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O Estado de Espírito do Médium – Odilon Fernandes

A mediunidade, de fato, é um estudo apaixonante, que nos possibilita as mais variadas reflexões. Poderíamos dizer que a mediunidade é uma faculdade nervosa que está estreitamente ligada ao humor do médium.

Quase ninguém cogita do estado de espírito do medianeiro no exercício de sua faculdade. O ânimo do médium influencia decisivamente na produção mediúnica. Existem médiuns tristes, médiuns deprimidos, médiuns magoados, médiuns ressentidos, médiuns decepcionados… Esses estados emocionais, no exercício da mediunidade, tanto quanto possível devem ser colocados de lado, para que não interfiram na produção do fenômeno, alterando o teor da mensagem.

A mediunidade pode, assim, ser comparada a um espelho, onde o próprio estado psicológico do médium se reflete. Se o médium está triste, a produção mediúnica sofrerá distorções de vulto; se magoado, é possível que a sua mágoa se expresse no instante da comunicação, comprometendo a limpidez do pensamento da entidade comunicante…

O médium há que aprender a se colocar numa posição neutra, do ponto de vista emocional, no momento em que ele se disponha a trabalhar como intérprete dos espíritos.

Nos fenômenos de incorporação, no atendimento às entidades enfermas, o estado psicológico do médium talvez não interfira tão negativamente, porquanto ele irá facilitar a sintonia com as entidades que estejam, digamos assim, naquela sua mesma condição espiritual do momento…

Porém o médium que aspire a contato com as entidades esclarecidas há que se esmerar no sentido de neutralizarem-se, no instante do intercâmbio, toda mágoa, todo ressentimento, todo rancor, toda melancolia, enfim, todo estado psicológico que se constitua em obstáculo à recepção da palavra equilibrada e esclarecedora.

É importante que o médium raciocine também neste sentido: não basta saber, não basta conhecer mediunidade, não basta ser médium é necessário que o médium cuide especialmente do seu humor e, tanto quanto possível, seja o companheiro alegre, otimista, devotado, bem disposto e confiante no amparo da Espiritualidade Superior.

Médium: Carlos A. Baccelli.

Espírito: Odilon Fernandes.

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NA PRÓXIMA DIMENSÃO – Cap. 12

— Eu estou bem! E o senhor, como está? — retrucou o fundador da “Casa Transitória”, benemérita instituição existente na capital de São Paulo.

— Você não perde o hábito de me tratar de senhor, não é mesmo? — retrucou Batuíra. Olhe que eu estou mais rejuvenescido do que você…

Sorrimos descontraidamente e Gonçalves explicou que, na companhia dos irmãos Weaker Batista e Clóvis Tavares, também estava participando da recepção que o Mundo Espiritual oferecia ao médium Chico Xavier.

— Ele e o senhor, desculpe‐me — acrescentou —, ele e você nos auxiliaram muito com as orientações de que necessitávamos na “Transitória”; o Chico sempre foi um grande amigo e benfeitor… Desde Pedro Leopoldo, tivemos a alegria de acompanhar a sua trajetória mediúnica de verdadeiro missionário do Cristo.

— De fato, agora podemos falar a respeito — disse Batuíra, cujos traços biográficos não me eram de todo desconhecidos na luta que sustentara por amor ao Ideal.

Entrementes, se aproximaram para participar do diálogo o Weaker e o Clóvis, que, até então, se haviam mantido a certa distância, atendendo a três Espíritos de sofrida aparência que os interpelara.

— Weaker, estamos nos referindo à grandeza de espírito do nosso Chico… Você que conviveu mais de perto com ele durante tantos anos, poderá se expressar com maior conhecimento de causa, não é? — falou Gonçalves ao companheiro que eu igualmente conhecera à frente das atividades do “Grupo Espírita da Prece”.

Franzindo o cenho, Weaker comentou com certa tristeza no semblante:

—‐ Infelizmente, qual aconteceu a muitos dos que puderam conviver com ele, eu também não consegui atinar com o seu real valor, senão quando deixei o corpo, onde os equívocos se nos fazem tão frequentes; não estou querendo me justificar, mas, embora tenha aproveitado muito na convivência diária com Chico, a verdade é que eu poderia ter assimilado mais, caso o meu espírito, em determinadas situações, não se tivesse mostrado tão rebelde…

— Ora, Weaker — aparteou Clóvis Tavares, que, na cidade de Campos, Rio de Janeiro, fundara, sob a inspiração do médium, a “Escola Jesus Cristo” —, não se recrimine… A verdade é que a luz intensa costuma deslumbrar os nossos olhos acostumados à sombra. Como é do seu conhecimento, estive com o Chico diversas vezes e, durante longos anos, nos correspondemos.

40 – Carlos A. Baccelli (pelo Espírito Inácio Ferreira)

Estive em Pedro Leopoldo, Uberaba, e ele esteve conosco em Campos, inclusive descansando por uns dias em nossa casa de praia em Atafona; pois bem, igualmente confesso que, por maior fosse a minha admiração e o meu respeito a ele, eu não sabia que estava lidando com um Espírito de tal envergadura…

— Permitam‐me a intromissão — falei, tomando a defesa do amigo que sempre me tratara com tanta gentileza, nas poucas vezes em que visitara Chico Xavier na “Comunhão Espírita‐Cristã” —; eu também me penitencio, Weaker, pois, para mim, Chico não passava de um grande médium, nada mais do que isto… No entanto, se algum de nós, ainda na carne, tivesse identificado a sua estatura espiritual ou tido a convicção plena de que se tratava do próprio Codificador reencarnado, é possível que extrapolássemos em nosso relacionamento com ele, criando‐lhe sérios embaraços; bastem já os obstáculos que, involuntariamente, lhe causamos com as nossas descabidas exigências ou pontos de vista personalistas…

Concordando comigo, a irmã Yvonne Pereira observou:

— Para os próprios apóstolos, o Cristo só foi compreendido em sua grandeza divina após o episódio de sua ressurreição; até então, Judas o traíra e Simão Pedro o negara… Se não se tivesse confirmado a vitória do Mestre contra a morte, constatada por Maria de Magdala, é possível que os onze tivessem recuado da tarefa de levar adiante a Boa Nova…

— Bem lembrado, Yvonne — enfatizou Carmelita. E não olvidemos que, para incentivá‐ los, o Senhor permaneceu durante quarenta dias concedendo‐lhes aparições e proporcionando advertências de viva voz, tendo‐se, inclusive, mostrado redivivo, na Galileia, a quinhentos discípulos de uma só vez… O Grande Paulo de Tarso não se teria convertido ao Cristianismo, se o Senhor não lhe tivesse aparecido de forma insofismável, às portas de Damasco, orientando‐o em seus passos iniciais.

— Meus irmãos — confortou‐nos Odilon —, a misericórdia de Deus e o nosso querido Chico saberão relevar as nossas deficiências; o importante é que continuemos cumprindo com os deveres que nos são comuns, dignificando o esforço daqueles que nos inspiram a ser melhores do que somos. A existência física e os exemplos do nosso irmão recém‐desencarnado, nos servirão de material de reflexão para muito tempo; o trabalho que se nos desdobra à frente é gigantesco e não podemos perder tempo com lamentações…

— Estou de acordo, meu amigo — interveio Batuíra —; se algo fizemos sobre a Terra, muito ainda nos compete realizar e, conforme asseverou Léon Denis, na exortação que nos dirigiu ainda há pouco, o futuro nos aguarda e não nos furtaremos à bênção de um novo recomeço. Se não somos o que gostaríamos de ser, pensemos nos milhões de companheiros que, nos Dois Planos da Vida, ignoram completamente as mais rudimentares lições com que a Doutrina já nos favorece. Estamos a queixar‐nos da luz diminuta que nos clareia o caminho, a esquecermos, porém, que ela é do tamanho exato das luzes do nosso próprio entendimento. Se aspiramos a seguir Chico Xavier em sua ascensão aos Páramos Superiores, tratemos de fazer mais e melhor…

— Ora, Batuíra! — pontificou Gonçalves ao estimado Mentor. — Este, sem dúvida, não é o seu caso…

— Por que não? — replicou o lúcido seareiro.

— Acaso terei abdicado da minha condição humana? E você, Cairbar, que nada diz? Em

que estará a pensar?…

— Estou pensando que quase todos nós estivemos próximos do que almejamos, no entanto faltou‐nos coragem e maior desprendimento para o passo decisivo… Não nos doamos por inteiro ao Senhor; algo, que não sei definir, ainda nos prendia ao “eu”… Com certeza, não soubemos responder com ações à célebre indagação do Mestre endereçada aos seus discípulos de todos os tempos: “Que fazeis de especial?”

Meditando por momentos, acentuou:

— Pessoalmente, o que mais me valeu deste Outro Lado foi ter‐me dedicado aos mais pobres; nada, coisa alguma se compara ao nosso envolvimento pessoal na prática do bem… Escrevi muito, publiquei diversos livros, proferi conferências, fundei instituições, enfim, tenho consciência de que cooperei, numa época difícil, com a expansão da Doutrina, mas, em nível de consciência, só me sinto tranquilo quando me ponho a pensar nas lágrimas que enxuguei, nas dores que amenizei e no amor que distribui com os meus semelhantes… Pugnar pela Fé Espírita no mundo é algo que, de certa forma, ainda nos envaidece, porque nos coloca no palanque da evidência e, infelizmente, neste sentido muitos se equivocam, abdicando do trabalho que devem realizar no âmago de si mesmos; a ocupação com a difusão dos nossos princípios, não nos dispensa do esforço intransferível da própria renovação… A pergunta de Jesus aos companheiros deve também nos soar aos ouvidos com o seguinte significado: “Que fazeis de especial em vós para vos tornardes especiais para os outros?” Então, de minha parte, posso dizer‐lhes que nada fiz de especial…

Chico Xavier

Maria Boneca e Chico Xavier – um caso real

Nota: Maria Boneca era uma figura popular da cidade de UBERABA, como tantas existem em todas cidades e comunidades. Não fazia mal a ninguém, mas sofria de problemas mentais e carregava consigo uma boneca.

No início da década de 70, Chico Xavier saboreava um cafezinho em conhecido estabelecimento comercial, na Praça Rui Barbosa, em Uberaba, em companhia do Dr. Jarbas Varanda e de seu filho Luciano Varanda, quando eles percebem a aproximação de uma senhora, conhecida sob a alcunha de Maria Boneca, vivendo no clima de uma loucura pacífica, mas que chamava a atenção de toda a comunidade. Muitas pessoas a ridicularizavam e brincavam com sua insanidade, já que Maria Boneca retinha, entre os braços, uma boneca que considerava como filha.

Maria Boneca, ao perceber a presença de Chico no interior do estabelecimento afasta-se daqueles que a ridicularizam e dirige-se ao seu encontro. E, fato inusitado, ao se aproximar de Chico, ela recupera temporariamente sua lucidez e conversa com o Chico naturalmente, como se fossem grandes amigos. Ao se despedir, abraça o inesquecível amigo, beija-lhe as mãos e se afasta. Do lado de fora do estabelecimento, ela volta a ser a Maria Boneca de sempre, vivendo em suas próprias imagens mentais.

Chico, com toda a espontaneidade, relata ao Dr. Jarbas:
– Como somos abençoados, acabo de ser abraçado por uma rainha de França.

Algum tempo depois, o livro intitulado “Mãe” traz um poema do Espírito de Epiphanio Leite, em mensagem psicografado por Chico Xavier, retratando o drama de Maria Boneca cujo conteúdo retratamos abaixo:

MARIA BONECA
Epiphanio Leite

(Versos dedicados à dama feudal que abraçamos por devotada amiga, há três séculos, e que hoje expia, na via pública, sob a alcunha de Maria Boneca, o delito de haver exterminado o filho jovem que lhe estorvava a existência de irresponsabilidade e prazer.)

Reencontrei-te, por fim, esmolando na rua.
Nada recorda em ti a dama do castelo.
Lembro-me!… Dás à fossa o filho louro e belo.
Esqueces, gozas, ris… E a festa continua…

Depois, a morte vem… A memória recua…
Escutas em ti mesma o trágico libelo.
Choras, nasces de novo e trazes por flagelo
A sede de ser mãe que a demência acentua!…

Como dói ver-te agora os tristes olhos baços!
Guardas, louca de amor, um boneco nos braços.
Em torno, há quem te apupe a trilha merencória…

Mas bendize, senhora, a lei piedosa e austera.
Alguém vela por ti: o filho que te espera
E há-de levar-te aos Céus em cânticos de glória!…

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VIVENDO ESPIRITUALMENTE

VIVENDO ESPIRITUALMENTE

Por Balbino Amaral Filho

Porque ainda não compreendemos os nossos verdadeiros caminhos?
Que caminhos são esses, que muitas vezes nos fazem desistir de nossos ideais?
Esquecemos que as nossas conquistas principais, não são somente as conquistas materiais, e sim as que nos aproximam de fato, dos valores espirituais, que nos fazem reconhecer as sublimes virtudes da vida.
Se hoje vivo e respiro, faço parte deste imenso Universo Divino! Com certeza temos um grande papel nos desígnios do Criador.
Somos Espíritos eternos em busca da luz!
Todos nós evoluímos, e cada um carrega a sua bagagem, ou seja, carregamos as nossas sementes, que deveremos semear em nossos caminhos, e assim seremos responsáveis pela nossa semeadura.
Mas porque é tão difícil percorrermos os nossos obstáculos?
Muitas das vezes desanimamos ao percorrê-los. São como montanhas intransponíveis, jamais alcançadas pelos nossos objetivos. Esquecemos de nossas capacidades, de nossas forças! Não pensamos adequadamente, e por isso nos perdemos.
A solução não se encontra em nossas dúvidas, e em nossas fraquezas, e sim na possibilidade que temos de encontrar com o nosso maior adversário, o nosso eu, o nosso íntimo! Enfrentando-o através de um instrumento que todos nós possuímos, a vontade.
A Fé é o nosso grande caminho em nossas reflexões diárias, confiando sempre em Deus, e devemos nos esforçar cada vez mais, em atingir os meios necessários ao nosso aprimoramento espiritual.
Vivendo espiritualmente, com amor, resignação e perseverança nos caminhos do bem.
Assim teremos condições em prosseguirmos, alcançando os degraus disponíveis nas diretrizes, necessárias a nossa evolução.
Não importa os espinhos que encontraremos através da dor e do sofrimento. O importante é a certeza em alcançarmos os esclarecimentos necessários ao nosso aprimoramento moral e intelectual.
Auxiliando sempre aqueles que encontrarmos pelo caminho, agradecendo sempre ao Pai pelas oportunidades que recebemos.
A cada passo, um novo degrau a transpor, e em Deus sairemos vitoriosos na conquista da luz.

Muita paz e luz!

Balbino Amaral Filho- 07/09/2014.

A imagem pode conter: céu, oceano, nuvem, atividades ao ar livre e água
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Olvidemos o ódio, é tempo de amor

Irmãos, somos protagonistas da transofuormação. Somos os trabalhadores da última hora. Todos temos essa missão, espíritas, católicos, evangélicos, mussulmanos, budistas, umbandistas, humanistas e ateus. Crendo ou não, recebemos a grande chance de agirmos  na vida que a fonte criadora nos concedeu por amor. Devemos recusar a divulgaçao do ódio e das críticas infundadas nas casas, nas escolas, no trabalho, nas nossas palestras e nas nossas redes sociais, Responsabilidades gigantescas aos que cuidam da vida, médicos, aos que cuidam das leis, advogados, aos professores, enfim, aos que cuidam das mais diversas atividades da vida humana nesse período de transição planetária. Sobretudo os professores precisam disceminam o conhecimento filtrando as falsas informaçoes e falsas noticias aos nossos jovens e crianças. A responsabilidade é grande. Evitem a publicidade negativa em qualquer oportunidade. Filtrem suas reflexões sem julgamentos nas diretrizes do evangelho de Jesus e todos os avatares que  nunca pregaram religiões como nichos de competição  e sim como ferramentas direcionadas para o bem. Pensem no bem. Não é hora de ódio e sim do amor. Amem, indistintamente, Essa é a ordem da nova era.

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Mensagem de Alfred Schutz – Alerta aos tempos atuais

Filhos e Filhas em jornada terrena: As vibrações andam densas e os ânimos de alteram por motivos mais irracionais. Quem nos acompanha aqui, está avisado que os ajustes pessoais e coletivos chegam sem aviso prévio. O ano de 2018 é um ano kármico, ou seja, mais de colheita do que se fez do que plantio. Nós, da espiritualidade fraterna, temos também nossas preferências pessoais, mas não fazemos delas motivos de desunião. O médium não contava com tanto tempo de exposição pública nas psicografias, visto que entramos no quarto ano de mensagens. Dito isto, quero alertar que o vale da sombra e seus prepostos objetivam criar um clima de guerra civil no país e, estamos abortando esse vilipêndio, assegurando que o Brasil viverá dias melhores. As pessoas andam, além de agressivas, infantilizadas nas suas falas como se o mundo complexo pudesse caber na sua caixinha. O Brasil tem uma missão crucial na transição planetária, portanto, espíritos de várias nacionalidades atuam nas colônias espirituais sobre o país. Haverá acontecimentos dramáticos com desencarne de muita gente que faz do mando o seu único objetivo de vida. Essas pessoas se esquecem que existe somente um único mandatário: o mestre nazareno, Jesus, que se fez carne e comanda a Vida em todas as suas configurações. Meus filhos e filhas, ninguém está imune aos poderosos ataques dos trevosos e temos compaixão dos médiuns em geral que sentem esse assédio diuturno. Não existem salvadores da pátria ou vítimas nos vales da sombra e da morte, só vampirismo de seus sócios encarnados que fazem das massas os seus marionetes. Aconselho que todos respeitem e velem pelas regras sociais que servem para balizar a convivência mínima entre as pessoas. Nos infernos astrais, cada um faz uma Lei conveniente para si mesmo, por isso, nestes lugares reina a covardia, a desordem e o caos! Ajudem as pessoas no cotidiano, ninguém precisa de grandes projetos para auxiliar o próximo. Não se afastem da influência dos bons espíritos que protegem aos que se encontram encarnados. Meus queridos, não abusem da sorte e evitem situações de conflito em lugares dantescos com grande aglomeração humana. Amamos vocês. O destino do Brasil está se encaminhando para uma melhora! Confiem! Abraços de Paz e Luz,

07 de abril de 2018

Alfred Schutz

Mensagens psicografadas pelo Médium Adriano –

Fonte – Blog Psicografias da Egrégora Filhos de Davi

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O Espírita e a Política: uma reflexão a respeito das manifestações em redes sociais

 

Um dos maiores espíritas que reencarnaram no Brasil, foi político renomado: Adolfo Bezerra de Menezes Cavalcanti. No mesmo período – final do século XIX – encontraremos Anália Franco como membro do Partido Republicano, fato que ela sabia separar, com distinção, de sua militância social e educativa. Cairbar Schutel assumia o posto de vereador pela primeira vez em 1889, Eurípedes Barsanulfo na pequena Sacramento, também dedicou-se à política, dentre muitos outros.

Ignorar a presença de políticos, cientistas, acadêmicos, empresários e filósofos no meio espírita, ao longo de sua existência, seria uma injustiça histórica. Figuras ilustres como Lins de Vasconcelos e Frederico Figner, empenharam suas vidas e suas respectivas fortunas à divulgação do Espiritismo. Envolviam-se em terreno delicado ao propor levar um pouco mais de luz, de esclarecimento ao povo mais necessitado.

Se recuarmos um pouco mais no tempo, veremos que o movimento que ocorreu no Brasil, espelhava aquilo que havia começado na França quando intelectuais, artistas, políticos e acadêmicos fizeram coro ao trabalho de Allan Kardec na propagação doutrinária. A França que abrigou Voltaire e Rousseau, precisou de conflitos armados para fazer com que a democracia se instaurasse. Segundo o historiador Will Durant, o movimento democrático nasceu do “dinheiro e da pólvora”.

Onde queremos chegar? Que falar sobre política e fazer política é tão natural quanto necessário. O que tem chamado a atenção, nas redes sociais, é a falta de compromisso com que a política tem sido compartilhada, inclusive, por espíritas. Assemelha-se a uma torcida de futebol em que os opostos desfilam provocações cada vez mais ácidas, demonstrando fragilidades preocupantes.

A omissão de instituições espíritas quanto ao cenário político, transformou-se em algo “normal”, quando lideranças confundem a liberdade de opinião com o laissez faire, no sentido de o que você quiser fazer é problema seu, afinal, não esclarecerem seus profitentes.

Recentemente, um espírita de renome, por seu belíssimo e indiscutível trabalho assistencial desenvolvido em bairro de periferia de Salvador, além de extensa obra mediúnica, foi duramente criticado por posicionar-se a favor da “direita” e daqueles que a imprensa tem noticiado como “pessoas de bem”. É a opinião dele e deve ser respeitada, assim como devemos respeitar a opinião daqueles que pensam diferente, como os que se colocam de “esquerda”.

Aliás – apesar de toda a crítica que essa reflexão receberá –, combina mais com o espírita o posicionamento de esquerda do que da situação. Por que? Porque o progresso social, a partir do progresso individual com acesso à educação e melhores condições de vida deveria ser uma plataforma de trabalho do espírita, de acordo com seus recursos e posicionamento social. As Leis Morais em O Livro dos Espíritos podem elucidar melhor esse pensamento.

O que tem ocorrido é uma confusão dantesca entre o agente de corrupção e a corrupção. A corrupção é uma das manifestações do egoísmo humano, quando, em detrimento ao bem comum, opta-se por levar vantagens pessoais, sem pensar no progresso que poderia realizar se agisse da forma diferente. O “instrumento de escândalo” (o corrupto) é refém de suas escolhas, arregimentando compromissos de ordem espiritual cada vez mais sérios e que deveria ser motivo para profundas reflexões de nossa parte: acaso estamos isentos de erros, mazelas e dificuldades de toda ordem? Eleger um “salvador” que não seja o “Modelo e Guia da Humanidade” é procurar amparo para legitimar ideias egoístas.

Os instrumentos que hoje avaliam a corrupção, também se beneficiam dela, de maneira que, seu senso de justiça nem sempre é capaz de sobrepor o posicionamento político de “situação-oposição”, obnubilando o julgamento de condenar.

Quem está certo? Quem está errado? Camille Flammarion, no túmulo de Allan Kardec proferiu discurso que se notabilizou por considerar Kardec o “bom senso encarnado”.

Um amigo, de esquerda, com profundo bom senso – em todos os campos da vida, admirável, diga-se de passagem – sempre nos diz que “os extremos devem ser evitados”.

Não tenho vinculação a nenhum partido político. Fui eleitor tanto de esquerda quanto de direita ao longo dessa jornada terrena. Procuro, como livre pensador, analisar prós e contras, ainda que contrariem as opiniões dos amigos. No máximo, evito discutir e tentar “impor” meu ponto de vista para que as discussões não se exaltem além do ambiente fraterno em que começaram. Busco vislumbrar qualidades na oposição e situação para escolher candidatos e seus respectivos projetos para solucionar os problemas do país. Acertamos e erramos em nossas escolhas, mas não transformamos nosso posicionamento pessoal em motivo para brigas, contendas e desavenças, sejam no meio espírita ou fora dele.

Que o espírita se posicione favorável ou contra determinada corrente política, mas que sua forma de se posicionar seja pautada nos princípios doutrinários que, na atualidade, ele consegue praticar. Não sejamos nós, espíritas, motivo de escândalo, incentivando a proliferação de ideias contrárias ao que a Doutrina Espírita nos orienta, seja de esquerda ou direita: o contraditório é saudável no processo de aprendizado!

“Aos homens progressistas se deparará nas ideias espíritas poderosa alavanca e o Espiritismo achará, nos novos homens, Espíritos inteiramente dispostos a acolhê-lo.” (Allan Kardec)

Vladimir Alexei é orador espírita na cidade de Belo Horizonte/MG e colaborador da Rede Amigo Espírita

Belo Horizonte, das Minas Gerais,

07 de abril de 2018

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BRASIL DO FUTURO

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O que você está pensando neste momento? Eu, no futuro. No futuro de nossas crianças, de nossa geração que aos poucos vamos envelhecendo, no futuro dos jovens que estarão disputando o mercado de trabalho, no futuro de nossas leis e organizações e no futuro de uma nova Sociedade sem ódios e sem disputa pelo poder, onde as pessoas tenham a compreensão de que somos Espíritos criados pelo único DEUS e que estamos em processo de evolução.

 A população brasileira precisa acordar para o seu futuro. Temos aproximadamente 200 milhões de pessoas. São seres inteligentes que tem o livre-arbítrio de decidir sua própria vida. Por favor, façam suas escolhas em prol de um futuro melhor. Optem por mudar seus hábitos, suas rotinas, seu modo de pensar e pelas mudanças que o futuro nos aguarda. Somos viajantes do tempo e não podemos viver pisando uns nos outros. Somos pequenos gravetos na lama diante da grandeza e da imensidão da vida e do Universo criado por DEUS. Dentre esses 200 milhões temos pessoas preparadas e melhores que podem ajudar a mudar nossa vida. Para isso é preciso acabar com a reeleição aos cargos públicos.

Nossa vida no Planeta Terra é uma Escola de bênçãos para apreendermos uns com outros. Infeliz daquele que tenta desdizer os valores sagrados da vida e faz mal a seu irmão. Pobres seres infelizes que buscam usar o poder do dinheiro em seu próprio benefício roubando de seus irmãos. Nada neste mundo fica ou ficará impune. A história mostra a todos os atos e fatos que aconteceram. Nações, Reis e Autoridades viraram pó, foram reduzidos a nada. Pararam sua evolução para depois voltar com propostas de evolução que não conseguem fazer. Lembrem-se da Lei de Ação e Reação. Fazendo o mal recebemos o mal, fazendo o bem recebemos o bem.

 O que estamos presenciando neste momento em nosso Brasil é simplesmente humilhante diante da grandeza do significado da Vida e da Natureza Humana. DEUS não criou os diferentes Mundos tão somente para brincar de criação, mas, para permitir a evolução das espécies. Somos, assim, responsáveis por tudo que acontece em nossa volta. Nossa conduta deve ser de olhar em nosso entorno e ter ações pró ativas em prol da Paz, do Amor e da Esperança.

Senhores Governantes, postulantes ao exercício do Cargo Público e ilustres representantes do Povo Brasileiro que lhes concedemos a oportunidade para trabalhar em prol do Homem, mudem seu comportamento. Deixem de lado a hipocrisia, a maldade, a ganância e a arrogância. Trabalhem a favor de seu irmão. Deixem seus Gabinetes e vão ver de perto a realidade de nossos Hospitais, Centros de Saúde, Escolas Municipais, Moradias irregulares e humilhantes, irmãos sem apoio, sem emprego e sem casa para morar. Trabalhem de mãos unidas para eliminarmos a ignorância pela via da Educação, da Segurança e da Fraternidade.

Para mudarmos essa conduta de desonestidade é preciso que Vocês representantes do Povo deem o exemplo. Uma Nação pode mudar sua conduta quando seus Representantes Políticos, Empresários e Demais Autoridades dão o exemplo de vida. O Povo Brasileiro precisa disso. Precisa de bons exemplos. São assim as famílias. Quando os Pais dão bons exemplos a família é sagrada, unida e abençoada. Temos que mudar nosso modo de ser, pois, hoje, estamos mostrando a desesperança, o despreparo, e nos afundando em posturas de desvios de recursos que poderiam ser aplicados em projetos e atividades para melhorar a vida de todos nós.

Uma pequena avaliação de alguns Projetos Nacionais em curso que foram mudados seus valores econômicos muito acima dos padrões normais poderiam alimentar perto de 545 milhões de pessoas. Não havendo bons exemplos de nossos Governantes fica mais difícil de corrigir as desigualdades. Não podemos continuar humilhando as pessoas com recursos financeiros de pequena monta, mas, oferecer possibilidades e chances para saírem da trágica vida que vivem: infraestrutura escassa (água e esgoto), desmerecidos, humilhados, roubados e usados para sustentar uma elite política quando ocorre uma Eleição.

O Brasil é um País privilegiado sim, por reencarnar Espíritos que não querem desenvolver uma guerra civil por uma questão religiosa ou por acreditar que uma minoria seja superior à outra. É um País que dá exemplos da diversidade pessoal, cultural, social e política. Somos especiais em unirmos nossas crenças a favor do bem, da música, de um projeto para ajudar nossos irmãos em maiores dificuldades, mas, pecamos ainda quando procuramos desenvolver atos em torno de prestigiar o suborno, a mentira e os desvios de recursos públicos sem serem punidos.

É bem verdade que não somos adivinhos do futuro, mas, temos como precaver e minorar os impactos de anos mais difíceis que virão. Um País não se muda em 04, 08 ou 12 anos, mas, em um Ciclo de Desenvolvimento de 60 anos. Kondratiev, economista Russo, mostrou em seus estudos e pesquisas de que isso é vital e verdadeiro. Muitos outros estudiosos posteriores vieram comprovar isto. Basta examinar os resultados históricos das Nações que se desenvolveram e estão em vias de desenvolvimento.

Contudo, se não tivermos um planejamento sério quanto ao nosso futuro seremos surpreendidos por dias de relevantes dificuldades. José no Egito demostrou ao Rei da época que a economia teria dias futuros de grandes dificuldades pela falta de chuvas e a baixa produção. Esse quadro é válido também para as economias atuais. São Paulo que é o diga: reservatórios de água ao nível de 3%. Não teremos dias de bonança sempre. Em 2050, por exemplo, teremos que aumentar a produção de alimentos em 50% e da energia em 36%. Se fosse verdadeiro que o futuro seria igual o presente, não teríamos tido a grande evolução que tivemos deste a época do Egito, Grécia, Roma, Espanha e Portugal.

Com esse quadro precisamos de dirigentes que sejam visionários e líderes e não de pessoas que ficam sentados em suas mesas fazendo o papel de articulador e de negociador de recursos, desviando uma parcela para si própria e para seu partido.

Que Brasil precisamos ter para que cada trabalhador tenha um salário mínimo de US$ 1.000? Hospitais e Centros de Saúde que funcionem? Uma estrutura tributária de 10 a 20% e não de 60%? Justiça que não seja parceira das negociatas? Segurança total? Educação perfeita? Tratamento de água e esgoto de 100%? Rodovias que sejam asfaltadas em 100%? Logística portuária, de transporte e de energia de 100%? Índice de óbito = zero? Índice de violência = zero? Índice de desenvolvimento humano = 1,00?

 Essas respostas não podem ser respondidas por Dirigentes despreparados e nem por corruptos. Ou mudamos ou nosso desenvolvimento será cerceado pela ignorância e por pessoas despreparadas para conduzir uma Nação ao futuro.

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