Estudo, mensagem

NÓS SOMOS CHAMADOS, DIZEM OS OBSESSORES…

NÓS SOMOS CHAMADOS, DIZEM OS OBSESSORES…

Não pensemos que só existem obsessores que nos procuram por vingança. Por outros motivos também. Um motivo que tem nos chamado à atenção, e dito pelos próprios obsessores, é que eles são chamados às nossas presenças por nós mesmos.

Como?

Vejamos os exemplos que nos esclarecem. Há alguns anos atrás dirigíamos uma reunião prática na cidade de Araçatuba, quando um médium ficou envolvido por um espírito muito agitado. E, entre outras coisas, dizia com muita convicção, que ele ia a muitos lares, incontáveis, pois “eles me chamam”. Querendo saber como, ele disse, pelos palavrões, pelos gritos, pelas brigas. Alimento-me destas vibrações, é como se uma força irresistível me puxasse para lá.

No final de outubro de 2015, orientávamos um espírito que fora trazido de um lar onde permanecia sem nenhuma razão, a não ser a de querer ficar no ambiente, por gostar simplesmente.

Perguntamos por que insistia em ficar lá e ele disse “porque ela me prende ali por seus pensamentos, seus sentimentos, suas ações e me sinto bem lá”.

É importante lembrar que os nossos pensamentos, sentimentos e atitudes geram energias. Se forem bons, energias boas; se forem ruins, energias negativas que compõem a nossa aura e impregnam o ambiente à nossa volta. No caso das vibrações negativas, elas formam um ambiente propício para os espíritos desequilibrados, doentes, perturbadores, desocupados, pois os semelhantes se atraem. Esta é a lei da afinidade e da sintonia.

No livro História do Espiritismo em Piracicaba e Região, de Eduardo Carvalho Monteiro, existe um relato que comprova tal fato (o fato de atrairmos os obsessores):

Numa das viagens de trem que fazia como palestrante espírita e representante do Jornal O Clarim e Revista RIE, de Matão, João Leão Pitta, alguém o interrompe em sua leitura e respeitosamente indaga se ele era o Sr. Pitta.

Confirmado, o desconhecido pede-lhe que o ajude a conversar com um parente ali presente, “tomado“ por um espírito. Pitta, então inicia um diálogo com o espírito que envolvia o jovem.

Perguntado por que estava assediando o moço, a Entidade dizia que “não queria aquilo, mas que o fulano era quem o atraia com seus vícios”. Pitta argumentou com o Espírito: mas se você corresponde ao chamado, é porque você está na mesma faixa mental que ele, porque semelhante atrai semelhante. Não o atenda quando ele o chamar, que você passará bem e ele também.

Bem, podemos ver, pelo exemplo, que nós encarnados também atraímos os espíritos infelizes, quando nosso comportamento se assemelha ao deles, e não somente eles nos procuram. Então a nossa responsabilidade é grande nas obsessões. Nunca algo ocorrerá nesse sentido se não estivermos com a nossa parte de responsabilidade.

Em O Evangelho Segundo O Espiritismo, Cap.XXVIII, diz: Os maus espíritos pululam ao redor da Terra, em conseqüência da inferioridade moral dos seus habitantes. Sua ação malfazeja faz parte dos flagelos dos quais a humanidade é alvo neste mundo…

Para se preservar das doenças, fortifica-se o corpo; para se garantir da obsessão, é preciso fortalecer a alma; daí, para o obsidiado, a necessidade de trabalhar pela sua própria melhoria, o que basta, o mais freqüentemente, para livrá-lo do obsessor…

Fonte: Antonio Carlos Piesigilli

Créditos: Nas Asas da Espiritualidade

(Irmãos da Nova Era Espírita)

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Chico e Bezerra

Dr.Bezerra vindo ao encontro do amigo Chico aproximou-se

e deu-lhe afetuoso e reluzente abraço; e foi logo dizendo:

— Como vai Chico?

Muito trabalho?

— Ah! Sim Dr.Bezerra, o trabalho é uma bênção!

Espero continuar trabalhando…

— Então vamos Chico?

A reunião está prestes a começar e Jesus já está a caminho.

Embargados pela emoção permaneceram calados por alguns instantes, e Chico na sua simplicidade, pondo-se de pé, fitou aquele belo par de olhos azuis, que mais pareciam dois diamantes faiscando.

Pronto a obedecer àquele convite, o Chico ajeitou o paletó, passou as mãos no rosto, deixando transparecer sua disciplina de verdadeiro apóstolo do Mestre.

Dr.Bezerra, observando os pormenores, não pode deixar de fazer uma brincadeira para quebrar a emoção do momento.

— Chico — falou o Dr.Bezerra —, deixa o paletó; você não precisa mais dele, suas vestes agora são outras.

Chico, como que meio envergonhado, sorrindo, respondeu ao amigo com a humildade que lhe é peculiar:

— Dr.Bezerra, se o senhor me permite, irei de paletó, tenho receio que os participantes da reunião não me reconheçam; ainda me sinto um cisco de paletó, ele irá dar-me uma presença melhor diante dos amigos.

O senhor não acha?

Dr.Bezerra, já com os olhos molhados pelas lágrimas, pensava consigo mesmo em silêncio:

– Meu Deus!

Como pode um Espírito da envergadura espiritual do Chico esconder tanta luz detrás de um paletó velho e amarrotado?

Chico, sentindo a emoção e ouvindo os pensamentos do amigo, falou-lhe:

— Oh! Dr.Bezerra!…

Foi neste paletó que eu aprendi a amar o meu próximo,

a respeitar o sofrimento alheio.

Quantos bilhetes de mães em lágrimas foram colocados nos bolsos do meu paletó?

Pedidos de preces, rogativas por uma mensagem de consolo, pela perda de um ente querido…

Bilhetes simples… mas eu não deixei de ler nenhum deles,

e chorava beijando aqueles pedaços de papeis, sentindo-me um cisco.

Era uma alegria muito grande levar as mãos aos bolsos e encontrar aqueles pedacinhos de papéis que nada mais eram que bênçãos vindas dos céus para o meu coração.

Confesso ao senhor, que eram um elixir revigorando o meu Espírito.

O senhor imagina que o meu paletó vivia perfumado de rosas que colocavam no meu bolso.

Chegaram a dizer que o perfume era meu, mas na verdade eram deles, que me amavam muito.

Portanto, se o senhor não se importar, estou pronto, mas irei mesmo é de paletó.

Nosso Senhor Jesus Cristo irá sentir o perfume dos irmãos que sofrem na Terra.

Ainda tenho alguns bilhetes no bolso, colocá-los-ei à disposição de Jesus, nosso mestre.

Eu ainda me considero um verme rastejante vestido de paletó. Risos…

Dr.Bezerra — falou o Chico com alegria —, agradeço sua presença e companhia; a paciência que sempre dispensou em minha caminhada pela Terra.

Sou-lhe muito grato!

O senhor ajudou-me a concluir as tarefas com a Doutrina Espírita.

Por este motivo eu nunca desisti de trabalhar… Obrigado!

Naquele momento Dr.Bezerra viu que realmente estava diante de um apóstolo do Mestre Jesus.

Levou as mãos iluminadas ao ombro do amigo e, abraçando-o, saíram, deixando para trás dois rastros de luz em direção ao infinito.

Espírito Odilon Fernandes

Médium Raulina Pontes

Este encontro foi narrado pelo Espírito do Dr.Odilon à médium Raulina Pontes, da Casa do Cinza, Uberaba, na madrugada do dia 17/08/2008

Bezerra de Meneses, bezerra de meneses, mensagem

Tempos de Transição

A terra está passando de um planeta de provações para um planeta de mais evolução. Vocês podem estranhar aquilo que estou falando , porque vocês tem observado tragédias coletivas… e mais pranto virá para o Brasil, que inegavelmente é a pátria do evangelho e onde certamente palpita o coração do mundo. Porque nenhum povo é como o Brasileiro, tão sem preconceito, tão capaz de esquecer. Já vieram para estas terras, aqueles que se burilaram em outras terras e já aprenderam a deixar de lado o orgulho, o preconceito, e escancararam o coração para o conhecimento espiritual.

De nenhum país, meus filhos – eu estou no plano espiritual, posso dar testemunho – chegam tantas preces sinceras como as que vem do Brasil, para várias colônias. Uma capacidade de esquecer imensa, uma alegria que brota no ar… a tragédia vem, e o povo sorri, e o povo canta, realmente é um povo feliz, apesar da infelicidade.

E nós, do plano espiritual, sabemos que, dentre aqueles que aqui estão, muitos e muitos são espíritos seletos, que já vieram de outras eras de muito sofrimento, de muitas lutas, para começar um mundo novo. Então vão deixar a expiação por uma conquista maior de paz, de evolução, de alegria – uma alegria cristã, uma alegria sábia, uma alegria construtiva, uma alegria pacífica, uma alegria bela.

A sinceridade, meus filhos, brota espontânea no coração de todos os Brasileiros: claro é que as comportas das colônias foram abertas e muitas entidades altamente trevosas se abrigaram neste orbe, mas para aprender em contato com o bem, em contato com a fraternidade, em contato com a caridade, em contato com a doutrina salvadora, e assim se regenerarem. E se isso não conseguirem obter, certamente vai ficar marcado em suas almas o bem que puderam ver.

Assim como nós sabemos que o céu é azul e as campinas são verdes, também as almas malévolas sabem que o bem é paz, e que o trabalho é esperança, e isso elas recordarão mesmo depois do depois…

Meus filhos, dores virão, sim, porém vai vir um século diferente. A AIDS, vai dizimar muitas criaturas, as sub divisões do vírus serão imbatíveis, e outras tantas criaturas serão dizimadas. Tragédias coletivas irão assolar todos os países. O mar vai rugir com a força de Deus e retomar até aquilo que o Homem acha impossível de se tomar, vai jogar para o fundo as estátuas de bronze, e vai fazer um império de luz onde as criaturas que ficarão serão aquelas que já foram testadas em todas as experiências e não fracassaram, aquelas que puderam provar do cálice adocicado do pecado, e preferiram o bem, e aquelas que deixaram realmente todo o personalismo, para entender que o mundo é a casa de Deus e todas as criaturas são seus filhos.

E nós nada mais somos que todos irmãos mesmo pais e filhos. Por isso, meus filhos amados, trabalhem sem cessar. Os tempos são chegados, mais depressa do que vocês supõem. A dor não vai poupar ninguém, nenhum lar, nenhum olhar vai deixar de sombrear-se à dor. Os olhos vão chorar pranto doloroso e os lábios vão aprender, mais que sempre, a orar. Só na prece as criaturas encontrarão o lenitivo para suas dores e só na religião encontrarão consolo para suas vidas.

Nada será poupado, nem ninguém. Vindo de uma assembléia que ontem se reuniu com vários representantes, de várias colônias, nós já não estamos assustados. Nossos olhos já viram muito mais do que já fora possível imaginar que vissem… aproveitem cada instante de trabalho com alegria, sem rivalidade, sem tristeza, sem amarguras. Sejam felizes e façam felizes as criaturas. Possuam os bens materiais, lutem por eles, mas lutem também pelos bens espirituais e repartam com aqueles que possuem menos. Tempo virá em que o Homem vai disputar pequenas raízes no solo estorricado, lembrando a mesa farta que já tivera, a água que bebeu, debaixo de um sol causticante, porque dilúvio não virá mais. Vocês verão a própria terra, com o calor do sol, insandecer de fogo. Acendam, portanto, a chama do amor em seus corações, porque os tempos estão batendo à porta, batendo insistentemente…

Bezerra de Menezes – 1996 – Psicografia da médium Shyrlene Soares Campos em Uberlândia