Pietro Ubaldi

Pietro Ubaldi – O grande missionário

VIDA E OBRA DE PIETRO UBALDI

(SINOPSE)

Pietro Ubaldi, filho do casal Lavínia e Sante Ubaldi, nasceu em 18 de Agosto de 1886, às 21:00 horas de Roma. Nasceu em terras franciscanas, na cidade de Foligno, Província de Perúgia (Capital da Úmbria). Foligno fica a 18km de Assis, cidade natal de S. Francisco de Assis. Até hoje, as cidades franciscanas guardam o mesmo misticismo legado ao mundo pelo grande poverelo de Assis, que viveu para Cristo, renunciando os bens materiais e os prazeres deste mundo.

Pietro Ubaldi sentiu desde a infância uma poderosa inclinação pelo franciscanismo e pela Boa Nova do Cristo. Não foi compreendido, nem poderia sê-lo, porque seus pais viviam felizes com a riqueza e com o conforto proporcionado por ela. A Senhora Lavínia era descendente da nobreza italiana, única herdeira do título e de uma grande fortuna, inclusive do Palácio Alleori Ubaldi. O místico da Úmbria foi, então, educado com os rigores de uma vida palaciana.

Como poderia ser fácil a um legítimo franciscano viver num palácio? Naturalmente, sentiu-se deslocado naquele ambiente, um ex-patriado de seu mundo espiritual. A disciplina no palácio, aceitou-a facilmente. Todos deveriam seguir a orientação dos pais e obedecer-lhes em tudo, até na religião. Tinham de ser católicos, praticantes dos atos religiosos na capela da Imaculada Conceição, no interior do Palácio. Pietro Ubaldi foi sempre obediente aos pais, aos professores, à família e, em sua vida missionária, a Cristo.

Formou-se em Direito (profissão escolhida pelos pais, mas jamais exercida por ele) e em Música (oferecimento, também de seus genitores), fez-se poliglota, para comunicar-se com outros povos — fala-va, fluentemente, inglês, francês, alemão, espanhol, português, conhecia latim e grego. Mergulhou nas diferentes correntes filosóficas e religiosas, destacando-se como um grande pensador cristão do século XX. Era um homem de uma cultura invejável, o que lhe facilitou o cumprimento da missão. A sua tese de formatura na Universidade de Roma, foi sobre a Expansão Colonial e Comercial da Itália para o Brasil, muito elogiada pela banca examinadora e publicada, em 1911, num volume de 266 páginas pela Editora Ermano Loescher & Cia, de Roma (Itália). Após a defesa dessa tese, o Sr. Sante Ubaldi lhe deu como prêmio uma viagem aos Estados Unidos, durante seis meses.

LIBERDADE

Nem todas as obrigações palacianas lhe agradavam, mas ele as cumpriu até a sua total libertação. A primeira liberdade se deu aos cinco anos, quando solicitou de sua mãe que o mandasse à escola, e aquela bondosa genitora atendeu o pedido do filho. A segunda liberdade, verdadeiro desabrochamento espiritual, aconteceu no ginásio, ao ouvir do professor de ciência a palavra “evolução”. “Minha primeira revelação interior me foi feita ao ouvir meu professor de ciências, no Liceu, proferir a palavra “Evolução”. Meu espírito teve um sobressalto; brotara ao vivo uma centelha, sentira uma idéia central. Tornei-me, a seguir, estudioso de Darwin, mas só para completar seu pensamento”. Outra grande liberdade para o seu espírito foi a leitura de livros sobre a imortalidade da alma e sobre a reencarnação, tornando-se reencar-nacionista, aos vinte e cinco anos, dito por ele numa alocução, em 5 de outubro de 1951, na Federação Espírita do Estado de São Paulo: “Por acaso — digo acaso, mas por certo era obra da Providência — caiu em minhas mãos O Livro dos Espíritos de Allan Kardec. Eu era jovem, desorientado, não tinha, ainda, passado pela experiência dos grandes problemas da vida. Li com grande interesse e vos confesso que, em certo ponto, exclamei: achei!… Eureka! Poderia ter eu repetido: encontrei, encontrei finalmente a solução que procurava e que me esclareceu!

Ela foi a primeira semente que deu origem ao meu adiantamento espiritual e daquele dia em diante se foi tecendo a trama luminosa no esclarecimento de tal forma que, ampliando-se, ele penetrou a ciência, a filosofia, a religião, os problemas sociais e os problemas de todo o gênero.

Devo, entretanto, confessar-vos precisamente aqui, nesta noite e neste local, que a Allan Kardec devo a primeira orientação e a solução positiva do problema mais complexo que, mais de perto, interessava-me, considerando minha condição de ser humano”. (…)

Daí por diante, os dois mundos, material e espiritual, começaram a fundir-se num só. A vida na Terra não poderia ter outra finalidade, além daquela de servir a Cristo e ser útil aos homens.

RENÚNCIA FRANCISCANA

Pietro Ubaldi casou-se aos vinte e cinco anos, seguindo orientação dos pais que escolheram para ele uma jovem rica e bonita, possuidora de muitas virtudes, além de fina educação. Como recompensa pela aceitação da escolha, seu pai transferiu para o casal um patrimônio igual àquele trazido pela Senhora Maria Antonieta Solfanelli Ubaldi. Este era, agora, o nome da jovem esposa. O casamento não estava nos planos de Ubaldi, somente justificável porque fazia parte de seu destino. Ele girava em torno de outros objetivos: o Evangelho e os ideais franciscanos. Mesmo assim, do casal Maria Antonieta e Pietro Ubaldi

A Grande Síntese Pietro Ubaldi

nasceram três filhos: Franco (morto em 1942, na Segunda Guerra Mundial), Vicenzina (desencarnou aos dois anos de idade, em 1919), e Agnese (falecida em S. Vicente (SP) — 1975).

Aos poucos, Pietro Ubaldi foi abandonando a riqueza, deixando-a por conta do administrador, Etore Paccini. Após quinze anos de enlace matrimonial, em 1927, com a desencarnação de seu pai, fez voto de pobreza, transferindo à família os bens que lhe pertenciam. Aprovando aquele gesto de amor ao Evangelho, Cristo lhe apareceu. Isso para ele foi a maior confirmação à atitude tomada. Em 1931, Pietro assumiu uma nova postura, estarrecedora para seus familiares: a renúncia franciscana. Daquele ano em diante iria viver com o suor do seu rosto e renunciava todo o conforto proporcionado pela família e pela riqueza material existente. Fez concurso para professor de inglês, foi aprovado e nomeado para o Liceu Tomaso Campailla, em Módica, Sicilia — região situada no extremo sul da Itália — Onde trabalhou somente um ano letivo. Em 1932 fez outro concurso e foi removido para a Escola Média Estadual Otaviano Nelli, em Gúbio, ao norte da Itália, e ficou mais próximo da família. Nessa urbe, também Franciscana, trabalhou durante vinte anos e fez dela a sua segunda cidade natal, vivendo num quarto humilde de uma casa, pequena e pobre — pensão do casal Norina-Alfredo Pagani — Via della Cattedrale, 4/6, situada na encosta de um grande monte.

O MISSIONÁRIO NA ITÁLIA

Na primeira semana de setembro de 1931, depois da grande decisão franciscana, Cristo novamente apareceu a Pietro Ubaldi, desta vez acompanhado de Francisco de Assis. O primeiro à direita e o segundo à esquerda, fizeram-lhe companhia durante vinte minutos em sua caminhada matinal, na estrada de Colle Umberto, Perúgia. Estava, portanto, confirmada sua posição.Vejamos a cena descrita por ele:

“Numa tranquila paisagem campestre da Úmbria franciscana, próxima de Perúgia, um homem de 45 anos subia sozinho a doce inclinação de uma colina. Aquela manhã radiosa estava perto de 14 de setembro, dia em que São Francisco, em 1224, recebeu os estigmas no monte Alverne. (…)

Estava caminhando quando duas formas paralelas se delinearam. Isto durou cerca de vinte minutos, pelo que teve tempo de controlar tudo e de fixá-lo na memória, para depois analisar o fenômeno com a psicologia racional, positiva, independente de estados emotivos. (…)

Continuou a observar. As duas formas não constituíam só uma indefinida manifestação de presença. Cada uma delas transmitia à percepção interior uma típica e individual vibração que a definia como pessoa. Foi assim que ele pôde logo sentir com clareza inequívoca que à sua esquerda estava a figura de São Francisco e à sua direita a de Cristo. (…)

A visão, no entanto, ficou indelével, gravada a fogo naquela alma, como uma queimadura de luz, uma ferida de amor que jamais o tempo poderá cancelar, feita de saudade, de uma contínua e angustiante espera para reencontrar-se.”

Mais detalhes no livro Um Destino Seguindo Cristo, capítulo I

Em 25 de dezembro daquele ano, chegou-lhe, de improviso, a primeira mensagem de Cristo, Sua Voz, a “Mensagem de Natal”. Por inspiração, ele sentiu que estava aí o início de sua missão. Outras Mensagens surgiram em novas oportunidades, dentro de um plano pre-estabelecido pelo Alto, todas com a mesma linguagem e conteúdo divino.

No verão italiano de 1932, começou a escrever A Grande Síntese, concluída em 23 de agosto de 1935, às 23:00 horas de Roma. Esse livro, com cem capítulos, escrito em quatro verões sucessivos, foi traduzido para vários idiomas. Somente no Brasil já alcançou dezoito edições. Outros compêndios, verdadeiros mananciais de sabedoria cristã, surgiram nos anos seguintes, completando os dez volumes escritos na Itália. Esta parte da Obra é composta de:

Grandes Mensagens,
A Grande Síntese — Síntese e Solução dos Problemas da Ciência e do Espírito, As Noúres — Técnica e Recepção das Correntes de Pensamento,
Ascese Mística,
História de Um Homem,
Fragmentos de Pensamento e de Paixão,
A Nova Civilização do Terceiro Milênio,
Problemas do Futuro,
Ascensões Humanas,
Deus e Universo.

O MISSIONÁRIO NO BRASIL

O Brasil é a terra escolhida para ser o berço espiritual da Nova Civilização do Terceiro Milênio. Aqui vivem diferentes povos irmanados, independentes de raças ou religiões que professem. Ora, Pietro Ubaldi exerceu um ministério imparcial e universal, por isso, o destino quis trazê-lo para cá e aqui completar sua tarefa missionária.

Nesta terra do cruzeiro do sul, ele esteve em 1951 e realizou dezenas de conferências de Norte a Sul, de Leste a Oeste. Em 8 de dezembro do ano seguinte, desembarcaram, no porto de Santos, Pietro Ubaldi e sua esposa acompanhados da filha e duas netas (Maria Antonieta e Maria Adelaide), atendendo a um convite dos amigos de S. Paulo para virem morar neste imenso país. É oportuno lembrar que Pietro Ubaldi renunciou os bens materiais, mas não os deveres para com a família, que se tornou pobre porque o administrador, primo de sua esposa, dilapidou toda a riqueza a ele entregue para gerenciá-la.

Em 1953, retornou à sua missão apostolar, continuou a recepção dos livros e recebeu a última Mensagem, “Mensagem da Nova Era”, do livro Grandes Mensagens, em S. Vicente (SP), no Edifício “Iguaçu”, na Av. Manoel da Nóbrega, 686 — apt.o

A Grande Síntese Pietro Ubaldi

92. Dois anos depois, transferiu-se, com a família, para o edifício “Nova Era” (coincidência, nada tem a ver com a Mensagem escrita na residência anterior), na praça 22 de janeiro, 531 — apt.o 90. Em seu quarto-escritório, neste apartamento, completou a sua missão — a segunda parte da Obra, chamada brasileira, porque escrita no Brasil:

Profecias,
Comentários,
Problemas Atuais,
O Sistema — Gênese e Estrutura do Universo, A Grande Batalha,

Evolução e Evangelho,
A Lei de Deus,
A Técnica Funcional da Lei de Deus, Queda e Salvação,
Princípios de Uma Nova Ética,
A Descida dos Ideais,
Um Destino Seguindo Cristo, Pensamentos,
Cristo.

Escritores católicos, espiritistas, espiritualistas, filósofos, poetas e cientistas prestaram homenagens a Pietro Ubaldi e à Sua Obra. Dentre eles, destacamos: Ernesto Bozzano, Marc’Antonio Bragadin, Antonio D’Alia, Gino Trespioli, Paolo Soster, Enrico Fermi, Riccardo Pieracci, franco Lanari, Paola Giovetti, Moris Ulianich, Antonio Pieretti, Monsenhor Mario Canciani, Padre Antony Elenjimittam, Dario Schena Sterza, Padre Ulderico Pasquale Magni, Albert Einstein, Isabel Emerson, Gaetano Blasi, Maurice Schaerer, Humberto Mariotti, F. Villa, Guillon Ribeiro, Carlos Torres Pastorino, Canuto de Abreu, Clóvis Tavares, Medeiros Corrêa Júnior, Monteiro Lobato, Rubens C. Romanelli, Emmanuel, Augusto dos Anjos, Cruz e Souza etc. A Obra de Pietro Ubaldi, sem dúvida alguma, descortina outros horizontes a uma nova concepção de vida. O seu conteúdo é a revelação cristalina da “Boa Nova” neste século.

DESENCARNAÇÃO DE PIETRO UBALDI

S. Vicente (SP), célula máter do Brasil, foi a terceira cidade natal de Pietro Ubaldi. Aquela cidade praiana tem um longo passado na história de nossa pátria, desde José de Anchieta e Manoel da Nóbrega até Pietro Ubaldi que viveu ali o seu último período de vinte anos. O Mensageiro de Cristo, intérprete de “Sua Voz”, previu o dia e o ano do término de sua Obra — Natal de 1971 — com dezesseis anos de antecedência, em seu livro Profecias. Ainda profetizou que sua morte aconteceria logo depois dessa data. Tudo confirmado. Desencarnou no Hospital S. José, em S. Vicente, quarto no 5, à 0:30 hora, em 29 de fevereiro de 1972. Saber quando vai morrer e esperar, com alegria, a chegada da irmã morte, são privilégios de poucos… O arauto da Nova civilização do espírito foi um homem privilegiado.

Dezembro de 1996

Músicas Evangelizadoras

Músicas Evangelizadoras

FAUSTO REIS

1-  Homenagem à Casa do Cinza (Fausto Reis – Dr. Odilon Fernandes) Tom Sol Maior – Clique aqui p/ letra e cifra.

 

Prece da Casa do Cinza – Fausto Reis – Irmão X

GRUPO RAIO DE LUZ

Prece da Casa do Cinza – Grupo Raio de Luz – Irmão X

 

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Médium Luiz Gasparetto morre aos 68 anos

Escritor espírita, filho de Zíbia Gasparetto, lutava contra um câncer de pulmão

O Estado de S.Paulo

03 Maio 2018 | 22h51

O médium e escritor espírita Luiz Gasparetto, de 68 anos, morreu nesta quinta-feira depois de uma luta contra um câncer de pulmão. Ele era filho da também médium e escritora Zibia Gasparetto. As primeiras notícias foram divulgadas  em sua página de no Facebook.

A publicação trazia um texto de consternação espiritual: “Luiz Gasparetto, o homem que deixa na Terra, seu legado de espiritualidade. Foram mais de 30 livros publicados, milhares de palestras em diversas cidades do mundo, muitas vidas e corações tocados por seus ensinamentos, e ele gostaria que você se lembrasse de que, melhorar o mundo, começa com a melhora de si mesmo. Faça acontecer! No mundo espiritual, tudo tem começo e meio. O fim só existe, para quem não percebe o recomeço. Nosso espírito é eterno. Feliz recomeço, Gaspa!”

Em fevereiro, um vídeo publicado na mesma página trazia o médium revelando seu estado de saúde e falando em escuridão.  “Não estou triste nem abatido. Estou diagnosticado fisicamente com câncer no pulmão. Não tenho medo de morrer porque convivo com fantasmas o dia inteiro”, afirmou. “Morrer não significa que essa escuridão não vai seguir comigo. Morrer não é a solução. Deixei de alguma forma minha ignorância penetrar em mim um ressentimento, por exemplo. Não tanto com pessoas, mas com a vida”.

Fonte – ESTADÃO

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O Evangelho Segundo o Espiritismo

O Evangelho Segundo o Espiritismo

Evangelho – Do grego Euangelion (eu = boa eangelion = notícia) que significa boa notícia. Para os gregos mais antigos, ela indicava a “gorjeta” que era dada a quem trazia uma boa notícia. Mais tarde passou a significar uma “boa-nova”, segundo a exata etimologia do termo. Há diferença entre Evangelho e Evangelização? Uma só palavra grega (euaggélion) é traduzida já por evangelho, já por evangelização, segundo o contexto e segundo dos tradutores. Assim, por exemplo, quando São Paulo escreve: “Antes, pelo contrário, tendo visto que me tenha sido confiado oEvangelho para os não circuncidados, como a Pedro para os circuncidados” (Gál, 2,7), traduziríamos com mais precisão por “evangelização”, em vez de Evangelho.

O Evangelho Segundo o Espiritismo é o terceiro livro codificado por Allan Kardec. Contém a explicação das máximas morais do Cristo, sua concordância com o Espiritismo e sua aplicação às diversas posições da vida. Em sua primeira página, há uma frase proverbial: “Não há fé inabalável senão aquela que pode encarar a razão, face a face, em todas as épocas da humanidade”.

A instrução contida no prefácio, transmitida por via mediúnica, resume o caráter e o objetivo do Espiritismo. Há quatro pontos:

a) Os Espíritos do Senhor, semelhantes às estrelas cadentes, vêm iluminar o caminho e abrir os olhos aos cegos;
b) Os tempos são chegados e todas as coisas devem ser restabelecidas em seu sentido verdadeiro para dissipar trevas, confundir os orgulhosos e glorificar os justos;
c) As vozes do céu conclamam os seres humanos ao concerto divino, no sentido de estender esse hino sagrado de um canto ao outro do planeta;
d) Por fim, pedem para que nos amemos uns aos outros, fazendo a vontade do Pai que está nos céu.

Allan Kardec, na Introdução de O Evangelho Segundo o Espiritismo, diz que as matérias contidas nos Evangelhos podem ser divididas em cinco partes: os atos comuns da vida de Cristo, os milagres, as profecias, as palavras que serviram para o estabelecimento dos dogmas da Igreja e o ensinamento moral. Se as quatro primeiras partes foram objeto de controvérsia, a última manteve-se inatacável. Este é o terreno onde todas as crenças podem se reencontrar, porque não é motivo de disputas, mas sim regras de conduta abrangendo todas as circunstâncias da vida, pública e privada.

Allan Kardec reuniu nesta obra os artigos que pudessem constituir um código de moral universal, sem distinção de culto. Por que procedeu desta forma? Porque o Espiritismo, como um todo, foi codificado com esse objetivo, o de tornar os seus ensinamentos úteis para toda a população terráquea, e não para uma comunidade, uma organização, uma dada religião.

As máximas morais, comentadas ao longo deste livro, foram bem fundamentadas. Observe que Allan Kardec teve o cuidado de não se basear em uma única informação. Passava tudo pelo crivo da razão. Dizia: “A única garantia séria do ensinamento dos Espíritos está na concordância que existe entre as revelações feitas espontaneamente, por intermédio de um grande número de médiuns, estranhos uns aos outros, e em diversos lugares”.

O Evangelho Segundo o Espiritismo foi dividido em 28 capítulos. O 28.º capítulo trata da “Coletânea de Preces Espíritas”; nos outros 27 estão os ensinamentos morais do Cristo. Refletindo sobre cada um desses capítulos vamos adquirindo um vasto conhecimento sobre nós mesmos, sobre o mundo que nos rodeia, sobre outras galáxias e, principalmente, sobre o nosso relacionamento com o próximo. Não é um livro para ser apenas estudado, mas para ser posto em prática, no dia-a-dia.

Postado por Sérgio Biagi Gregório

Fonte: Blog Espiritismo

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Ataque à Síria – Oração de guerra espiritual – Espíritas Vibremos pela Paz

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Notícia: Os Estados Unidos, o Reino Unido e a França anunciaram na noite desta sexta-feira (13) que lançaram um ataque em conjunto contra estabelecimentos de armas químicas na Síria, em resposta ao suposto ataque químico contra a cidade de Duma no dia 7 de abril. (fonte G1)

Isaías 2, 2.4-5

No fim dos tempos o monte do templo do Senhor estará firme,
será o mais alto de todos,
e dominará sobre as colinas,
Acorrerão a ele todas as gentes.
Ele julgará as nações,e dará as suas leis a muitos povos,
os quais transformarão as suas espadas em relhas de arados,
e as suas lanças, em foices.
Uma nação não levantará a espada contra outra,
e não se adestrarão mais para a guerra.
Vinde, Casa de Jacob!
Caminhemos à luz do Senh

Irmãos, sabemos que a transição se processa no planeta, que os tempos são chegados e a Regeneração se aproxima. Muitos sofrem pelo mundo em vários países. Muitas nuvens negras atingem a terra e promovem desarmonia, desordem e desolaçao.  Todos temos problemas de ordens diversas e muitas vezes mergulhamos nossos pensamentos em circulos viciosos, nos sintonizando com essas energias negativas.  Nós vivemos nesse mundo e temos responsabilidades com seu futuro. É o nosso compromisso, nossa fé, nossa intenção e sobretudo nosso dever, trabalhar pelo bem e pelo amor. Juntemo-nos aos trabalhadores da última hora, e aos espíritos superiores, fazendo a nossa parte para dissiparmos as ondas negativas que provocam e promovem a guerra. Devemos agir em apoio às hostes celestiais vibrando amor e paz para todos. Nesse momento, os nossos irmãos da Síria, sofrem ataque conjunto em represália ao uso de armas quimicas pelo governo Sirio. Que Jesus abençõe e proteja todos os nossos irmaos sirios. Vibremos pela paz.

Oração de Guerra Espiritual

Senhor que no dia de hoje,
eu possa lembrar dos que vivem em guerra,
e fazer por eles uma prece de paz.

Que eu possa lembrar dos que odeiam,
e fazer por eles uma prece de amor.

Que eu possa perdoar a todos que me magoaram,
e fazer por eles uma prece de perdão.

Que eu lembre dos desesperados,
e faça por eles uma prece de esperança.

Que eu esqueça as tristezas do ano que termina,
e faça uma prece de alegria.

Que eu possa acreditar que o mundo ainda pode ser melhor,
e faça por ele uma prece de fé.

Obrigada Senhor
Por ter alimento,
quando tantos passam o ano com fome.

Por ter saúde,
quando tantos sofrem neste momento.

Por ter um lar,
quando tantos dormem nas ruas.

Por ser feliz,
quando tantos choram na solidão.

Por ter amor,
quantos tantos vivem no ódio.

Pela minha paz,
quando tantos vivem o horror da guerra”

 

Que Assim Seja.

 

 

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O Transe Mediúnico – Cap. 13 – TIPO DE MEDIUNIDADE

                            Cap. 13 – TIPO DE MEDIUNIDADE

21. Acontecerá o mesmo com aqueles que têm uma aptidão especial para o desenho e a música?
— Sim; o desenho e a música são também modos de se exprimirem pensamentos; os espíritos utilizam os instrumentos que lhes oferecem mais facilidade. (Cap. XIX-Papel do médium nas comunicações espíritas)

 

A aptidão mediúnica se revela em cada médium de acordo com a sua capacidade de captar e expressar o pensamento dos espíritos.

A rigor, ninguém pode dizer ao médium que ele seja portador desta ou daquela faculdade.

Às vezes, por exemplo, ele começa como psicógrafo e, depois, se define como psicofônico, ou vice-versa.

O Transe Mediúnico 61

O medianeiro não deve cultivar prefe- rência por este ou aquele tipo de mediunidade, fugindo às suas características naturais.

Em essência, a base das faculdades mediúnicas de efeitos intelectuais é a mesma, não diferindo substancialmente uma da outra.

Mediunidade é pensamento a pensa- mento.

Quem enxerga ou escuta os espíritos, os escuta ou enxerga através do pensamento.

Os espíritos poetas procurarão um medianeiro que tenha facilidade no campo da poesia.

Os espíritos pintores escolherão um sensitivo que possua predisposição para a arte da pintura.

Raros são os médiuns que, pos- suindo múltiplas faculdades, conseguem atuar em todas elas. A faculdade mediúnica predominante absorverá as demais, que, assim, passarão a concorrer pela melhor produtividade da que se destaca.

A insatisfação do médium com a faculdade de que seja portador, desejando

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outra que não possui ou, ainda, ambicionando a que determinado medianeiro exerce, prati- camente o anula para a execução da tarefa que esteja ao alcance de suas possibilidades.

Infelizmente, muitos médiuns, dotados de excelentes recursos medianímicos, diga- mos, menos dados à publicidade, compli- cam-se por não se contentarem com os discretos, porém úteis talentos que lhes foram confiados.

Mediunidade mais ampla é sinônimo de sensibilidade que se amplia.

Não nos esqueçamos de que a faculdade que Jesus m ais exercia em seu ministério divino era a da cura! Ele ressuscitava os mortos, fazia andar os paralíticos, devolvia a visão aos cegos, curava obsedados, por meio da simples imposição das mãos.

O Senhor endossava com as mãos a excelência da M ensagem que verbalizava.

A importância, pois, do médium em serviço não está na espécie da faculdade mediúnica que exerça, e, sim, nos frutos que advenham de seus esforços.

Discreto dom mediúnico trabalhado com amor vale mais, para a Doutrina, que a m ais expressiva faculdade exercida com vaidade e personalismo.

Ansiando por incorporar espíritos, poucos são os que se lembram de incorporar as lições de Jesus no cotidiano, transfor- mando-se em exemplos vivos do Evangelho.

Querendo psicografar livros, raros os que se dispõem a grafar, com a própria vida, as noções que despertam as consciências secularmente adormecidas.

Médiuns de espíritos se multiplicam em toda parte, todavia médiuns do Cristo no mundo continuam sendo muito poucos. E são justamente estes últimos os detentores das m ais preciosas e nobres faculdades postas a serviço da crença na Imortalidade entre os homens na Terra!

Carlos A. Baccelli / Odilon Fernandes