Pietro Ubaldi

Pietro Ubaldi – O grande missionário

VIDA E OBRA DE PIETRO UBALDI

(SINOPSE)

Pietro Ubaldi, filho do casal Lavínia e Sante Ubaldi, nasceu em 18 de Agosto de 1886, às 21:00 horas de Roma. Nasceu em terras franciscanas, na cidade de Foligno, Província de Perúgia (Capital da Úmbria). Foligno fica a 18km de Assis, cidade natal de S. Francisco de Assis. Até hoje, as cidades franciscanas guardam o mesmo misticismo legado ao mundo pelo grande poverelo de Assis, que viveu para Cristo, renunciando os bens materiais e os prazeres deste mundo.

Pietro Ubaldi sentiu desde a infância uma poderosa inclinação pelo franciscanismo e pela Boa Nova do Cristo. Não foi compreendido, nem poderia sê-lo, porque seus pais viviam felizes com a riqueza e com o conforto proporcionado por ela. A Senhora Lavínia era descendente da nobreza italiana, única herdeira do título e de uma grande fortuna, inclusive do Palácio Alleori Ubaldi. O místico da Úmbria foi, então, educado com os rigores de uma vida palaciana.

Como poderia ser fácil a um legítimo franciscano viver num palácio? Naturalmente, sentiu-se deslocado naquele ambiente, um ex-patriado de seu mundo espiritual. A disciplina no palácio, aceitou-a facilmente. Todos deveriam seguir a orientação dos pais e obedecer-lhes em tudo, até na religião. Tinham de ser católicos, praticantes dos atos religiosos na capela da Imaculada Conceição, no interior do Palácio. Pietro Ubaldi foi sempre obediente aos pais, aos professores, à família e, em sua vida missionária, a Cristo.

Formou-se em Direito (profissão escolhida pelos pais, mas jamais exercida por ele) e em Música (oferecimento, também de seus genitores), fez-se poliglota, para comunicar-se com outros povos — fala-va, fluentemente, inglês, francês, alemão, espanhol, português, conhecia latim e grego. Mergulhou nas diferentes correntes filosóficas e religiosas, destacando-se como um grande pensador cristão do século XX. Era um homem de uma cultura invejável, o que lhe facilitou o cumprimento da missão. A sua tese de formatura na Universidade de Roma, foi sobre a Expansão Colonial e Comercial da Itália para o Brasil, muito elogiada pela banca examinadora e publicada, em 1911, num volume de 266 páginas pela Editora Ermano Loescher & Cia, de Roma (Itália). Após a defesa dessa tese, o Sr. Sante Ubaldi lhe deu como prêmio uma viagem aos Estados Unidos, durante seis meses.

LIBERDADE

Nem todas as obrigações palacianas lhe agradavam, mas ele as cumpriu até a sua total libertação. A primeira liberdade se deu aos cinco anos, quando solicitou de sua mãe que o mandasse à escola, e aquela bondosa genitora atendeu o pedido do filho. A segunda liberdade, verdadeiro desabrochamento espiritual, aconteceu no ginásio, ao ouvir do professor de ciência a palavra “evolução”. “Minha primeira revelação interior me foi feita ao ouvir meu professor de ciências, no Liceu, proferir a palavra “Evolução”. Meu espírito teve um sobressalto; brotara ao vivo uma centelha, sentira uma idéia central. Tornei-me, a seguir, estudioso de Darwin, mas só para completar seu pensamento”. Outra grande liberdade para o seu espírito foi a leitura de livros sobre a imortalidade da alma e sobre a reencarnação, tornando-se reencar-nacionista, aos vinte e cinco anos, dito por ele numa alocução, em 5 de outubro de 1951, na Federação Espírita do Estado de São Paulo: “Por acaso — digo acaso, mas por certo era obra da Providência — caiu em minhas mãos O Livro dos Espíritos de Allan Kardec. Eu era jovem, desorientado, não tinha, ainda, passado pela experiência dos grandes problemas da vida. Li com grande interesse e vos confesso que, em certo ponto, exclamei: achei!… Eureka! Poderia ter eu repetido: encontrei, encontrei finalmente a solução que procurava e que me esclareceu!

Ela foi a primeira semente que deu origem ao meu adiantamento espiritual e daquele dia em diante se foi tecendo a trama luminosa no esclarecimento de tal forma que, ampliando-se, ele penetrou a ciência, a filosofia, a religião, os problemas sociais e os problemas de todo o gênero.

Devo, entretanto, confessar-vos precisamente aqui, nesta noite e neste local, que a Allan Kardec devo a primeira orientação e a solução positiva do problema mais complexo que, mais de perto, interessava-me, considerando minha condição de ser humano”. (…)

Daí por diante, os dois mundos, material e espiritual, começaram a fundir-se num só. A vida na Terra não poderia ter outra finalidade, além daquela de servir a Cristo e ser útil aos homens.

RENÚNCIA FRANCISCANA

Pietro Ubaldi casou-se aos vinte e cinco anos, seguindo orientação dos pais que escolheram para ele uma jovem rica e bonita, possuidora de muitas virtudes, além de fina educação. Como recompensa pela aceitação da escolha, seu pai transferiu para o casal um patrimônio igual àquele trazido pela Senhora Maria Antonieta Solfanelli Ubaldi. Este era, agora, o nome da jovem esposa. O casamento não estava nos planos de Ubaldi, somente justificável porque fazia parte de seu destino. Ele girava em torno de outros objetivos: o Evangelho e os ideais franciscanos. Mesmo assim, do casal Maria Antonieta e Pietro Ubaldi

A Grande Síntese Pietro Ubaldi

nasceram três filhos: Franco (morto em 1942, na Segunda Guerra Mundial), Vicenzina (desencarnou aos dois anos de idade, em 1919), e Agnese (falecida em S. Vicente (SP) — 1975).

Aos poucos, Pietro Ubaldi foi abandonando a riqueza, deixando-a por conta do administrador, Etore Paccini. Após quinze anos de enlace matrimonial, em 1927, com a desencarnação de seu pai, fez voto de pobreza, transferindo à família os bens que lhe pertenciam. Aprovando aquele gesto de amor ao Evangelho, Cristo lhe apareceu. Isso para ele foi a maior confirmação à atitude tomada. Em 1931, Pietro assumiu uma nova postura, estarrecedora para seus familiares: a renúncia franciscana. Daquele ano em diante iria viver com o suor do seu rosto e renunciava todo o conforto proporcionado pela família e pela riqueza material existente. Fez concurso para professor de inglês, foi aprovado e nomeado para o Liceu Tomaso Campailla, em Módica, Sicilia — região situada no extremo sul da Itália — Onde trabalhou somente um ano letivo. Em 1932 fez outro concurso e foi removido para a Escola Média Estadual Otaviano Nelli, em Gúbio, ao norte da Itália, e ficou mais próximo da família. Nessa urbe, também Franciscana, trabalhou durante vinte anos e fez dela a sua segunda cidade natal, vivendo num quarto humilde de uma casa, pequena e pobre — pensão do casal Norina-Alfredo Pagani — Via della Cattedrale, 4/6, situada na encosta de um grande monte.

O MISSIONÁRIO NA ITÁLIA

Na primeira semana de setembro de 1931, depois da grande decisão franciscana, Cristo novamente apareceu a Pietro Ubaldi, desta vez acompanhado de Francisco de Assis. O primeiro à direita e o segundo à esquerda, fizeram-lhe companhia durante vinte minutos em sua caminhada matinal, na estrada de Colle Umberto, Perúgia. Estava, portanto, confirmada sua posição.Vejamos a cena descrita por ele:

“Numa tranquila paisagem campestre da Úmbria franciscana, próxima de Perúgia, um homem de 45 anos subia sozinho a doce inclinação de uma colina. Aquela manhã radiosa estava perto de 14 de setembro, dia em que São Francisco, em 1224, recebeu os estigmas no monte Alverne. (…)

Estava caminhando quando duas formas paralelas se delinearam. Isto durou cerca de vinte minutos, pelo que teve tempo de controlar tudo e de fixá-lo na memória, para depois analisar o fenômeno com a psicologia racional, positiva, independente de estados emotivos. (…)

Continuou a observar. As duas formas não constituíam só uma indefinida manifestação de presença. Cada uma delas transmitia à percepção interior uma típica e individual vibração que a definia como pessoa. Foi assim que ele pôde logo sentir com clareza inequívoca que à sua esquerda estava a figura de São Francisco e à sua direita a de Cristo. (…)

A visão, no entanto, ficou indelével, gravada a fogo naquela alma, como uma queimadura de luz, uma ferida de amor que jamais o tempo poderá cancelar, feita de saudade, de uma contínua e angustiante espera para reencontrar-se.”

Mais detalhes no livro Um Destino Seguindo Cristo, capítulo I

Em 25 de dezembro daquele ano, chegou-lhe, de improviso, a primeira mensagem de Cristo, Sua Voz, a “Mensagem de Natal”. Por inspiração, ele sentiu que estava aí o início de sua missão. Outras Mensagens surgiram em novas oportunidades, dentro de um plano pre-estabelecido pelo Alto, todas com a mesma linguagem e conteúdo divino.

No verão italiano de 1932, começou a escrever A Grande Síntese, concluída em 23 de agosto de 1935, às 23:00 horas de Roma. Esse livro, com cem capítulos, escrito em quatro verões sucessivos, foi traduzido para vários idiomas. Somente no Brasil já alcançou dezoito edições. Outros compêndios, verdadeiros mananciais de sabedoria cristã, surgiram nos anos seguintes, completando os dez volumes escritos na Itália. Esta parte da Obra é composta de:

Grandes Mensagens,
A Grande Síntese — Síntese e Solução dos Problemas da Ciência e do Espírito, As Noúres — Técnica e Recepção das Correntes de Pensamento,
Ascese Mística,
História de Um Homem,
Fragmentos de Pensamento e de Paixão,
A Nova Civilização do Terceiro Milênio,
Problemas do Futuro,
Ascensões Humanas,
Deus e Universo.

O MISSIONÁRIO NO BRASIL

O Brasil é a terra escolhida para ser o berço espiritual da Nova Civilização do Terceiro Milênio. Aqui vivem diferentes povos irmanados, independentes de raças ou religiões que professem. Ora, Pietro Ubaldi exerceu um ministério imparcial e universal, por isso, o destino quis trazê-lo para cá e aqui completar sua tarefa missionária.

Nesta terra do cruzeiro do sul, ele esteve em 1951 e realizou dezenas de conferências de Norte a Sul, de Leste a Oeste. Em 8 de dezembro do ano seguinte, desembarcaram, no porto de Santos, Pietro Ubaldi e sua esposa acompanhados da filha e duas netas (Maria Antonieta e Maria Adelaide), atendendo a um convite dos amigos de S. Paulo para virem morar neste imenso país. É oportuno lembrar que Pietro Ubaldi renunciou os bens materiais, mas não os deveres para com a família, que se tornou pobre porque o administrador, primo de sua esposa, dilapidou toda a riqueza a ele entregue para gerenciá-la.

Em 1953, retornou à sua missão apostolar, continuou a recepção dos livros e recebeu a última Mensagem, “Mensagem da Nova Era”, do livro Grandes Mensagens, em S. Vicente (SP), no Edifício “Iguaçu”, na Av. Manoel da Nóbrega, 686 — apt.o

A Grande Síntese Pietro Ubaldi

92. Dois anos depois, transferiu-se, com a família, para o edifício “Nova Era” (coincidência, nada tem a ver com a Mensagem escrita na residência anterior), na praça 22 de janeiro, 531 — apt.o 90. Em seu quarto-escritório, neste apartamento, completou a sua missão — a segunda parte da Obra, chamada brasileira, porque escrita no Brasil:

Profecias,
Comentários,
Problemas Atuais,
O Sistema — Gênese e Estrutura do Universo, A Grande Batalha,

Evolução e Evangelho,
A Lei de Deus,
A Técnica Funcional da Lei de Deus, Queda e Salvação,
Princípios de Uma Nova Ética,
A Descida dos Ideais,
Um Destino Seguindo Cristo, Pensamentos,
Cristo.

Escritores católicos, espiritistas, espiritualistas, filósofos, poetas e cientistas prestaram homenagens a Pietro Ubaldi e à Sua Obra. Dentre eles, destacamos: Ernesto Bozzano, Marc’Antonio Bragadin, Antonio D’Alia, Gino Trespioli, Paolo Soster, Enrico Fermi, Riccardo Pieracci, franco Lanari, Paola Giovetti, Moris Ulianich, Antonio Pieretti, Monsenhor Mario Canciani, Padre Antony Elenjimittam, Dario Schena Sterza, Padre Ulderico Pasquale Magni, Albert Einstein, Isabel Emerson, Gaetano Blasi, Maurice Schaerer, Humberto Mariotti, F. Villa, Guillon Ribeiro, Carlos Torres Pastorino, Canuto de Abreu, Clóvis Tavares, Medeiros Corrêa Júnior, Monteiro Lobato, Rubens C. Romanelli, Emmanuel, Augusto dos Anjos, Cruz e Souza etc. A Obra de Pietro Ubaldi, sem dúvida alguma, descortina outros horizontes a uma nova concepção de vida. O seu conteúdo é a revelação cristalina da “Boa Nova” neste século.

DESENCARNAÇÃO DE PIETRO UBALDI

S. Vicente (SP), célula máter do Brasil, foi a terceira cidade natal de Pietro Ubaldi. Aquela cidade praiana tem um longo passado na história de nossa pátria, desde José de Anchieta e Manoel da Nóbrega até Pietro Ubaldi que viveu ali o seu último período de vinte anos. O Mensageiro de Cristo, intérprete de “Sua Voz”, previu o dia e o ano do término de sua Obra — Natal de 1971 — com dezesseis anos de antecedência, em seu livro Profecias. Ainda profetizou que sua morte aconteceria logo depois dessa data. Tudo confirmado. Desencarnou no Hospital S. José, em S. Vicente, quarto no 5, à 0:30 hora, em 29 de fevereiro de 1972. Saber quando vai morrer e esperar, com alegria, a chegada da irmã morte, são privilégios de poucos… O arauto da Nova civilização do espírito foi um homem privilegiado.

Dezembro de 1996

Músicas Evangelizadoras

Músicas Evangelizadoras

FAUSTO REIS

1-  Homenagem à Casa do Cinza (Fausto Reis – Dr. Odilon Fernandes) Tom Sol Maior – Clique aqui p/ letra e cifra.

 

Prece da Casa do Cinza – Fausto Reis – Irmão X

GRUPO RAIO DE LUZ

Prece da Casa do Cinza – Grupo Raio de Luz – Irmão X

 

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Médium Luiz Gasparetto morre aos 68 anos

Escritor espírita, filho de Zíbia Gasparetto, lutava contra um câncer de pulmão

O Estado de S.Paulo

03 Maio 2018 | 22h51

O médium e escritor espírita Luiz Gasparetto, de 68 anos, morreu nesta quinta-feira depois de uma luta contra um câncer de pulmão. Ele era filho da também médium e escritora Zibia Gasparetto. As primeiras notícias foram divulgadas  em sua página de no Facebook.

A publicação trazia um texto de consternação espiritual: “Luiz Gasparetto, o homem que deixa na Terra, seu legado de espiritualidade. Foram mais de 30 livros publicados, milhares de palestras em diversas cidades do mundo, muitas vidas e corações tocados por seus ensinamentos, e ele gostaria que você se lembrasse de que, melhorar o mundo, começa com a melhora de si mesmo. Faça acontecer! No mundo espiritual, tudo tem começo e meio. O fim só existe, para quem não percebe o recomeço. Nosso espírito é eterno. Feliz recomeço, Gaspa!”

Em fevereiro, um vídeo publicado na mesma página trazia o médium revelando seu estado de saúde e falando em escuridão.  “Não estou triste nem abatido. Estou diagnosticado fisicamente com câncer no pulmão. Não tenho medo de morrer porque convivo com fantasmas o dia inteiro”, afirmou. “Morrer não significa que essa escuridão não vai seguir comigo. Morrer não é a solução. Deixei de alguma forma minha ignorância penetrar em mim um ressentimento, por exemplo. Não tanto com pessoas, mas com a vida”.

Fonte – ESTADÃO

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O Evangelho Segundo o Espiritismo

O Evangelho Segundo o Espiritismo

Evangelho – Do grego Euangelion (eu = boa eangelion = notícia) que significa boa notícia. Para os gregos mais antigos, ela indicava a “gorjeta” que era dada a quem trazia uma boa notícia. Mais tarde passou a significar uma “boa-nova”, segundo a exata etimologia do termo. Há diferença entre Evangelho e Evangelização? Uma só palavra grega (euaggélion) é traduzida já por evangelho, já por evangelização, segundo o contexto e segundo dos tradutores. Assim, por exemplo, quando São Paulo escreve: “Antes, pelo contrário, tendo visto que me tenha sido confiado oEvangelho para os não circuncidados, como a Pedro para os circuncidados” (Gál, 2,7), traduziríamos com mais precisão por “evangelização”, em vez de Evangelho.

O Evangelho Segundo o Espiritismo é o terceiro livro codificado por Allan Kardec. Contém a explicação das máximas morais do Cristo, sua concordância com o Espiritismo e sua aplicação às diversas posições da vida. Em sua primeira página, há uma frase proverbial: “Não há fé inabalável senão aquela que pode encarar a razão, face a face, em todas as épocas da humanidade”.

A instrução contida no prefácio, transmitida por via mediúnica, resume o caráter e o objetivo do Espiritismo. Há quatro pontos:

a) Os Espíritos do Senhor, semelhantes às estrelas cadentes, vêm iluminar o caminho e abrir os olhos aos cegos;
b) Os tempos são chegados e todas as coisas devem ser restabelecidas em seu sentido verdadeiro para dissipar trevas, confundir os orgulhosos e glorificar os justos;
c) As vozes do céu conclamam os seres humanos ao concerto divino, no sentido de estender esse hino sagrado de um canto ao outro do planeta;
d) Por fim, pedem para que nos amemos uns aos outros, fazendo a vontade do Pai que está nos céu.

Allan Kardec, na Introdução de O Evangelho Segundo o Espiritismo, diz que as matérias contidas nos Evangelhos podem ser divididas em cinco partes: os atos comuns da vida de Cristo, os milagres, as profecias, as palavras que serviram para o estabelecimento dos dogmas da Igreja e o ensinamento moral. Se as quatro primeiras partes foram objeto de controvérsia, a última manteve-se inatacável. Este é o terreno onde todas as crenças podem se reencontrar, porque não é motivo de disputas, mas sim regras de conduta abrangendo todas as circunstâncias da vida, pública e privada.

Allan Kardec reuniu nesta obra os artigos que pudessem constituir um código de moral universal, sem distinção de culto. Por que procedeu desta forma? Porque o Espiritismo, como um todo, foi codificado com esse objetivo, o de tornar os seus ensinamentos úteis para toda a população terráquea, e não para uma comunidade, uma organização, uma dada religião.

As máximas morais, comentadas ao longo deste livro, foram bem fundamentadas. Observe que Allan Kardec teve o cuidado de não se basear em uma única informação. Passava tudo pelo crivo da razão. Dizia: “A única garantia séria do ensinamento dos Espíritos está na concordância que existe entre as revelações feitas espontaneamente, por intermédio de um grande número de médiuns, estranhos uns aos outros, e em diversos lugares”.

O Evangelho Segundo o Espiritismo foi dividido em 28 capítulos. O 28.º capítulo trata da “Coletânea de Preces Espíritas”; nos outros 27 estão os ensinamentos morais do Cristo. Refletindo sobre cada um desses capítulos vamos adquirindo um vasto conhecimento sobre nós mesmos, sobre o mundo que nos rodeia, sobre outras galáxias e, principalmente, sobre o nosso relacionamento com o próximo. Não é um livro para ser apenas estudado, mas para ser posto em prática, no dia-a-dia.

Postado por Sérgio Biagi Gregório

Fonte: Blog Espiritismo

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Ataque à Síria – Oração de guerra espiritual – Espíritas Vibremos pela Paz

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Notícia: Os Estados Unidos, o Reino Unido e a França anunciaram na noite desta sexta-feira (13) que lançaram um ataque em conjunto contra estabelecimentos de armas químicas na Síria, em resposta ao suposto ataque químico contra a cidade de Duma no dia 7 de abril. (fonte G1)

Isaías 2, 2.4-5

No fim dos tempos o monte do templo do Senhor estará firme,
será o mais alto de todos,
e dominará sobre as colinas,
Acorrerão a ele todas as gentes.
Ele julgará as nações,e dará as suas leis a muitos povos,
os quais transformarão as suas espadas em relhas de arados,
e as suas lanças, em foices.
Uma nação não levantará a espada contra outra,
e não se adestrarão mais para a guerra.
Vinde, Casa de Jacob!
Caminhemos à luz do Senh

Irmãos, sabemos que a transição se processa no planeta, que os tempos são chegados e a Regeneração se aproxima. Muitos sofrem pelo mundo em vários países. Muitas nuvens negras atingem a terra e promovem desarmonia, desordem e desolaçao.  Todos temos problemas de ordens diversas e muitas vezes mergulhamos nossos pensamentos em circulos viciosos, nos sintonizando com essas energias negativas.  Nós vivemos nesse mundo e temos responsabilidades com seu futuro. É o nosso compromisso, nossa fé, nossa intenção e sobretudo nosso dever, trabalhar pelo bem e pelo amor. Juntemo-nos aos trabalhadores da última hora, e aos espíritos superiores, fazendo a nossa parte para dissiparmos as ondas negativas que provocam e promovem a guerra. Devemos agir em apoio às hostes celestiais vibrando amor e paz para todos. Nesse momento, os nossos irmãos da Síria, sofrem ataque conjunto em represália ao uso de armas quimicas pelo governo Sirio. Que Jesus abençõe e proteja todos os nossos irmaos sirios. Vibremos pela paz.

Oração de Guerra Espiritual

Senhor que no dia de hoje,
eu possa lembrar dos que vivem em guerra,
e fazer por eles uma prece de paz.

Que eu possa lembrar dos que odeiam,
e fazer por eles uma prece de amor.

Que eu possa perdoar a todos que me magoaram,
e fazer por eles uma prece de perdão.

Que eu lembre dos desesperados,
e faça por eles uma prece de esperança.

Que eu esqueça as tristezas do ano que termina,
e faça uma prece de alegria.

Que eu possa acreditar que o mundo ainda pode ser melhor,
e faça por ele uma prece de fé.

Obrigada Senhor
Por ter alimento,
quando tantos passam o ano com fome.

Por ter saúde,
quando tantos sofrem neste momento.

Por ter um lar,
quando tantos dormem nas ruas.

Por ser feliz,
quando tantos choram na solidão.

Por ter amor,
quantos tantos vivem no ódio.

Pela minha paz,
quando tantos vivem o horror da guerra”

 

Que Assim Seja.

 

 

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O Transe Mediúnico – Cap. 13 – TIPO DE MEDIUNIDADE

                            Cap. 13 – TIPO DE MEDIUNIDADE

21. Acontecerá o mesmo com aqueles que têm uma aptidão especial para o desenho e a música?
— Sim; o desenho e a música são também modos de se exprimirem pensamentos; os espíritos utilizam os instrumentos que lhes oferecem mais facilidade. (Cap. XIX-Papel do médium nas comunicações espíritas)

 

A aptidão mediúnica se revela em cada médium de acordo com a sua capacidade de captar e expressar o pensamento dos espíritos.

A rigor, ninguém pode dizer ao médium que ele seja portador desta ou daquela faculdade.

Às vezes, por exemplo, ele começa como psicógrafo e, depois, se define como psicofônico, ou vice-versa.

O Transe Mediúnico 61

O medianeiro não deve cultivar prefe- rência por este ou aquele tipo de mediunidade, fugindo às suas características naturais.

Em essência, a base das faculdades mediúnicas de efeitos intelectuais é a mesma, não diferindo substancialmente uma da outra.

Mediunidade é pensamento a pensa- mento.

Quem enxerga ou escuta os espíritos, os escuta ou enxerga através do pensamento.

Os espíritos poetas procurarão um medianeiro que tenha facilidade no campo da poesia.

Os espíritos pintores escolherão um sensitivo que possua predisposição para a arte da pintura.

Raros são os médiuns que, pos- suindo múltiplas faculdades, conseguem atuar em todas elas. A faculdade mediúnica predominante absorverá as demais, que, assim, passarão a concorrer pela melhor produtividade da que se destaca.

A insatisfação do médium com a faculdade de que seja portador, desejando

62 Carlos A Baccelli / Odilon Fernandes

outra que não possui ou, ainda, ambicionando a que determinado medianeiro exerce, prati- camente o anula para a execução da tarefa que esteja ao alcance de suas possibilidades.

Infelizmente, muitos médiuns, dotados de excelentes recursos medianímicos, diga- mos, menos dados à publicidade, compli- cam-se por não se contentarem com os discretos, porém úteis talentos que lhes foram confiados.

Mediunidade mais ampla é sinônimo de sensibilidade que se amplia.

Não nos esqueçamos de que a faculdade que Jesus m ais exercia em seu ministério divino era a da cura! Ele ressuscitava os mortos, fazia andar os paralíticos, devolvia a visão aos cegos, curava obsedados, por meio da simples imposição das mãos.

O Senhor endossava com as mãos a excelência da M ensagem que verbalizava.

A importância, pois, do médium em serviço não está na espécie da faculdade mediúnica que exerça, e, sim, nos frutos que advenham de seus esforços.

Discreto dom mediúnico trabalhado com amor vale mais, para a Doutrina, que a m ais expressiva faculdade exercida com vaidade e personalismo.

Ansiando por incorporar espíritos, poucos são os que se lembram de incorporar as lições de Jesus no cotidiano, transfor- mando-se em exemplos vivos do Evangelho.

Querendo psicografar livros, raros os que se dispõem a grafar, com a própria vida, as noções que despertam as consciências secularmente adormecidas.

Médiuns de espíritos se multiplicam em toda parte, todavia médiuns do Cristo no mundo continuam sendo muito poucos. E são justamente estes últimos os detentores das m ais preciosas e nobres faculdades postas a serviço da crença na Imortalidade entre os homens na Terra!

Carlos A. Baccelli / Odilon Fernandes

Mensagens enviadas, Odilon Fernandes

O Estado de Espírito do Médium – Odilon Fernandes

A mediunidade, de fato, é um estudo apaixonante, que nos possibilita as mais variadas reflexões. Poderíamos dizer que a mediunidade é uma faculdade nervosa que está estreitamente ligada ao humor do médium.

Quase ninguém cogita do estado de espírito do medianeiro no exercício de sua faculdade. O ânimo do médium influencia decisivamente na produção mediúnica. Existem médiuns tristes, médiuns deprimidos, médiuns magoados, médiuns ressentidos, médiuns decepcionados… Esses estados emocionais, no exercício da mediunidade, tanto quanto possível devem ser colocados de lado, para que não interfiram na produção do fenômeno, alterando o teor da mensagem.

A mediunidade pode, assim, ser comparada a um espelho, onde o próprio estado psicológico do médium se reflete. Se o médium está triste, a produção mediúnica sofrerá distorções de vulto; se magoado, é possível que a sua mágoa se expresse no instante da comunicação, comprometendo a limpidez do pensamento da entidade comunicante…

O médium há que aprender a se colocar numa posição neutra, do ponto de vista emocional, no momento em que ele se disponha a trabalhar como intérprete dos espíritos.

Nos fenômenos de incorporação, no atendimento às entidades enfermas, o estado psicológico do médium talvez não interfira tão negativamente, porquanto ele irá facilitar a sintonia com as entidades que estejam, digamos assim, naquela sua mesma condição espiritual do momento…

Porém o médium que aspire a contato com as entidades esclarecidas há que se esmerar no sentido de neutralizarem-se, no instante do intercâmbio, toda mágoa, todo ressentimento, todo rancor, toda melancolia, enfim, todo estado psicológico que se constitua em obstáculo à recepção da palavra equilibrada e esclarecedora.

É importante que o médium raciocine também neste sentido: não basta saber, não basta conhecer mediunidade, não basta ser médium é necessário que o médium cuide especialmente do seu humor e, tanto quanto possível, seja o companheiro alegre, otimista, devotado, bem disposto e confiante no amparo da Espiritualidade Superior.

Médium: Carlos A. Baccelli.

Espírito: Odilon Fernandes.

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NA PRÓXIMA DIMENSÃO – Cap. 12

— Eu estou bem! E o senhor, como está? — retrucou o fundador da “Casa Transitória”, benemérita instituição existente na capital de São Paulo.

— Você não perde o hábito de me tratar de senhor, não é mesmo? — retrucou Batuíra. Olhe que eu estou mais rejuvenescido do que você…

Sorrimos descontraidamente e Gonçalves explicou que, na companhia dos irmãos Weaker Batista e Clóvis Tavares, também estava participando da recepção que o Mundo Espiritual oferecia ao médium Chico Xavier.

— Ele e o senhor, desculpe‐me — acrescentou —, ele e você nos auxiliaram muito com as orientações de que necessitávamos na “Transitória”; o Chico sempre foi um grande amigo e benfeitor… Desde Pedro Leopoldo, tivemos a alegria de acompanhar a sua trajetória mediúnica de verdadeiro missionário do Cristo.

— De fato, agora podemos falar a respeito — disse Batuíra, cujos traços biográficos não me eram de todo desconhecidos na luta que sustentara por amor ao Ideal.

Entrementes, se aproximaram para participar do diálogo o Weaker e o Clóvis, que, até então, se haviam mantido a certa distância, atendendo a três Espíritos de sofrida aparência que os interpelara.

— Weaker, estamos nos referindo à grandeza de espírito do nosso Chico… Você que conviveu mais de perto com ele durante tantos anos, poderá se expressar com maior conhecimento de causa, não é? — falou Gonçalves ao companheiro que eu igualmente conhecera à frente das atividades do “Grupo Espírita da Prece”.

Franzindo o cenho, Weaker comentou com certa tristeza no semblante:

—‐ Infelizmente, qual aconteceu a muitos dos que puderam conviver com ele, eu também não consegui atinar com o seu real valor, senão quando deixei o corpo, onde os equívocos se nos fazem tão frequentes; não estou querendo me justificar, mas, embora tenha aproveitado muito na convivência diária com Chico, a verdade é que eu poderia ter assimilado mais, caso o meu espírito, em determinadas situações, não se tivesse mostrado tão rebelde…

— Ora, Weaker — aparteou Clóvis Tavares, que, na cidade de Campos, Rio de Janeiro, fundara, sob a inspiração do médium, a “Escola Jesus Cristo” —, não se recrimine… A verdade é que a luz intensa costuma deslumbrar os nossos olhos acostumados à sombra. Como é do seu conhecimento, estive com o Chico diversas vezes e, durante longos anos, nos correspondemos.

40 – Carlos A. Baccelli (pelo Espírito Inácio Ferreira)

Estive em Pedro Leopoldo, Uberaba, e ele esteve conosco em Campos, inclusive descansando por uns dias em nossa casa de praia em Atafona; pois bem, igualmente confesso que, por maior fosse a minha admiração e o meu respeito a ele, eu não sabia que estava lidando com um Espírito de tal envergadura…

— Permitam‐me a intromissão — falei, tomando a defesa do amigo que sempre me tratara com tanta gentileza, nas poucas vezes em que visitara Chico Xavier na “Comunhão Espírita‐Cristã” —; eu também me penitencio, Weaker, pois, para mim, Chico não passava de um grande médium, nada mais do que isto… No entanto, se algum de nós, ainda na carne, tivesse identificado a sua estatura espiritual ou tido a convicção plena de que se tratava do próprio Codificador reencarnado, é possível que extrapolássemos em nosso relacionamento com ele, criando‐lhe sérios embaraços; bastem já os obstáculos que, involuntariamente, lhe causamos com as nossas descabidas exigências ou pontos de vista personalistas…

Concordando comigo, a irmã Yvonne Pereira observou:

— Para os próprios apóstolos, o Cristo só foi compreendido em sua grandeza divina após o episódio de sua ressurreição; até então, Judas o traíra e Simão Pedro o negara… Se não se tivesse confirmado a vitória do Mestre contra a morte, constatada por Maria de Magdala, é possível que os onze tivessem recuado da tarefa de levar adiante a Boa Nova…

— Bem lembrado, Yvonne — enfatizou Carmelita. E não olvidemos que, para incentivá‐ los, o Senhor permaneceu durante quarenta dias concedendo‐lhes aparições e proporcionando advertências de viva voz, tendo‐se, inclusive, mostrado redivivo, na Galileia, a quinhentos discípulos de uma só vez… O Grande Paulo de Tarso não se teria convertido ao Cristianismo, se o Senhor não lhe tivesse aparecido de forma insofismável, às portas de Damasco, orientando‐o em seus passos iniciais.

— Meus irmãos — confortou‐nos Odilon —, a misericórdia de Deus e o nosso querido Chico saberão relevar as nossas deficiências; o importante é que continuemos cumprindo com os deveres que nos são comuns, dignificando o esforço daqueles que nos inspiram a ser melhores do que somos. A existência física e os exemplos do nosso irmão recém‐desencarnado, nos servirão de material de reflexão para muito tempo; o trabalho que se nos desdobra à frente é gigantesco e não podemos perder tempo com lamentações…

— Estou de acordo, meu amigo — interveio Batuíra —; se algo fizemos sobre a Terra, muito ainda nos compete realizar e, conforme asseverou Léon Denis, na exortação que nos dirigiu ainda há pouco, o futuro nos aguarda e não nos furtaremos à bênção de um novo recomeço. Se não somos o que gostaríamos de ser, pensemos nos milhões de companheiros que, nos Dois Planos da Vida, ignoram completamente as mais rudimentares lições com que a Doutrina já nos favorece. Estamos a queixar‐nos da luz diminuta que nos clareia o caminho, a esquecermos, porém, que ela é do tamanho exato das luzes do nosso próprio entendimento. Se aspiramos a seguir Chico Xavier em sua ascensão aos Páramos Superiores, tratemos de fazer mais e melhor…

— Ora, Batuíra! — pontificou Gonçalves ao estimado Mentor. — Este, sem dúvida, não é o seu caso…

— Por que não? — replicou o lúcido seareiro.

— Acaso terei abdicado da minha condição humana? E você, Cairbar, que nada diz? Em

que estará a pensar?…

— Estou pensando que quase todos nós estivemos próximos do que almejamos, no entanto faltou‐nos coragem e maior desprendimento para o passo decisivo… Não nos doamos por inteiro ao Senhor; algo, que não sei definir, ainda nos prendia ao “eu”… Com certeza, não soubemos responder com ações à célebre indagação do Mestre endereçada aos seus discípulos de todos os tempos: “Que fazeis de especial?”

Meditando por momentos, acentuou:

— Pessoalmente, o que mais me valeu deste Outro Lado foi ter‐me dedicado aos mais pobres; nada, coisa alguma se compara ao nosso envolvimento pessoal na prática do bem… Escrevi muito, publiquei diversos livros, proferi conferências, fundei instituições, enfim, tenho consciência de que cooperei, numa época difícil, com a expansão da Doutrina, mas, em nível de consciência, só me sinto tranquilo quando me ponho a pensar nas lágrimas que enxuguei, nas dores que amenizei e no amor que distribui com os meus semelhantes… Pugnar pela Fé Espírita no mundo é algo que, de certa forma, ainda nos envaidece, porque nos coloca no palanque da evidência e, infelizmente, neste sentido muitos se equivocam, abdicando do trabalho que devem realizar no âmago de si mesmos; a ocupação com a difusão dos nossos princípios, não nos dispensa do esforço intransferível da própria renovação… A pergunta de Jesus aos companheiros deve também nos soar aos ouvidos com o seguinte significado: “Que fazeis de especial em vós para vos tornardes especiais para os outros?” Então, de minha parte, posso dizer‐lhes que nada fiz de especial…

Chico Xavier

Maria Boneca e Chico Xavier – um caso real

Nota: Maria Boneca era uma figura popular da cidade de UBERABA, como tantas existem em todas cidades e comunidades. Não fazia mal a ninguém, mas sofria de problemas mentais e carregava consigo uma boneca.

No início da década de 70, Chico Xavier saboreava um cafezinho em conhecido estabelecimento comercial, na Praça Rui Barbosa, em Uberaba, em companhia do Dr. Jarbas Varanda e de seu filho Luciano Varanda, quando eles percebem a aproximação de uma senhora, conhecida sob a alcunha de Maria Boneca, vivendo no clima de uma loucura pacífica, mas que chamava a atenção de toda a comunidade. Muitas pessoas a ridicularizavam e brincavam com sua insanidade, já que Maria Boneca retinha, entre os braços, uma boneca que considerava como filha.

Maria Boneca, ao perceber a presença de Chico no interior do estabelecimento afasta-se daqueles que a ridicularizam e dirige-se ao seu encontro. E, fato inusitado, ao se aproximar de Chico, ela recupera temporariamente sua lucidez e conversa com o Chico naturalmente, como se fossem grandes amigos. Ao se despedir, abraça o inesquecível amigo, beija-lhe as mãos e se afasta. Do lado de fora do estabelecimento, ela volta a ser a Maria Boneca de sempre, vivendo em suas próprias imagens mentais.

Chico, com toda a espontaneidade, relata ao Dr. Jarbas:
– Como somos abençoados, acabo de ser abraçado por uma rainha de França.

Algum tempo depois, o livro intitulado “Mãe” traz um poema do Espírito de Epiphanio Leite, em mensagem psicografado por Chico Xavier, retratando o drama de Maria Boneca cujo conteúdo retratamos abaixo:

MARIA BONECA
Epiphanio Leite

(Versos dedicados à dama feudal que abraçamos por devotada amiga, há três séculos, e que hoje expia, na via pública, sob a alcunha de Maria Boneca, o delito de haver exterminado o filho jovem que lhe estorvava a existência de irresponsabilidade e prazer.)

Reencontrei-te, por fim, esmolando na rua.
Nada recorda em ti a dama do castelo.
Lembro-me!… Dás à fossa o filho louro e belo.
Esqueces, gozas, ris… E a festa continua…

Depois, a morte vem… A memória recua…
Escutas em ti mesma o trágico libelo.
Choras, nasces de novo e trazes por flagelo
A sede de ser mãe que a demência acentua!…

Como dói ver-te agora os tristes olhos baços!
Guardas, louca de amor, um boneco nos braços.
Em torno, há quem te apupe a trilha merencória…

Mas bendize, senhora, a lei piedosa e austera.
Alguém vela por ti: o filho que te espera
E há-de levar-te aos Céus em cânticos de glória!…

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VIVENDO ESPIRITUALMENTE

VIVENDO ESPIRITUALMENTE

Por Balbino Amaral Filho

Porque ainda não compreendemos os nossos verdadeiros caminhos?
Que caminhos são esses, que muitas vezes nos fazem desistir de nossos ideais?
Esquecemos que as nossas conquistas principais, não são somente as conquistas materiais, e sim as que nos aproximam de fato, dos valores espirituais, que nos fazem reconhecer as sublimes virtudes da vida.
Se hoje vivo e respiro, faço parte deste imenso Universo Divino! Com certeza temos um grande papel nos desígnios do Criador.
Somos Espíritos eternos em busca da luz!
Todos nós evoluímos, e cada um carrega a sua bagagem, ou seja, carregamos as nossas sementes, que deveremos semear em nossos caminhos, e assim seremos responsáveis pela nossa semeadura.
Mas porque é tão difícil percorrermos os nossos obstáculos?
Muitas das vezes desanimamos ao percorrê-los. São como montanhas intransponíveis, jamais alcançadas pelos nossos objetivos. Esquecemos de nossas capacidades, de nossas forças! Não pensamos adequadamente, e por isso nos perdemos.
A solução não se encontra em nossas dúvidas, e em nossas fraquezas, e sim na possibilidade que temos de encontrar com o nosso maior adversário, o nosso eu, o nosso íntimo! Enfrentando-o através de um instrumento que todos nós possuímos, a vontade.
A Fé é o nosso grande caminho em nossas reflexões diárias, confiando sempre em Deus, e devemos nos esforçar cada vez mais, em atingir os meios necessários ao nosso aprimoramento espiritual.
Vivendo espiritualmente, com amor, resignação e perseverança nos caminhos do bem.
Assim teremos condições em prosseguirmos, alcançando os degraus disponíveis nas diretrizes, necessárias a nossa evolução.
Não importa os espinhos que encontraremos através da dor e do sofrimento. O importante é a certeza em alcançarmos os esclarecimentos necessários ao nosso aprimoramento moral e intelectual.
Auxiliando sempre aqueles que encontrarmos pelo caminho, agradecendo sempre ao Pai pelas oportunidades que recebemos.
A cada passo, um novo degrau a transpor, e em Deus sairemos vitoriosos na conquista da luz.

Muita paz e luz!

Balbino Amaral Filho- 07/09/2014.

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