o início.

Vivenciar o Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo é o maior desafio que encontramos na vida.

O reduto familiar é o reencontro de almas devedoras uns dos outros. Corrigir erros e desafetos é tarefa árdua de cada um. Requer luta contra nossos próprios instintos.

Busquem conscientizarem-se das leis que regem a reencarnação para que não venham a errar. Ignorar a imortalidade da alma é ignorar as verdades da vida eterna.

É preciso avançar, porém libertos do orgulho, das vaidades sociais; tudo é passageiro, despojem-se dos tesouros ocultos que a ferrugem e as traças corroem, libertem-se do materialismo.

Olhem os lírios nos campos, visualizem as belezas criadas pelo Arquiteto do Universo-Deus.

Só ele é capaz de nos presentear com tantas belezas, a beleza da vida.

Mas para sermos merecedores de tantas belezas, é preciso que todos prossigamos com o coração limpo, puro, amando a todos indistintamente, sem resquícios de qualquer mal acumulados dentro de cada coração.

“A educação dá brilho ao espírito”

Paz a todos,

Odilon.

 

Mensagem recebida pela médium da Casa do Cinza 10/2015 – Raulina Pontes.

 


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MEDIUNIDADE EM ESTUDO – Odilon Fernandes/ C. Baccelli cap 7

MÉDIUNS MECÂNICOS

“…  para  uma comunicação  inteligente  ele  (o  espírito) necessita  de  um intermediário  inteligente,  e  que este intermediário  é  o  espírito do médium.”  (Cap.  XIX  Papel  do  médium  nas  comunicações espíritas)

A participação  do  médium  é  sempre indispensável,  mesmo  nas  comunicações  de efeitos  físicos. Por  ele  somente,  o  espírito  não  consegue  varar  a  barreira  das  dimensões  diferentes e se  fazer  sentir  no  Mundo  Físico. Os  chamados  médiuns  mecânicos, ou  inconscientes,  igualmente  participam intelectualmente  do  fenômeno  – conforme dissemos,  não  são  absolutamente  nulos.
Consciência  e  inconsciência  mediúnicas  são  apenas  uma  questão  de  menor  ou maior  profundidade  do  transe. Os  espíritos  esclarecidos  preferem trabalhar  com  médiuns  conscientes,  porquanto,  em  semelhante  fenômeno,  dividindo responsabilidades  com  o  medianeiro,  o  seu dispêndio  de  energia  mental  não  é  tão  desgastante. A  ausência  de  memória  do  que  se passa  no  momento  do  transe  não  significa estado  de  inconsciência  mediúnica. Os  Espíritos  da  Codificação,  discorrendo  sobre  a  participação  intelectual  do médium,  mesmo  nos  fenômenos  de  efeitos físicos,  foram  claros:  “…  o  espírito  pode  dar  ao corpo  inerte  uma  vida  fictícia  momentânea, mas  não  inteligente;  jamais  um  corpo  inerte foi  inteligente.  É  então  o  espírito  do  médium que  recebe  o  pensamento  sem  o  saber  e  o transmite  pouco  a  pouco,  com  o  auxílio  dos diversos  intermediários.” O  que  está  escrito  acima  nos  leva  a deduzir:  quando,  no  fenômeno  de  efeitos físicos,  há  uma  mensagem  inteligente,  o médium  está  cedendo  para  a  sua  produção muito  mais  que  ectoplasma… A  inconsciência  mediúnica  é  apenas teórica. Nos  fenômenos  de  tiptologia,  estudados  por  Kardec,  as  pancadas  não  eram desferidas  a  esmo,  sem  uma  coordenação inteligente. “Sem  o  saber”,  além  de  ectoplasma, do  médium  emanava  uma  força  intelectual de  que  o  espírito  comunicante  se  apropriava, para,  por  meio  dela,  manipular  o  elemento ectoplásmico. Podemos  dizer,  pois,  que  o  médium de  efeitos  físicos  nunca  é  apenas  e  tãosomente  médium  de  efeitos  físicos.  É através  de  sua  vontade,  mais  ou  menos acentuada  e  lúcida,  que  os  espíritos utilizam  as  energias  que  impressionam  a matéria. Em “O Livro dos Médiuns”, abordando o  tema  que  estudamos,  os  Espíritos  escreveram:  “Vocês  não  se  dão  bem  conta  do  papel que  desempenha  o  médium;  há  nisso  uma  lei que  vocês  ainda  não  apanharam”…
Talvez  valha  lembrar  que,  através  dos médiuns  de  efeitos  físicos  não-evangelizados ou  não  conscientes  de  sua  responsabilidade, os  espíritos  inferiores  promovem  fenômenos que  chegam  até  a  ser  agressivos.  É  que o  ectoplasma,  como  a  força  muscular,  é uma  energia  neutra,  que  também  pode  ser canalizada  para  o  bem  quanto  para  o  mal. Concluímos,  portanto,  que  o  médium sempre  é  responsável  pela  natureza  dos fenômenos  que  os  espíritos  produzem  por seu  intermédio. Um espírito  de  ordem  inferior jamais se  materializa  pelo  ectoplasma  de  um médium  espiritualizado  – se,  porventura, o  fizesse,  ele,  sob  o  controle  do  médium, permaneceria  sem  ação! As  meninas  Baudin  (Julie  e  Caroline), de  12  e  14  anos,  respectivamente,  além  de excelentes  médiuns  de  efeitos  físicos,  traziam em  seu  subconsciente  recursos  intelectuais de  que  os  Espíritos  da  Codificação  extraíram preciosas  informações,  para  grafar  os Princípios  da  Doutrina  Espírita.
Enquanto  Kardec  não  surgiu  em cena,  com  o  seu  gênio  extraordinário,  o fenômeno  das  mesas  girantes,  embora  tenha sido  o  berço  do  Espiritismo,  não  passava  de manifestações  levianas. Do  ponto  de  vista  intelectual  e  moral, não  existe  neutralidade  mediúnica  absoluta.


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MEDIUNIDADE EM ESTUDO – Odilon Fernandes/ C. Baccelli cap 6

SINTONIA E AFINIDADE
“…  procuram  (os  espíritos)  o intérprete  que  melhor simpatiza  com  eles e  que  mais  exatamente  traduz seus  pensamentos.  Se  não  houver  entre  eles  simpatia, o  espírito do  médium  é  um  antagonista  que traz  uma certa  resistência e  torna-se um intérprete  de  pouco valor  e  frequentemente  infiel.” (Cap. XIX  – Papel  do médium  nas comunicações espíritas)

Quanto  maior  a  afinidade  entre  o médium  e o  espírito,  maior  o  entrosamento psíquico  que  entre  os  dois  se  estabelece. Em  mediunidade,  sintonia  a  afinidade  não  se  improvisam. O  médium,  para  ganhar  a  simpatia dos  Bons  Espíritos,  carece  de  provar  a  eles a  sua  sinceridade  de  propósitos. Os  espíritos,  de  maneira  geral,  aproximam-se  aleatoriamente  dos  encarnados,  mas os  espíritos  sérios  procuram  estreitar  laços com aqueles  que  estejam  imbuídos  dos  mesmos sentimentos  e  intenções. Quase  sempre,  a  simpatia  entre  médium e  espírito,  com  finalidade  de  trabalho  construtivo  no  bem,  é  anterior  à  encarnação  atual. A familiaridade  entre  médium  e  espírito é  de  suma  importância  para  que  ambos  possam servir  em regime  de  confiança recíproca. Portanto,  no  transe  mediúnico,  a combinação  fluídica  e  a  homogeneidade  das vibrações  que  ocorrem  é  consequência  de causas  mais  profundas  a  envolver  os  seus protagonistas. A  conexão  mediúnica  não  acontece instantaneamente  e  nem  pode  estar  sujeita a  constantes  interrupções. Podemos  dizer  que,  entre  médium  e espírito  com tarefa  a ser  desenvolvida,  o  contato é  permanente,  sem  que,  necessariamente,  o médium  careça  de  estar  em  transe. Aliás,  o  transe  mediúnico  mais  profundo  é o  que  acontece  com  características de  maior  naturalidade  possível,  sem  extravagância.
Nos  quadros  obsessivos,  por  consentimento  indireto,  tem-se  a  sujeição  de  uma mente  à  outra.  Na  mediunidade  evangelizada, o  que  se  tem  é  uma  anuência  bilateral,  sem imposição  de  qualquer  espécie. Na  obsessão,  a  insanidade.  Na mediunidade,  a  lucidez. Na  obsessão,  muitas  vezes,  o  ódio. Na mediunidade,  o  amor  sempre. Quando  um  médium  não  corresponde à  expectativa  do  espírito,  por  mais  que  este lhe  tenha  afeição,  procura  outro. Nesse  sentido,  é  bom  lembrar  que  o médium  possui  igual  direito:  se  o  espírito o  contraria  em  algum  aspecto,  o  médium pode  e,  mesmo,  deve  “substituí-lo”. No exercício  cotidiano  da  mediunidade, o  médium,  por  seu  esforço  e  devotamente), aliados  ao  conhecimento  adquirido,  promove uma natural  seleção  dos  espíritos  com  os  quais se  permite  entrar  em  comunicação. O  espírito  mistificador  não  encontra campo  de  atuação  no  psiquismo  do  médium comprometido  com  a  Verdade.  Isso  não significa  que  ele  não  possa  ser  assediado sim,  ele  o  poderá  ser,  como  o  Cristo  foi tentado  no  deserto,  mas  não  oferecerá receptividade. A  relação  entre  espírito  e  médium, em  tudo,  é  semelhante  à  relação  existente entre  duas  pessoas  encarnadas:  sem verdadeira  reciprocidade  de  sentimentos,  a amizade  não  se  solidifica. Mesmo  o  médium  que  atua  nas sessões  de  desobsessão,  concedendo  passividade  a  espíritos  que,  por  seu  intermédio, se  manifestam  esporadicamente,  conta  com a  supervisão  de  um  instrutor  desencarnado que  o  auxilia  na  tarefa.  Em  tais  casos,  pode, inclusive,  ocorrer  uma  “dupla  incorporação”, ou  seja:  o  médium  alberga  em  seu  psiquismo  o espírito  comunicante,  sob  o  controle  direto  da entidade  espiritual  que  esteja  a  tutelá-lo.  Este fenômeno,  que  também  poderemos  chamar  de incorporação  assistida  (temos  ainda  a  escrita assistida)  é  mais  frequente  do  que  se  imagina. Na psicografia  de  espíritos  que  redigem  cartas aos  seus  familiares  encarnados,  o  controle, quase  sempre,  é  exercido  por  espíritos  de maior  sintonia  e  afinidade  com  os  médiuns.